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‘A direita é competitiva contra o Lula em um segundo turno’

09 de março de 20266min
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Merval Pereira faz uma análise da pesquisa eleitoral Datafolha, divulgada no sábado (7), com simulações para a presidência da República. O resultado aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. ‘Realmente, Flávio vai consolidando sua candidatura como representante do bolsonarismo e da direita radical, e tenta conseguir aoio do eleitor moderado de direita’. Comentarista destaca um dado da pesquisa que mostra que, no segundo turno, todos os candidatos da direita que chegam para disputar com Lula empatam tecnicamente. ‘A direita que for para o segundo turno tem uma competitividade muito acentuada contra o Lula’. Ouça

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Assuntos4
  • Competitividade da direita no segundo turnoEmpate técnico de candidatos de direita · Igualdade entre candidatos alternativos · Vantagem competitiva contra Lula
  • BolsonaroSubida de intenções de voto · Consolidação de candidatura · Representação do bolsonarismo · Comparativo com pesquisas anteriores
  • Empate técnico eleitoralLula versus Flávio Bolsonaro · Diferença de votação · Queda de Lula
  • Atuação de Lucia na políticaSimulações presidenciais · Metodologia · Margem de erro · Comparativo temporal
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Momento da Política, com Merval Pereira. E aí, Merval? Tudo bom, Sadenberg? Boa tarde, ouvinte. Boa tarde, Cassio. Boa tarde, Merval. Bom, nesse final de semana, o Datafolha publicou a sua pesquisa eleitoral para simulações para presidente da República e um fato que chamou bastante atenção foi a subida forte do Flávio Bolsonaro, que na pesquisa anterior do Datafolha,

Em 2025, em dezembro de 2025, ele aparecia com 36 pontos na disputa direta com o Lula e agora ele aparece com 46. E o Lula, de sua vez, cai de 51 para 46 na mesma comparação. A pesquisa data-fúria de dezembro de 2025 e agora de março de 2026. Empatados, Berval. É, um empate técnico aí, né?

É, realmente o Flávio vai consolidando a sua candidatura, como representante do bolsonarismo e da direita radical e tenta conseguir o apoio do eleitor moderado de direita. Agora, tem um dado interessante no segundo turno, é que todos os candidatos da direita que chegam ao segundo turno,

para disputar com Lula, eles empatam tecnicamente com Lula nessa pesquisa. Então, é interessante isso, porque no primeiro turno, o Flávio ganha bastante folgado dos outros candidatos da direita. Mas, no segundo turno, todos se igualam. Isso quer dizer que a direita, que for para o segundo turno, tem uma competitividade muito acentuada.

contra o Lula. E aí é que se fica na dúvida. O Flávio Bolsonaro, depois de ter sido lançado pelo pai e está se firmando, dificilmente vai abrir mão da candidatura. E aí o candidato do PSD, da direita, que for disputar o primeiro turno, ou os candidatos, vai ficar numa situação

É muito ruim, porque não há nenhuma razão para o eleitor de direita escolher um candidato contra o Bolsonaro que não tem chance no primeiro turno, embora tenha chance no segundo. É interessante isso. Vamos ver como é que eles resolvem esse caso. Mas se não tivesse nenhum outro candidato de direita no primeiro turno, o Flávio certamente, pelo que mostram as pesquisas,

uma votação maior ainda no primeiro turno. Então, ele se mostra o candidato mais competitivo, mas, de qualquer maneira, a direita é competitiva contra o Lula num segundo turno. Exato. Eu estou vendo aqui, especialmente porque se a gente considerar que o Tarcísio vai mesmo para governador, a gente tem aqui a posição do governador do Paraná, Ratinho Jr., que aparece com 41% das preferências no segundo turno contra

5 do Lula. Também é empate técnico. Mas no primeiro turno ele perde longe do Flávio Bolsonaro. Pois é. Essa é a grande decisão a ser tomada. Vale a pena botar mais candidatos da direita no primeiro turno? Ou é melhor tentar apoiar desde já o Flávio para ver se consegue já no primeiro turno uma vitória? Não digo nem que consiga ganhar do Lula no primeiro

turno com 51%, porque é difícil, o Lula tem muito voto, então é difícil ter um candidato com 51% e o Lula com 49%, sei lá, é complicado, mas no segundo turno pode acontecer, porque já aconteceu da outra vez, a diferença foi mínima, então essa direita vai ter que se entender

entre os candidatos, para ver se conseguem ficar competitivos desde o primeiro turno. Merval Pereira, obrigado, Merval. Até amanhã.