Operação Fluxo oculto: entre 2022 e 2025, fintechs identificadas movimentaram R$ 26 bilhões em transações ilícitas
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Fernando
Tati
Maria Cristina Fernandes
- Fraude em Setor de CombustíveisFintechs movimentando recursos ilícitos · R$ 26 bilhões movimentados · Desvio de nafta petroquímico · Prejuízo aos cofres públicos · Pulverização de recursos
- Esquema de desvios no INSSPolícia Federal · Fintechs como bancos paralelos · Organização criminosa · Muhammad Murad · Roberto Leming · Delação premiada
- Regulamentação e Tributação de FintechsE-financeira · Obrigatoriedade de informar origem dos recursos · Nicolas Ferreira · Taxação do PIX · Banco Central · Autorização prévia
- Mercado FinanceiroCompetitividade no mercado de instituições de pagamento · Concentração de grandes bancos · Fintechs e carteiras digitais · Governo Bolsonaro
O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
Tudo é Política, com Maria Cristina Fernandes. Maria Cristina, boa tarde.
Tati, Tati. Fernando, boa tarde, ouvinte. Boa tarde. Maria Cristina, hoje se debruça sobre a segunda fase da carbono oculto, chamada fluxo oculto. Aparentemente, o que os investigadores fizeram é aquilo que se recomenda fazer no mundo inteiro quando se está tentando sufocar o crime organizado, que é seguir o dinheiro. Se liga os pontos de crime organizado. Faria Lima, centro financeiro do país,
E o mercado de combustíveis que não raramente aparece no noticiário policial, né Maria Cristina? Sim, Tati. E o que mais chama a atenção dessa fase da operação é que, depois da carbono oculto, os dois principais operadores desse mercado de ocultação de combustível, de obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras obras
lavagem de dinheiro do crime organizado, que são Muhammad Murad e o Roberto Leming, eles são conhecidos respectivamente por Primo e Beto Louco. Eles saíram do país antes daquela operação ser deflagrada, eles permanecem fora do país até hoje, mas eles começaram a negociar uma delação premiada, que foi rejeitada no início deste mês de maio.
E o incrível é que essa operação de hoje, que estava na rua já desde bem no iniciozinho da manhã, o que apurou é que aqueles fluxos de dinheiro que foram identificados e cortados no carbono oculto, eles foram refeitos para continuar operando e ocultando transações ilícitas. Ou seja, esses dois personagens...
enquanto negociavam a delação premiada, continuavam a operar, como se nada tivesse acontecido. Então, isso mostra o quanto que esse Instituto da Delação Premiada realmente é preciso olhar como uma lupa gigantesca sobre o que é negociado. Porque se eles estivessem com alguma disposição de fato de entregar o esquema, eles não estavam continuando a operar.
Então, é um instituto que está sendo usado agora, quer dizer, está se negociando para o caso Master. E, neste caso especificamente, foi completamente... O Ministério Público está aí coberto de razão de ter rejeitado a delação desses dois operadores no início do mês. Então, o que aconteceu hoje?
quase 60 mandados de busca e apreensão, 5 mandados de prisão, e foram identificados 6 fintechs que movimentavam esses recursos. O que são fintechs? São instituições mais modernas de mercado que começaram a ser estruturadas em 2013.
que tem mais agilidade, muitas nem uma sede física em que o correntista possa ir, elas têm. Não é que nem um banco que você vai lá e pode fazer uma operação ainda na boca do caixa. Elas operam por meios digitais, operam por uso de aplicativo. E entre 2022 e 2025, elas movimentaram 26 bilhões deste esquema de transações ilícitas.
usando do mercado de combustíveis, operado pelo crime organizado e por esses dois personagens, o Primo e o Beto Logo. E o incrível é que, por mais modernas que sejam essas instituições, uma delas, pelo menos, movimentou um bilhão de reais em espécie. Por isso que...
me informaram Receita e o Ministério Público de São Paulo hoje pela manhã. Em espécie. E esses recursos acabaram sendo pulverizados, né? Como é que se movimenta 26 bilhões num espaço de três anos e você não consegue identificar isso? Porque esses recursos eram pulverizados para dificultar o rastreamento.
e principalmente para dificultar a identificação dos beneficiários finais. E o que facilitou um bocado é porque até 2025, essas chamadas fintechs podiam movimentar recursos sem dizer de quem eram esses recursos. E aí, quando foi feita essa regulamentação, essa obrigação de você prestar uma informação que passou a ser...
Quando você emprega uma pessoa, você tem que informar o E-social, que são os dados do emprego, quanto a pessoa recebe, qual é o regime. Então, tem o E-financeiro, que essas instituições passaram a ter que responder. 450 instituições passaram a reportar a Receita Federal. E dessas seis que foram apreendidas, três reportaram, três não.
Toda essa regulamentação, Tati e Fernando, ela demorou muito o fechamento, o cerco sobre essas instituições. Demorou bastante porque lá em janeiro de 2025, a gente há de lembrar, tentou-se fazer isso, esse pedido de informações.
Mas aí o que aconteceu, o deputado do PL de Minas Gerais, Nicolas Ferreira, alardeou nas redes que o governo estaria se preparando para taxar o PIX. Aí foi um grande alarde, um desgaste gigantesco que o governo federal teve em função disso. A Fazenda acabou revogando aquela norma, contra gosto do ex-ministro Fernando Haddad. E aí quando se provou que não era nada daquilo, na verdade o que se queria identificar,
aí tentar fechar o cerco sobre essas operações de lavagem de dinheiro nas fintechs. Aí, em agosto de 2025, foi editada uma resolução parecida com aquela de janeiro que o Nicolas, numa fake news, disse que era a taxação do Pix. A troco do quê, né? Se depois a gente veio para aqui onde estamos hoje, né?
É, mas tudo isso retardou aí essa possibilidade de você começar a fechar esse cerco, né? Então, justamente. E aí, o que é que eles descobriram aí? É mais ou menos o que eles já tinham visto na carbono oculto. O que eles viram agora é que o esquema continuou. E o que é que é? Empresa de fachada que simula uma compra de combustível para uso industrial. O que combustível é o nafta petroquímico.
Eu preciso do nafta porque é um combustível de muito uso industrial, uma substância química de larguíssimo uso industrial, principalmente na indústria farmacêutica, com benefício tributário. E eles pegavam essa nafta e desviavam da finalidade que haviam declarado para misturar com o combustível.
com gasolina, com etanol, e tudo isso causou um prejuízo, que em dois anos é calculado em 200 bilhões aos cofres públicos. E aí os lucros desta operação eram ocultados por meio dessas fintechs, que conseguiam movimentar dinheiro sem dizer de onde vinha e para onde ia. E no meio disso tudo, Tati Fernando...
Esse mercado que agora, esse cerco que agora está se fechando, ele precisou existir porque depois dessa abertura de mercado em 2013, que era um pouco para aumentar a competitividade no mercado das chamadas instituições de pagamento. Sempre se disse que o mercado financeiro era muito concentrado, você tem um punhado de grandes bancos, Itaú, Santander, Bradesco.
e era preciso aumentar porque isso acabava deixando os clientes muito reféns. Só que houve uma abertura desenfreada, né? Fintechs e carteiras digitais, que é carteira digital, são aqueles pagamentos que você faz, que o ambulante usa muito, né? Muitas delas têm um finalzinho, um pay, que é pagar em inglês. E...
E para piorar a situação, essa necessidade de aumentar a competitividade era saudável. O problema é que foi flexibilizado demais. Em 2021, por exemplo, no governo Bolsonaro, o Banco Central permitiu que essas fintechs pudessem operar sem qualquer autorização prévia.
Você primeiro opera, depois a gente autoriza. Quando chegar em 500 milhões por ano de operação, aí você tem que pedir autorização. Só em setembro de 2025, agora, no ano passado, o Banco Central passou a exigir autorização prévia. E aí, essa autorização prévia, junto com essa E-financeira, que é essa identificação da movimentação dos clientes, acabou permitindo ao Ministério Público de São Paulo e a Receita.
Federal identificar que aqueles que foram flagrados na carbono oculto continuavam a operar como se nada tivesse acontecido. Uma disfarçatez, né? Enfim. Incrível. Maria Cristina Fernandes conosco diariamente em Tudo É Política. Obrigada, Maria Cristina. Um beijo pra você. Até amanhã.
Um beijo, Tati Fernando. Até amanhã. Boa tarde aos ouvintes. Boa tarde. Tem podcast que te inspira a conhecer lugares novos, a ir mais longe. É como o Dili EX5 IMI. Conheça o super híbrido Plugin com até 1.300 km de autonomia combinada, com conforto de primeira classe. E na cidade você roda no modo 100% elétrico. Com esse SUV, cada caminho leva você mais longe. Dili EX5 IMI. Sua grande jornada começa agora. Saiba mais em dilibrasil.com.br.
No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
BYD
Mobilidade para todosDili
Dili EX5 IMI