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Com Toffoli se afastando, 'se abre grande incógnita sobre o placar' para Vorcaro

12 de março de 202612min
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito para relatar o mandado de segurança apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. Maria Cristina Fernandes comenta o caso e seus desdobramentos.

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Assuntos10
  • Investigação ToffoliDeclaração de suspeição · Impacto no placar da votação · Incógnita sobre resultado · Questão de foro processual
  • Daniel VorcaroAutorização por Alexandre Moraes · Julgamento na Segunda Turma · Possível libertação · Decisão monocrática
  • Banco MasterMandado de segurança para instalação · Deputado Rodrigo Rollemberg · Fraudes no Banco Master · Votação sobre CPI na Câmara
  • Eleições Rio de JaneiroCinco ministros votantes · André Medonça votando pela manutenção · Luís Fux acompanhando Medonça · Votos de Gilmar Mendes e Kassio Nunes incertos
  • Atuação de Lucia na políticaConfronto com André Moraes · Confronto com Polícia Federal · Risco reputacional do STF · Pressão da opinião pública
  • Imagem do STFSupremo afetado por escândalo · Envolvimento dos três poderes · Percepção negativa comparativa · Influência em escolhas eleitorais
  • Opinião Pública EUA29% sem confiança · 43% com confiança · 72% acham STF com poder demais · 66% querem ministros comprometidos com vítimas · Impacto em voto eleitoral
  • Gilmar MendesVotos corajosos · Desafio à opinião pública · Independência judicial · Concepção contramajoritária
  • Repercussão Mediática do CasoCobertura tipo novela · Diálogos íntimos vazados · Imagens em redes sociais · Acompanhamento por não-políticos
  • Perfil e indicação de Kassio NunesIndicado por Bolsonaro · Divergências com André Medonça · Falta de proximidade pessoal · Votos não previsíveis
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Tudo é política com Maria Cristina Fernandes. Maria Cristina Fernandes, boa tarde. Boa tarde, Tati. Fernando, boa tarde, ouvinte. Ontem o ministro do Supremo Tribunal Federal de Astófeles declarou impedido por suspeição para analisar a decisão que levou Daniel Vorcaro para a cadeia na semana passada.

deve acontecer amanhã a partir da análise do relator do caso, ministro André Mendonça. Os votos serão dados pelos ministros da segunda turma, que além de ambos, André Mendonça, que é o relator, e Toffoli, que se declarou impedido, estão Luiz Fux, Cássio Nunes Marques e Gilmar Mendes. Mas não só isso, Toffoli também abdicou da relatoria do mandato de segurança, que buscava garantir a instalação da CPI,

do Banco Master, na Câmara dos Deputados. Bom, tudo isso amanhã, né, Maria Cristina? Sim, Tati. Na ordem foi, primeiro ele disse que por questão de foro íntimo, abria mão de seu relator, para o qual ele foi excluído relator por sorteio, né? E, novamente, caiu com ele a relatoria deste mandato de segurança, que buscava garantir a instalação da CPI do Master,

não existe uma CPI do Master no Congresso Nacional. Essa seria na Câmara. E em seguida, algumas horas depois, ele também se declarou... Ele fala em foro íntimo porque ele não foi considerado impedido de continuar no caso. Foi depois daquela reunião em que chegou-se à conclusão de que era melhor ele sair. Ele se diz suspeito por foro íntimo, né?

E do julgamento desta sexta, que acontecerá na segunda turma, que vai decidir esta prisão do Daniel Vorcar, o dono do Master, que foi autorizada por decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Da primeira decisão, o ministro Cristiano Zanin, que foi sorteado como novo relator, ele já indeferiu.

Ele preferiu esta CPI do Master e se essa decisão tivesse sido tomada pelo Toffoli, a situação dele pioraria ainda mais, então ele preferiu, talvez por esta seria de fato a reação de furo íntimo, se afastar do caso. E aí se abre a grande incógnita sobre o placar de amanhã, a decisão de amanhã, qual será o resultado. Como você disse, a turma são cinco, o Supremo tem duas turmas,

A turma é composta de cinco ministros, porque o presidente do Supremo, o ministério de São Fachin, não vota, não compõe turmas. Esta, além do relator, que já votou, é composta de Luiz Fux, Gilmar Mendes e Cássio Nunes. O Luiz Fux, já tendo votado, já tem um voto. O Alexandre André Mendonça, já tendo se manifestado, foi dele a decisão de prender,

de prisão, o ministro Luiz Fux tem também dito para seu círculo mais próximo, que confirmará, vai acompanhar o André Mendonça e aí a incógnita sobre o voto do ministro Gilmar Mendes e do ministro Cássio Nunes. Tudo que a gente pode fazer é especular, porque nenhum dos dois fala sobre o assunto. O ministro Cássio Nunes, o ministro Gilmar Mendes, ele é conhecido por votos corajosos que enfrentam a opinião pública.

esta concepção de um tribunal contramajoritário. Muitas vezes está pouco se lixando de o que a população, o eleitorado, a maioria, está achando do que ele decide ou deixa de decidir. Então, é um juiz muito independente nesse sentido da opinião pública. O ministro Cássio Nunes, ele foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, assim como André Mendonça,

eles não têm, a não ser no inquérito do golpe, eles têm divergido aqui e ali, viu, Tati Fernando, e não são próximos pessoalmente. Agora, se der 4x4... Como? E se der um empate? Se der um empate, favorece o réu. Ah, tá. Dois a dois, no caso. E aí, cai fora. Pois é. Mas, tudo isso são especulações. O fato é que,

O que quer que seja que eles decidam, se eles decidirem para tirar o Vorcaro da cadeia, eles estarão comprando uma briga com o André Mendonça, colega deles de turma, porque este é um caso de grande repercussão nacional, este é o caso mais importante que o André Mendonça pega desde que entrou na corte e vão pegar uma briga também com a Polícia Federal.

se decidir se de fato estão dispostos a pegar essa briga com a Polícia Federal. Hoje a Polícia Federal está muito afinada com o ministro André Mendonça. E uma briga com a opinião pública, porque vamos combinar, este é um caso que, pelas boas e pelas más razões, por mais eu diria que é um enredo um tanto novelesco, Tati Fernando tem uma namorada muito bonita, tem diálogos íntimos,

devidamente vazados, tem imagens que correm às redes sociais de noivado e festas e viagens luxuosas. Então, está um pouco o enredo de novela mesmo, de série. House of Cards. Como? House of Cards, aquela série. Pois é, pois é. Então, isso faz com que o público, até que não acompanha política, esteja acompanhando este caso.

E saberá entender se a decisão, mesmo que não esteja acompanhando politicamente, saberá entender uma decisão que tire Vorcaro da cadeia. E, por fim, eu acho que pesará sobre a decisão dos ministros esses últimos dados da pesquisa Genial Quest.

pode pesar. 49% dos brasileiros dizem que não confiam no Supremo e 43% confiam. 51% dizem que o Supremo foi importante para manter a democracia no Brasil, mas 72% acham que o tribunal tem poder demais. E o número que vem adiante é bastante importante. 66% dizem que é importante votar em um candidato comprometido com impeachment

ministros no Supremo. 59% acham que o Supremo é aliado do governo Lula e agora mais especificamente sobre o caso Master, 39% evitariam votar em qualquer candidato envolvido no escândalo. Mas aí vai ficar quase sem opção, né? Pois é. Mas tem muita gente que não foi, viu, Tati? Tem muita gente que não foi. A gente ainda está engatinhando nesse tema, mas tem parlamentares que não

E de todos os poderes, a despeito de ser um escândalo que afeta os três poderes, o Supremo, para 13%, é o poder que teve a imagem mais afetada. Então, esta é a fotografia da percepção de um eleitorado que vai às urnas em outubro e que pode sim escolher candidatos com os quais eles dividam suas percepções.

Então, isso é uma espada sobre os ministros do Supremo. De fato, vão cavar esse buraco para o eleitor jogá-los lá em outubro? É uma pergunta que eles precisam se fazer, muito embora alguns falam que não levam isso em conta na sua prática diária na corte.

de ansiedade de políticos para que Daniel Borcaro ganhe a liberdade e não faça uma delação premiada? Ah, Fernando, total, né? Porque a gente ouve muito que, no começo, quando ele foi preso, mas não tem problema, Daniel Borcaro, essa prisão, ele não vai ficar muito tempo, porque ele não tem como delatar. Daniel Borcaro é o cabeça dessa operação toda, a lei da delação não abriga,

Não há briga, você tem que delatar para cima. Ele vai delatar quem? Se ele que comanda. Só que está muito claro, gente, já há muito tempo que o Daniel Vorcaro não é cabeça de nada. Ele é um operador, né? Isso está claro, já falei aqui, já escrevi. Isso não tem muita dúvida. Daniel Vorcaro é o operador de uma engrenagem. Uma engrenagem que envolve os três poderes, envolve interesses empresariais e financeiros.

E essa agenda dele é muito gritante, as evidências disso. Um homem de negócios interessado em fazer negócios e não traficar interesses. Não tem apenas dois nomes de grupos empresariais na sua agenda. O resto tudo de político, de juízes, de ministros, de advogados. É um traficante de interesses. É isso que ele foi e por isso ele tem muita coisa para contar. Maria Cristina Fernandes está conosco diariamente.

em Tudo é Política. Obrigada, Maria Cristina. Um beijo para você. Até amanhã.