Lulinha abre empresa em Madri após início das investigações sobre fraudes no INSS
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- CPMI do INSSEsquema de desvios · PF investigando · CPMI do INSS · Beneficiários do esquema · Operador das fraudes
- Abertura de empresa em MadriEmpresa Synapta · Capital mínimo de 3 mil euros · Servicos Juridicos · Falta de movimentações registradas · Recursos Legais
- Atuação de Lucia na políticaPrincipal operador das fraudes · Repasse de valores · Intermediária Roberta Luxingue · Buscas em dezembro
- Possível fuga e evasão de recursosPadrão de viagem de retorno · Tentativa de fuga · Relatório da Polícia Federal · Movimento para o exterior
- Movimentação financeira investigada19 milhões e meio de reais · Período de quatro anos · Dados da PF · Análise da CPMI
- Defesa e negações do advogadoConformidade com exigências legais · Projetos futuros na Espanha · Mudança anterior às investigações · Disponibilidade para retornar ao Brasil
- Viagem a Portugal e fazenda de cannabisViagem para conhecer propriedade · Extração de cannabis e óleo · Negação de negócios com Careca · Intermediação de Roberta Luxingue
- Reunião com ministro André MendonçaResponsável pelo caso no STF · Compromisso de retorno se chamado · Circunstâncias e conveniência
Vamos à Brasília. Reni Veloso tem informações para nós. Reni. Oi, Milton. Olha, uma reportagem da Folha de São Paulo mostra que o filho do presidente Lula, Fábio Luiz Lula da Silva, abriu uma empresa batizada de Sinapta no mês passado em Madrid, com o capital mínimo exigido pela lei local de 3 mil euros, cerca de 18 mil reais. O endereço oficial é o mesmo de um escritório de advocacia espanhol, que é permitido por lei e como a companhia não tem movimentações registradas
o único administrador, o contrato é considerado de gaveta. A abertura da empresa ocorre após o início das apurações sobre o esquema de fraudes no INSS. A PF e a CPMI do INSS investigam se o filho do presidente foi um dos beneficiados com os desvios. Outro dado revelado pelo Estadão aponta que um relatório recente à Polícia Federal afirmou que a viagem de Lulinha sem previsão de volta denota possível tentativa de evasão, ou seja,
de fuga, já que ele é investigado por associação ao principal operador das fraudes, o Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como careca do INSS, que teria repassado valores à Lulinha por meio da empresária Roberta Luxing, alvo de buscas em dezembro. Os dados sigilosos da PF, a gente lembra que chegaram à CPMI do INSS e mostraram que Lulinha movimentou cerca de R$ 19,5 milhões em quatro anos.
Marco Aurélio de Carvalho disse à CBN que a empresa na Espanha cumpre todas as exigências legais e foi aberta visando projetos futuros. E nega que a mudança para o exterior tenha relação com o caso do INSS, ao reforçar que ele se mudou para Madrid muito antes das investigações começarem. Garantiu também que em reunião com o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, Lulinha retornará ao Brasil se for chamado.
Apesar de a defesa negar que Lulinha não tem relação direta ou indireta com as investigações da CPMI e da PF,
que ele conheceu o careca do INSS por intermédio da Roberta Luxinger. E sim, viajou a Portugal para conhecer a fazenda de extração de canabidiol, mas que não fez negócios com o careca. E as movimentações financeiras, que foram esses dados sigilosos revelados, mostram isso. Milton? As informações foram da Rani Velousa.