'Ninguém tem dívida com Alexandre de Moraes'
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- Eleições Rio de JaneiroBlindagem da família Toffoli · Anulação de quebra de sigilo de Carlos Gibim Ivancário · Fundo Arrem ligado a Daniel Vorcaro · Decisão de Gilmar Mendes invalidando requerimento · Crítica à votação em bloco de medidas · Relação entre ministros
- BolsonaroVisita do governador Tarcísio de Freitas ao STF · Argumentos sobre problemas de saúde · Relator Alexandre de Morais · Comparação com caso Fernando Collor · Petição com 170+ parlamentares · Possibilidade de análise pelo plenário · Perícia pela Polícia Federal
- Ministros deixam governoConfirmação de Dario Durigan como novo ministro · Elogio do presidente Lula a Haddad · Realizações: reforma tributária, isenção de imposto de renda · Evento em São Bernardo do Campo · Pré-candidatura ao governo de São Paulo
- Relação entre ministros e perseguição políticaDecisão de Moraes contra blogueiro do Maranhão · Ações de Flávio Dino · Investigação de emendas · Possível investigação de ministros · Coordenação entre ministros · Cabo de guerra com Senado
- Equipe Economica BolsonaroModelo da gestão Paulo Guedes · Conversas com Tarcísio de Freitas · Possível participação de Romeu Zema · Redenção do legado de Paulo Guedes · Especulação sobre ministério da Fazenda · Programa de governo
- Critica PoliticaRedução de 0,25% na taxa básica de juros · Expectativa do governo por corte maior · Influência de conflitos internacionais · Guerra no Oriente Médio · Impacto na política econômica brasileira
- CPMI do INSSCPI do INSS · CPI do crime organizado · Pressão para encerramento · Atuação do Senado e Câmara · Corporativismo entre poderes · Falta de interesse dos governos
- Investigação de repasse de Senador Carlos VianaTrês milhões e 600 mil reais · Fundação ligada a Igreja Batista · Pedido de deputados Rogério Correia e Enrique Vieira · Desvi de finalidade de recursos · E-mendas Pix · Prazo de 5 dias do ministro Flávio Dino
- CPI do INSS e fraudes contra aposentadosInvestigação de fraudes · Entidades ligadas a Igreja Batista · Convite a Gabriel Galípolo (BC) e Robert Campos Neto · Regulação de empréstimos consignados · Desgilação de documentos de Fabiano Zéteu · Auditoria da Controladoria-Geral
Nova voz com Vera Magalhães. Vera Magalhães, boa noite, tudo bem? Oi, Débora, boa noite para você. Sim, tudo bem. Boa noite, Carol. Boa noite, ouvintes, também quem nos assiste. Oi, Vera, aqui do meu ladinho no Rio de Janeiro. Boa noite. Vamos à Brasília já conversar com a Larissa Lopes. Ela tem aqui mais informações sobre o ministro Gilmar Mendes, que defendeu Alexandre de Moraes e ainda blindou.
Jô Dias Toffoli. Oi, Larissa. Boa noite novamente. Boa noite para vocês e boa noite para quem nos acompanha. Pois é, Débora, é isso. O ministro Gilmar Mendes, emocionado hoje à tarde, ele afirmou que o Brasil tem uma dívida com o ministro Alexandre de Moraes e chamou as críticas ao ministro de retórica política dos acusados, justamente em meio a esse desgaste da corte
Além de Gilmar Mendes, o presidente do STF, o ministro Edson Fachin, ele também abriu a sessão fazendo elogios ao ministro. Ele disse que Moraes atuou para impedir o rompimento com a ordem democrática, disse que Moraes respondeu isso com sua atuação demonstrando virtude intimorata dos magistrados
da corte, que a contribuição dele não foi a de substituir o tribunal, mas sim de garantir que a corte pudesse decidir. E voltando a Gilmar Mendes, a gente tem um trechinho da fala dele, que a gente até ouviu mais cedo, que ele fica bastante emocionado ao falar de Moraes no dia em que o ministro completa nove anos de atuação no Supremo. Seu espírito público e sua fortaleza moral, provadas nas circunstâncias mais adversas que um magistrado pode enfrentar,
permitiram lhe manter o curso em águas tempestuosas, de modo a não deixar nossa nau à deriva. Vossa Excelência evitou que caíssemos em um abismo autoritário, onde provavelmente ainda estaríamos vivendo tempos sombrios. O Brasil tem uma dívida para com Vossa Excelência, ministro Alexandre. As futuras gerações saberão reconhecê-la.
O ministro Gilmar Mendes, ele também, como você bem disse, atuou para blindar a família do ministro Dias Toffoli e foi anulando a quebra de sigilo bancário e fiscal do fundo de investimento Arlen, que é investigado pela CPI do Crime Organizado. Esse fundo é ligado a Daniel Vorcaro, dono do Master, e foi responsável pela compra de parte do resort Maridit, que é a empresa da família do também ministro Dias Toffoli.
A quebra de sigilo havia sido aprovada na quarta pela CPI do Crime Organizado, que investiga então essa empresa administrada pela família Toffoli. E na decisão, Gilmar Mendes afirmou atender a um pedido do fundo Arlen e invalidando então o requerimento por fraude. Segundo ele, a CPI tentou burlar uma decisão anterior do próprio ministro que havia suspendido as quebras de sigilo.
Obrigada, Larissa, pelas informações. Essas declarações e essas ações do ministro Gilmar Mendes, Vera, mostram o corporativismo da corte. Mostram a corte muito fechada em torno da ideia de se preservar. E até o ministro Edson Fachin, que tem feito esses discursos cheios de recados e com a retórica da autocontenção e tem sido cobrado a respeito do encerramento,
do inquérito das fake news, se viu ali premido diante da circunstância e da necessidade de reforçar essa sessão de loas ao ministro Alexandre de Moraes. Vejam a efeméride, nove anos de corte, não são dez, não são cinco, não são quinze, não é nenhuma data redonda, são nove anos. Ou seja, buscou-se ali no calendário uma razão para fazer uma sessão de desagravo ao ministro.
que, por mais que esses méritos existam, e eles, em muitos casos, são reais mesmo, o ministro Alexandre teve atuação decisiva em momentos capitais da nossa vida política e democrática recente, ele, à frente do TSE, evitou, por exemplo, que escalasse aquela ação nas estradas para interceptar ônibus que se imaginava fossem de eleitores, principalmente do então
candidato Lula, ele teve uma ação enérgica no 8 de janeiro, na mesma coisa no julgamento da trama golpista e tudo isso foi muito importante, mas isso, a rigor, é a obrigação constitucional do ministro. Então, ninguém tem dívida com o ministro. A gente não pode viver numa república em que as funções públicas se organizam
fossem ali relações de compadrio ou de algum tipo de situação em que a população, ou seja, os pagadores de impostos, os eleitores, os cidadãos, devem reverência às autoridades. Não é disso que se trata. Numa república, cada um tem o seu papel e todos seguem aquilo que diz o ordenamento jurídico, que diz a Constituição a respeito das suas próprias atribuições.
constitucional é zelar pela Constituição, não é um favor. Isso não decorre de favor ou de alguma benesse do ministro ou de alguma benevolência dele para com os cidadãos. Não, é a sua obrigação, o seu dever funcional listado pela própria Constituição fazer isso, dele e dos demais ministros. Cumprido isso, que não é mais do que a obrigação dele, o resto também é
de um ministro, que ele seja transparente, que ele não nutra com as partes dos processos nenhum tipo de relação questionável do ponto de vista ético. Então, as coisas, uma não exime a outra. Ah, não, fui muito bem aqui no quesito preservação da democracia. Então, eu posso dar uma relaxada nesse outro, porque eu estou com média favorável. Não, não, não, nada disso. As coisas, elas não são intercambiáveis.
ministro zelar pela democracia e também é obrigação do ministro e de todos os ministros se pautar pela independência que se exige de um magistrado, pela total ausência de qualquer vínculo com pessoas que são investigadas por ele ou pelo tribunal, etc. Então, esse desagravo todo fica meio despropositado, fica uma coisa fora de contexto, não tem sentido isso.
resgatar o papel relevante que o ministro teve diante de cobranças que são de outra natureza. E ainda mais num dia em que o ministro Gilmar Mendes, antes de se emocionar, deu uma decisão que, na prática, reforça uma blindagem que ele mesmo já tinha conferido a outro dos seus pares, que é o ministro Dias Toffoli. E indo contra uma prerrogativa das CPIs, né, Vera?
de sigilo de forma simbólica, em bloco. A gente sabe que isso acontece muito em votações no Congresso e em comissões. E depois dessa decisão, o presidente da comissão, senador Fabiano Contarato, falou que era uma interferência grave nas prerrogativas constitucionais do Legislativo. Ele reclamou, o relator Alessandro Vieira também reclamou. Ambos apontaram com razão que está havendo um corporativismo, como a Débora mencionou. E a gente tem visto que é uma ação conjunta, não só
Não é uma ação só do Supremo, é uma ação conjunta com o comando do Senado e da Câmara, que querem ver essas CPIs pelas costas. A verdade é essa, querem que ela acabe ontem, se possível. Já estão ali como jogadores do banco e treinadores ficam na beira do gramado acenando para o juiz que acabou. Acabou, acabou, juiz. Então, não tem prorrogação, não tem VAR. A ideia é que elas acabem o mais rápido possível.
E essa ação se inscreve nesse esforço que não é só do Supremo, ele também tem o seu braço no comando do Legislativo. Bom, falando no trabalho das comissões, Ana Carolina Tomé tem informações para a gente em Brasília. Oi, Ana. Oi, Carol. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, deu prazo de cinco dias para que o Senado e o senador Carlos Viana
A decisão atende a um pedido dos deputados Rogério Correia e Henrique Vieira, que apontam falta de transparência e possível desvio de finalidade nos recursos enviados entre 2019 e 2025 por meio de emendas PIX. O senador Carlos Viana afirmou que recebe diversos representantes religiosos em seu gabinete e disse esperar que a medida não seja uma retaliação por seu trabalho na CPMI do INSS.
Vou responder, mas espero que seja uma provocação constitucional republicana, porque se não for, está muito claro que é uma retaliação às minhas falas e vai dar mostra claramente de que o Congresso Nacional está sendo, nesse ponto, desrespeitado. Atualmente, Viana preside a comissão que investiga fraudes contra aposentados e apura a participação de entidades ligadas à mesma igreja.
A CPMI do INSS aprovou hoje os convites para ouvir o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da Autoridade Monetária, Roberto Campos Neto, sobre a regulação de empréstimos consignados. Os parlamentares também aprovaram o acesso a dados sigilosos de Fabiano Zettel, que já haviam sido enviados à CPI do crime organizado. O colegiado baseia as investigações em auditoria da Controladoria Geral da União, que encontrou indícios de irregularidades.
em 25% dos contratos analisados em 2024. No momento, a Comissão aguarda a decisão do Supremo para prorrogar o prazo das atividades. Carol? Obrigada, Ana Carolina. Essa CPMI do NSS que começou com muito estardalhácio, mas que agora deve ser encerrada, porque não interessa mais nem ao governo nem à oposição. É isso, as duas estão nesse mesmo momento, momento de encerramento dos trabalhos.
e de enfrentamento mesmo com o Supremo. A gente sabe que o ministro Flávio Dino tem sido relator de várias das ações que dizem respeito à moralização das emendas. Ele, quando assumiu a cadeira no Supremo, herdou esse processo, que era um processo da ministra Rosa Weber. E, desde então, ele já tomou várias iniciativas no bojo desse processo. Mas o que a gente tem visto, nas últimas semanas, é uma ação entre amigos ali, de certa maneira,
dos ministros Alexandre, Toffoli, Gilmar e Flávio Dino. Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes deu uma decisão contra um blogueiro do Maranhão que é, de alguma maneira, adversário do ministro Flávio Dino. Tem sido apontado como alguém que, entre aspas, persegue o ministro Flávio Dino. Nessa semana, é o ministro Flávio Dino que toma uma decisão no bojo da investigação das emendas que, de alguma maneira, constrange o presidente de uma CPI,
de uma CPMI, que quer investigar dois ministros da corte, ministro Toffoli e ministro Alexandre. Isso exime o senador Carlos Viana de prestar contas das emendas que ele destina de forma alguma. Inclusive, essa reportagem foi dada pela imprensa, a imprensa está em cima disso e é necessário que seja investigado de fato, mas chama a atenção vir neste momento,
liquidação o mais rápido possível das duas CPIs e que existe esse cabo de guerra entre as duas e os ministros do Supremo. Vamos para mais um assunto aqui, que é a mobilização para que o ex-presidente Jair Bolsonaro volte para a prisão domiciliar. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi até Brasília para tratar desse tema. Igor Cardim tem mais informações ao vivo.
Pois é, Débora. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, faz uma série de visitas a ministros do Supremo Tribunal Federal aqui em Brasília para tratar da possível mudança de regime do cumprimento de pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, pedindo então a pena em regime domiciliar. As reuniões seguem até a noite desta quinta-feira e incluem encontros com os ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin,
e o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal. Embora a pauta oficial trate de ações de interesse do Estado, como o julgamento sobre a privatização da Sabesp ou sobre o ICMS, o governador tenta sensibilizar os ministros, especialmente o Moraes, que é o relator da execução penal, sobre o quadro de saúde do ex-presidente. A defesa de Bolsonaro argumenta no pedido que o quadro clínico se agravou
O Estado é incompatível com a saúde do ex-presidente. Acrescenta ainda que Bolsonaro apresenta problemas cardíacos, renais e respiratórios, além do histórico de cirurgias e infecções pulmonares. E compara a situação de Bolsonaro com a do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que foi transferido para prisão domiciliar por questões de saúde. E aí, nesse contexto geral, cresce justamente a pressão no Supremo Tribunal Federal por uma mudança nesse regime,
Nessa semana, Moraes já conversou com o filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro, e teve aquele pedido de mudança também do regime de pena, com assinatura de mais de 170 parlamentares de diferentes partidos. A gente apurou aqui em Brasília que existe essa possibilidade de Moraes levar o caso ao plenário da primeira turma, ou ainda determinar a realização de uma perícia médica feita pela Polícia Federal após a alta hospitalar do ex-presidente,
em tomar uma decisão sobre a possível saída de Bolsonaro da Papudinha, onde ele cumpre a pena de 27 anos e 3 meses, Débora. Obrigada, Igor, pelas informações. Vera, levar essa questão para o plenário aumenta as chances da prisão domiciliar ser concedida sem, de alguma forma, tirar, vamos dizer, a autoridade de Alexandre de Moraes, que até então vinha negando, né? Não tenho certeza se aumenta a chance de ser concedida, mas é uma medida prudente e recomendável.
nesse momento. Você tem uma pessoa cujo quadro de saúde se agrava, que teve essa intercorrência bronco-respiratória grave, que muitos dizem que poderia ter levado a uma consequência mais séria. E o ministro ficar tomando decisões monocráticas a esse respeito ou expõe. Expõe o porão para o ministro Alexandre de Moraes. Então, me parece que o mais prudente, o mais recomendável nesse momento é, de fato, orientar a realização
de uma perícia, autorizar a realização dessa perícia e submeter o assunto ao plenário, porque aí você traveste essa decisão de um caráter colegiado e você compartilha a responsabilidade pelo que vier a acontecer com o preso com os demais ministros. Então, me parece que é a solução mais indicada para esse momento, até para que ele não fique sozinho com o ônus
uma decisão que já está politizada. A gente tem visto diariamente demonstrações da politização dessa questão. Primeiro foram deputados e senadores pedindo, agora o governador de São Paulo, que é também candidato à reeleição, entrando nesse circuito para aumentar a pressão. É uma pressão que vai cada vez mais virando uma pressão política sobre o ministro e sobre a corte. Então, o mais prudente é, neste caso,
ter a decisão ao colegiado que é ali a instância com maior legitimidade, com maior peso dentro do Supremo Tribunal Federal. Vamos fazer nosso intervalo, gente? Vamos. Nosso ouvinte fica com notícias da sua região e a gente volta na sequência com mais Viva a Voz para falar sobre a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda. Viva a Voz de volta.
Acompanhou a agenda do presidente Lula e tem mais informações. O presidente falou sobre Copom, sobre o novo ministro da Fazenda. Oi, Karen. Isso mesmo, Débora, Carol, Vera e também para os ouvintes. O presidente Lula criticou a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central e decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Durante discurso, num evento aqui em São Paulo, Lula disse que esperava um corte maior,
meio ponto. E ao comentar a decisão aí do BC, ele também usou um palavrão e questionou o impacto do conflito externo, até mesmo na política monetária brasileira, principalmente diante do cenário internacional, marcado aí pela guerra no Oriente Médio. Aí, usando um tom mais político, Lula elogiou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que está cumprindo agendas ao lado de Lula aqui em São Paulo, marcando a despedida dele do cargo de ministro da Fazenda. No evento, Lula ainda
afirmou, ainda que de forma informal, o nome de Dario Durigan como novo ministro da Fazenda. Ele cumprimentava ali autoridades presentes quando citou Durigan, pediu que ele se levantasse e aí num tom descontraído falou aí, né? Porque as demandas da Fazenda deveriam agora ser encaminhadas para um novo titular da pasta. Bom, Durigan já é um nome da pasta, né? Ele era secretário executivo desde 2023.
o número 2 da equipe, depois que Gabriel Galípolo saiu para ocupar a presidência do Banco Central. Antes do presidente, Haddad também discursou, praticamente o último discurso dele, ao deixar o cargo, confirmou que deixa a função hoje, classificou aí, destacou medidas adotadas à frente da pasta, como a reforma tributária e também a proposta de isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais. A expectativa é que num evento que começa agora à noite,
Aqui em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, Haddad finalmente oficializa a pré-candidatura ao governo de São Paulo, ao lado de Lula. Débora. Obrigada pelas informações, Karen. Bom, a saída de Haddad e o Durigana, o Ministério da Fazenda, era só uma questão de formalização mesmo, né, Vera? Essa conta já estava dada. E a gente tem aí o presidente criticando a queda do Copom, porque ele esperava mais, ele esperava o meio ponto percentual, né?
acontecer diante da mudança do contexto internacional com essa alta dose de imprevisibilidade trazida pelo conflito de duração também imprevisível no Irã. A gente vai falar mais tarde a respeito das múltiplas pressões que há em torno do preço dos combustíveis e do risco de desabastecimento. Então, hoje foi um dia muito ali cheio de notícias nessa área.
Ele está manejando essa crise, mas a questão dos juros é um dos calcanhares de Aquiles, justamente desse balanço da gestão econômica do governo Lula. Foi uma gestão que teve e que tem bons números para mostrar, mas os juros altos foram água no chope, por assim dizer, do que Lula, Haddad tem para mostrar em termos de realizações de política econômica nesse período. E por quê?
É porque o Banco Central é malvado e quis manter os juros altos? Não, porque faltaram condições para que essa taxa fosse mais baixa. Primeiro porque a inflação ficou um bom tempo altamente pressionada. Segundo porque a situação fiscal do Brasil não permitiu também que o Banco Central baixasse os juros antes e em uma velocidade maior. Então, muitas das causas que levaram a que os juros permanecessem altos por mais tempo
ações e a decisões do próprio governo. E o presidente, quando ele critica o Banco Central, quando ele reclama, ele simplesmente omite esse pedaço da equação. Quanto ao ministro Fernando Haddad, tinha uma grande preocupação de que esse evento de hoje acabasse resvalando para uma campanha antecipada e para uso ali de um ato oficial do governo para fazer campanha política, o que também é passível de punição pela Justiça
eleitoral, então acho que cuidados mínimos ali foram tomados, mas aí mais tarde, aí sim o evento de cunho político partidário vai acontecer, a ida do Fernando Haddad para mais uma candidatura a pedido do Lula, sem muita vontade e sem muito entusiasmo, mas para cumprir uma missão partidária. Bom, e ainda falando de economia, hoje o senador Flávio Bolsonaro estava no evento aqui no Rio de Janeiro, falou sobre suas ideias para a política econômica, ele que é pré-candidato à presidência,
Matheus Maciel dá uma resumida para a gente no que o Flávio disse. Oi, Matheus. Oi, Carol. Boa noite para todos. O senador Flávio Bolsonaro principalmente focou no lado da gestão econômica do eventual governo dele. Trouxe aí diversos elogios a como foi conduzida a pasta na época da gestão do presidente Jair Bolsonaro. Falou que não se deve esperar uma gestão diferente do que tivemos ali com o ministro Paulo Guedes liderando toda a pasta da economia no Brasil, mas não antecipará nomes nessa gestão.
Ele falou que está conversando diariamente com o governador Tarcísio de São Paulo, falando diversas vezes sobre nomes que podem encabeçar o quadro ministerial desse novo governo dele, mas que há diversos candidatos, inclusive a possibilidade de integrar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, de alguma forma, ao governo dele. Há a possibilidade de contrastar, trazendo secretários da pasta do governo do Instituto de São Paulo para dentro da gestão federal.
vontade de Flávio Bolsonaro em não antecipar nem mesmo o programa de governo. Tarcísio pediu que ele fizesse essa divulgação no fim deste mês, mas Flávio entende que não é momento de antecipar tudo que há de ser divulgado. A corrida eleitoral está só começando, mas que todos os indicativos são de que ele seguirá os trilhos que o pai fez na gestão anterior. Valeu, Matheus. E aí vou fazer a mesma ressalva que eu fiz quando o Matheus entrou anteriormente, né?
O Flávio está dizendo isso, mas a gente sabe que o Bolsonaro estourou em muito o teto de gastos, né,
Era quase 800 bi em quatro anos. E como você lembrou antes, antes mesmo da pandemia, antes que alguém falhe, ah, mas houve a pandemia no ano de 2019, que foi o primeiro ano da gestão Bolsonaro ainda, pré-pandemia, a meta do corte de gastos, do teto de gastos também não foi cumprida. E fora outras coisas, né? Fora empurrar com a barriga os precatórios, fora essa caridade com o chapéu alheio no ICMS dos combustíveis, que depois teve de ser sanada.
Um monte de bondade eleitoral que o Bolsonaro fez ali às vésperas da eleição de 2022, quando viu que estava perdendo nas pesquisas, enfim, uma série de questões. Mas hoje o mercado e a direita estão num processo ali de redenção do legado do Paulo Guedes. Isso também faz parte de estratégia eleitoral. Quanto à vaga de ministro da Fazenda do Flávio Bolsonaro,
nos bastidores, sobre a possibilidade que ela fosse ocupada, caso ele seja eleito, para não repetir o que o pai fez, pelo Roberto Campos Neto, que foi presidente do Banco Central de Jair Bolsonaro. Hoje ele está na iniciativa privada, mas esse nome circula sempre entre aliados do Flávio Bolsonaro, quando se cogita quem seria esse nome que ele se recusou a antecipar. Muito bem, antes do nosso ouvinte ficar com as notícias regionais,
Trago aqui uma informação, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, vai ser transferido ainda hoje da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal no centro da capital federal. A mudança de local foi autorizada pelo ministro do STF, André Mendonça. Daqui a pouquinho a nossa reportagem traz mais detalhes sobre essa transferência. Então você fica agora com as notícias da sua região e na volta tem Tiago Bronzato.
diretor da sucursal de Brasília, do Jornal Globo. E estamos de volta com o Viva Voz, são 6 horas e 47 minutos, já está na linha com a gente o Tiago Brunzato, diretor da sucursal do Globo em Brasília, nosso comentarista aqui do Viva Voz. Boa noite, Tiago. Boa noite, Vera. Boa noite, Carol. Boa noite, Débora. Boa noite aos ouvintes. Oi, boa noite. Boa noite. Brunzato, a gente acabou de dar como breaking news aqui a transferência do Vorcaro para a superintendência da
A gente vê a investigação avançando, o inquérito foi inclusive prorrogado pelo Supremo. Está vindo aí uma delação do Vorcário, o que a gente pode esperar desses últimos desdobramentos? Pois é, Vera, a Polícia Federal,
tem trabalhado num relatório que será enviado nos próximos dias para o Supremo Tribunal Federal sobre os primeiros indícios de envolvimento político no escândalo do Banco Master. Esse material, segundo eu porei, faz parte de um cruzamento feito a partir dos dados extraídos do celular, do vocário e também de arquivos que ele colecionava ali no computador e no e-mail dele. Os investigadores já mapearam, por exemplo, uma série de menções
o senador Ciro Nogueira, presidente do Partido Progressista. E o objetivo da PF é analisar se esses elementos encontrados até o momento são suficientes para justificar a abertura de uma nova frente de investigação. E por que isso é importante? Primeiro porque, do ponto de vista jurídico, a suspeita de um envolvimento de um parlamentar é o que deve manter o inquérito sob os cuidados do ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal. Isso porque um parlamentar, quando pratica alguma irregularidade,
no exercício do mandato, ele tem direito ao foro privilegiado, ou seja, o direito de ser julgado pelo STF. E segundo, porque essa descoberta de um envolvimento político no escândalo do MAS deve abrir uma frente nova de investigação, porque até então a gente tem visto as investigações focadas mais em apurar as suspeitas de fraudes financeiras. A gente sabe em Brasília que todo mundo conhece todo mundo, todo mundo janta com todo mundo e às vezes os políticos participam de festas animais
mas na hora que o escândalo vem à tona, todo mundo diz que mal conhece ninguém. E sabendo que pode entrar na mira da PF, Ciro Nogueira tem dito que o CPF dele é um e o do Volcar é outro. Uma tentativa de se distanciar dessa crise do Master. Mas o que os investigadores estão fazendo é justamente tentando separar o joio do trigo, ou seja, separar a vida privada do que pode ter relevância criminal nesse material encontrado. Para os investigadores,
Interessa muito se o cara mandava mensagem carinhosa para o Ciro Nogueira ou outros políticos, chamava de amigo, convidava político para festas particulares. O que interessa para a Polícia Federal nesse material analisado é saber se houve uma tentativa efetiva de mexer as peças em Brasília para favorecer o Master. E um dos episódios que mais chamaram a atenção da PF foi uma proposta feita por Ciro Nogueira no Congresso para tentar, de alguma forma, beneficiar o Banco Master.
aumentando ali a garantia ofertada pelo Fundo Garantidor de Créditos e alguns investimentos. Nessas mensagens que o cara envia para sua ex-namorada, ele chega a comemorar essa iniciativa. E o que a PF quer saber é se essa investida do Ciro Nogueira foi só um gesto de pura amizade ou se teve outro interesse em jogo. Agora, Bronzato, se certos nomes, certos políticos frequentam festas, jantares,
Também uma espécie de pagamento, né? Estou tentando achar uma palavra mais bonitinha aqui, mas não estou encontrando. Eu imagino que pode ser uma espécie de pagamento, vou ficar com pagamento mesmo. O que a gente já sabe ou o que a gente sabe sobre nomes que estão envolvidos, conexões que já são conhecidas? Olha, Débora, aposto que você não tem um amigo que coloca um helicóptero à sua disposição, nem que te oferece um contrato de 129 milhões de reais
Pesto em arte, né? Aliás, se você tiver um amigo desse, você pode me emprestar também, porque eu tô precisando de um amigo. Convido vocês. Aluga-se um amigo. Convido todo mundo. Todo mundo no ponto final, viva a voz, vai todo mundo pro rolê comigo, que eu gosto de dividir. Me coloca nesse grupo de zap aí, que eu também quero isso, viu? Mas era exatamente isso que o Vocaro fazia, assim. E essa altura da investigação do caso Master, a PF já entendeu que tem indícios ali concretos de que alguns contatos do Vocaro não eram mera,
amizades despretenciosas, mas sim que faziam parte de um método de sobrevivência dele em Brasília. Antes de ser preso, o Vocaro costumava dizer para pessoas próximas que ele havia feito fortes amigos em Brasília e que no Brasil você não anda sem essa proteção. Então a PF entende, analisando esse material, que há indícios de que ele cultivava mais do que amizade, ele cultivava proteção política. E nesse celular do Vocaro, começaram a surgir
surgir outros contatos que vão além do Ciro Nogueira, como eu mencionei aqui. Um deles, por exemplo, seria uma menção ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda, que também é aliado do Ciro Nogueira. Isso não é um detalhe trivial, porque essa mensagem que menciona o Rueda, ela acontece num momento delicado para o Master, no momento que o banco vinha tentando sobreviver e ser vendido para o BRB.
de cursos ao Master por meio do seu escritório. Diz que fez dezenas de padeceres, centenas de reuniões, até lembrou um pouco ali a nota da Viviane, mulher do ministro Alexandre de Moraes. E esse elo do Master e do Volcaro com políticos também se estende em uma outra frente da União Brasil, que é o vice-presidente da União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia, Assemi Neto. A reportagem do Globo, publicada na semana passada, revelou que o Assemi Neto recebeu quase 4 milhões de reais do Master,
e da gestora de recursos REAG, segundo ele, também para prestar consultoria. Em resumo, o que começa a aparecer agora nesse material da Polícia Federal é um retrato de um banqueiro que não operava apenas no mundo financeiro, mas tinha uma ampla rede política em sua volta. O Bronzato, e essa delação do Vorcaro vai chegar aos ministros do Supremo Tribunal Federal? Olha, Carol, essa é a pergunta que a gente mais ouve e que a gente mais faz aqui em Brasília também.
Realmente é uma dúvida intrigante. O próprio fato do vocário ser transferido para a superintendência da Polícia Federal, como a gente já viu em outros casos no passado, é indicativo de que ele está disposto a colaborar. Porque quando um preso vai para a Polícia Federal, nas circunstâncias dele, é uma facilidade maior para você prestar depoimento ali e ser ouvido pelo delegado. Então, essa transferência acaba gerando muito rumor aqui em Brasília. A dúvida que fica,
É se o Vocaro está disposto a contar todos os segredos que ele sabe aqui sobre Brasília ou se ele vai tentar dar uma calibrada no depoimento dele justamente para poupar nomes que são mais sensíveis do poder, como nomes de ministro do Supremo. Antes mesmo de a segunda turma do STF formar uma maioria para manter a prisão do Vocaro, ele chegou a mandar alguns emissários, alguns interlocutores para sondar no Supremo e também na Polícia Federal, na PGR,
ou se tinham uma disposição de fazer uma delação sem mencionar ministros do Supremo Tribunal Federal. Essa investida foi vista ali pelos investigadores como um teste para sentir terreno e saber qual era a disposição de fazer uma delação mais seletiva, digamos assim. E a resposta que deram para esses interlocutores é que o Volcaro deveria colocar tudo no papel se ele quisesse sair da prisão, ou seja, ele deveria contar tudo que sabe para receber o benefício da colaboração premiada.
Então, mantida a prisão dele, ele começou a mandar sinais de que estava disposto a contar tudo o que sabe. Mas a dúvida ainda continua. Ele vai contar tudo o que sabe mesmo? A gente sabe que não tem nenhuma negociação formal aberta no momento, não oficialmente, mas que há grande chance, sim, do vocário contar tudo o que sabe. Até porque ele está num beco sem saída. Ele está preso, tem muitas acusações vindo à tona, a Polícia Federal pegou todos os celulares dele, mapeou todos os arquivos e já estão começando a emergir algumas histórias que comprometem.
Tem não só o Van Caro, mas também aliados dele do Banco Master, né? Mas a gente sabe também que a ideia ali de uma delação, ela não é um ato só de colaboração. Ela também é uma estratégia de defesa. E nesse caso específico do Master, talvez mais importante de tudo para o Van Caro é ele saber exatamente qual vai ser a estratégia dele. Quem vai ficar dentro e quem vai ficar fora de uma eventual delação. E a dúvida, que também continua, é qual vai ser a profundidade dessa delação.
está ficando cada vez mais rumoroso. Mas esses arquivos, desculpa, Vera, esses arquivos já vão dar pistas para a Polícia Federal, né? Porque ele guardou muita evidência, muita prova e não acredito que tenha sido por ingenuidade, né? Olha, por ingenuidade, o Maurucid, ex-ajudante de Jorge Bolsonaro, também caiu na mesma teia do Vocaro, né? O Vocaro deveria tomar notas ali e aprender com a lição do Maurucid, que ficava arquivando tudo no zap dele, né? Mas, assim, realmente, o material que a
O que a PF tem analisado já dão ali uma amostra do que pode ser a delação dele, de quais nomes ele pode falar e também se ele tentar de alguma forma proteger um nome ou outro, a Polícia Federal pode confrontar essas informações. O que tem sido discutido é a possibilidade de firmar essa delação premiada com a Polícia Federal e também com a Procuradoria-Geral da República, justamente para dar maior robustez a esse acordo de colaboração premiada.
O vereador geral, Paulo Gonet, está trabalhando? Ou está de sabático, de férias? Não tem sido isso? Olha, eu também estou com essa mesma dúvida, viu, Vera? Mas vamos descobrir aqui. Vamos ligar para ele e descobrir. Tá certo. Esse é o Tiago Bronzato com a gente todas as terças e quintas. E amanhã pode ser um dia indicativo dessas coisas, porque é o prazo para o ministro Gilmar depositar o voto dele também, né, Tiago, em relação à prisão do Vorcário. Então, podem vir recados.
nesse voto também. Tchau, Thiago. Até terça que vem. Até mais. Boa noite. Tchau, Branzara. Tchau, gente. Tô aí na expectativa de arrumar, criar o grupo de zap pro amigo da lancha, hein? Me aguarde. Falta o amigo. Arrumar primeiro, compartilha. Boa, boa. Arrumar primeiro, faz o grupo de zap, o amigo da lancha. Combinado. Bom, meninas, acho que é isso, né? Trouxemos aqui bastante coisa, falamos de muitos assuntos. Amanhã tem mais Viva Voz, né?
né, Vera? Amanhã tem mais Viva Voz, talvez com notícia, né? Nada indica que será apenas um balanço burocrático. Sempre com notícias. Isso aí, ó, acho que não tem nem mais como a gente correr. Nem se a gente quisesse. É, com notícia, sem lancha por enquanto. Tchau, menino. Beijo, até.