‘Mercosul vive momento de paralisia ideológica’
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- Segurança OperacionalBanqueiro do Banco Master · Possível acordo de colaboração · Mudança de defesa jurídica · Envolvimento de autoridades com foro · Potencial delação de ministros · Negociação com PF e Ministério Público · Componente explosivo da delação
- Acordo Mercosul-UEEncontro Lula com presidente da Bolívia · Cooperação energética · Gás natural e energia elétrica · Intervencionismo militar internacional · Fragmentação ideológica do Mercosul · PIX na Argentina · Acordos individuais com Estados Unidos
- Eleições Rio de JaneiroAula Magna do Ministro Luís Roberto Barroso · Auto-contensão do Judiciário · Separação de poderes · Legitimidade das decisões judiciais · Comportamento de magistrados · Pressão política sobre ministros · Ataques da extrema direita
- Relacoes EUA-IraBombardeio americano na ilha de Cargue · Estrutura petrolífera e exportação de combustível · Preço do barril de petróleo · Eleições americanas e gasolina · Cessar-fogo e negociações · Fechamento do Estreito de Hormuz · Posição do regime iraniano
- Prisão Rodrigo BacelarAcusação de obstrução de investigações · Vazamento de operação policial · Envolvimento de servidores públicos · Ex-secretário de Gajoyas · Operação desflagrada em setembro · Retirada de computadores · Aviso prévio de operação
- Segurança em Contextos de ConflitoAcordo Brasil-Bolívia · Combate ao crime organizado · Tráfico de drogas · Contrabando · Crimes ambientais · Operações coordenadas · Infraestrutura de integração
- Cerimônias e eventos protocolaresFalta de crítica direta a Trump · Indústria de entretenimento cautelosa · Inteligência artificial como vilã · Exceções de crítica política · Filme Emilia Pérez com crítica social · Apresentação de Conan O'Brien · Audiência global de Hollywood
Nova voz com Vera Magalhães. Vera Magalhães, boa noite, tudo bem? Oi, Débora, boa noite, tudo bom? Boa noite também para a Carol, para os ouvintes, para quem nos assiste. Oi, Vera, boa noite. Semana começando com ressaca do Oscar? Com ressaca do Oscar. Na minha casa sempre tem maratona. Esse ano até que acabou um pouco mais cedo. Teria sido tudo mais tranquilo, não fossem os vizinhos que resolveram fazer uma festa de arromba. Olha isso, tudo bem.
Nossa, imagina se tivesse ganhado o Oscar, hein? Sem levar nenhum. Já teve festa? Total, exatamente. Eu tava falando aqui pra Vera que eu sou do tipo que me convido pra ir à festa. E você, Carol? Me convido também. Se a música estiver alta... Já aconteceu o contrário. Quando eu era mais jovem, né? Minha casa era mais movimentada. Já aconteceu de um vizinho, literalmente, bater na minha porta e se convidar. Não, a minha casa ficou dividida entre o filho que queria chamar a polícia porque tinha prova às sete da manhã e o que queria ir na festa.
A gente não fez nada, só tentou dormir. Maravilhoso. No meu caso, era um hóspede gringo que estava na minha vizinha de porta. Daqui a pouco toca a campainha e o gringo, posso entrar? Pode, amigo. Fica aí, entra aí. Maravilhoso, maravilhoso. Vamos lá, depois a ressaca do Oscar. Deixa para o ano que vem, para a gente trazer mais estatuetas. Vamos aos nossos assuntos domésticos. Samanta Clara, em Brasília, traz mais detalhes sobre a decisão do ministro Flávio Dino,
aposentadoria compulsória como punição. Oi, Samanta. Oi, Débora Vera, Carol. Pois é, a gente tem aí essa decisão que ainda tem algumas dúvidas para serem esclarecidas, mas o que ela diz respeito e pode atingir casos rumorosos, como, por exemplo, o ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça, Marco Buzzi, alvo de acusações de importunação sexual e também aquele
Desembargador, afastado também pelo CNJ, o desembargador Magid Nawef Lauer, que é integrante da nona Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. No caso de Buse, por exemplo, a investigação dele está ocorrendo em duas frentes, no CNJ e no STJ, o Superior Tribunal de Justiça, onde o plenário tem uma nova sessão secreta,
no dia 14 de abril, para decidir se abre ou não o processo administrativo disciplinar contra ele. Lembrando que todos esses casos não têm uma rápida resolução, mas, se ponidos, eles poderão, então, perder o cargo sem remuneração, sem o direito à remuneração proporcional. Esses dois casos podem valer, mas é claro que eles também poderão recorrer dessas decisões. Lembrando o que o ministro Dino afirmou.
O entendimento dele é que, desde a aprovação da reforma da Previdência, lá em 2019, não existe mais fundamento constitucional para punir juízes com aposentadoria compulsória. Nessa decisão, Dino também definiu que essa penalidade com afastamento remunerado não pode ser aplicada, como essa punição máxima aos magistrados, que as infrações graves devem resultar na perda do cargo.
O Conselho Nacional de Justiça deverá fazer uma regulamentação dessa medida. O que se espera também é que há um entendimento, pelo menos inicial, com pessoas ali que eu falei do Supremo, é que quem está punido foi punido e não vai ter mais direito, não vai ter mudança ali na sua decisão.
está em discussão. Até conversei agora com o advogado da área penal, Rafael Canterge. Ele disse que há sim uma possibilidade de declaração de nulidade de todas essas aposentadorias compulsórias que ocorreram a partir de 2019. Mas é algo aí que precisa ser visto. No caso concreto desse julgamento do ministro Flávio Dino, ele trata aí de um desembargador do Tribunal
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que foi punido por conta de decisões favoráveis a milícias. Porém, como ele está num recurso, um agravo, ele pode entrar com um novo recurso. E aí a primeira turma do STF tem que rejeitar ou aceitar. Portanto, tem aí um processo que não terminou ainda. Obrigada pelas informações, Samanta Klein, em Brasília.
Vera, se pronunciando aqui pelo WhatsApp, apoiando essa decisão, porque toda vez que acontece que a gente tem algum magistrado que comete um crime grave, a primeira pergunta que nossos ouvintes fazem, mas ele vai se afastado e vai continuar recebendo? Até então, sim. Aí a gente vê sete anos desde a reforma da Previdência, ou seja, nesses sete anos, o CNJ não cumpriu o seu papel, fez vista grossa.
E apesar desse apoio da sociedade, essa decisão do ministro Flávio Dino é uma decisão que caberia mesmo ao STF? Porque ele mesmo, quando era senador, apresentou uma PEC. É isso que não bate. Você dizer que compulsoriamente também a reforma da Previdência aboliu essa modalidade imoral de aposentadoria compulsória como uma punição, mas ao mesmo tempo você apresentar uma PEC para realmente...
regulamentar isso. Me parece que existe uma boa dose de interpretação da reforma da Previdência nessa decisão do ministro. Ele está dizendo como a reforma da Previdência estabeleceu apenas duas modalidades de aposentadoria. A aposentadoria por idade e por tempo de contribuição. E como a aposentadoria pela reforma da Previdência passou a ser para fins apenas pecuniários,
financeiros, logo tornou-se ilegal essa modalidade de aposentadoria. Só que eu acho que não é tão rápido assim e tão imediato. Precisaria de uma proposta de emenda à Constituição específica para abordar que passou a ser ilegal a aposentadoria compulsória com esse fim de punição. Tanto é que o próprio Flávio Dino apresentou uma PEC nesse sentido e já havia outras tramitando lá no Congresso a esse respeito.
em decorrência da própria reforma da Previdência. Por quê? Porque tem outras leis que estabelecem esse tipo de aposentadoria, que é um privilégio, que é absurda, que é imoral à luz de qualquer ótica que a gente olhe, mas tem a lei geral, a lei orgânica da magistratura, o estatuto da magistratura, que ainda prevê esse tipo de aposentadoria. Então, me parece que o ministro interpretou a reforma da Previdência
pouco carro à frente dos bois em relação ao Congresso. Estava pautada para votar, inclusive, a PEC, que ele é o autor, para ser votada nos próximos dias e agora com essa decisão dele, que diz respeito a esses casos específicos que a Samantha Klein relatou, mas que é extensiva a todo o conjunto das situações. Ele está, na prática, dizendo que se tornou ilegal toda e qualquer aposentadoria
para efeitos de punição, ele sim atropelou um pouco o Congresso e me parece uma daquelas tentativas do Supremo de usar um assunto que com certeza e com razão canaliza a opinião pública a favor dele, como é o dos penduricalhos, para ficar bem na foto, para melhorar a imagem do Supremo e desviar a atenção das pautas negativas.
como um dos integrantes, como aquela história da semana passada, da busca e apreensão na casa de um jornalista no Maranhão. Agora, gente, ainda nessa linha do Supremo, em meio a essa crise de imagem, a gente teve também o presidente da corte, o ministro Edson Fachin, falando hoje. Ele participou de uma aula magna, disse que os tribunais constitucionais têm que exercer uma postura permanente de umidade institucional, frisou que a imparcialidade é dever do magistrado,
com comportamentos que possam refletir favoritismo ou preconceitos. Foi uma aula magna no Centro Universitário de Brasília, em que ele também defendeu que autocontenção não é fraqueza a respeito à separação de poderes e falou sobre essa tensão permanente entre a função do juiz e os princípios elementares do governo democrático. A gente tem um trechinho, vamos ver.
A convicção pessoal de um juiz é, na verdade, a convicção que, racional e sistematicamente, ele demonstra extrair da ordem do ordenamento jurídico e não os seus valores individuais. Em outro trecho, ele também disse que os juízes não estão sujeitos ao voto popular, não são escolhidos por voto popular e que, portanto, a legitimidade do judiciário depende da qualidade das suas decisões e da sua fundamentação.
Somos juízes e juízas conchonais, portanto, servidoras e servidores públicos não eleitos, não sujeitos a essa prestação de contas periódica que o voto popular impõe aos outros atores dos poderes da República. Nada obstante, exercemos o poder de influenciar decisões tomadas por representantes
democraticamente eleitos. Como justificar esse poder no Estado de Direito? Qual é a sua fonte de legitimidade? Fala do ministro Edson Fachin, disse que os juízes devem datar comportamento irrepreensível na vida pública e privada e que não se pode abrir mão de fundamentar suas escolhas e fundar suas decisões de forma lúcida, sensível e racional. O ministro Fachin está nessa tentativa institucional de fazer essa limpeza de imagem, de certa forma, do Supremo,
que tem sido muito atacada aí nos últimos... Uma bela aula magna, né, Carol? Ali, principiológica, você tem várias questões colocadas ali com as quais é possível concordar em gênero, número e grau, mas a gente não pode abstrair o fato de que quem está falando lá é o presidente do Supremo Tribunal Federal e, nesta condição, também presidente do Conselho Nacional de Justiça. Portanto, autoridade máxima do poder,
judiciário brasileiro. E ele, nessas duas cadeiras, tem muito papel para pôr em prática isso que ele está pregando na teoria. Então, uma coisa é uma aula, beleza, lindo, muito bonito. Outra coisa é o papel dele como presidente do Supremo, presidente do CNJ, e, portanto, a pessoa responsável por disciplinar penduricalhos, por disciplinar essa questão das aposentadorias, todas as punições,
por desvios de condutas de magistrados Brasil afora, e os abusos e os momentos em que o Supremo não praticou essa autocontenção que ele está pregando, que ele está corretamente teorizando. Então, está na hora do ministro Edson Fachin, que assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal em setembro do ano passado, começar a colocar essas coisas em prática, porque o período dele,
mandato dele à frente da corte, vai ser cobrado, vai ser escrutinado justamente pelas entregas nessa área que ele tanto está defendendo, a da autocontenção, a de que o Supremo entenda que não é fraqueza, mas sim sinal de força, você andar dentro das suas balizas, você não invadir a seara dos outros poderes, etc. Então, está na hora de transformar discurso em prática e de, principalmente,
convencer os demais integrantes da corte de que essa é a melhor maneira de proceder. Porque no dia em que ele deu essa aula, já teve essa outra decisão bastante controversa. No dia útil, imediatamente anterior, que foi a sexta-feira, teve toda a discussão ainda sobre, aliás, foi na quinta-feira, sobre a questão da busca e apreensão lá no Maranhão. Então, são muitas as decisões.
que levam a refletir a respeito de se o Supremo está aplicando ou não as máximas do ministro Edson Fachin. Mas, ao que parece, ele está um pouco isolado e solitário. Quer dizer, tem a ministra Carmen Lúcia ao lado dele, no ano de eleição. Parece cada vez mais difícil para ele conseguir tomar as rédeas. Parece, mas, por outro lado, parece que se o Supremo não entender que ele precisa fazer alguma coisa,
talvez não conseguir recuperar a sua imagem junto à sociedade brasileira. E num mundo em que os ministros realmente não são eleitos, como o ministro Fachin bem lembrou, o desconto vem na urna em cima de outras pautas. Eles não são eleitos, mas senadores são eleitos. E a gente tem visto pesquisas que mostram que o impeachment de ministros do Supremo passou a ser uma pauta importante para uma parcela que está revoltada com isso.
Beleza, eles não são eleitos, mas eu tenho como eleger um senador que pode apresentar e votar um impeachment desses ministros. Então, a sociedade passa, aos poucos, a se convencer daquilo que a extrema-direita vem pregando há um tempo, que os males do Brasil são o Supremo Tribunal Federal. A gente sabe que não são e a gente sabe que a razão dos ataques da extrema-direita ao Supremo Tribunal Federal são justamente as coisas boas que o Supremo Tribunal Federal fez nos últimos anos.
Mas, quando você exorbita num lado, você dá munição para quem está te atacando de outro. Então, a linha entre você andar correto e você exagerar é muito tênue. E eu acho que o Supremo, muitas vezes, está passando indistintamente para um lado e para o outro. Larissa Lopes, salqueia em Brasília. Ela traz mais detalhes sobre a expectativa de delação de Daniel Vorcaro. Oi, Larissa.
Oi, Débora. Pois é, e essa expectativa cresceu tanto por conta da segunda turma ter formado maioria no Supremo para manter o banqueiro preso, quanto também pelo fato dele, horas depois, já ter trocado a defesa. Então, assumiu o criminalista José Luiz Oliveira Lima, que é conhecido como Juca, e que ele tem no currículo um histórico de delações premiadas,
Lava Jato. Inclusive, nesse caso de Vorcaro, ele também considera a delação uma possibilidade. E só falando um pouquinho sobre, tanto a PF quanto a Procuradoria Geral da República podem fechar esse acordo e o mestre em Direito Penal, Matheus Faliveni, especialista em delação premiada, ele explica que a PF e a PGR podem fechar esse acordo até porque devem
que está pessoas com foro. No caso específico do Neal Vorcaro, sócio do Banco Master, a colaboração premiada poderia, em tese, ser negociada tanto com a Polícia Federal quanto com a Procuradoria-Geral da República, considerando que, muito provavelmente, ele irá delatar autoridades com foro de prerrogativa de função, inclusive até, hipoteticamente, ministros do Supremo Tribunal Federal. Então, pode ser em tese tanto com a PF quanto com a PGR.
Porém, em regra, nessas colaborações mais complexas, a negociação é feita diretamente com o Ministério Público Federal, por meio da PGR, porque, de qualquer forma, o Ministério Público se manifesta numa colaboração com a PF. Bom, pela lei de organizações criminosas, a PF atua na fase de investigação e a Procuradoria-Geral da República valida o acordo e assina com o investigado.
Seu relator do caso já teria dado um aval para a Polícia Federal cuidar dessa parte para iniciar uma delação, caso seja interesse, do banqueiro Daniel Vorcaro. Débora. Obrigada, Larissa, pelas informações. Bom, Vera, essa expectativa só cresce. A gente viu na semana passada uma pressão sobre os ministros do STF em relação à prisão, ao relaxamento da prisão, justamente para tentar evitar essa delação que pode atingir pessoas influentes.
da política, de todos os espectros e, quiçá, de todos os poderes. Todos os espectros da política, todos os âmbitos governamentais, todos os parlamentos e também dos outros poderes, dos executivos, do judiciário. Então, todo mundo temendo muito isso. É isso. Houve aí uma troca de escritórios de advocacia que atendem o Daniel Vorcaro. O escritório, a banca do Pierpaolo Bottini,
e entra a banca Oliveira Lima e da Láqua, do José Luiz Oliveira Lima. Ambos já fizeram delações no passado de seus clientes, então não necessariamente mudou muito a pegada, a doutrina ou a estratégia. Mudou mesmo só o escritório. Também não é como o Bolsonaro, que contratou dois escritórios e eles ficavam dividindo a defesa.
Mujuca vai passar a cuidar exclusivamente da defesa do Daniel Vorcaro no âmbito criminal. Eu acredito que deva ter muita gente temendo por uma delação do Vorcaro, por esse componente explosivo que ela tem. A gente já discutiu aqui que sim, é válido. A gente ouviu agora um especialista dizendo o mesmo. Mas não temos visto o Ministério Público muito dando demonstrações de que vai ser ele,
a querer fechar esse acordo de delação. Então, eu acredito que se tiver de haver mesmo uma delação do Vorcário, ela será negociada com a Polícia Federal. Eu acho que hoje em dia está mais próximo de uma negociação com a PF do que com o Ministério Público. Ainda nesse pacote do Master, gente, eu vou chamar na Carolina Tomé em Brasília para falar sobre a situação do BRB, porque o governo do Distrito Federal está procurando caminhos para vender ativos para tentar cobrir o rombo deixado no Banco de Brasília.
Oi, Ana. Conta pra gente. É isso mesmo, Carol. A Justiça suspendeu provisoriamente a lei que... Desculpa, Carol. Você pode me chamar novamente? Perdão. Claro. Estava te perguntando justamente sobre o BRB, né? A Justiça suspendeu essa lei que permitia a venda de ativos e agora o governo do Instituto Federal deve recorrer, né? É isso mesmo. É isso mesmo. É por conta do retorno. A Justiça suspendeu provisoriamente a lei que autorizava a venda de nove imóveis públicos para capitalizar o BRB
pelo menos R$ 8 bilhões provocado pelas operações com o Master de Daniel Vorcaro. Na decisão, Carol, o juiz apontou possíveis riscos ao patrimônio público e dúvidas sobre a compatibilidade da medida com as regras de governança aplicáveis às sociedades de economia mista. Isso porque o DF não tem poder gerencial sobre o banco e, portanto, não poderia ter determinado o uso dos terrenos por meio legislativo.
deve esclarecer com transparência o grau de comprometimento de sua liquidez para só então deliberar sobre eventual aumento do capital social. Com a liminar, o DF está proibido de realizar qualquer transferência de imóveis ou constituição de garantias em favor do BRB até a nova deliberação judicial. O BRB tem uma Assembleia Extraordinária marcada para a próxima quarta-feira que vai discutir, entre outras coisas,
Para o economista César Bergo, o GDF terá que correr contra o tempo para comprovar a legalidade do projeto e assim salvar o BRB da falência ou da liquidação. Uma outra alternativa pouco segura, segundo ele, pode ser um empréstimo junto ao FGC.
Junto ao fundo garantidor de crédito e junto à rede bancária. Não é mais indicado, obviamente. Vender ações dele no mercado, fazer um tipo de lançamento que pode, de repente, reduzir a participação do GDF, mas salvar o BRB, não tem a dúvida. E agora, outro aspecto é o aporte dos próprios acionistas, que me parece que não é esse caminho que o GDF quer tomar, mas também pode ser uma alternativa urgente. Procurado, o GDF disse que já recorreu da decisão e aguarda uma resposta da Justiça.
ainda não se manifestou sobre essa decisão. Carol? Obrigada, Ana. Complicada a situação do BRB porque o rombo não é pequeno, né, gente? Cada vez mais complicada. Todo mundo que olha esse ativo, esse rombo, corre e recomenda que os bancos façam o mesmo. Então, é um pepino que vai sobrar para o governo de Brasília descascar e a gente não sabe como. E, certamente, esse assunto vai ser decisivo na eleição lá para o governo do
Distrito Federal, Governo de Brasília, porque esse é um caso sem precedentes em termos de rombo que não é nem Estado, numa unidade da Federação, que depende quase totalmente de repasse federal e está nessa situação complicadíssima. A gente faz agora uma pausa no Viva a Voz, você fica com notícias da sua região e logo mais a gente está de volta para falar do encontro do presidente Lula com o presidente da Bolívia. Viva a Voz de volta, Igor Cardim, Brasília, tem mais detalhes
Um detalhe sobre o encontro do presidente Lula com o presidente da Bolívia. Oi, Igor. Pois é, Débora, muito voltado para a questão energética e também o fortalecimento da América Latina como um todo. O presidente Lula, inclusive, ressaltou a importância da adesão da Bolívia ao Mercosul, destacou que a integração econômica fortalece os países do bloco diante da instabilidade do mercado global e falou sobre esse fortalecimento da integração sul-americana, dizendo que é essencial
para o desenvolvimento da região com prioridade para o combate ao crime organizado. Lula falou durante um encontro no Palácio do Planalto aqui em Brasília com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paes, e falou então sobre essas condições de prosperar isoladamente. Diz que nenhum país aqui da América do Sul pode prosperar isoladamente e defendeu maior articulação regional diante da competitividade global.
No campo energético, o presidente brasileiro destacou que a Bolívia segue como a principal fornecedora
gás natural ao Brasil e classificou o país vizinho como uma fonte segura de abastecimento. Os dois governos discutiram ampliar investimentos no setor energético e também aumentar o volume exportado para o mercado brasileiro, além de projetos de interligação elétrica para reduzir custos e também levar energia elétrica a cidades que ainda dependem da geração a diesel, principalmente cidades no interior do Acre,
O presidente falou, inclusive, que construiu a primeira ponte de ligação entre o Acre e a Bolívia e que agora já há uma segunda ponte também em processo de construção. Durante essa reunião, os presidentes assinaram ainda um acordo de cooperação para reforçar o combate ao crime organizado nas regiões de fronteira com ações coordenadas contra o tráfico de drogas, contrabando e também crimes ambientais. Débora. Obrigada, Igor Cardim, pelas informações.
O presidente Lula está sendo pragmático diante dessa fragmentação promovida em parte pelo presidente americano Donald Trump. A gente está falando de um presidente de centro-direito, o presidente da Bolívia. Sim, ele está tentando buscar dentro dos instrumentos da diplomacia uma vacina a isso que ele e outros presidentes da região enxergam como uma maior ingerência dos Estados Unidos aqui na América do Sul.
Então, ele está falando ali em tom diplomático, evitando confronto direto com os Estados Unidos. Quando ele fala em fortalecer o continente e os laços, os acordos que tem aqui, ele não fala diretamente de uma ameaça americana, mas tudo isso está ali subentendido. É a parte que está latente no discurso do presidente. Então, ele faz ali críticas, também elas não diretas nem contundentes,
hegemonia nos Estados Unidos na região, ele fala com preocupação a respeito da possibilidade de a gente ter intervenção militar de outros países aqui na América do Sul, mas tudo isso sem comprar uma briga direta com os Estados Unidos, porque a gente sabe que o Brasil está no meio de uma negociação tarifária e de outros assuntos com os Estados Unidos e tem possibilidade de um encontro direto entre Trump e Lula em breve.
não fechar nenhuma porta, não obstruir nenhum canal nesse momento. Ainda mais que na semana passada a gente teve aquele incidente diplomático com a negativa do visto para um dos assessores do Trump ao Brasil. Eu acho que apesar de, nesse sentido, a fala ser pragmática, Débora, ela esbarra em alguns dados da realidade. O fato de que o Mercosul está muito enfraquecido, de que ele está também dividido internamente,
principais membros, que é a Argentina, governada pelo Javier Milley, que é alguém que tem endossado o discurso contra o multilateralismo, o discurso do Trump. Então, várias vezes ele minimiza a importância da Argentina estar no Mercosul ou a importância de o Mercosul ditar as políticas econômicas e diplomáticas da própria Argentina. Então, digamos que é um momento de paralisia ideológica do bloco.
ação do acordo Mercosum-União no pé, etc., mas internamente ele vive uma divisão, principalmente entre Brasil e Argentina. E a Argentina buscando uma série de acordos individuais com os Estados Unidos que enfraquecem essa dimensão do bloco. Então, eu acho que é um discurso possível nesse momento, cauteloso, então isso é bom, mas que esbarra no fato de que a gente tem dificuldades de avançar,
nessa integração regional e fazer disso, de fato, uma arma e uma vacina contra os planos expansionistas do Trump. Você fica agora com notícias da sua região. Na volta tem Eduardo Graça para tratar dos assuntos internacionais e para falar do conflito no Oriente Médio, entre outras coisas. Fica por aí. Está de volta ao Viva Voz e com a gente o Eduardo Graça, nosso comentarista das segundas-feiras.
Globo. Boa noite, Edu. Boa noite, Vera. Oi, Débora. Oi, Carol. Boa noite a todos os ouvintes. Boa noite. Edu, a gente está entrando já na terceira semana da guerra do Irã. Depois do bombardeio dos Estados Unidos à ilha de Karg, a joia da coroa do regime dos Eatolás, a pressão de Washington para a reabertura do Estreito de Hormuz só cresce. O que vai acontecer agora? Quais são as perspectivas de um cessar-fogo?
diante desse quadro de um aumento do preço dos combustíveis, pressionando o Trump a agir. Infelizmente, Vera, as perspectivas são ruins. Os Estados Unidos afirmam que, de fato, eles bombardearam instalações militares na ilha de Karg, mas que eles não danificaram a estrutura petrolífera da ilha, por onde 90% da exportação do combustível iraniano sai. Isso, claro, se eles tivessem danificado toda a estrutura petrolífera,
mais alto ainda para a estratosfera, o que afetaria o valor da gasolina para os americanos que vão às urnas em novembro decidir quem que vai controlar o Congresso nessa segunda metade da segunda temporada do Trump na Casa Branca. Nos Estados Unidos, como a gente fala aqui sempre, gasolina alta em época de eleição significa derrota provável para o governo. Ou seja, essa Casa Branca, nesse momento, está num mato sem cachorro,
a Israel nos ataques iniciados em 28 de fevereiro. Então, ou bem o Trump aumenta a intensidade dos ataques ao Irã, o que o Pentágono parece sugerir com o envio de mais fuzileiros navais e mais navios de guerra para a região, mas isso, claro, pode levar muito mais tempo do que o mercado e os eleitores americanos estariam dispostos a aguentar, ou ele arruma uma maneira de declarar vitória, torcendo para convencer a base dele e os eleitores independentes.
a destruição total do aparato nuclear de Teheran. O regime iraniano, nesse momento, diz que sequer está disposto a conversar com Washington. E o pedido de ajuda que o Trump fez nesse fim de semana aos europeus e até à China para garantir a passagem de navios pelo Estratégico Estreito de Hormuz, que hoje, na prática, está fechado pelos iranianos, dá uma pista para em que momento a gente está nesse impasse que os Estados Unidos vivem no Oriente Médio.
isso é a aspa dele, dos europeus, que não querem ser co-protagonistas das agressões dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. Parece que eles aprenderam as lições do Iraque e do Afeganistão. Ou seja, as chances de cessar fogo, de trégua, dessa guerra chegar ao fim, parecem tão ou mais distantes do que há duas semanas. Edu, pelo que a gente viu até agora, já dá para cravar se tem um vitorioso ou um perdedor,
desde o início dos ataques? O maior vitorioso até agora parece ser Israel, que aproveitou a fragilidade do Irã para destruir ainda mais a estrutura militar de um país que nas últimas décadas se dedicou a armar terroristas contra Tel Aviv. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que vai enfrentar as urnas no segundo semestre em Israel, também avançou mais uma casa no Líbano,
O Hezbollah, que é um grupo aliado do Irã, que segundo as Forças Armadas israelenses, afirmaram, aliás, isso ontem, estava planejando um ataque ao país nos próximos dias. E os maiores derrotados são dois. Um deles, justamente, os libaneses, que vêm mais uma vez o seu país destruído. Já são 900 mil pessoas no Líbano obrigadas a deixar suas casas. De acordo com Beirute, já são 850 mortos nessas três semanas. Entre eles, 107 crianças e 66 mulheres.
E, claro, os outros derrotados, Débora, são cidadãos iranianos, que se veem em meio ao fogo cruzado dos Estados Unidos e de Israel, por um lado, e aumento da repressão do regime dos ayatolais, por outro, que eles detêm praticamente ali o monopólio das armas. O Edu, vamos falar de Oscar? Porque com todo esse caos aí no mundo que a gente comenta aqui toda semana, era esperado uma pitadinha a mais de política e de crítica ao governo Trump na cerimônia de Hollywood, né? Só que isso não rolou.
Teve ali pontualmente, né? Mas não foi à toa. Sim, sim, sim. Teve pontualmente. Eu acho, assim, eu cobri muitos e muitos anos a indústria de entretenimento nos Estados Unidos. Pra mim, Hollywood ontem amarelou. Tão atacada por Trump. Foi tão atacada por Trump. A comunidade de entretenimento, eu acho que ou eles se cansaram ou eles se acovardaram. Porque, assim, eles quase se limitaram na coisa dos protestos.
colocar aqueles broches, né? Muita gente estava com os broches do Fora Ice, que é a sigla em inglês, para Polícia de Imigração e Alfândega, notória pelos abusos contra imigrantes e cidadãos americanos, inclusive em Los Angeles. Das três exceções de ontem, eu concordo com a Vera que teve exceções, das três, duas foram europeias. Foi o espanhol Javier Bardem, que pediu no palco paz no Irã e uma Palestina livre, né? Ecoando o que o líder espanhol, o socialista Pedro Sánchez, defende.
vencedor da estatueta na categoria, aliás, merecidamente, Mr. Nobody Against Putin, da britânica BBC, que alertou justamente para os perigos de não se denunciar em alto e bom som avanços autoritários de poderes executivos mundo afora. Entre os americanos, a voz solitária foi a do apresentador Jimmy Kimmel, que comparou a interferência do governo Trump na grade de programação das redes de TV aberta à Coreia do Norte.
Antes da festa do Oscar, é bom lembrar, o presidente da Comissão Federal de Comunicações, que é o órgão regulador federal lá nos Estados Unidos, que é o ultradireitista Brandon Carr, ele ameaçou caçar a licença de emissoras de TV dos Estados Unidos pela cobertura crítica que elas fazem da guerra do Irã, que ele considera distorcida ao noticiar coisas, por exemplo, como a morte dos militares americanos até agora no conflito, já são 13.
tendo à disposição uma audiência estimada em um bilhão de pessoas mundo afora. E eles elegeram, sim, um inimigo preferencial. Vocês devem ter percebido que foi a inteligência artificial, que era apresentada seguidamente como vilã. Uma escolha, digamos assim, menos contenciosa. Eu acho que eles amarelaram. Mas você não acha que o Conan O'Brien falou também algumas vezes, já na abertura, logo de cara, em outros momentos também fez críticas?
É, sutis, né, Vera? Eu acho o Conan O'Brien chato. Eu também acho. Estou com você. Estou com você. Talvez eu esperasse críticas que não fossem só do apresentador, que fossem críticas mais pontuais de quem fosse apresentar o prêmio ou receber o prêmio. Mas o Conan deu algumas pitadinhas ali, deu umas alfinetadas.
na situação política dos Estados Unidos. Mas eu acho que o Trump é tão o Grinch de Hollywood, é tão o inimigo central de Hollywood, que eles resolveram, talvez, que não fosse a festa, não fosse protagonizada pelo Trump. Talvez, estou tentando aqui dar um ok para eles. Mas talvez tenha sido isso. Não vamos deixar ele ser o protagonista. Mas, para quem estava esperando, especialmente porque o filme Vitorioso é um filme que tem um olhar crítico muito grande,
sobre a sociedade americana, talvez a gente pudesse sair com uma alma um pouquinho mais lavada dessa festa, que é da cultura americana, mas que tem uma expressão mundial, um pouco com a alma mais lavada, se eles tivessem sido um pouco menos cautelosos. O Thales Junqueira, diretor de arte do Agente Secreto, circulou lá com um brochezinho fora ais. Não subiu no palco, mas circulou com o broche. Sim, sim.
Tinha muita gente com esse broche, é verdade. É um broche pequenininho, mas tudo bem. Quanto ao Conan O'Brien ser chato, eu acho que a gente pode combinar. Por unanimidade. Mas assim, para defender o Conan O'Brien também, para fazer o advogado do diabo para o outro lado, vamos lembrar quem não foi chato apresentando o Oscar. É uma tarefa de gente chata, né? Com raras expressões. Ou até os legais ficam chatos nessa tarefa. Também tem isso. Eu vou ser mega polêmico agora.
que certamente não é o favorito das estrelas de Hollywood. Nossa, mas quando foi isso? Escolhamba com todas. Ah, eu sou antigo, né, Vera? Foi mais de um ano. Ontem a gente viu lá o Billy Crystal, teve muitos anos apresentados por ele, né? E ontem ele apresentou o tributo a Diane Keaton. Eu gostava dele. Sim, ele é o que os americanos chamam, de uma certa maneira, de um class act. E ontem ele fez uma homenagem ao Rob Reiner, né? Que era um grande amigo dele, próximo dele.
E foi muito bem também nessa homenagem. E também tenho saudades dele. Antes ainda do nosso querido, nosso, mas não de Hollywood, Ricky Gervais. É que eu sou mais velha que você. Acho que um britânico... Ah, não sei. Mas eu acho que um britânico dá um certo molho ali, né? Do que um sujeito de Massachusetts. Não sei. Posso estar enganado. Então tá bom.
a gente todas as segundas-feiras trazendo o molho aqui para esses temas tão espinhosos. Até segunda que vem, Edu. Beijo. Eu acho que faltou esse molho lá. Beijo, beijo. Ai, faltou demais, beijo. Gente, estamos aqui nesse papo leve, mas para encerrar, a gente tem o último assunto. Falar aqui de política fluminense e suas relações com o crime organizado. Voltando aqui bem para o mundo real, porque a Procuradoria-Geral da República denunciou hoje cinco pessoas, entre elas um ex-presidente da LERJ, um ex-deputado estadual,
um desembargador e mais duas pessoas. A Juliana Prado tem os detalhes. Oi, Ju. Oi, Carol. O Procurador-Geral da República denunciou o deputado estadual e ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacelar, o ex-deputado estadual Tiago Raimundo dos Santos, Tega Joias, o desembargador Macario Ramos Júdice Neto e outras duas pessoas por obstrução de investigação, caso que se refere à investigação sobre o vazamento de informações sigilosas de operações contra o Comando Vermelho. Além dos três denunciados agora ao Supremo Tribunal Federal,
Também são citados Jéssica de Oliveira Santos e Tárcio Nascimento. Segundo a denúncia, o desembargador Macario Júdice Neto teria violado o sigilo ao repassar informações sobre as operações que estavam em planejamento. Ainda segundo a PGR, ele sabia como as ações seriam feitas e quando seriam e se encontrava com Bacelar com regularidade. Pela denúncia, Bacelar e TH Joias teriam usado o cargo público para atrapalhar as investigações. A denúncia cita a operação Zargun, que foi deflagrada no ano passado,
em setembro, e que tinha como alvo o ex-deputado TH Joias. Segundo o documento, o êxito da operação foi comprometido por causa da atuação dos denunciados vazando a operação. A denúncia informa que TH Joias teve conhecimento prévio dessa ação, que teria permitido que ele retirasse computadores da Assembleia do Rio e deixasse a casa em que vive na véspera da operação. A denúncia afirma que Rodrigo Bacelar teria avisado TH Joias sobre essa operação.
Com a decisão a ser tomada, pode aceitar ou não a denúncia. Se aceitar, investigados viram réus. Em nota, defesa do deputado Rodrigo Bacelar, disse que recebe com surpresa a denúncia, uma vez que, segundo a nota, está baseada em lação e narrativa já contestada por meio de extensa prova documental. A CBN tenta contato com a defesa dos outros citados, Carol. Obrigada, Juliana. O Bacelar, que até uns meses atrás, era o todo poderoso presidente da LERJ,
do Estado, mas agora está aí denunciado pela PGR. Exato. Política aí fluminense, Carol sabe melhor que eu, vai ganhando contornos aí de guerra total, né? Imprevisibilidade completa. A guerra também entre Cláudio Castro e Eduardo Paes escalando. Agora até o transporte metropolitano está submetido a essa lógica. A questão da eleição indireta altamente
judicializada, sem que a gente saiba qual vai ser o desfecho. E também os casos de polícia opondo os dois lados, porque na semana passada teve operação que atingiu aliados dos dois lados, tanto do Eduardo Paes quanto do Cláudio Castro. Muita troca de acusação entre eles e esse caso do Bacelar é o cerne dessa polêmica toda, porque ele era para ser o candidato
do Cláudio Castro, a própria sucessão, e não pôde ser porque foi pego nessa operação, né, Carol? Desorganizou completamente essa bagunçada aí no coreto, a política fluminense que não é pra principiante, minha amiga. Exatamente. Vera Magalhães, muitíssimo obrigada por hoje, amanhã tem mais Viva Voz. Amanhã tem mais, bom terceiro tempo aí do ponto final pra vocês, meninas. Beijo, Vera, até amanhã.