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Saúde de Bolsonaro: 'Moraes está em momento delicado para tomar decisão sobre prisão domiciliar'

18 de março de 202641min
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Deputados protocolaram pedido de prisão domiciliar humanitária para Jair Bolsonaro, com apoio de mais de 170 parlamentares, aumentando a pressão sobre Alexandre de Moraes para rever o regime de cumprimento de pena. Devido ao quadro de saúde do ex-presidente, Moraes está em "momento delicado" para tomar sua decisão. Vera Magalhães analisa a questão, que deve "virar combustível para os dois lados na campanha eleitoral".

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Assuntos8
  • Preços de Combustíveis e PetróleoRedução de ICMS · Subsídio do governo · Negociação com governadores · Impacto nos preços · Risco de greve de caminhoneiros
  • BolsonaroQuadro clínico grave · Pneumonia aguda · Comorbidades · Pedido de prisão domiciliar · Pressão sobre Alexandre de Moraes · Argumentos humanitários
  • Decisão do Copom sobre JurosRedução de 0,25 ponto percentual · Taxa Selic em 14,70% · Impacto da guerra no Oriente Médio · Incerteza econômica · Ciclo de flexibilização moderada
  • Banco MasterDelação premiada de Daniel Vorc · Interesse em cooperação · Prorrogação de inquérito · Vazamento de material da CPMI · Segurança comprometida
  • Atuação de Lucia na políticaRompimento com PSD · Apoio a candidatura de Moro no Paraná · Negociações entre PL e PSD · Garantia de palanque para Flávio · Presença de Val Demar Costa Neto
  • Economia do Governo LulaEstratégia de ataque a Flávio Bolsonaro · Crítica ao bolsonarismo · Posicionamento contra Trump · Campanha não será lulinha paz e amor
  • CorrupçãoAbertura de empresa na Espanha · Investigação de desvios no INSS · Possível evasão · Esquema de fraudes · Companhia de gaveta em Madrid
  • Terceira Via PresidencialPSD e pré-candidatura · Ratinho Junho como principal nome · Divisão na direita · Janela de troca de partidos · Eleição no Paraná
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Boa noite, tudo bem? Oi, Débora, boa noite para você. Tudo bem? Hoje estou aqui em companhia da minha amiga Carolina Moran. Boa noite, Carol. Boa noite para os nossos ouvintes e também para todo mundo. Oi, Vera. Boa noite, bem-vinda. Estamos na mesma paleta, em vários tons de azul. Verdade. E a Juliana Prado já tinha falado, cantado essa bola aqui. Aqui na redação também está cheio de gente.

azul. É, a gente combina sem combinar. A gente se fala no olhar. Vamos lá, meninas. São seis horas, sete minutos agora. A Samanta Klein tem informações em Brasília sobre a proposta do governo para que os estados diminuam ICMS sobre combustíveis para tentar evitar alta no preço dos combustíveis. Oi, Samanta. Acho que a gente está sem o áudio da Samanta. Samanta Klein, temos. Eu vejo a imagem da Samanta, mas não ouço. Temos imagem, mas não temos áudio.

de Samantha Klein. E agora, vocês me escutam? Agora sim. Certo, não, certo. Eu acho que eu tinha aqui deixado desligado, peço desculpa para vocês. Bom, então, retomando aqui, o que aconteceu hoje? Numa reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária, o Ministério da Fazenda apresentou, portanto, essa proposta de zerar o ICMS sobre o diesel importado

em troca do governo subsidiar a metade deste valor. Essa proposta foi apresentada pelo secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, e a perspectiva seria dessa isenção até o fim de maio, ou seja, numa perspectiva de que haja uma contenção dos preços, da disparada do preço do diesel até este período, não sabendo se, claro, até quando vai a guerra no Brasil.

Irã. O que que de fato fica? Os governadores vão analisar essa proposta. Tivemos aí o primeiro que se manifestou, que foi Rafael Fonteles, que é do Piauí. Ele é do PT, vale dizer. Ele disse nas redes sociais que aceita essa proposta. Mas fato é que os demais governadores estão fazendo as contas. E o que a gente imagina é que haverá sim uma resistência grande por parte dos governadores. Inclusive, falei com uma fonte lá do Rio Grande do Sul.

que me disseram que o impacto já com esse 50% que a União pretende subsidiar, seria um impacto de 60 milhões de reais por mês. Então, muitos estados já estão com as contas bastante apertadas, estamos em ano eleitoral, então a resistência vai ser grande. O Comitê de Secretários de Fazenda lançou uma nota agora informando que sim, houve essa reunião, que participaram e que essa reunião

está em avaliação. Outra medida que o governo está tentando, então, também segurar uma possibilidade de greve é em cima da tabela básica dos FETs. Mais cedo, houve uma coletiva do ministro Renan Filho, ministro dos transportes, dizendo que a NTT, Associação Nacional de Transportes Terrestres, vai fazer essa fiscalização eletrônica também e mais efetiva.

lembrar que os caminhoneiros autônomos são os principais afetados, porque eles dependem justamente dessa tabela básica e são eles que vieram puxando essa possibilidade de greve com a elevação do preço dos combustíveis. Com vocês. Obrigada, Samanta, pelas informações. Bom, apesar dessa compensação que o governo pretende dar para os estados, fica difícil para fechar as contas e muitos deles. E tem um ponto que o governador

o Fonteles traz também, Vera, que é o seguinte, o governo garantir, no caso da redução, da isenção do ICMS por parte dos estados, que o governo garanta mecanismos para que essa redução chegue aos postos de combustíveis, ou seja, ao bolso da população, que é quem vai ser diretamente impactada. Exatamente. O governo tentando medidas adicionais. Ontem eu falei que aquele pacote da semana passada era insuficiente para conter a escalada

dos preços, ele ainda era muito incipiente, apesar de já ali haver uma dose de subsídio de renúncia fiscal por parte do governo. Agora eles estão aprofundando um receituário, Débora, que é muito parecido, agora mais parecido ainda, com o adotado pelo Jair Bolsonaro em 2022. A diferença é que eles estão tentando fazer isso de forma negociada com os governadores e também que o governo vai arcar com uma parcela da renúncia fiscal

que os governadores fizerem no ICMS e só do combustível, daquela parcela do diesel que for importada. Mas é um receituário próximo do Bolsonaro que vai significar que, em algum momento, essa conta do que deixou de ser arrecadado seja feita, que haja uma conta de chegada para ressarcir os estados da perda de arrecadação desse que é o seu principal tributo. Então, é uma coisa que vai incluir,

Uma dose de negociação, uma dose de desgaste. Nem todos os governadores vão aceitar de uma maneira tão rápida e colaborativa como o Rafael Fonteles, pelo fato de que ele é do PT, ele é um aliado de primeira hora do presidente Lula, etc. Então, não acho que é algo tão simples. O que o governo está tentando incluir outras medidas no pacote que já tinha anunciado? Pelo temor dessa reação, principalmente dos caminhoneiros,

e de que haja uma greve com efeitos na economia e com muito desgaste político. O movimento de caminhoneiros, a gente sabe que costuma também mobilizar outras categorias, costuma mobilizar a classe política. Hoje em dia, com um grande aproveitamento de todos os assuntos em redes sociais, isso certamente vai ganhar uma dimensão ainda maior do que movimentos semelhantes tiveram em 2018 e depois em 2022.

já vive uma maré baixa de popularidade, está temendo que isso tudo impacte ainda mais a popularidade do Lula, leve a um repique inflacionário, interfere inclusive no ritmo da queda dos juros e a gente vai saber hoje de que maneira isso impactou ou não a decisão do Copom sobre a taxa básica de juros da economia. Então, é um assunto central nesse momento, é um assunto que mobiliza não só o Ministério da Fazenda,

ministro Fernando Haddad estando de saída do Ministério, daí porque o Dario Durigan já está tomando a frente dessas negociações, mas impacta sobretudo o Palácio do Planalto. O Planalto também está 100% focado nesse assunto de preço de combustíveis. Gente, vamos para o nosso próximo assunto, que é a possibilidade de concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele segue internado, mas aumentou a pressão em torno do ministro Alexandre de Moraes nesses últimos dias.

sobretudo diante da gravidade do quadro do Bolsonaro recentemente. O Igor Cardim está acompanhando o Igor. Pois é, Carol, aumentou realmente esta pressão. O ministro Alexandre de Moraes, inclusive, já se reuniu com Flávio Bolsonaro nesta terça-feira, ouviu ali o pedido para que fosse reajustado o cumprimento da pena para prisão domiciliar. O governador de São Paulo também deve se reunir com o ministro do Supremo Tribunal Federal.

E aí, na tarde de hoje, o deputado federal Gustavo Gayer protocolou um outro pedido também com o apoio de mais de 170 parlamentares, incluindo integrantes de outros partidos que não o PL, o partido do ex-presidente. Tem integrantes ali do PSD, do Republicanos, também do Novo.

A iniciativa ocorre justamente neste momento de pressão para que Alexandre de Moraes mude, reveja o regimento de cumprimento da pena. Atualmente, Bolsonaro cumpre os 27 anos e 3 meses de prisão por golpe de estado ali na Papudinha e está internado ainda no hospital, deve estar com um quadro de pneumonia aguda grave.

apresenta um quadro clínico grave e complexo com doenças acumuladas que exigem acompanhamento constante. Entre esses pontos apresentados estão o câncer de pele, anemia, problemas renais, hipertensão, apneia do sono e também complicações decorrentes das cirurgias intestinais anteriores, além deste episódio de pneumonia grave. Só atualizando o estado de saúde do ex-presidente,

e também a declaração feita pelo cardiologista Brasil Caiado, diz que Bolsonaro teve uma leve melhora no quadro de saúde, mas ainda não há previsão de alta. Ele afirmou que Bolsonaro segue no meio do ciclo de três antibióticos e que há preocupação com a cicatrização do processo inflamatório, que pode evoluir para uma fibrose e comprometer a função respiratória. O médico também defendeu prudência no tratamento e destacou que, do ponto de vista clínico,

o ambiente familiar seria mais adequado neste momento. Carol, Débora e Vera. Obrigada, Igor. Será que agora o ministro Alexandre de Moraes vai ser mais sensível a esses pedidos todos, Vera? Pois é, Carol. Ele está num momento ali bem delicado para tomar essa decisão, porque realmente o quadro dele se agravou. Já não era um quadro simples. Ele tem esse monte de comorbidades que o Igor detalhou,

especialmente estanques, separadas, como é a história do câncer de pele. A questão gastrointestinal dele, que sempre inspirou mais cuidados. Agora, está até em segundo plano, porque ele teve esse quadro de broncopneumonia. Então, tem questão respiratória, tem questão dermatológica, barra oncológica, e tem questão gastrointestinal. Você manter um paciente, um preso, nessa situação, preso,

regime fechado, sem levar em conta essas circunstâncias, você está impingindo um risco a você mesmo, que é de uma piora ainda maior e depois você ser responsabilizado por alguma intercorrência mais séria. Então, eu acho que ele vai analisar tudo isso, levar em conta. O histórico do Jair Bolsonaro recomenda uma prisão domiciliar? Não, porque o histórico, eu digo dele como cumpridor de decisões jurídicas.

Não, porque ele, afinal de contas, tentou violar a torneuseleira eletrônica quando estava justamente em prisão preventiva domiciliar com ferro de solda. Isso, em qualquer lugar, é uma razão para você retirar medidas cautelares alternativas à prisão em regime fechado. Mas, por outro lado, o quadro de saúde recomenda.

e os riscos decorrentes dele permanecer preso em regime fechado e vai reanalisar. A gente sabe como essas coisas vão parar no ambiente eleitoral e produzem ruídos, produzem ali algum tipo de reação por parte tanto de eleitores de Bolsonaro como de eleitores anti-Bolsonaro, eleitores de Lula. Então, isso já está totalmente politizado,

essa questão, tanto é que são deputados que estão encabeçando agora esse novo pedido e isso vai virar combustível para os dois lados na campanha eleitoral. Então, o ministro vai medir, pesar todos esses fatores para tomar a sua decisão. Mas a coisa mais cautelosa a fazer me parece ser, sim, conceder a domiciliar em razão desse agravamento e do fato de que tem um outro ex-presidente da República em situação de saúde mínima

menos grave e que está cumprindo uma pena em regime domiciliar. Então, eu acho que a cautela mandaria o relator Alexandre de Moraes conceder a prisão domiciliar, reforçar a segurança do condomínio onde Jair Bolsonaro mora em Brasília e ver como vai se desdobrar a partir disso. Enquanto discute-se, Vera, se o ex-presidente volta para domiciliar,

para que Flávio Bolsonaro garanta apoio nos Estados. Ele decidiu romper com o PSD do governador do Paraná Ratinho Júnior e vai apoiar o senador Sérgio Moro, que atualmente está na União, na eleição para governador do Estado. O Sérgio Moro tem a possibilidade de ir para o PL também. Houve uma reunião hoje entre Moro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Isso foi em Brasília. Segundo a apuração do Jornal Globo,

dias por interlocutores e, segundo relatos, a conversa avançou rapidamente para o entendimento político e ocorreu num clima descrito como pragmático, ou seja, Valdemar Costa Neto deixando claro que o PL não vai esperar em definições do PSD e que dará apoio à candidatura de Moro no Paraná. O senador se comprometeu a garantir, então, o palanque para Flávio no Estado, que é considerado peça-chave na região sul. Auxiliares de Valdemar dizem também que o acordo foi tratado como prioridade,

diante desse impasse do PSD. Essa decisão de Flávio Bolsonaro foi tomada depois que Ratinho Júnior se recusou a abrir mão de uma candidatura presidencial própria em troca do apoio do PL ao PSD na disputa do Paraná. Isso porque, ao que tudo indica, Ratinho Júnior é que deve ser oficialmente o pré-candidato à presidência da República pelo PSD. E aí, Vera, o que essas articulações todas nos dizem?

Nos dizem que talvez, eu ainda não acho que isso esteja 100% definido, mas talvez estejamos nos encaminhando para uma situação em que essa terceira via representada pelo PSD será ali na figura do governador do Paraná, Ratinho Júnior. Internamente ele é o que tem mais tempo de casa, é o que tem mais proximidade com o principal dirigente do PSD,

sabe, e também nas pesquisas ele aparece ligeiramente à frente do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que é o mais recente, o que mais recentemente se filiou ao PSD, portanto, tem menos tempo de casa. Com isso, os dois outros devem se encaminhar ou para uma candidatura ao Senado, ou o Caiado pode até tentar um outro partido, já que ainda

a janela segue aberta, a janela de troca de partidos. E essa situação no Paraná mostra uma cisão na direita. Não terá sido a primeira na eleição para Curitiba, ano retrasado, isso também aconteceu. A direita se dividiu em mais de uma candidatura por lá. Ratinho Júnior é amplamente bem avaliado no Paraná. Se o senador Sérgio Moro for fazer uma candidatura alternativa dele,

dificuldades, porque o governo dele é muito bem avaliado. No grupo do Ratinho tem alguns nomes que podem ser alçados por ele à condição de candidato, mas ele quer ter, sim, um candidato próprio, um candidato que vá defender o legado do seu governo. Então, a gente caminha para um racho na direita, tanto na candidatura presidencial, quanto na candidatura para o governo do Estado. Bom, e a gente tem tempo aqui para mais um assunto, porque

A Samanta Klein está de volta agora com informações sobre falas do ex-ministro José Dirceu. Fez ali um discurso falando um pouco sobre como deve ser a campanha do presidente Lula. Como é que foi essa fala, hein, Samanta? Conta para a gente. Olha, Carol, Débora Vera foi uma festa gigante, a gente pode dizer. Foi num restaurante de comida nordestina bem tradicional aqui de Brasília, que curiosamente já foi muito utilizado.

pelo clã Bolsonaro, principalmente lá na época da transição. Mas fato é que esse mesmo local foi utilizado por José Dirceu, ex-ministro, chefe da Casa Civil, também pré-candidato a deputado federal pelo Estado de São Paulo. E o discurso dele foi uma espécie de linha daquilo que vai ser o mote da campanha do presidente Lula

Planalto. Ali houve um foco em tratar de Flávio Bolsonaro como uma versão que não é light, digamos assim, do bolsonarismo. Segundo Dirceu, ele é mais do mesmo. E aí fala que o Brasil está ameaçado em uma nova possibilidade de políticas que desestruturem direitos, assim como uma interferência dos Estados Unidos no Brasil.

Dirceu citou várias vezes Donald Trump durante essa manifestação, inclusive a questão dos minerais raros. Ele disse ainda que Flávio Bolsonaro é mais do mesmo que o ex-presidente Jair Bolsonaro e que ele pretende imitar o argentino Javier Milley.

A sonora não é das melhores, porque é claro que foi um vídeo feito aí com o meu celular.

Mas a gente apenas ilustra o que ele disse, é que o Brasil, segundo o ex-ministro, se vê de novo ameaçado com a volta do bolsonarismo, segundo ele. Nesse encontro também se disse o seguinte, que a campanha não será Lulinha, paz e amor. Com vocês. Obrigada, Samanta. Vai na linha daquilo que você já estava antecipando, né, Vera? Que a gente começaria a ver ataques mais diretos ao Flávio Bolsonaro agora, né?

na parte do próprio Lula, ele está muito quieto, falando pouco de política, porque está às voltas com outro Lulinha, que não é o Paz e Amor, é o filho dele, causando ali bastante estrago na campanha e sem ainda saber como lidar com o caso máster, sendo que tem ministros ali próximos ao governo envolvidos e essa questão do filho. Para o Zé Disseu fica mais fácil bater no Trump, bater no Flávio, mas bater no Trump agora, difícil também para o Lula, porque tem a iminência de um encontro

Então o presidente ainda muito pisando em ovos para o PT ficar mais fácil sair para a campanha. Talvez os ataques ao Flávio partam primeiro do PT e só depois do próprio Lula. Você fica com notícias da sua região e na volta a gente fala de Banco Master. Viva Voz de volta. Ana Carolina Tomé tem informações ao vivo em Brasília sobre a situação do filho do presidente Lula, Lulinho, implicado nas descobertas sobre o INSS. Oi, Ana.

Oi, Débora. Uma reportagem da Folha de São Paulo mostra que o filho do presidente Lula, Fábio Luiz Lula da Silva, abriu uma empresa batizada de Sinata no mês passado em Madri, com o capital mínimo exigido pela lei local, 3 mil euros, cerca de 18 mil reais. O endereço oficial é o mesmo de um escritório de advocacia espanhol, o que é permitido por lei. Como a companhia não tem movimentações registradas e o Lulinha é o único administrador,

prática com o trato de gaveta. A abertura da empresa ocorre após o início das apurações sobre o esquema de fraudes no INSS. A PF e a CPI do INSS investigam se o filho do presidente foi um dos beneficiados com os desvios. Outro dado revelado pelo Estadão aponta que, em relatório recente, a Polícia Federal afirmou que a viagem de Lulinha sem previsão de volta denota possível tentativa de evasão, já que ele é investigado por associação ao principal operador das fraudes.

Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como careca do INSS, que teria repassado e valorizado a Lulinha por meio da empresa Roberta Lussinger, alvo de buscas em dezembro. Dados sigilosos da APF que chegaram à CPIM do INSS mostram que ele movimentou cerca de R$ 19,5 milhões em quatro anos.

A Lulinha cumpre todas as exigências legais e foi aberta visando projetos futuros e nega que a mudança para o exterior tenha relação com o caso do INSS ao reforçar que ele se mudou para Madrid muito antes das investigações começarem e garantiu em reunião com o ministro André Mendonça, relator do caso do STF, que Lulinha retornará ao Brasil se for chamado.

as investigações da CPM e do INSS, Marco Aurélio confirmou que ele conheceu o careca por intermédio da Roberta e viajou a Portugal para conhecer uma fazenda de extração de canabidiol, mas que não faz negócios com o careca. Obrigada pelas informações. Ana Carolina Tomé, em Brasília, tem aqui uma informação, acabou de sair, a taxa Selic, o Banco Central seguiu o plano e reduziu em 0,25 ponto

percentual. A taxa Selic, portanto, estabelecida em 14,75%. Antes desse recuo, era o maior patamar desde julho de 2006. Agora é o nível mais elevado desde agosto do mesmo ano. Já, já, a gente tem mais detalhes sobre o comunicado do Copom, que embasou essa redução dos juros no Brasil, e também o comentário de Bruno Carasa. São 6 horas e 38 minutos agora.

Larissa Lopes tem informações em Brasília sobre o Banco Master.

ajuda ali das informações do banqueiro Daniel Vorcaro. Isso porque o advogado dele já procurou investigadores nos últimos dias para falar do interesse do banqueiro de partir para uma delação premiada. Lembrando que o advogado José Oliveira, ele assumiu na sexta-feira, logo depois que a segunda turma do Supremo formou maioria para manter o banqueiro preso. E já então se falava diante do histórico do advogado, conhecido como Juca,

Ele tem um histórico ali de delações na carreira, inclusive na Lava Jato. Então, já se esperava uma delação. E essa semana, então, ele já esteve no Supremo e também procurou outros investigadores ali da PF para falar do interesse de Vorcaro. E, de acordo com a coluna da Malu Gaspar, Vorcaro está disposto a fazer uma delação séria e sem poupar ninguém. O que preocupa, então, políticos de todas as alas.

aqui em Brasília. E para finalizar, Débora, hoje também uma perícia é feita para analisar, para investigar ali o material da CPMI, do INSS, que acabou vazando esse material de Daniel Vorcaro e com conteúdos íntimos. A polícia agora apura, tanto a Polícia Federal quanto a Polícia Legislativa, se alguém entrou com um HD externo ali para passar esse material.

que é sigiloso e não deveria entrar na sala, que tem até detector de metal ali para entrar, mas alguém conseguiu barrar essa segurança e vazar esse material. Débora. Obrigada pelas informações, Larissa Lopes em Brasília. Bom, Vera, vamos fazer um combo, porque isso tudo vai se entrelaçando, né? Caso Master e INSS, expectativa dessa delação, inquérito prorrogado, porque ainda tem muito material que precisa ser analisado.

Muito material para ser analisado e porque tudo indica que essas tratativas para uma delação do Daniel Vorcaro, elas realmente começaram. Me chamou a atenção o fato de que o ministro André Mendonça aceita o pedido da Polícia Federal para prorrogar o inquérito e só depois ele pede a manifestação do Ministério Público, num sinal de que está havendo, de fato, um descompasso da presença do Ministério Público nessas investigações.

Sempre a reboque, está sempre dois, três passos atrás da PF e da Justiça. Lembrando que ainda não saiu também o voto do ministro Gilmar Mendes na decisão sobre prender ou não o Vorcário. E esse voto pode trazer ali alguns recados a respeito de como o ministro está vendo essa questão de uma delação ou não. A gente sabe que ele é crítico ao Instituto da Delação com o Real Preso. Pode vir alguma crítica nesse sentido?

pode vir alguma crítica em relação à Polícia Federal. Então, um momento de bastante tensão entre essas instituições que integram o sistema de investigação e justiça. E isso vai se refletir nos próximos dias na forma como vão prosseguir as negociações para essa delação. Se elas vão ser facilitadas, você vai ter uma grande tentativa unindo o sistema político,

do Supremo, talvez até o Ministério Público, de impor obstáculos ao fechamento dessa delação do Daniel Vorcá. Nosso ouvinte vai ficar com mais notícias da sua região. Já, já a gente volta então com mais detalhes sobre o Copom e o comentário de Bruno Caraza. Estamos de volta agora com informações sobre a decisão do Copom de reduzir a taxa básica de juros da economia. Samanta Klein tem outros detalhes sobre o comunicado do Comitê de Política Monetária. Oi, Samanta.

Carol, olha só, nesse comunicado, Copom afirma que o ambiente externo sim ficou mais incerto em função do acirramento dos conflitos no Oriente Médio, claro, principalmente em relação à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, mas também o que acontece no entorno. O comunicado afirma que, abre aspas,

por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities. Aí vale dizer, claro, entre eles o principal, o petróleo. O comitê ainda ressalta que as expectativas para a inflação deste ano e do próximo estão acima dos valores da meta, ou seja, para esse ano em 4,1% e 3,8% em 2027.

seja ainda que confirmando a expectativa do mercado financeiro em começar a reduzir a taxa de juros, esse ciclo de flexibilização comece de forma moderada. Por último, o Copom também ressalta que, sim, foi apropriado iniciar esse ciclo de, abre aspas, calibração da política monetária, na medida em que o período prolongado de manutenção da taxa de juros

em patamar contracionista, ou seja, naqueles 15% desde as últimas seis reuniões do Copom, propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica. O que isso quer dizer? Chegou a hora de começar a redução da taxa básica de juros, ao mesmo tempo que essa política de manutenção do valor alto já teve efeito

de começar a cortar com vocês. Obrigada, Samanta, pelas suas informações. E já na esteira da nossa reportagem, a gente aciona o nosso comentarista, Bruno Caraza, que já está conosco em áudio e vídeo para comentar. Mais cedo, eu combinava a nossa pauta com o Bruno e ele cravou, inclusive, o 0,25 ponto percentual de que, portanto, iria começar a queda, mas seria paulatina e cautelosa. Como a gente pode ler esse comunicado?

do Bruno à luz da disparada do preço do petróleo e o que a gente pode prever ou pelo menos estimar daqui para frente desse ciclo de queda dos juros? É, Vera, é uma mudança do que estava esperado antes do início dessa guerra no Oriente Médio. Havia quase que um consenso entre os economistas do mercado de que o Banco Central iria reduzir a taxa de juros em 0,5 pontos percentuais para 14,

meio por cento ao ano, porque a inflação estava cedendo, havia uma perspectiva positiva da economia, que o Banco Central estava alcançando os objetivos que ele tinha traçado, mas aí iniciou a guerra e gerou uma incerteza muito grande na economia. E a gente vê como que isso coloca o Banco Central numa posição difícil por alguns indicadores. Um deles é a demora na liberação do comunicado. Quanto mais o comunicado demora,

sinal de que há uma cautela do Banco Central em comunicar melhor a decisão. Então, isso é um indicador. Um outro indicador foi que ele citou aí quatro vezes no comunicado a expressão Oriente Médio, cinco vezes conflitos, então mostrando um grau de incerteza. Inclusive, acabei de receber aqui um estudo que o economista Bruno Imazume faz sobre o grau de incerteza nos comunicados do Copom.

ele usa uma inteligência artificial, uns algoritmos que medem a sensibilidade do comunicado do Banco Central. E esse foi o quarto maior comunicado que o Banco Central comunica em certeza do ambiente na história recente. Então, só perdeu para momentos como a pandemia, com uma guerra na Ucrânia. Então, isso denota como que o Banco Central está preocupado, os efeitos que essa crise pode ter, não só do preço do petróleo batendo na inflação,

mas também outros insumos na economia, porque tem toda uma questão logística aí que está sendo afetada por essa guerra, que pode impactar, inclusive, menor crescimento da China, de outros países que compram produtos brasileiros. O preço do dólar tende a subir, é uma tendência que está acontecendo em vários países, bateu aqui no Brasil também, hoje o dólar subiu bastante.

aquela trajetória que se esperava do Banco Central em condições normais, pré-guerra, de que o Banco Central iria começar uma trajetória de suavização das taxas de juros agora, mas com um cenário externo bastante adverso e incerto, a gente não sabe quanto tempo vai durar essa guerra, o cenário mudou radicalmente e o Banco Central resolveu se tornar mais cauteloso na decisão de hoje.

impacto muito grande mundialmente, como você já destacou, mudou as perspectivas para a economia mundialmente. Detalhe um pouco mais para a gente como é que isso nos afeta. Oi, Debra. Pois é. Isso, inclusive, está previsto, apareceu na decisão hoje do Banco Central americano. Nos Estados Unidos também tinha um sentimento de que o Banco Central poderia afrouxar as condições monetárias ao longo desse ano,

O comunicado do presidente do Banco Central na entrevista que ele concedeu hoje foi bastante duro, mostrando que há incertezas muito grandes. E essa mudança na guerra, ela coloca um desafio muito grande para os bancos centrais. Porque, de um lado, a guerra afeta o preço de petróleo, gás natural e outras mercadorias que são importantes, e isso pressiona a inflação.

esses combustíveis fósseis são muito importantes para a estrutura econômica dos diversos países ainda hoje. Então, menos disponibilidade de petróleo significa menores perspectivas de crescimento da economia. E isso coloca um dilema para o Banco Central, porque de um lado o Banco Central não sabe se sobe os juros para combater a inflação, mas de outro lado ele fica pensando se não é o caso de manter ou de abaixar

os juros para evitar uma recessão. Então, esse é um dilema que os bancos centrais do mundo inteiro enfrentam e que a gente não vai ter clareza disso enquanto a gente não tiver sinais mais claros de que essa guerra está próxima de acabar e de que os fluxos de comércio e de transporte de petróleo e de gás natural vão se normalizar. Então, é um dilema que não é só o Banco Central,

aqui que está enfrentando. Isso ficou muito claro na decisão do Banco Central americano, na decisão que foi tomada hoje de manter os juros inalterados lá nos Estados Unidos. O Bruno, as perspectivas para a economia brasileira nesse ano, que é também ano eleitoral, né? Pois é, como se não bastasse toda essa incerteza lá fora com a guerra, né? Claro, ainda tem a incerteza econômica, eleitoral, política aqui no Brasil, que também impacta a economia.

A gente já vê esse movimento do governo tentando, de alguma forma, suavizar esse efeito da alta dos combustíveis. A gente está vendo o governo ressuscitar práticas que ele condenou lá no passado, na eleição passada, tomadas pelo governo Bolsonaro, tentando, de alguma forma, mudar a tributação sobre o diesel para você minimizar esse efeito de aumento de preços na bomba.

para que isso se dissemine na economia como um todo, do ponto de vista do risco inflacionário, inclusive minimizando o risco político, seja de descontentamento da população com esse aumento dos combustíveis, seja até numa eventual greve dos caminhoneiros que voltou a aparecer no radar do governo ainda mais nesse ano eleitoral.

a condução da política monetária da parte do Banco Central nesse momento da economia brasileira. Então, são incertezas lá fora com a guerra e incertezas aqui dentro do Brasil com esse contexto também político. E tudo isso, né, Bruno, na saideira do Haddad. Amanhã deve ser o último dia dele à frente do Ministério da Fazenda, sai para disputar uma campanha difícil, complicada no governo de São Paulo e vai ser ele próprio cobrado por essas,

Por várias coisas, mas também por essas incongruências, né? Criticaram a coisa do ICMS lá atrás, estão praticando agora, né? É, o ano eleitoral é sempre assim, né, Vera? Infelizmente, né? Tem essa debandada também da equipe, né? Dos carros políticos. E do outro lado, essa tentativa do governo, né? Qualquer que seja o governo buscando reeleição, de tentar dar ali aquela empurrada na economia nessa reta final

reeleger. Exatamente. Bruno Carasa conosco todas as quartas-feiras, hoje desenhando aí a decisão do Copom, que é importante porque abre o ciclo de queda talvez mais paulatina dos juros nesse período, nesse cenário tão conturbado. Obrigada, Bruno. Até quarta que vem. Até quarta, pessoal. Um abraço. Obrigada, Bruno. Um abraço. Missão cumprida. Mais um dia. Viva a voz. Amanhã tem mais, né, Vera? Ainda do Rio?

ainda do Rio, amanhã apresento um seminário do Jornal Globo aqui no Rio e sigo com Carol Moran, sexta-feira já em São Paulo. Até amanhã, meninas. Beijo, Vera. Até amanhã. Beijo, Vera. Obrigada.