EUA preparam novas tarifas contra 60 países; Brasil pode receber sobretaxa de 12,5%
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Carol
Débora
Luiz Fernando Filiaggi
- Tarifas EUABrasil · 60 países · Trabalho forçado · Práticas comerciais · Donald Trump e a NASA
- Investigações comerciais e legaisDepartamento comercial em escritórios · Práticas comerciais injustas · Donald Trump e a NASA
E a gente segue falando de tarifas, Débora, porque tem a expectativa de aplicação de uma outra tarifa, né, sobre o Brasil. Não só sobre o Brasil, mas sobre aproximadamente 60 países, por causa de práticas comerciais ligadas ao trabalho forçado. E o representante comercial dos Estados Unidos falou sobre isso hoje. O Luiz Fernando Filiaggi tem os detalhes. Deve sair ainda nessa semana, né, Luiz? Boa tarde.
Oi, Carol, boa tarde. Boa tarde, Débora. Isso mesmo, o Jameson Green afirmou que essas novas tarifas contra 60 países, incluindo o Brasil, serão anunciadas ainda. Portanto, existe um tempo até eles colocarem essas novas alíquotas contra esses países. Importante a gente trazer aqui e lembrar também que o escritório do representante comercial dos Estados Unidos abriu em março as investigações sobre práticas comerciais consideradas injustas aí pelo governo do Donald Trump.
As novas alíquotas que podem afetar os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos tem o objetivo de substituir as tarifas temporárias de 10% impostas pelo presidente Donald Trump após a Suprema Corte do país ter derrubado as sobretaxas no ano passado. À época, os juízes alegaram que o republicano havia feito uma leitura anticonstitucional de um texto legal para justificar as taxas. Contudo, a decisão não afetou as tarifas setoriais, que visam áreas como automotiva, a siderúrgica, a de alumínio e a de cobre.
Trump anunciou então novas tarifas baseadas em uma disposição legal diferente que o autorizava a aplicar essas sobretaxas por um período máximo de 150 dias. Ao mesmo tempo, o USTR iniciou uma série de investigações que em teoria permitem a implementação permanente das tarifas. No início de junho, ao término das apurações, Jameson Grier propôs novas tarifas de 12,5% sobre cerca de 45 países. No caso do Brasil, os Estados Unidos avaliam impor essa sobretaxa, sobretaxa de 12,5%, sob acusação de que o país tem comprado bens produzidos por outras nações com trabalho forçado após um novo tarifação de 25%.