Episódios de Política

Decisão de Cármen Lúcia aumenta pressão para que Castro renuncie ao governo do Rio este mês

11 de março de 20267min
0:00 / 7:14
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Cármen Lúcia, marcou para o dia 24 de março a retomada do julgamento das ações que podem cassar o mandato e tornar inelegível o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Assuntos7
  • Renúncia de Cláudio CastroData marcada para 24 de março · Possível cassação do mandato · Inelegibilidade do governador · Impacto nas eleições do Rio de Janeiro · Voto do ministro Antônio Carlos Ferreira pela cassação · Posição do ministro Nunes Marques
  • Caso CPERJ Contratação Fraudulenta27 mil pessoas contratadas em três meses · Custo de 250 milhões de reais · Contratados como cabos eleitorais · Revelação pela imprensa · Fundamento jurídico para cassação
  • Atuação de Lucia na políticaCenário de eleição direta se cassação ocorrer com Castro no cargo · Cenário de eleição indireta se Castro renunciar antes · Complexidade política da eleição direta antes de outubro · Preferências políticas entre os cenários
  • Prisão do Vereador Salvino OliveiraVereador do PSD preso · Suspeita de retaliação política · Acusações do prefeito Eduardo Paes contra governo do estado · Vídeo publicado pelo secretário de polícia civil Felipe Curry · Proximidade visual entre Paes, Cavaleira e Salvino Oliveira preso
  • Retaliação política entre prefeitura e governo estadualAcusações de Eduardo Paes ao governo estadual · Chamamento de 'titio do comando vermelho' · Disputa política e eleições de 2020 · Tentativa de equilibrar narrativa política
  • Pressão do TSE para agilidade processualRegra de 30 dias de vista para ministros · Preocupação com atraso de processos · Necessidade de decisão definitiva antes de 2026 · Aceleração do julgamento
  • Imagem do STFDanos causados pelo caso Moraes/STF · Necessidade de recuperação de imagem · Complexidade geral da situação do judiciário · Manifestação de Carmen Lúcia como gesto de credibilidade
Transcrição13 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Conversa de bastidor. Vamos lá para o nosso Conversa de Bastidor. Caramba, que quarta-feira, hein? Que semaninha, hein? Nesse Rio de Janeiro. Outro dia tinha repórter aqui, não vou dizer quem, mas imitando. Imitando os meus trejeitos aqui. Que eu saio coçando a cabeça às vezes do CBN Rio. Parece que estou sempre muito nervoso, muito tenso. Mas não é isso não. É porque é dura a nossa vida. E antes do CBN Rio também, para quem não sabe dos bastidores,

conversando pelo telefone, indo lá para o outro canto do nosso estúdio, redação, enfim, é sempre uma movimentação grande. Tem o fator hiperatividade também, né? Não é só por ação também, tem o fator aí, não para quieto. Mas vamos embora, Gabriel, vamos falar do julgamento de ontem. Pois é, né? Porque a decisão da Carmen Lúcia está aumentando, né, Leandro? A pressão para que Cláudio Castro renuncie ao governo do Rio ainda neste mês.

Para ficar claro para o ouvinte aqui do nosso Conversa de Bastidor, para você que está conosco,

no CBN Rio. É o seguinte, minha gente, o Tribunal Superior Eleitoral vai julgar no dia 24 de março um pedido para caçar o Cláudio Castro. Se ele for caçado no cargo, ou seja, se no dia 24 de março ele for caçado e ainda for governador, nós teremos eleições diretas convocadas para o Rio de Janeiro. O que é eleição direta? Eu, Gabriel Freitas, você que está ouvindo agora a conversa de bastidor, vai todo mundo à urna votar. Se essa caçação ocorrer e ele já estiver

deixado o cargo, nós teremos uma eleição indireta. É o que quer os aliados do governador Cláudio Castro e a eleição direta também é o desejo dos seus adversários. Ninguém quer uma eleição direta agora, antes de outubro, para assumir um governo. Essa eleição acontece, sei lá, maio, para assumir até dezembro. Com uma eleição no meio, fica muito complicado desenhar um cenário político que é absolutamente caótico do Rio de Janeiro nesse formato. Então, a ministra Carmen Lúcia,

Ontem, ela deu um checkmate no próprio Tribunal Superior Eleitoral. Foi uma manifestação muito importante dela, inclusive na avaliação de um procurador com quem eu conversei, uma forma de tentar recuperar a imagem do judiciário, que está muito chamuscada por conta do caso Master e de vários outros problemas. Se eu for abrir aqui esse parêntese no conversa de bastidor, a gente não termina hoje. Mas a situação hoje do judiciário é complexa, ela é ruim.

a cassação do governador Cláudio Castro. É um exemplo disso. Esse caso, minha gente, aconteceu há quatro anos. E aí ressalto o trabalho dos jornalistas do UOL que revelaram esse escândalo de uma contratação de 27 mil pessoas num período de três meses a custo de 250 milhões de reais. E segundo o entendimento do Ministério Público Eleitoral, toda essa turma foi contratada para atuar como cabo eleitoral. Ontem, no voto que concedeu o ministro Antônio Carlos Ferreira,

falou sobre isso e votou pela cassação de Cláudio Castro, Tiago Pampolha e do deputado estadual Rodrigo Bacelar também. Enquanto ele proferia o voto, o ministro Nunes Marques, que é o próximo presidente do TSE, avisou. Quero vista. Não pode votar mais. Pedido de vista. Pela regra, um pedido de vista tem 30 dias, depois mais 30 dias para poder valer. Ou seja, um ministro pode ficar dois meses com o processo só olhando, só estudando.

que a ministra Carmen Lúcia, numa jogada mais rápida, ela já falou assim, olha só, não falou isso, mas traduzindo, já analisamos tempo demais, dia 24 de março a gente volta a analisar esse caso. Para que não se chegue num cenário em que a eleição de 2026 aconteça sem terminarmos a eleição de 2022. Foi esse o recado que a ministra Carmen Lúcia deu. O mandato do Cláudio Castro já acabou, falta menos de um mês para ele sair do cargo de um jeito ou de outro, porque ele já avisou que vai ser candidato ao Senado,

mas esse julgamento precisa terminar. A sociedade como um todo precisa de uma resposta a uma decisão definitiva sobre esse episódio do TSE. Não cabem mais novas manobras protelatórias. E tem outro assunto grande para a gente destacar contigo, Leandro, porque o PSD está vendo retaliação política e está em compasso de espera depois da prisão de hoje mais cedo do Salvino Oliveira, que é vereador do partido aqui no Rio. Por isso que eu estava andando de um lado para o outro aqui na redação, Gabriel Freitas.

a prisão do Salvino Oliveira. Todo mundo está esperando. Hoje, você que está pegando conversa de bastidor, estou falando isso 11h30 da manhã de 11 de março de 2026, quarta-feira, três horas depois do Salvino Oliveira ter sido preso. Mas as primeiras leituras do grupo político do prefeito Eduardo Paes. Primeiro, surpresa total. Segundo, avaliação de que é uma retaliação política as declarações do prefeito Eduardo Paes, que tem chamado o governo do Estado inteiro

de tchutchuca do Comando Vermelho, e que, por isso, ele está sendo vítima agora de uma retaliação. E observam essa retaliação num vídeo publicado pelo secretário de Polícia Civil, Felipe Cury, em que a silhueta de Eduardo Paes e do vice-prefeito Eduardo Cavalieri aparecem ao lado do Salvino Oliveira, preso na manhã de hoje. Vem, portanto, essa prisão como um desdobramento de uma briga política que já começou.

meus amigos, de 2026, já começou há muito tempo e, na avaliação dos aliados do prefeito Eduardo Paes, hoje foi um dia emblemático. É para tirar um pouco, na avaliação deles, essa prisão, do discurso de que só o governador Claus Castro tem problemas com seus aliados. É para colocar o prefeito Eduardo Paes agora numa outra parte do ringue, não só quem bate, mas quem apanha também.

que ninguém falou nada sobre Salvino Oliveira. E pelo que eu apurei, até que a Polícia Civil esclareça os motivos dessa prisão, essa é a ordem dentro do PSD. Com passo de espera e entender exatamente os motivos que levaram a essa prisão.

Decisão de Cármen Lúcia aumenta pressão para que Castro renuncie ao governo do Rio este mês | Castnews Index — Castnews Index