Moraes arquiva investigação contra Bolsonaro e Ramagem no caso da 'Abin Paralela'
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Alexandre de Moraes
João Rosa
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Nós vamos, voltamos a Brasília. João Rosa tem mais detalhes sobre o caso que envolve a ABIN paralela. Oi, João, boa tarde.
Oi, Débora. Oi, Carol, boa tarde para vocês. Boa tarde a todos os nossos ouvintes. O ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal determinou hoje o arquivamento da investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no caso conhecido como ABIN paralela. Na decisão, Moraes entendeu que os fatos apurados em relação a Bolsonaro e ao ex-diretor-geral da ABIN, Leandro e Ramagem já foram analisados no processo sobre a tentativa de golpe.
Segundo o ministro, essas informações serviram como base para a condenação do ex-presidente a mais de 27 anos de prisão. Por outro lado, Débora, o ministro determinou o envio da parte restante da investigação ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Com isso, a apuração sobre o vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, continuará em outra instância da justiça. Carlos havia sido denunciado pela Polícia Federal no caso.
Segundo as investigações, Carlos teria participado de supostas campanhas de desinformação, da divulgação de informações sigilosas e de ataques ao sistema eleitoral, ao Supremo Tribunal Federal e a adversários políticos. Na decisão, Moraes afirma que a chamada ABIN paralela funcionava como uma célula clandestina que não se limitava ao monitoramento ilegal de autoridades públicas, mas também de jornalistas. A decisão acompanha o parecer da Procuradoria-Geral Federal da República, que também defendeu o arquivamento de parte da investigação relacionada diretamente a Bolsonaro e também a Alexandre Ramagem.