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Caso Master: quem será o primeiro a fazer delação?

16 de março de 20265min
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Lauro Jardim destaca que a delação de Daniel Vorcaro está um pouco mais certa e as negociações devem começar esta semana. No entanto, outras delações nesse escândalo também devem ser consideradas, sobretudo, agora, que a do Vorcaro deve andar. ‘E a lista é grande de gente que pode delatar’. Ouça

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Assuntos5
  • Banco MasterVantagens de delatar primeiro · Desvantagens para quem fica para trás · Competição entre potenciais delatores · Perda de relevância de informações já reveladas · Timing crítico das negociações
  • Segurança OperacionalManutenção da prisão pelo STF · Negociações iniciando na semana · Possibilidade de acordo com autoridades · Resistências da PGR · Alternativa de negociação com polícia federal
  • Atuação de Lucia na políticaPaulo Sérgio Sosa e Belini Santana (Banco Central) · Augusto Lima (sócio principal de Vorcaro) · Liza Antônio Bú (Diretor de Compliance) · Alberto Oliveira (Superintendente de Tesouraria) · Mario Sonsilva (policial federal aposentado)
  • Delação Premiada INSSNegociação entre advogados e PGR · Alternativa de negociação com polícia federal · Homologação pelo ministro relator · Avaliação de chances de aceite · Resistências institucionais
  • Atuação irregular em cargos públicosConsultoria para Vorcaro enquanto em cargo no Banco Central · Afastamento de servidores · Conflito de interesses · Monitoramento e espionagem · Intimidação de adversários
Transcrição10 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Plantão Lauro Jardim. Bom dia para você, Lauro Jardim. Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, Lauro. Lauro, desde sexta-feira, quando foi confirmada a manutenção da prisão de Daniel Vorcaro pela segunda turma do STF, cresceu a discussão a propósito da possibilidade de uma delação premiada dele. Pela sua apuração, além dele, outros podem vir na mesma balada? Pois é, Milton.

está um pouco mais certa, devem começar até essas semanas, essa semana, as negociações, mas, como você disse, tem outras delações nesse escândalo que também tem que ser considerada, sobretudo agora que a do Vorcaro deve andar. E a lista é grande de gente que pode delatar. Eu vou citar aqui apenas alguns nomes para o ouvinte ter uma noção melhor, que, por exemplo, tem a dupla Paulo Sérgio Souza e

Beline Santana, que um é ex-diretor do Banco Central e outro é ex-chefe de departamento. Os dois foram afastados do Banco Central em janeiro e estão enfiados até a medula nesse rolo. Eles atuavam como consultores do Vorcaro enquanto exerciam os cargos deles de chefia no Banco Central. Tem também o Augusto Lima, que era o principal sócio do Vorcaro no Master. Esse tem muito o que falar.

nessa lista também outros dois ex-diretores do Master que foram presos em novembro, que é o Luiz Antônio Bull, que era diretor de Compliance, e o Alberto Oliveira, que era superintendente executivo de tesouraria. E também, sem falar, em outros candidatos naturais a uma delação premiada, Milton, como, por exemplo, o policial federal aposentado Marilson Silva, que integrava ali, junto com o Sicário, a dupla de Capanga,

do Vorcaro, que ele usava para os serviços sujos, como de monitoramento, espionagem e intimidação de quem ele considerava inimigos. A lista é muito maior, mas eu vou parar por aqui, porque esses são apenas alguns exemplos, Milton. A pergunta, a dúvida fundamental nisso tudo, Milton e Cássia, é a seguinte, quem vai delatar primeiro? Porque quem delatar depois, quem ficar para trás nessa fila de delação

premiada, perde algumas vantagens, fica em desvantagem. E a desvantagem mais óbvia é de não ter mais novidades para revelar para a PGR ou para a Polícia Federal, porque os outros já vão ter delatado antes, já vão ter contado antes. E se não tem nada para revelar, nada que as autoridades já não saibam, a delação, em princípio, não vai ser nem considerada.

a partir dessa semana, uma corrida por delações nesse caso do Master. Laura, explica para a gente nesse caso como funciona. Você mencionou a PGR e a Polícia Federal. A defesa dessas pessoas que, eventualmente, queiram fechar um acordo de delação premiada, fazem essa solicitação para essas duas instâncias? Em princípio, Cássia, o caminho natural é a PGR. Sim, começa uma negociação entre os advogados de defesa

essas pessoas que eu citei, com o Ministério Público Federal. Isso é o caminho natural. Agora, tem também, e a legislação permite, que se possa fazer essa negociação direto com a Polícia Federal. Então, por exemplo, uma defesa de um possível delator pode achar que tem mais chances, por alguns motivos, da delação não sendo aceita na PGR, eles recorrem à Polícia Federal.

O advogado pode, por exemplo, avaliar que na PGR teria resistências a aceitar a delação. Isso, por exemplo, é falado como no caso do Vorcaro. A PGR teria algumas resistências em dar o ok para uma delação premiada. Então, os advogados têm a alternativa de recorrer à Polícia Federal, a lei permite. E no final, tanto na PGR quanto numa delação feita à polícia,

no caso específico, o ministro André Mendonça. Muito obrigado, Lauro, e um bom dia para você. Bom dia para você, Milton, para você, Cássia, para os ouvintes, e até quarta. Até quarta, Lauro.