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Caso Master amplia disputa política nas redes

15 de março de 202621min
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Marco Ruediger afirma que o caso Master virou arma na polarização política e mobiliza milhões de interações nas redes. Segundo ele, o debate tem sido explorado por direita e esquerda. Entenda!

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Assuntos11
  • CorrupçãoRelações com executivo e legislativo · Contatos com bancos centrais · Fragilidade das estruturas estatais · Seção de atores públicos · Corrupção em múltiplos níveis
  • Banco MasterDisputa nas redes sociais · Arma política de direita e esquerda · 14 milhões de interações · Críticas ao STF · Estrutura política brasileira comprometida
  • Possível delação premiada do caso MasterMudança de advogados · Prisão mantida pelo STF · Potencial revelação de nomes envolvidos · Impacto nas eleições · Desenvolvimento futuro da história
  • Critica Politica35% do debate sobre STF · Ataques a ministros específicos · Ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino · Narrativa da direita nas redes · Credibilidade institucional
  • Consequências econômicas das guerrasQueda da taxa de câmbio · Inflação e desinflação · Preço de combustíveis · Impacto futuro na economia brasileira · Administração dos gastos públicos
  • Atuação de Lucia na políticaCandidatos a presidente · Candidatos a governador · Impacto da economia nas eleições · Influência do caso Master · Dificuldade de captura por um campo político
  • Conflito EUA-IrãGuerra na Ucrânia · Conflito no Oriente Médio · Possível terceira guerra mundial · Impacto no petróleo e combustíveis · Tensões na Europa
  • Redes Sociais PoliticaMedição de impacto por interações · Análise de múltiplas plataformas · Disseminação de narrativas políticas · Amplificação de desconfiança · Ambiente de desinformação
  • BolsonaroInternação recente · Saúde frágil · Questão de manter prisão domiciliar · 200 mil pontos e 1 milhão de interações · Reflexão sobre humanidade
  • Delação sobre revogação de visto de Trump10 milhões de interações nas redes · 350 mil menções · Desinformação e fake news · Debate sobre Trump no Brasil · Articulação política externa
  • Pauta Identitaria e CulturalDisputa cultural lateral · Erica Rilton e Comissão de Direitos da Mulher · Debate com Ratinho · Crítica da esquerda na pauta identitária · Prioridade de outras questões
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Semana Política, com Marco Rudiger. Marco Rudiger, para análise de mais uma semana conturbada na política nacional. Marco, boa tarde. Petra, conturbada mesmo, né? Sabe, eu vou pegar assim, antes da gente entrar num outro ponto aí, que eu sei que você vai me perguntar, mas se a gente, nossos ouvintes aqui, queridos aqui, um beijo para todos, domingo, né? Mas assim, essa guerra já está gerando vítimas no Brasil também, né?

A principal vítima é a queda da Selic, da taxa Selic, que havia uma expectativa que certamente dá um alívio para todos. E isso aí eu acho que já está postergado. Se você olhar hoje, estava olhando os dados aqui, se a gente pensar, tem uma pulverização aqui de expectativas que a gente já tinha de desinflação. Então isso pega os fundos DI, pega basicamente tudo, o DI futuro,

inflação implícita, enfim, a gente está numa situação que o Brasil vai sofrer também. A gente tem a impressão, ou seja, do Brasil estar muito longe de não sofrer com isso. Não só sofre com isso, que é uma questão também humana e política, mas sofre também e principalmente na economia. Então, acho que nossos ouvintes têm que se preparar um pouco para isso, porque tem esses aumentos de combustíveis, o governo está tentando administrar isso da forma que pode, mas não é trivial nem um pouco.

Conseguiu um alívio momentâneo aí, mas eu acho que isso não é sustentado no tempo. Se continuar esse conflito do jeito que está tendo, que está se alastrando, que está se agravando, mostra um erro de cálculo muito grande do presidente Trump também. E, por outro lado, a gente tem uma situação que a política interna aqui também é bastante adversa. Então, a gente trafega num cenário de bastante incerteza que deve ser mais complicado nos próximos meses. Então, é bom postergar gastos.

e segurar o tranco aí um pouco. Com certeza, Marco, eu acompanho, bom, a gente acompanha de perto o Noticiário Internacional, e como eu sempre conto aqui para os ouvintes do Revista CBN, a gente tem conversa com os nossos comentaristas, entrevistados ao longo da semana, sempre monitorando o que está acontecendo, trocando muita informação, e inclusive com o Rian Fanchelli, a gente vem, não é de hoje, já falando sobre alertas na Europa,

governo, Portugal, Suécia, dando várias orientações para a população por conta desse clima belicoso e também a questão das, inclusive a questão das mudanças climáticas, de eventos climáticos extremos. Então, outro dia, a CNN de Portugal trazia informação que o governo tinha passado orientação para que as pessoas tivessem dinheiro em casa. Então, vai vendo como uma coisa puxa a outra, é um estado de tensão mesmo por conta dessas intempéries.

no Oriente Médio, a questão de Trump com medidas... Cada hora é uma coisa nova. Agora, isso impactando também a economia em diversos países. Realmente é um momento muito delicado do mundo. E aí a gente volta a olhar para o Brasil, né, Marco? Olhando o que está acontecendo aqui, que também está pegando fogo. E eu queria entender com você os desdobramentos nessa semana do caso Master, porque como é que o caso está afetando os campos políticos?

ferramenta ou arma política na mão dos dois espectros, quando na verdade me parece que é algo muito mais sistêmico. Me fala um pouco sobre isso. Pois é, a gente vê o impacto, isso aí a gente mede pelas redes, são mais de 1.4 milhão de menções, são 14 milhões de interações em cima dessa discussão, isso nessa semana, quer dizer, é uma coisa que está tomando uma atração muito grande, é um problema que está crescendo, e é um problema, Petra, vou dar alguns dados aqui mais detalhados,

mas só para dar um quadro geral, um pano geral, o que o caso Vorcaro mostra? Mostra que todo mundo, de certa forma, já sabe, só que de uma forma tão escancarada e tão impactante e tão sistêmica, ele enraizou os contatos dele por toda a estrutura política do Estado brasileiro. Então, não é só... Ele conversou com atores importantíssimos do Executivo, ele conversou com pessoas do Banco Central, ele conversou com pessoas...

do Judiciário. Ele conversou e teve ligações muito fortes com o Legislativo, com vários segmentos do Legislativo. É uma questão que incomoda profundamente e cria uma certa angústia, diria, bastante expressiva, extremamente expressiva, na esquerda, na direita, no centro político. Ou seja, o Vorcaro conseguiu catalisar uma situação de disfuncionalidade geral do sistema político no Brasil.

para o qual a solução não é, obviamente, uma saída autoritária, dizendo assim, agora vamos resolver isso pela força. Não é isso, mas é a compreensão de que essa desfuncionalidade tem raiz em vários lugares, no próprio sistema eleitoral, que requer uma reforma política, evidentemente, também na questão dos gastos públicos, na questão orçamentária, na dívida pública brasileira. E aí isso se junta conjunturalmente com a questão externa,

extremamente complexas. Eu diria que, de certa forma, tem alguns analistas que dizem que a gente está no início de uma espécie de uma terceira guerra mundial, que é diferente. Então, a gente tem um conflito na Ucrânia que é seríssimo, que impacta principalmente a Europa. Ao mesmo tempo, tem o Oriente Médio, aí impacta o mundo inteiro. E aí, para aliviar a questão do petróleo, se libera um pouco o petróleo da Rússia, mas, ao mesmo tempo, ao fazer isso, você coloca mais combustível na máquina de guerra da Rússia.

muito. E aqui, internamente, a gente tem um problema. A gente tem uma eleição, nós temos uma eleição. Aliás, vários países têm eleições importantes esse ano. Os Estados Unidos têm uma eleição importantíssima esse ano. Isso é parte da equação dessa guerra. Israel tem eleição importantíssima esse ano também. Os outros países lá do Oritivais não têm eleição, porque eles não têm eleição mesmo, não são democráticos. Mas o fato é que isso gera tensões enormes.

E aqui no Brasil, a gente tem uma aproximação muito grande. E, obviamente, os campos políticos operam para criar

narrativas e estruturas discursivas que nos beneficiem. Então, a gente olha um pouco mais a direita, a direita busca nas redes atingir mais a imagem do STF, porque, na verdade, esse é um discurso muito central em toda a narrativa que o campo da direita implementa, principalmente nas redes, mas nos atos públicos também, críticas muito sérias, muito fortes contra o STF, em especial o ministro Alexandre Moraes,

Smith Toffoli, essa linha ocupa cerca de 35% do debate do Master. Ou seja, em todo o debate do Master, que a gente estava falando de 14 milhões de interações, 35% são focados nesses dois ministros. Isso é uma coisa bastante dura, bastante impactante. 25% busca uma relação ainda adicional, direta, do caso Master com o governo federal. Ora, a gente tem que fazer uma apoderação aí, né? O Vorcaro, ele surge, ele cresce, ele floresce,

Não foi na administração agora. Ele, inclusive, está na cadeia agora, não estava antes. Então, assim, isso sem passar pano para nenhum lado, porque, assim, ele conversou com todos, entendeu? Então, essa é uma grande questão. A esquerda, portanto, explora isso também. Então, a esquerda está com uma palavra-chave nas redes chamada bolso-master. E isso ocupa espaço na rede também, mas não tanto quanto a direita tem ocupado, em torno de 15%, mais ou menos, tentando estabelecer,

dois vínculos, e um vínculo em cima do ministro Mendonça, como se ele tivesse, digamos assim, um viés na sua interpretação. Então, isso é parte do debate, parte do que está acontecendo hoje nas redes. Ou seja, a gente vê toda uma estratégia de sempre operar em cima da desconfiança. E o pior de tudo é que existem muitos motivos para haver uma desconfiança sistêmica, mas não exatamente pessoal.

mas isso é um problema, um grande problema. E a gente tem aqui também uma questão de crítica à imprensa. A imprensa tem tido um papel muito importante nesse debate, evidentemente, junto com a Polícia Federal, digamos assim, mas tem sido bastante criticado. Então, esse é um problema, porque a estrutura do país é muito polarizada mesmo. Mas esse é talvez a maior bomba que a gente tem. Tem a questão do INSS também,

as duas juntas criam um caudal de desconfiança, de ódio. E eu diria, com muitas razões de questionamento sobre a estrutura do sistema como um todo, como ele funciona. E aí eu acho que tem que causar uma reflexão política. Será que os nossos candidatos a presidente, a governadores e tal, vão colocar isso na mesa? E a questão também, bom, você falou do jornalismo, que nesse

caldeirão aí tá sendo criticado, é a melhor crítica que o jornalismo pode ter por denunciar, né, e todo mundo se sente, todo mundo se sente afetado, né, um lado e outro é o que a gente fala, é a melhor crítica que o jornalismo pode ter, já que está fazendo o seu papel e afetando todos os lados e todos os espectros. Agora, a questão que vai realmente pegar, Marco, é se houver uma delação premiada, né, ontem a gente trouxe reportagem aqui no Revista CBN com a nossa equipe de Brasília, a troca de

depois da manutenção do Vorcaro na prisão pela votação do STF. E aí a questão é, se houver uma delação, muito virá à tona e muito pode mudar, a gente sabendo ainda mais quem está envolvido, quem fez parte dessa rede de relações do Vorcaro, num momento em que se aproxima a eleição. Então eu queria a tua visão sobre isso, porque é uma história que está longe de estar no seu ápice,

um momento muito importante dessa história toda. Parece o ápice, mas não é o ápice ainda. É mais ou menos que nem aquela... Ali os Himalaias, né? Uma série de montanhas altas, mas sempre tem uma maior e tal, não sei o quê. Enfim, o Everest é o prêmio, digamos assim. E a gente vai viver ainda muitos solavancos com essa história, porque essa não é história nem um pouco trivial. Se ele for para a delação premiada, eu acho muito difícil ele não tentar fazer a delação premiada, vai ser muito impactante, porque vários

Nomes vão surgir. Agora, o que é dramático, eu quero pegar, em vez de pegar personalizado, eu quero pegar a perspectiva institucional disso. Institucionalmente, ele mostra uma fragilidade muito grande. Como o Estado pode ser capturado, como as estruturas acabam sendo permeáveis a esse tipo de captura e de sedução, digamos, de personagens como o Vorcaro e de bilhões que ele acaba movimentando, de milhões e bilhões que ele acaba movimentando,

mas que vai, aos poucos, envolvendo e atores que vão se deixando envolver por isso. Eu me lembro, tem uma coisa interessante, às vezes aparece um meme, aparece vários, você pode ver no TikTok, no Instagram, tem um que é muito interessante, que aparece os vários presidentes dos Estados Unidos ou grandes figuras que estão por lá, no meio artístico, no meio político, etc. E aí aparece no final, e adivinha quem não está nunca nisso? Aí aparece o Obama rindo, entendeu?

acho que é isso. Quem é que não está nessa história do Borcaro? Essa é a grande pergunta. Talvez não é quem esteja, é quem não está nesse negócio. Quem está operando a favor das instituições. Eu acho que existe um problema muito grande mesmo. Inclusive dentro das instituições. Dentro das instituições. Porque a própria estrutura da alta burocracia, ela também se acostumou com uma série de benesses e tal. Então, a gente tem uma complicação grande. Mas, de novo, isso... Olha, eu vou te dizer uma coisa. Se a gente

teve em 8 de janeiro um ataque contra a democracia, e obviamente teve, isso aí ninguém tem dúvidas quanto a isso, eu colocaria no mesmo patamar a ação do Vorcário como um ataque também à democracia. Porque é altamente corrosivo o que esse sujeito fez, mas ele não fez sozinho. Esse é o ponto. Ele teve, digamos assim, a complacência e ele conseguiu capturar áreas importantes a partir da quiescência de atores importantes

também. Então, a gente vai ver um impacto ainda muito grande surgindo por aí. Essa história, ela vai pegar, digamos assim, ela vai ter mais uns dois meses aí, um mês, dois meses, isso aí para ficar mais claro. Então, isso certamente tem impacto na eleição. Como a CPNSS tem impacto na eleição, como a nossa economia, que deveria agora estar saindo de uma Selic menos favorável para uma mais favorável, também vai sofrer um certo freio em função dessa

conjuntura externa. Então, quando a gente olha esse cenário como um todo, serão eleições muito complicadas, muito difíceis, mas, ao mesmo tempo, é difícil para um campo capturar em relação ao outro, digamos assim, uma posição mais favorável, porque, de certa forma, esses personagens, os personagens que forcaram, como careca também do INSS, transitou por mais de uma administração. Floresceram, inclusive, alguns anos atrás. Então, se hoje você tem essa apuração,

que eu acho que já é muito positivo, que mostra que as instituições estão mais independentes e um pouco mais alertas. Ainda assim, a gente tem um problema que é bastante estrutural. Será que isso vai ser colocado na mesa? Porque, senão, a gente vai ter o quê no Brasil? Marco, eu tenho só mais dois minutinhos. Eu queria muito que você falasse também para mim. Eu quero falar de muita coisa, na verdade. Mas duas em particular. Talvez isso até possa repercutir também com o Silvio Meira,

a questão da revogação do vício do assessor de Trump, que gerou muitas menções também, gerou muita fake news também. Ontem a gente teve que falar isso no revista CBN. Então você vê que é um momento de uma panela de pressão e tudo vira desinformação. Mas também a questão da internação de Bolsonaro e do estado de saúde frágil dele. A gente comentava que a Rani Veloso entrou com a gente agora há pouco de Brasília, relatando o estado de saúde.

ontem também a nossa reportagem. E a questão que fica, por mais complexa que é a situação, talvez seja a medida correta deixar voltar para a prisão domiciliar do Bolsonaro diante do seu estado de saúde. Como é que a gente acompanha isso e também a repercussão disso nas redes? Pois é, vamos falar primeiro do assessor do Trump, tentar ser o mais objetivo possível. Isso aí gerou 10 milhões de interações nas redes, em geral. Quando eu falo redes, eu estou pegando várias redes, eu estou analisando várias redes ao mesmo tempo.

Então, foram mais de 315 mil menções que geraram 10 milhões de interações. Então, é um debate grande. Esse é um debate que galvaniza muito. O presidente Lula capitaliza muito, inclusive, em cima desse debate. Assim, a gente tem que pensar o que esse personagem vem fazer aqui, entendeu? Dessa forma, se meter na política brasileira. Isso é uma complicação. E isso certamente engaja muito. E o governo retoma um pouco aquela pauta que, quando teve aquelas sobretachas, se beneficiou muito, inclusive. É uma defesa, digamos assim, da posição nacional.

do Brasil, etc. Então, essa é uma questão que eu acho que vai se desenrolar. Eu quero ver se, de fato, o Lula vai encontrar o Trump. Essa é uma coisa interessante, essa é uma coisa importante. Esse é um encontro que vai dizer muito sobre como o Lula pode sair, mostrando que tem uma capacidade de articulação ainda maior do que rotineiramente ele tem, porque é uma articulação muito difícil, num cenário mundial muito difícil. Então, esse é um ponto. Segundo ponto, Jair Bolsonaro, 200 mil posts, mais de um milhão de interações

é uma questão que tem que ter uma reflexão. Um, foi presidente da República. Dois, tem uma questão de fato humanitária nisso daí. Três, vai-se gerar um marte nesse processo? Ele realmente está extremamente doente. Então, como é que isso vai se dar? E aqui eu não estou defendendo aliviar ninguém. Mas eu acho que tem certas coisas que têm que ser pensadas de uma forma um pouco mais ampla. É como eu vejo nesse debate.

no Brasil, ainda mais tensionado. Eu acho que, às vezes, um gesto... Eu lembro muito do Mandela, entendeu? Eu lembro muito do Mandela e, às vezes, um gesto fala muito mais do que mil palavras. Então, esse é um ponto importante. Ainda que não tenha dúvida, eu acho que ele não foi condenado à toa. Ele foi condenado de forma muito substantiva, muito robusta. Porém, eu acho que essa é uma questão que tem que ter uma outra reflexão. Um minuto para o sussurro da sede.

Carrasca hoje. Hoje eu estou. O sussurro, basicamente, é um ponto importante. A pauta identitária, a pauta dessa disputa cultural, ela estava um pouco, digamos assim, lateral. Ela nunca deixou de acontecer, mas ela ficou um pouco lateral por um tempo. E essa história da Erika Hilton na Comissão de Direitos da Mulher, essa é a questão que gerou uma polêmica muito grande, principalmente no debate com o Ratinho.

bastante importante. Agora, vou falar aqui para os nossos ouvintes, a esquerda só perdeu com incidir de forma extraordinária na pauta identitária. Isso daí, vários analistas, vários cientistas políticos, vários filósofos, não só do Brasil, mas mundialmente, não que a pauta não seja importante, a pauta identitária, é uma discussão que tem que ter. Eu acho que as pessoas têm que ter seus direitos, suas condições,

referentes reconhecidas, aceitas, a gente está na democracia, mas essa questão específica, nesse momento, ela é bastante danosa, digamos assim, para um campo político e traz de bandeja para o outro campo político uma discussão que a gente viu um pouco naquele desfile de carnaval, quando botaram a família ali em conserva e tal, que é uma coisa, francamente, é um debate meio desnecessário desse nível de radicalidade,

e trazer esse debate é como se ele tivesse uma prioridade em relação a outras questões. E não tem, exatamente. Não tem, a questão da economia. Que afeta muito mais pessoas. Exatamente, do desenvolvimento nacional e da reestruturação institucional desse país é muito mais prioritário do que essas outras questões. Mas causa barulho, faz barulho. Mas causa um barulho que, na verdade, gera um protagonismo para essa pauta que, apesar de ser importante,

A questão da economia, a questão do emprego, a questão da desigualdade, a questão da estratégia do Brasil do futuro, da sua estrutura institucional para suportar esse futuro que já bateu na nossa porta e a gente ainda se recusa a reconhecer. Inteligência artificial, crise do mundo do trabalho, geopolítica, tudo junto. Então, qual é a grande questão que isso é tão protagônico nesse momento? Então, eu acho que essa falta de cuidado, como eu estava falando antes,

outras questões que têm uma certa falta de olhar cuidadoso, eu acho que deveria ser objeto de reflexão. Eu não estou dizendo aqui que se é bom, se é ruim, se eu sou a favor, se eu sou contra. Eu só acho que é uma coisa que a gente tem que parar, respirar e falar o que é prioridade. First things first. No debate nacional, totalmente. Sussurro das redes. A gente vai voltar a esse assunto mais vezes. Meu querido Marco Rudiger. Polêmica total isso.

Polêmica do começo ao fim. Mas é importante a gente trazer reflexão lúcida nesse sentido.

boa semana. Um beijo pra você e pra todo mundo. Vou nem falar de descanso, porque descanso não tem.