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'Caso ela diga não': governo cobra TikTok por vídeos que incentivam violência contra mulheres

10 de março de 20263min
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Ministério da Justiça deu cinco dias para a plataforma se manifestar. Comissão da Câmara também pediu investigação.

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Assuntos5
  • Violência contra a mulherVídeos simulando violência · Hashtag '#caso ela diga não' · Conteúdo apologia ao crime · Viralização de conteúdo · Remoção tardia pela plataforma
  • Ação do Ministério da JustiçaOfício ao TikTok · Trégua de 5 dias · Entendimento e explicação · Cobrança sobre moderação
  • Crise InstitucionalRemoção de conteúdos · Violação de políticas · Atuação da Polícia Federal · Lista de conteúdos removidos
  • CPI e Investigacoes ParlamentaresComissão de Segurança Pública · Requerimento do deputado · Procuradoria-Geral da República · Abertura de inquérito
  • Moderacao de Conteudo OnlineViralização antes da remoção · Replicação de vídeos · Falta de ação proativa · Necessidade de denúncias
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E a Maria Cecília Dallau tem informações ao vivo em São Paulo sobre os vídeos que foram publicados no TikTok, aquela trend de apologia à violência contra a mulher. Quais foram as... O que o governo decidiu fazer, Maria Cecília? Boa noite. Oi, Débora. Boa noite para você, para a Carol também, para os nossos ouvintes. O Ministério da Justiça enviou um ofício ao TikTok dando cinco dias para a rede social se explicar sobre uma trend em que usuários sugerem violentar mulheres

elas recusem pedidos de namoro, beijo ou casamento. Nos vídeos, os criadores simulam os pedidos de forma romântica. Em seguida, as publicações trazem a frase treinando caso ela diga não. E então, os homens aparecem chutando, socando e até esfaqueando manequins que representam mulheres. Nesta terça-feira, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou um pedido para a abertura de uma investigação sobre a trend. O requerimento é do deputado federal Pedro Campos, do PSB.

Agora cabe à Procuradoria-Geral da República a decisão final. Em nota CBN, o TikTok afirmou que os conteúdos violam as regras da plataforma e que foram removidos. A rede iniciou a retirada desses vídeos no fim de semana, quando recebeu da Polícia Federal uma lista de conteúdos que incitavam esse tipo de discurso. A ação da polícia surgiu após a Advocacia-Geral da União pedir a abertura de um inquérito para investigar a conduta desses usuários.

afirma que é obrigação da plataforma retirar imediatamente esses vídeos de circulação antes mesmo disso ser pedido. Da mesma forma, em entrevista à CBN, o deputado Pedro Campos enfatizou a demora da rede social de proibir a publicação de vídeos que fazem apologia ao crime.

Para AGU, os vídeos podem estimular a prática de crimes como feminicídio, ameaça e violência psicológica contra a mulher. Sempre importante lembrar aqui que o Brasil registrou um recorde de feminicídios no ano passado.

apontaram uma média de quatro vítimas por dia no país que foram assassinadas por homens.