'Flávio Bolsonaro cedeu lugar a Cláudio Castro debaixo de holofote de escândalo do Banco Master', diz Thiago Bronzatto
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Carol
Debra
Vera
Thiago Bronzatto
- Investigação sobre Cláudio Castro e Banco MasterCláudio Castro · Banco Master · Rio Previdência · Daniel Vorcaro · Escândalo do Banco Master · Degustação de uísque em Nova York · Jantar de R$ 60 mil · Ostentação do ex-governador
- Delação de Daniel VorcaroDaniel Vorcaro · Polícia Federal · Procuradoria Geral da República · Acordo de delação · Mapa do dinheiro escondido no exterior · Reversão da liquidação do Banco Master
- Crise na campanha de Flávio BolsonaroCláudio Castro · Flávio Bolsonaro · Senado · Bolsonarismo · Território simbólico para o bolsonarismo · Operação de descarte político
- Candidatos do governo Lula para SenadoSóstins Calvocante · Silas Malafaia · Carlos Jordi · Rogéria Bolsonaro · Guerra nos bastidores
- Produção e Roteiro do FilmeSteven Spielberg · Dia D · Segredos
Prepare-se para uma grande revelação. O que você roubou? Segredos. Um filme do premiado diretor Steven Spielberg. As pessoas estão famintas pela verdade. Em breve, tudo será esclarecido. Assista dia D, 10 de junho nos cinemas. Verifique a classificação indicativa.
Seis horas e quarenta e oito minutos, o Viva Voz está de volta e já está conosco na linha o Tiago Bronsato, diretor da sucursal de Brasília do jornal O Globo, conosco todas as terças e quintas. Boa noite, Bronsato. Boa noite, Vera. Boa noite, Debra. Boa noite, Carol. E boa noite aos ouvintes. Bronsato.
Tiago, a gente estava falando agora há pouco do vídeo em que o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, anuncia que desistiu da candidatura. Ele tentou dizer que é inocente, que os advogados dele vão comprovar no futuro essa inocência, mas o fato é que é mais uma vítima que o caso Mastro vai deixando pelo caminho.
O que se sabe até agora em relação a ele? Tem alguma chance disso ser revertido? Olha, Vera, a conta mais pesada desse escândalo não foi a da farra da degustação do uísque em Nova York nem o jantar de 60 mil reais apreciados pelo ex-governador do Rio de Janeiro.
A fatura mais salgada mesmo ficou ali com os aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro, que viram o seu suado dinheiro ir parar no caixa do Banco Master, que era responsável por financiar essas regalias políticas. As mensagens da Polícia Federal deixam bem claro a relação lucrativa que se estabeleceu entre o Cláudio Castro e o Volcaro.
Um dos episódios que mais chamam a atenção dos investigadores ocorreu em maio de 2024, quando o Volcaro convidou o Castro para uma degustação de uísque em Nova York. Segundo a PF, o evento custou mais de um milhão de dólares. E no dia seguinte, o Rio Previdência, que é o fundo de pensão dos servidores do Rio, aplicou 80 milhões de reais em títulos do Banco Master.
E a ostentação do Cláudio Castro não ficou só em Nova York. O Volcaro também pagou uma conta de 60 mil dólares para ele. E logo em seguida, as mensagens da Polícia Federal revelam também que o Rio Previdência liberou uma bolada de dinheiro para ajudar o Master. Então essa sincronia entre os pagamentos feitos por Volcaro
para o Cláudio Castro apreciar um vinho em Nova York, ter um jantar ali mais refinado, mostra que, de fato, a relação entre os dois não era só uma relação de amizade. E o mais curioso, Vera, é que ontem o ex-governador recebeu a Polícia Federal numa cobertura avaliada em 4 milhões de reais. Esse imóvel, conforme revelou o Globo hoje,
foi comprado por uma empresa de um ex-secretário de seu governo que foi criada dois meses antes dessa transação. Foi um salto e tanto para quem declarou patrimônio de R$194 mil na última eleição. Então o que a Polícia Federal quer saber agora é se tudo isso é apenas uma ostentação do ex-governador ou se ele foi agraciado com mais favores do banqueiro Daniel Vaucaro.
Pelo jeito, já tem muita gente com ressaca e dor de cabeça do que pode vir ainda à tona nesse escândalo do Banco Master. Até porque bife de ouro, vinho de 6 mil reais, isso é por conta do cara muito, muito brother. Ou se ele tem alguma coisa muito boa para oferecer. Agora, essa desistência do Cláudio Castro na corrida pelo Senado impacta de alguma forma a campanha do Flávio?
Olha, Débora, se tem alguém que está bem feliz com todo esse episódio, é o senador Flávio Bolsonaro, que acabou cedendo o lugar para o Cláudio Castro debaixo desse holofote do escândalo do Master. E de quebra também acabou se livrando de um problemaço no palanque dele do Rio. O Rio não é um estado qualquer para o Flávio. É o berço político da família Bolsonaro, onde eles conseguiram inclusive a proeza e o Flávio Bolsonaro.
de eleger até o ministro, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Se esse palanque começa a virar um álbum de figurinhas de investigados, com Flávio, Cláudio Castro e por aí vai, isso coloca em risco um território simbólico para o bolsonarismo. O Castro já estava na mira de outras investigações e ele teve que abrir mão do seu mandato para não ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Então, nessa nova renúncia...
acabou sendo um gesto menos de grandeza e mais de uma operação de descarte político, porque ele sabia que a situação era incontornável e ele estava sendo muito pressionado por integrantes do partido a abrir mão da sua candidatura. E para o Flávio, a saída do Castro de Campo ajuda no curto prazo, mas revela um problema muito maior, que é o risco de perder não só os votos no Estado, com controle ali,
mas também o controle da máquina pública, porque é um Estado e um governo considerado muito estratégico para o bolsonarismo. E como não tem vácuo na política, já começou uma guerra danada ali nos bastidores para saber quem vai ocupar o lugar do Castro nessa disputa pelo Senado.
tem alguns nomes que estão circulando, estão correndo por fora, e um deles é o do deputado federal Sóstins Calvocante, que vale lembrar que é cria do pastor Silas Malafaia e foi flagrado com uma mala de dinheiro no hotel em Brasília. Tem também o deputado Carlos Jordi, que foi acusado de usar um Uber pago pela Câmara para ir a uma casa de diversão adulta em São Paulo. E tem a própria Rogéria Bolsonaro, que foi empregada...
do governo do Rio. Ou seja, o cenário para os eleitores do Rio, Débora, está mais aterrorizante que o roteiro do filme Dark Horse. Eu, como eleitora do Rio, assino embaixo. Ô, Bronzado, por que a Polícia Federal voltou a negociar a delação com o Vorcaro, hein? Olha, Carol, a Polícia Federal voltou a negociar essa delação com o Vorcaro porque é uma colaboração considerada muito estratégica, né? Ao mesmo tempo que ela...
é fraca demais para ser aceita no momento, ela é importante demais para ser descartada de vez. E a PF recusou a colaboração do Daniel Vaucario porque quando ela foi analisar os capítulos entregues por ele, viu que não acrescentava muito ao que os investigadores já sabiam. Era uma delação meio com um cara de retrospectiva de final de ano. Muita coisa já estava no celular do banqueiro, tinha mensagens, documentos apreendidos. Então, assim...
não trazia grandes revelações. E por isso a Polícia Federal acabou descartando. A Procuradoria Geral da República, por outro lado, estava insistindo na negociação. Mas, enfim, o banqueiro também se mostrava muito relutante em alguns pontos. Principalmente...
na questão de entregar o mapa do dinheiro que ele escondeu no exterior. E, além de tudo, ele também propôs de reverter a liquidação do Banco Mastro, o que parecia uma manobra um pouco improvável.
Então, nessa queda de braço, acabou estressando a relação da Polícia Federal com um dos integrantes da defesa do Volcaro, que acabou renunciando. Então, isso mudou um pouco o cenário para os policiais, que agora resolveram dar uma nova chance para o Volcaro contar tudo o que ele sabe. A delação voltou à mesa porque os investigadores também têm a percepção de que o Volcaro...
sabe que a situação dele é crítica, né? E sabe também que, à medida que as investigações vão andando, a régua da delação vai subindo. E ele sabe que, se não contar tudo, ele vai continuar mais tempo preso. E a margem para ele revelar um fato novo pode diminuir. E, somado a isso, o ministro André Mendonça tem dado sinais também de que não vai homologar qualquer acordo. Então, por isso...
o Volcaro vai encarar essa nova oportunidade como uma situação em que ele precisa oferecer um cardápio maior de políticos delatados, senão a delação não vai adiante. E isso pode causar um grande terremoto nas eleições. É isso. Obrigada, Tiago. Até semana que vem. Até semana que vem. Uma boa noite.
Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que, de fato, somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão.
Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$ 199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
Magalu