'Saída do Haddad do Ministério é espécie de pontapé inicial para nova fase do governo Lula'
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- Caso Marielle FrancoInvestigação e Delação · Incerteza sobre atingidos · Impacto no contexto político · Possível influência nas eleições
Plancão, Lauro Jardim. Bom dia pra você, Lauro. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, Lauro. Lauro, termiremos nessa semana a saída de Fernando Haddad, do Ministério da Fazenda, em função, claro, do período eleitoral que vai se iniciar. E assim, também teremos outras mudanças no governo. O que que marca essa semana? Pois é, Milton. Essa saída do Haddad, do Ministério, é uma espécie de pontapé inicial
o governo Lula dá pra chamar de fase pré-eleitoral de verdade, que vai durar até julho e agosto, quando aí sim a campanha já vai estar bastante quente. O Haddad, ele deixa o cargo amanhã e na sexta-feira ele já amanhece como ex-ministro, já vai estar lá no diário oficial a substituição dele pelo número dois do Ministério da Fazenda, o Dario Durigam. O Haddad vai fazer amanhã à tarde.
num evento em São Paulo, ao lado do Lula, uma espécie de inventário das realizações dele nesses quase 40 meses em que ele passou comandando a economia. Claro que ele vai fazer isso em São Paulo, ele vai sair candidato ao governo, então é importante que isso seja feito em São Paulo. O Haddad, Milton, ele é o primeiro a sair, mas mais da metade dos ministros do Lula vão fazer a mesma coisa
duas semanas vão deixar os respectivos cargos para disputar as eleições de outubro. Alguns vão disputar vagas na Câmara dos Deputados, outros vão concorrer ao Senado, como o Rui Costa, ministro da Casa Civil, na Bahia, e a Gleice Hoffmann, no Paraná. Outros ainda vão concorrer a governos do Estado, como o Haddad, que eu já falei aqui, o Renan Filho, ministro dos Transportes, em Alagoas.
eleitoral, Milton, que está se dando, está se dando também no momento em que as pesquisas mostram uma queda de aprovação do Lula. Esse é um problema pra ele, pro PT, pros estrategistas de marketing do governo, porque ao mesmo tempo em que o governo precisa se agitar, precisa lançar novidades, precisa se mostrar ativo pra tentar recuperar os pontos perdidos pelo Lula nas pesquisas nos últimos três meses. Então, ao mesmo tempo em que tem
todo esse contexto, os próximos trinta dias são tidos no Palácio do Planalto como um período de entre safra, porque daqui até o início de abril, mais de vinte ministros vão estar limpando as gavetas, vão estar pensando mais na eleição do que no dia a dia deles como ministros, e depois da desincompatibilização, os ministros que vão entrar ainda vão precisar de umas, sei lá, duas semanas pra fazer mudanças na equipe, entre outras providências, o que vai manter
cada ministério ainda num ritmo de transição e não num ritmo já mais quente, andando mais rápido. Nesses próximos três meses pré-eleitorais, Milton Cassa, o governo quer intensificar o que se convencionou a chamar de entregas, a ordem é inaugurar obras, todas as obras que puder, sempre com a presença do Lula, em qualquer estado que seja da federação. O governo vai também lançar campanhas publicitárias,
ele já encomendou isso para as agências que têm contrato com o governo, ele vai lançar campanhas publicitárias, o que pela lei pode ser feito até julho só, e vão ser campanhas exatamente enfatizando as obras que o governo Lula está financiando. Junto a tudo isso, o PT, pelo lado dele, vai tentar desconstruir o senador Flávio Bolsonaro com uma forte campanha de guerrilha nas redes sociais.
Esses são os planos, Milton e Cássia. O problema é que no meio disso tudo tem dois furacões hoje na política brasileira e que estão ali passando perto do Planalto e de alguma maneira da política toda. Um é o Lulinha, o filho do presidente que hoje é investigado pela Polícia Federal por talvez envolvimento com o caso do escândalo do INSS. Ele também está na mira da CPI do INSS.
furacão, que é o caso Master, que também os dois podem, são dois furacões que podem atrapalhar os melhores planejamentos, porque no caso do Master, por exemplo, ninguém sabe, Milton, quem vai ser atingido por esse furacão, ou melhor, alguns a gente até sabe, só não sabe quando, se logo agora, se perto das eleições ou se depois das eleições e quando isso já muda completamente o contexto, Milton.
Muito obrigado, muito obrigado, bom dia e até sexta-feira. Bom dia pra você Milton, pra você Cássia, pros ouvintes, na sexta eu tô de volta. Até sexta, Lauro.