PF diz que deputada do Ceará usava influência política para viabilizar acordos com o INSS
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- Deputada Goretta PereiraUso de influência política · Acordos com INSS · Pressão em servidores públicos · Controle de entidade para esquema · Prisão preventiva negada · Monitoramento eletrônico
- Operacao INSSDeflagração da operação · Desdobramento da Operação Sem Desconto · Esquema de desvios de recursos · Investigação de fraudes · Fases da operação
- Evidências financeiras e investigaçãoTabela de pagamento de propina · Valor de 780 mil reais · Apartamento de luxo de 4 milhões · Dinheiro desviado do INSS · Apreensão de bens de luxo
- Segurança OperacionalEmpresário Natu de Lima Pinheiro · Advogada Cecilia Rodrigues Mota · Prisão de duas pessoas · Casos ligados ao esquema do INSS · Novas prisões previstas
- Investigacao Fabio Luis da SilvaCitação em investigação do INSS · Viagem a Portugal em 2004 · Lobbyista 'Careca do INSS' · Fábrica de produtos canabidiol · Depoimento voluntário previsto
- Investigação INSSPresidente da CPMI Carlos Viana · Depoimento de envolvidos · Continuidade das investigações · Novas prisões esperadas
- Resposta da Defesa de Gorete PereiraNegação de atos ilícitos · Trajetória pública de 40 anos · Integridade pessoal · Acesso aos autos
Boa tarde, Tatiana. Boa tarde a todos que nos acompanham. São tantas fases, viu, Tatiana, que a Polícia Federal já até mudou o nome, né? Era Operação Sem Desconto, agora virou Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto, que foi deflagrada hoje pela Polícia Federal. Inclusive, o Ministério Público Federal e a PF chegaram a pedir a prisão preventiva da deputada federal Gorete Pereira, alvo dessa nova fase agora da Operação Indébito, que apura o esquema de desvios no INSS.
Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão de duas pessoas e o uso de tornozeleira eletrônica pela deputada, mas não concordou com a prisão da parlamentar. Segundo a Polícia Federal, ela controlava uma entidade utilizada para o esquema dos descontos indevidos e mantinha interlocução com autoridades e servidores públicos.
e manter contato direto com autoridades administrativas, bem como pressionava servidores públicos para acelerar processos para beneficiar os integrantes do esquema. O nome dela aparece expressamente, segundo a PF, em uma tabela de pagamento de propina associada a uma quantia de R$ 780 mil. A PF afirma ter provas de que ela comprou um apartamento de luxo de R$ 4 milhões
do INSS e chamou a atenção também hoje. A APF, nessa operação, apreendeu com os alvos da operação muito dinheiro, relógios, joias, sapatos e bolsas de luxo. Foram presos na operação o empresário Nátio de Lima Pinheiro e a advogada e ex-presidente da Associação de Aposentados e Pensionistas do Ceará, Cecília Rodrigues Mota, que chegou, inclusive, a prestar depoimento na CPMI do INSS.
disse que novas prisões ainda devem ser feitas e que a investigação do caso segue avançando. Nós estamos passo a passo trazendo mais pessoas para o centro da investigação que estiveram presentes nesse escândalo. Só para que vocês tenham ideia, já são 14 os presos ligados ao escândalo do INSS e outras prisões virão. A deputada federal Gorete Pereira divulgou uma nota dizendo que não praticou qualquer ato ilícito
não refletem a realidade dos fatos. Ela diz que tem uma trajetória pública de mais de 40 anos pautada pela integridade. Afirma que a defesa já está tendo acesso ao teor dos autos e depois vai se manifestar. O avanço dessas investigações sobre a fraude no INSS está preocupando também, Tatiana, o Palácio do Planalto, especialmente após o nome de Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente Lula, ser citado por investigados do caso.
dele, inclusive, procurou o ministro André Mendonça, que é o relator desse caso no INSS, para que Lulinha possa prestar depoimento. Se colocou, inclusive, à disposição do ministro André Mendonça para que ele possa se apresentar de forma voluntária para prestar esse depoimento e esclarecimento acerca das suspeitas de seu envolvimento no esquema. Ontem, o advogado dele, Marco Aurélio de Carvalho, em entrevista à Globo News, admitiu que o filho do
com um lobista conhecido como careca do INSS. Segundo o advogado, foi uma viagem para que o empresário conhecesse uma fábrica de produtos com base em canabidiol, mas não gerou vínculos comerciais ou negociações. A ideia agora é que Lulinha possa se apresentar à justiça e prestar esclarecimento sobre o caso de forma antecipada, evitando uma ação mais incisiva, como a gente viu hoje, mais uma fase da sem desconto, agora operação em débito, feita pela Polícia Federal. Tatiana.