Haddad vai disputar governo de São Paulo; estratégia do PT é 'perder de pouco'
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- Atuação de Lucia na políticaSaída do ministério da Fazenda · Timing da decisão · Conversas com Lula · Anúncio oficial
- Composição da chapa estadualPapel de Simone Tebet · Papel de Marina Silva · Candidatos ao Senado · Necessidade de representatividade
- Desafios de Lula em São PauloPerda de espaço eleitoral · Avaliação ruim no estado · Necessidade de vencer na capital · Recuperação de votos
- Avaliação de Tarcísio de FreitasDécimo governador mais bem avaliado · Projeção para presidência · Aprovação no estado · Posição no ranking nacional
- Negociacoes de Aliancas PartidariasConversa com MDB · Conversa com Federação · Dificuldade de garantias · Cenário de segundo senador
voz, com Vera Magalhães. E aí, Vera? Oi, Sardenberg, boa tarde pra você, pra Cássia, pros nossos ouvintes, também pra quem nos assiste. Boa, boa tarde, Vera. Vera, tá lá no, tá lá no, Cássia, ouvinte, tá lá no blog da Vera Magalhães no jornal O Globo, matéria que ela subiu hoje, dizendo o seguinte, que o Haddad deixa o governo na semana que vem e é candidato ao governo de
São Paulo. Vera, a decisão foi tomada recentemente, fim de semana agora, pode ter sido? Exato. As conversas já vinham acontecendo, né, Sardenberg? Na viagem à Coreia teve uma rodada, logo depois que o Lula e o Haddad voltaram da viagem, o ministro jantou no Palácio da Alvorada, junto com a sua mulher, Ana Estela, voltaram a conversar. Na semana passada, numa viagem ao interior de São Paulo, o Lula voltou a conversar com o time de São Paulo,
como ele gosta de chamar, no qual já está incorporada a ministra Simone Tebet, que é do Mato Grosso do Sul. E a pesquisa Datafolha desse fim de semana tratou de consumar ali o arranjo. Por quê? Porque apesar de Fernando Haddad previsivelmente aparecer perdendo para Tarcísio de Freitas, a avaliação é que os números vieram melhores do que se imaginava.
o atual ministro da Fazenda, por 52 a 37. Isso é praticamente o retrato do que foi a disputa entre ambos em 2022. Portanto, passados quatro anos e já tendo governado o Estado, Tarcísio não teria se movido muito, não estaria com uma vantagem, por exemplo, que lhe permitisse vencer no primeiro turno, logo de partida, ou vencer por uma diferença muito gritante
no segundo turno. Então, isso consolida o entendimento que já existia e que eu já até trouxe aqui no Viva Voz, que é o seguinte, importante em São Paulo para o PT é perder de pouco, porque o Lula previsivelmente deverá vencer no Nordeste, vai perder no Sul, deverá perder também no Sudeste, mas São Paulo, por ser um eleitorado gigantesco, se a diferença for pequena, isso pode equilibrar o jogo e ser responsável.
responsável pela vitória, que eles imaginam que também não vai ser por uma margem grande para um ou para outro, mas aí nesse caso por uma vitória do Lula por uma pequena margem. Então o cálculo todo está sendo feito em cima dessa estratégia de ser competitivo em São Paulo, mas dificilmente vencer. Ainda assim, chamou a atenção do QG, do Haddad, do Lula, o fato de o Tarcísio ser só o décimo governador mais bem avaliado do Brasil.
Estado para ser candidato a presidente da República, que tem esse namoro grande com o mercado financeiro, que tem bons números no interior, no entanto, em comparação a outros governadores que têm uma aprovação maciça nos seus estados, esse não é o caso do governador do republicano. Então, o que se aferiu dessa pesquisa da Folha é que dá para brigar, não para ganhar, mas dá para brigar para ser competitivo e para dar ao Lula
possivelmente, e aí desejavelmente, o que eles vão tentar buscar é repetir o quadro de 2022 em que ele venceu na capital. Não vai ser fácil. Lula perdeu espaço em São Paulo, segundo as pesquisas, nos últimos anos. E tem uma avaliação ruim no Estado. Então é brigar para tornar o Lula mais competitivo em São Paulo. E aí ele deverá sair na quarta ou na quinta-feira da semana que vem.
Agora, Vera, você falou da Simone Tebet e o time de São Paulo inclui também o Geraldo Alckmin, né? Obviamente, que foi governador várias vezes em São Paulo. E possivelmente a Marina Silva de algum jeito também, né? E a Marina Silva, como é que se compõe esse quadro todo, Vera? Isso ainda não está batido o martelo. Que lugar cada um desses vai ocupar na chapa, né? Pelo que eu conversei com as fontes hoje de manhã, as duas ministras estarão na chapa.
Então, podem ser duas candidatas ao Senado, ou uma candidata ao Senado e uma delas candidata a vice do Haddad. E aí, com isso, eles acham que eles compõem uma chapa que fala com ambientalistas, que fala com o próprio mercado, porque a Simone tem um bom trânsito com o mercado, e que dá essa ideia de uma frente ampla, resgata a ideia da frente ampla de 2022.
E aí isso aconteceria na hipótese de o Lula conseguir atrair um outro grande partido, ou o MDB, ou a Federação União PP. Acontece que isso não está definido, porque o Lula não quer fazer nada que descontente o Geraldo Alckmin, e porque é difícil ter garantia de que um desses partidos venha com o Lula, e ainda mais que traga um nome que vá ser tão leal quanto o Geraldo Alckmin foi.
Então, na hipótese mais provável, é Alckmin coordenador da campanha tanto do Lula quanto do Haddad em São Paulo e ficando muito no Estado para fazer o contraponto com o Tarcísio. As duas ministras nessas posições ainda a definir e eu perguntei também no Márcio França, ex-vice governador na chapa do próprio Alckmin e depois governador quando ele renunciou em 2018. Me disseram que a hipótese do Márcio França compor a chapa majoritária, ou seja, vice,
ou senador, reduziu bastante. Ele fez críticas na própria candidatura do Haddad, tratou com um certo desdém a ideia de ser vice ou a ideia de ser candidato ao Senado, e com isso as coisas esfriaram um pouquinho. É pouco provável hoje, segundo me disseram, que ele venha a integrar essa chapa majoritária. Tá certo. Tudo explicado. Obrigado, então. Vera Magalhães, obrigado. E depois nós teremos... Obrigado, Vera. Até mais, hein? Até mais. Até mais, Vera.