Ministério da Justiça abre investigação contra Viagogo por irregularidades na venda de ingressos
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Ana Carolina Tomé
Bernardo Melo Franco
Ary Jorge Nogueira
- Investigação contra ViagogoAção do Ministério da Justiça · Viagogo · Venda de ingressos · Preços abusivos · Cambistas digitais · Código de Defesa do Consumidor
- Contradições e discrepâncias investigativasCobrança de preços abusivos · Ingressos revendidos com 500% de lucro · Violações ao Código de Defesa do Consumidor · Reclamações de usuários · Robôs como cambistas digitais
- Possibilidade de omissão de informaçõesInsuficiência de informações essenciais · Deficiência de transparência · Natureza da plataforma · Mercado secundário
Debra, o Ministério da Justiça abriu uma investigação contra sites de revenda de ingressos. João Rosa tem os detalhes. Oi, João.
Oi, Carol, boa noite para você, boa noite, Debra, e a todos que estão nos acompanhando aqui na CBN. Isso mesmo, o Ministério da Justiça abriu uma investigação contra a plataforma de revenda de ingressos, a Viagogo, e vai pedir uma medida cautelar contra a empresa por suspeitas de irregularidades na comercialização de ingressos. Segundo o MJ, a investigação reúne indícios de cobrança de preços abusivos, com ingressos sendo revendidos por até 500% acima do valor original.
A apuração também aponta possíveis violações ao Código de Defesa do Consumidor e leva em consideração reclamações apresentadas por usuários. A Viagogo é uma plataforma onde ingressos são revendidos, geralmente depois de esgotados nos canais oficiais. De acordo com o Secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, há indícios de que a empresa utilize robôs que funcionariam como cambistas digitais burlando os sistemas de revenda e facilitando a compra de ingressos para essa revenda. Vamos ouvir.
Em relação à Via Gogô, que é o que nos traz aqui hoje, nós fizemos o monitoramento dela. A nossa nota técnica da nossa equipe da Senacom chegou à conclusão de vários indícios preocupantes. O primeiro deles em relação à insuficiência de informações essenciais ao consumidor. Depois, uma deficiência de transparência quanto à natureza da plataforma. Muita gente que acaba contratando, mas não sabe que se trata de um mercado secundário.
A CBN procurou a Viagogo, mas não obteve retorno até esse momento.