Lula e Flávio Bolsonaro seguem com articulações pendentes para eleições deste ano
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Cássia
Milton
Rani Veloso
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Vamos até Brasília. Rani Veloso tem informações para nós à medida que começa hoje o período para realização das convenções partidárias. Rani, bom dia.
É isso mesmo, Milton. Bom dia a você, a Cássia, a todos que nos acompanham. Os partidos políticos a partir de hoje estão autorizados a realizar suas convenções para oficializar as candidaturas das eleições deste ano, mas os presidenciáveis Lula e Flávio Bolsonaro ainda seguem dependências. É o início da reta final da pré-campanha. O prazo para os encontros vai até o dia 5 de agosto. As siglas devem definir seus candidatos aos cargos de presidente, governador, senador e deputado.
E as atenções se voltam agora para as articulações que envolvem a corrida presidencial. Presidente Lula do PT, por exemplo, depois da desistência do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, conseguiu resolver um dos seus maiores impasses ao confirmar o deputado Patros Ananias como candidato ao governo de Minas Gerais. O estado é o segundo maior colégio eleitoral do país e, por tradição, quem vence em Minas costuma ganhar a eleição presidencial.
Agora, a preocupação da campanha do PT se concentra em Goiás, a única lacuna relevante no mapa de alianças. E apesar de ter aberto mão de candidaturas próprias em diversos estados, o PT considera que a estrutura nacional da campanha está consolidada. Já a campanha de Flávio Bolsonaro, do PL, ainda enfrenta um cenário de indefinição. O senador precisa resolver a situação de palanques em 10 estados e ainda não anunciou o nome do vice em sua chapa.
As conversas estão ligadas a acordos com republicanos, que condiciona a Aliança Nacional ao apoio do PL em estados estratégicos como Mato Grosso. Dentro do PL tem uma resistência ao nome de Daniela Marques para vice. Por falta de densidade eleitoral e tem feito a cúpula da legenda buscar alternativas, como as deputadas Clarissa Tércio, do PP, e Simone Marchetto, também do PP de São Paulo. Com especial atenção ao impasse em Minas Gerais e também no Distrito Federal.
Em Minas, o maior desafio de Flávio é definir o palanque para o governo do estado. O partido está dividido e discute apoiar a candidatura de Cleitinho, senador do Republicanos, ou lançar o nome do presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Flávio Roscoe, para tentar aproximar a campanha do setor empresarial. E aqui no Distrito Federal, impasse é de natureza interna. A campanha aguarda a definição da ex-primeira-dama Michele Bolsonaro sobre uma possível candidatura ao Senado.
A relação de Michele com a chapa de Flávio é tratada com cautela, principalmente depois daquele vídeo com críticas de Michele A Flávio. E o comando do PL busca evitar aí, por isso, qualquer sinal público de divisão familiar neste momento decisivo da pré-campanha. A expectativa do partido é encerrar os impasses ainda nesta semana. Milton.