Episódios de Política

Casos do Banco Master e do INSS serão decisivos no escrutínio do eleitor em 2026

05 de março de 20268min
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Vera Magalhães fala sobre o quadro político para as eleições presidenciais deste ano com o rápido desenrolar de dois casos, o das fraudes no INSS e as revelações dos crimes envolvendo o Banco Master. Para a comentarista, ambos serão "decisivos no escrutínio do eleitor". "Viraram casos que as pessoas discutem naquelas atividades do dia a dia, como academia, padaria, levar filho na escola."

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Assuntos7
  • O caso MasterOperação Complexa Zero · Daniel Vorlaro · Captura da classe política · Estruturas de Estado comprometidas · Impacto eleitoral · Delação premiada potencial
  • Atuação de Lucia na políticaImpacto dos escândalos nas decisões eleitorais · Desgaste multipartidário · Discussão em espaços cotidianos · Percepção de corrupção governamental · Riscos eleitorais para vários candidatos
  • CorrupçãoQuebra de sigilo · Movimentação bancária de Lulinha · Transferências entre Lula e filho · Repercussão eleitoral · Comparação com casos anteriores da família
  • STF Setor PrivadoAlexandre de Morais · Contratação de esposa de ministro · Encontros presenciais entre Vorlaro e Morais · Desgaste do Supremo Tribunal Federal · Envolvimento do Centrão
  • Economia do Governo LulaDesgaste eleitoral · Associação com escândalos de corrupção · Dificuldade de desassociar imagem presidencial · Comparação com governos anteriores
  • BolsonaroRelações econômicas com Banco Master · Gestão do Banco Central · Roberto Campos Neto · Funcionários infiltrados no banco
  • Vazamento de InformaçõesSigilo quebrado na CPI · Rapidez dos vazamentos · Circulação na mídia · Combustível eleitoral
Transcrição15 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

E aí, Vera? Oi, Sardenberg. Boa tarde para você e para a Cássia. Boa tarde para os nossos ouvintes, também para quem assiste o CBN Brasil. Boa tarde, Vera. O sigilo do Lulinha foi quebrado e estava na cara que ia aparecer e ia vazar, porque estava lá na comissão, na CPI, lá no Congresso. Agora, nós temos aí, como você estava comentando, dois elementos aí.

e agora o caso Lulinha, que vão, de algum modo, interferir nas eleições. Vão interferir fortemente, Sardenberg. Na semana passada, mesmo antes dessa última fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master, e da revelação dessa intensa movimentação bancária do Lulinha, que a Rani Veloso acabou de trazer para a gente, eu já tinha escrito uma coluna no Globo dizendo que esses dois casos, o caso do INSS...

e o caso Máster, de alguma maneira, embaralhavam as cartas da eleição e que eles levavam ali potenciais riscos para todos os lados da política, tanto para o Lula quanto para o Flávio Bolsonaro e também fortemente para o Centrão. De ontem para hoje, com o rápido desenrolar desses casos, o que a gente tem aí é mais do que isso. Dá para cravar que esses dois casos

ser, sim, decisivos no escrutínio do eleitor. Viraram casos que as pessoas discutem naquelas atividades do dia a dia. Academia de ginástica, padaria, levar filho na escola. Hoje mesmo, fui levar meu filho na escola, tinha um bolinho de pais discutindo esse caso. Então, o caso Master, mas também o caso Lulinha se inscreve nessa mesma categoria de assuntos que transbordam da política e vão,

parar nas conversas de dia a dia das pessoas. E o que a gente vê, principalmente no caso Master, é que a gente está no início, a gente está no início das revelações do que existe em relação ao grau de captura da classe política e também das estruturas de Estado que havia por parte do Daniel Vorcaro e o seu banco. Então, ele virou um risco eleitoral, mesmo se ele não abria a boca,

se ele não fizer delação, só com o que tem ali já resultado de busca e apreensão de celulares, de documentos, já é material capaz de espalhar desgaste para todos os lados. A gente tem aí, por exemplo, de ontem para hoje, em termos só de novidades que resvalam na política. Ele dizendo que a reunião com o Lula e os ministros foi muito boa, conversas em que ele cita várias vezes Alexandre ou Alexandre Moraes,

Nunca Alexandre de Moraes, mas um contexto que permite imaginar que ele esteja falando de reuniões com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. E, mais recentemente, uma reunião em que ele cita que estiveram na casa dele Hugo, Ciro e Alexandre. A gente sabe que ele já definiu como um dos seus grandes amigos de vida, o senador Ciro Nogueira. Ele tem relações próximas com o presidente da Câmara, Hugo Mota,

Opa! Tivemos uma perda aqui no contato com a Vera, bem quando a Vera estava dizendo que ele estava contratando a esposa de Alexandre de Moraes como advogada. Vamos ver se a gente consegue retomar aqui. Vera? Não está me ouvindo? Agora sim. Agora nós estamos te ouvindo também. Mas o corte foi exatamente quando você estava dizendo que ele estava contratando a esposa de Alexandre de Moraes como advogada. Isso. E depois, várias vezes,

Amalo Gaspar, o Lauro Jardim, outros jornalistas, Mônica Bergamo, já informaram que houve encontros presenciais entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Então, para além dos dois candidatos presidenciais, esse caso também espalha uma nuvem de desgaste para o Supremo e um potencial de desgaste eleitoral que atinge também o Centrão por meio dessas figuras proeminentes.

pode investigar o que for, que isso não me interessa. Acontece que essa rapidíssima quebra de sigilo da CPMI do INSS, já com os dados disponíveis, isso foi feito na semana passada e os dados já estão disponíveis, mostra essa grande movimentação, são quase 20 milhões de reais entre entradas e saídas no intervalo de quatro anos, sendo que 721 mil reais tem como origem,

Conta dele tem como origem o próprio Lula. Então, essas coisas rememoram para o eleitor escândalos passados que também tiveram a família do presidente como pivô e vão ser, certamente, combustível eleitoral. Ontem, o governo tentou virar o jogo. A ministra Grace Hoffman e outros integrantes da base governista deram declarações associando Daniel Vorcário mais fortemente a Jair Bolsonaro, porque ele tem relações com nomes como Nicolas Ferreira

porque o Banco Central, na gestão de Roberto Campos Neto, que foi nomeado por Bolsonaro, falhou em coibir os abusos do Master e tinha ali, naquele período, dois funcionários trabalhando dentro do banco para Daniel Vorcaro. Mas quem tentar circunscrever esse desgaste apenas no seu adversário não vai ser bem sucedido, porque é um desgaste que não conhece limites partidários

caso de governo, tende a ficar mais marcado no governo. Quando as pessoas conversam e quando elas falam sobre a percepção que elas têm de escândalos de corrupção, a associação com o governo de turno é quase imediata e é algo que o governo ainda não conseguiu desembaralhar na cabeça das pessoas. É certo. Vera, você falou que foi muito rápida a quebra de sigilo do Lulinha, né? Quer dizer, já estava pronta, né? Foi só...

Eu achei que já estava faltando só colocar selo ali e pôr no correio. O Sardenberg foi muito rápido. Foi na quarta, quinta da semana passada, que foi quebrada. E aí o Alcolumbre só decidiu que não iria anular a decisão agora, na segunda-feira. De segunda para hoje, já chegou, já vazou, passou que nem ali pão quente na mão de quem recebeu. Quem recebeu já encaminhou para a imprensa. Porque é isso, é um combustível eleitoral muito poderoso.

nome do presidente, é o filho do presidente, tem ali transação feita com o Lula envolvido, então era óbvio que iria vazar, vazou muito rapidamente e isso já é um assunto da eleição, queiram os candidatos ou não. Vera Magalhães, obrigado Vera, até amanhã.