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Às vésperas de possível renúncia, Castro exonera 11 secretários que vão participar das eleições

20 de março de 202613min
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As mudanças fazem parte do calendário eleitoral, que exige a desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos para a disputa. O prazo limite é o dia 4 de abril.

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Assuntos8
  • Cassacao de mandatos TSEJulgamento pendente · Possível caçação de Castro · Possível caçação de Rodrigo Bacela · Incerteza sobre adiamento
  • Renúncia de Cláudio CastroPressão política · Decisões judiciais · Indefinição sobre timing · Cenários políticos
  • Eleições Rio de Janeiro70 deputados estaduais votando · Novo governador temporário · Vácuo de poder · Processo inédito no Rio
  • Mudancas de SecretariosDesincompatibilização para eleições · 11 secretários exonerados · Prazo de 4 de abril · Calendário eleitoral
  • STF Setor PrivadoRegras de desincompatibilização · Impedimento de candidatura a governador · Impacto na sucessão
  • Governadores e política estadualDouglas Ruas · Nicola Mitton · Pedro Bonemberg · Rodrigo Amorinho · Indisponibilidade de candidatos
  • Eleições PresidenciaisPossível caçação de Rodrigo Bacela · Novo presidente necessário · Eleição indireta para governador
  • Atuação de Lucia na políticaPossível candidatura pelo P.L. · Alternativa à renúncia · Inelegibilidade potencial
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Vamos com o Pedro Bonenberger, Bianca, porque temos muito a falar sobre política neste CBN Rio. Bom, secretários do governo do Estado que pretendem concorrer à eleição, vários secretários vão concorrer a deputado federal, deputado estadual, e foram exonerados hoje, mais de 15 dias antes, quase 15 dias antes do prazo regulamentar. E o Pedro tem as informações, a lista aqui de quem vai sair do cargo, e aí a gente começa a avançar sobre a situação do governador,

deve sair. Vamos começar pelos secretários exonerados. Pedro. São 11, Leandro. Uma lista longa, 11 secretários saindo, então, para concorrer ao governo do Estado. E vamos observar duas coisas nessa lista. Os nomes importantes que estão e os nomes importantes que não estão. Isso é importante para a gente desenhar esse cenário juntos, Leandro e Bianca. Entre os principais, claro, está o Felipe Cury. Ele já havia confirmado ontem essa saída também, depois de um encontro com o senador Flávio Bolsonaro aqui no Rio de Janeiro. Ele sai para concorrer a um cargo de deputado federal.

O Filipe Cury até postou um vídeo hoje nas redes sociais, Leandro e Bianca, falando um pouco dessa saída e ele justifica o seguinte, que nesses 30 anos de vida na Polícia Civil, ele percebeu que o trabalho da polícia, muitas vezes, acaba sendo limitado

ou acaba sendo sobrecarregado por uma questão da legislação. Então, ele está se propondo agora a sair do papel de investigador e ir para o papel de legislador. É isso que ele está colocando ali para a gente nessas entrelinhas. Outro destaque, claro, é o de Douglas Ruas, ex-secretário agora das cidades. A gente já vem falando sobre ele ser o nome do PL para as eleições a governo do Estado para outubro ou mesmo, eventualmente, para o mandato tampão. Por hora, ele não pode concorrer.

pelo ministro Luiz Fux, para desincompatibilização, proíbe que quem esteja em cargo público agora concorra, caso o governador renuncie de fato. Então, tem essas duas possibilidades. Vamos ver como é que será isso de fato. Esses são os dois nomes que mais chamam a atenção, mas a lista tem 11 nomes. Vou fazer rapidamente aqui, falando para o nosso ouvinte, quem são os nomes. O Alexandre Esguierdo saiu também do governo. Anderson Moraes também deixa a pasta de ciência e tecnologia. Bernardo Rossi, também o Bruno Duari.

Douglas Ruas, falamos dele, do Felipe Cury já aqui, e além deles, o Gustavo Tutuca, Luiz Martins, a Rosângela Gomes, o Uruan Sintra, também o Vinícius Farah, são os secretários que deixaram o governo do Rio. Chama atenção, Leandro, e aqui eu vou colocar alguns nomes para o nosso ouvinte, também aquelas pessoas que não saíram no governo por hora. Por exemplo, é o caso do secretário Marcelo de Menezes, da Polícia Militar, ele vinha sendo cogitado também para algum tipo de vaga de deputado. Ainda pode sair, né? Tem prazo. E ainda pode sair, exatamente, perfeito.

pelo menos nessa leva de secretários, ele não sai, continua ali. Outro nome importante é o de André Moura, secretário de governo, permanece também, esse até com um pouco mais de mistério, talvez, Leandro, porque no caso da polícia militar ainda há algumas coisas a serem resolvidas, possivelmente, né? Então o martelo não está batido. Mas o caso do André Moura chama mais atenção, era o nome mais definido, talvez já saísse nessa primeira leva e não está no diário oficial de hoje. Outro nome importante da gente falar é o do Nicola Micione, né?

Ele também só sairia, nesse caso, para concorrer ao mandato tampão. No entanto, também é o mesmo caso do Douglas Ruas. Ele não poderia concorrer pela última liminar dada pelo ministro Luiz Fux. Então, pode ser que ainda haja um prazo para o governo olhar isso, aguardando as decisões do Supremo. Fato é, o prazo não acabou ainda. O prazo final no nosso calendário, gente, é dia 4 de abril. Então, daqui até 4 de abril, é o prazo que nós temos para essa desincompatibilidade.

Desincompatibilização. Palavra difícil para dizer que quem está em cargo público, em cargo executivo, tem que deixar o cargo para concorrer a um cargo nas eleições. Lembrando que, no caso, por exemplo, dos deputados estaduais, esses podem concorrer ao mandato tampão sem precisar se desincompatibilizar. Isso ajuda a gente a desenhar também essa possível eleição indireta aqui do Rio de Janeiro. São 11 os que saíram, portanto, Leandro Rezende, a ver agora se mais nomes deixam o governo.

por decisões da justiça eleitoral, deve sair antes disso a princípio, a gente vai acompanhar se isso acontece mesmo, Leandro. Pedro, Bianca, ouvinte do CBN Rio, trago aqui alguns bastidores, estou com algumas folhas de papel aberto aqui, de conversas que eu tive nos últimos dois dias, entre ontem e hoje. O Palácio Laranjeiras ontem viveu um dia daqueles, reuniões atrás de reuniões, para pensar o cenário político,

do Rio de Janeiro. E conversei com algumas fontes que me orientaram no seguinte sentido, olha, não dá para cravar que o governador vai renunciar até segunda-feira e também não dá para cravar que ele não o fará, porque ele está oscilante. Uma pessoa com quem eu conversei disse, ele está up and down o tempo todo. Uma hora ele está sendo muito pressionado, momento de fim de ciclo nas avaliações dessas fontes, sempre é um momento muito tenso, mas o governador está sendo

muito pressionado nesse momento, porque a direita no Rio de Janeiro, ela detém o poder, tem um adversário importante em outubro e não quer perder o poder, obviamente. Só que temos aí no meio do caminho algumas decisões judiciais importantes que estão embaralhando completamente o jogo político do Rio de Janeiro. Para começar, Bianca, até segunda-feira o Claudio Castro pode ser cassado, quarta-feira eu contei isso, ele pode renunciar, aliás,

está esperando do Tribunal Superior Eleitoral uma sinalização de que o julgamento que pode caçá-lo vai ser adiado. Ele espera isso, ele precisa que alguém nos bastidores diga, olha, pode ir para o julgamento no cargo porque a situação vai melhorar. Você não vai ser caçado na terça-feira, nem na quarta-feira. Até ele ter essa sinalização, ele está tenso. E aí avalia se fica ou não fica no cargo. E aí você tem um segundo ponto. Caçação dele é dada como irreversível, irreversível nos bastidores.

As pessoas da direita dizem, a única certeza que se tem é quinta-feira dessa semana, Cláudio Castro vai estar cassado, Rodrigo Bacelar vai estar cassado e eles vão ser, o Bacelar, sobretudo, será um passado do Rio de Janeiro. E aí a iminente queda dessa dupla, ela cria um vácuo de poder duplo. Porque caso a cassação do Bacelar se confirme, a alérgica vai ter que escolher um novo presidente. E aí esse novo presidente que vai organizar a eleição indireta para o mandato tampão. Olha que loucura.

Olha que loucura. É tudo muito inédito. Tudo muito inédito. E aí, conversando com uma fonte hoje, antes de entrar aqui no CBN Rio, eu falava, uma fonte com quem já conversamos há muito tempo, dizia o seguinte, é doido viver o Rio de Janeiro, né? Porque é o tempo todo um momento inédito. Não, é isso. O Rio não cansa de nos entregar ineditismo. É cansativo observar a história acontecendo, né, gente? Não, assim, a gente está falando de um ciclo político que está se encerrando do governador Cláudio Castro,

com o primeiro impeachment de governador da história, que foi a saída do Witzel. Depois de muitas prisões? Isso. Depois de muitas prisões, também inéditas, a gente teve o impeachment. E aí, depois do impeachment, a gente não vai ter uma eleição normal, a gente vai ter uma eleição indireta. É, de fato, um momento emblemático na história do Rio de Janeiro, em que você pode, na quarta-feira, com o término do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral, você pode ter, primeiro, a necessidade, e aí são cinco sessões legislativas,

E esse novo presidente é o cara que vai dar as cartas numa inédita eleição para um mandato tampão, que será, como o Rio de Janeiro também, de modo inédito, não tem vice, nós teremos os 70 deputados estaduais do Rio de Janeiro escolhendo um novo governador. Aí entra o terceiro drama, mais um drama. Quem é esse governador? E aí vou trazer o exemplo aqui, Pedro e Bianca, para o ouvinte entender o que pode acontecer.

Supor, Pedro Bonenberger é o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro neste momento. E ele é, por ser um bom político, ter ali capacidade de articulação, o nome principal para ser o candidato ao mandato tampão. Só que o Pedro, se ele for candidato ao mandato tampão a governador, ele só pode, em outubro, ser candidato a governador, de novo. Pedro não pode, deputado estadual, se tornar governador e voltar a ser deputado. Ele não pode.

O Douglas Ruas, que é o escolhido para ser o candidato em outubro, ele faz o que com ele? Se você tem que colocar um outro nome para disputar o governo agora, graças a uma decisão do ministro Luiz Fux, que embaralhou totalmente esse jogo. Então, assim, a situação parece complicada, que é. É mesmo. É muito, é muito. Você tem uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que pode ser reavaliada, que mudou as regras para esse inédito mandato tampão,

que demorou quatro anos para julgar um troço, que simplesmente desfaz a política do Rio de Janeiro como ela está hoje. A gente pode chegar na próxima semana, Bianca, com um governador que a gente não sabe quem é e com um presidente da Alerja que a gente também não sabe quem é hoje. Aí eu perguntei, por exemplo, só para fechar aqui, de um nome possível para ser presidente da Alerja. Rodrigo Amorim, líder do governo, me foi lembrado, está inelegível.

Como é que faz? Vai colocar uma pessoa inelegível presidente da Alerja? Que loucura, gente. É, é mesmo.

emoções na semana que vem. Muitas, assim. E tem um cenário ainda possível, mais distante, que é se o Castro não renuncia e é cassado. Aí é eleição direta. Direta. Aí nós teremos que ir lá votar. Esse é bem menos provável, né? Mas existe ainda essa alternativa. Tá aí, né? Porque o governador pode olhar pra tudo isso e falar assim, eu não vou sair nada. Eu vou ficar aqui. Eu vou ficar aqui no Palácio Guanabara. Mas aí ele é cassado. É, espera pra ver. E aí, só pra fechar essa coisa de quem pode ser o

governador, liguei para algumas fontes, Leandro Rezende. Conversei com fontes ligadas ao senador Portinho, por exemplo, nome forte do PL, que pode não vir pelo PL a ser candidato ao Senado, porque Castro seria o nome do PL ao Senado aqui no Rio. Mas caso se inverta esse jogo, se Castro eventualmente não seja candidato, se torne inelegível, por exemplo, ele tem força para vir como candidato. E ele não está nos planos dele essa candidatura a mandato tampão. Quem se desincompatibilizou, entre aspas,

incompatibilização forçada há alguns meses foi o Washington Reis. Ele, pelo prazo, poderia, por exemplo. Mas tá inelegível, né? Tá inelegível. Esse é o problema. Liguei pra ele, falei, tudo bem, Washington Reis, presidente do MDB, tudo bem, presidente. E aí, o que o senhor me diz? Ele, olha, mesmo que eu pudesse, não gostaria de ser candidato a esse mandato tão bom. Ninguém quer esse BB, Leandro Reis. Ninguém quer comandar um Estado que tem um déficit de 19 bilhões de reais.

Durante um período. Entre maio e dezembro. Em que não vai poder fazer muita coisa. Sabendo que tem um cara ali,

dia 1º de janeiro babando no teu cangote pra sentar ali na cadeira. E aí? Faz o quê? Quer se apresentar pra ser candidata a mandato? Eu não. A governadora? Não. Eu votaria em você, tá? Ah, obrigada. Numa eleição direta, numa eleição direta. Acho você organizada, competente, tudo que o Estado do Rio de Janeiro precisa. Me tira dessa, Leandro. Mas também quero o seu bem. Ó, gente, a gente ri pra não chorar, tá? Mas a gente vai informando. Acho que o principal

Está tudo muito mastigado aqui, né? Leandro desenha, Pedro também. E a gente vai te informando, porque é importante que você esteja por dentro. Você que é cidadão desse Rio de Janeiro, é o nosso dinheiro que está sendo comandado por essas pessoas, né? E a gente precisa saber de tudo direitinho.

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