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Novo premiê britânico estreia sob pressão e Trump tenta roubar a cena na final da Copa

20 de julho de 20268min
0:00 / 8:29
Eduardo Graça analisou a chegada de Andy Burnham ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, o sétimo em dez anos. O comentarista também criticou o protagonismo de Donald Trump durante a cerimônia de encerramento da Copa do Mundo, afirmando que o presidente americano tentou roubar a cena nas comemorações da seleção espanhola

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Participantes neste episódio3
D

Débora

Host
C

Carol

Co-hostApresentadora
E

Eduardo Graça

ComentaristaJornalista
Assuntos3
  • Trump e o UFCDonald Trump e a NASA · Copa do Mundo · FIFA · Análise da Seleção Espanhola
  • Novo premiê britânicoRishi Sunak · Sucessão no Partido Trabalhista · Economia britânica · Brexit · Margaret Thatcher
  • Conflito no Oriente MédioEstados Unidos · Iraque · Paquistão · Catar · Estreito de Ormuz · Milícia privada de Vorcaro
Transcrição14 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
EGEduardo Graça

Ponto Final CBN de volta e o Eduardo Graça, repórter especial do Jornal O Globo, já tá aqui com a gente para comentar os assuntos, os temas internacionais. Tudo bem, Edu? Boa noite.

EGEduardo Graça

Oi, Débora querida, boa noite. Oi, Carol.

EGEduardo Graça

Edu, vamos falar. Opa, boa noite, ouvintes. É isso, desculpa, acabei falando por cima. Edu, vamos falar do novo primeiro-ministro do do Reino Unido, que é o sétimo nos últimos 10 anos. Traz para gente aí, conta para a gente qual é o perfil desse novo primeiro-ministro, a capivara dele aí para nós, Edu.

EGEduardo Graça

Então, o novo primeiro-ministro, o Rishi Sunak, ele já tá tentando mostrar, ele nem bem entrou, entrou hoje, já tá tentando mostrar para os seus críticos, que são muitos dentro e fora do Partido Trabalhista, que o governo dele não vai ser mais do mesmo e que ele, que tem um apelido de Rei do Norte, né, uma referência aí a série Game of Thrones, que ele não vai ser a próxima vítima desse Game of Thrones de primeiros-ministros aí, a Débora que você pontuou, nos últimos anos.

Para se distanciar do primeiro-ministro até hoje, que era o Keir Starmer, Sir Keir Starmer, pomposo, o Banham fez o seu primeiro discurso de bate-pronto, sem ler um texto prévio escrito, com mais carisma. Ele afirmou que vai colocar em prática um plano ambicioso para modificar profundamente a economia britânica, que está estagnada desde o Brexit, o divórcio do país com a União Europeia. Ele frisou, aliás, que ele vai comandar a maior mudança nas estruturas socioeconômicas do Reino Unido desde os idos de Margaret Thatcher.

E sendo ele o rei do Norte, região norte da Inglaterra que foi o berço da industrialização inglesa, ele defendeu a reindustrialização do país, embora não tenha detalhado ainda de que modo ele vai fazer isso. Ele se diz defensor da descentralização administrativa do país, com menos concentração de poder em Londres, e de um socialismo pró-mercado que os números mostram ter funcionado bem em Manchester, que foi a região que mais cresceu no Reino Unido na última década.

Mas agora, esse socialismo pró-mercado, esse nome me parece uma tentativa de agradar Tanto a ala esquerda do Partido Trabalhista, ele sugere a reestatização de serviços ali, especialmente no setor de saneamento básico e de água, quanto o setor produtivo. Ele também fala em aumentar a exploração de petróleo no Mar do Norte. É importante notar também, Débora, que os primeiros nomes que ele anunciou para o novo gabinete não podem exatamente ser chamados de novidade, né?

Tem ali o Ed Miliband, John Healey, são pessoas que Então há muito tempo é dentro do Partido Trabalhista e com poder. Ele, acho que ele tá sendo cirúrgico para não ser vítima de mais uma puxada de tapete. Agora, ele enfrenta um óbvio e considerável obstáculo de cara: ele não comandou o Partido Trabalhista numa eleição geral para chegar ao posto de primeiro-ministro. Teoricamente, ele tem até 2029 para convocar essas próximas eleições gerais, mas as pressões para adiantar a data vão aumentar, especialmente se a extrema-direita do partido Reform UK seguir à frente nas pesquisas.

?Voz C

Agora, Edu, é um dos primeiros líderes a parabenizar o rei do Norte foi aquele que gosta de ser reconhecido como o rei do mundo, né, que é o presidente americano Donald Trump. A gente falou aqui na semana passada sobre a Copa do Mundo, o risco do Trump tentar roubar a cena na final. Ele tentou, né, queria tirar uma casquinha ali na foto dos espanhóis com a taça.

EGEduardo Graça

Não rolou?

?Voz C

Ele apareceu mais do que devia ontem?

EGEduardo Graça

Ah, Carol, certamente ele apareceu mais do que devia, né? O momento mais patético foi quando ele foi ficando na festa dos espanhóis que tava ali celebrando a conquista da Copa do Mundo, e ele simplesmente ele não saía do palco, repetindo aquele papel dele de papagaio de Pirata Laranja que ele fez no Mundial dos Clubes no ano passado. E aí o presidente da FIFA, sabendo disso, ainda tentou ali, né, retirar falando alguma coisa como, olha só, agora a hora é deles e tal.

Mas não adiantou. Agora, foi o coroamento de uma série de papelões dele nessa Copa do Mundo, que incluiu, entre outros momentos infames, o dos dois jogadores da Argentina que passaram direto e não cumprimentaram ontem na cerimônia final. E claro, o pior de todos, o pedido vergonhosamente atendido pela FIFA de anulação do cartão vermelho do principal jogador da seleção americana lá no mata-mata com a Bélgica, que de nada adiantou.

Temia-se que o Trump aproveitasse essa Copa para avançar politicamente no tabuleiro eleitoral americano, mas o que se viu foi o oposto. Inclusive, hoje alguns analistas americanos estavam questionando se aquele momento vai-não-vai dele ali no pódio com os espanhóis não tem alguma relação com algum tipo de problema cognitivo, para além da sem-noçãozice dele. Aliás, se tivesse um troféu mundial de sem-noção na Copa, ele levaria, e aí merecidamente.

EGEduardo Graça

Pois é, tiveram que tirar o cara com inteligência artificial da foto, gente, pelo amor de Deus, não tem se mancou. O Edu, vamos falar do conflito no Oriente Médio. A gente tá no 9º dia seguido de agressões, né, entre Estados Unidos e Irã, desde o fim do cessar-fogo que não funcionou, né, meio cessar-fogo. Tem aí esperanças no horizonte de uma nova trégua?

EGEduardo Graça

Olha, Débora, os mediadores centrais ali entre os dois lados, o Paquistão e o Catar, eles acreditam que sim. Mas hoje foi um dia em que o conflito escalou ainda mais, né? Além de bombardeios e as cidades iranianas, a infraestrutura do país, alvos militares, os Estados Unidos anunciaram o envio de caças estacionados em duas bases da OTAN na Europa para o Oriente Médio. Enquanto Trump afirmou que os ataques seguirão num crescente em nome ali dos 3 soldados americanos mortos nesse fim de semana é por ataques iranianos.

Já são 17, aliás, desde o início do conflito em fevereiro. O secretário de Estado Marco Rubio falou que os Estados Unidos estão sempre dispostos a negociar, mas que o outro lado— olha que coisa, né— o outro lado é imprevisível e não cumpre acordos. Teerã, por sua vez, afirmou que vai seguir impedindo a passagem de embarcações ali pelo Estreito de Ormuz. E os aliados de Teerã, da milícia Houthi no Iêmen, também prometem barrar a passagem de navios em outro estreito, o de Bab-el-Mandeb, que liga o Golfo de Adem ao Mar Vermelho.

Ou seja, os Estados Unidos seguem no atoleiro que eles entraram em fevereiro, e o Irã segue jogando com o óbvio, que eles podem seguir resistindo um pouco mais. Isso, claro, apesar das perdas humanas nos bombardeios de ontem e hoje. Segundo Teerã, 50 iranianos morreram, enquanto eles miram em desgastar ainda mais a popularidade do Donald Trump. Às vésperas das eleições em que o Congresso está em jogo lá nos Estados Unidos. E se as pesquisas se confirmarem, darão o controle da Câmara, da Câmara, e talvez, talvez até do Senado ao Partido Democrata, o que complicaria muito os últimos 2 anos de governo do Trump.

É esse xadrez delicado que os 2 lados estão jogando. E aí, por conta disso, a paz parece ainda bem distante.

EGEduardo Graça

É isso, Edu. Obrigada, viu, querido? Beijo e até semana que vem.

EGEduardo Graça

Obrigado, boa noite a todos. Beijo, Débora.

?Voz C

Beijo, tchau tchau.

EGEduardo Graça

Eduardo Graça, todas as segundas-feiras aqui conosco para

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