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Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, se entrega na sede da PF em São Paulo

04 de março de 20267min
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Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, se entregou na sede da Polícia Federal em São Paulo, na Lapa. Ele é um dos alvos da terceira fase da Operação Compliance Zero, mesma que prendeu Vorcaro, e teve a prisão preventiva decretada pelo Supremo Tribunal Federal.

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Assuntos8
  • Segurança OperacionalMonitoramento de jornalistas · Intimidação e violência planejada · Interferência em apurações · Discussões criminosas no grupo
  • Caso Lauro JardimSimulação de assalto · Monitoramento direcionado · Planejamento de violência física · Autorização de Vorcaro
  • Operação Compliance ZeroPrisão de Fabiano Zettel · Prisão de Daniel Vorcaro · Investigação de crimes financeiros · Estrutura da operação
  • Riscos à estabilidade e segurançaJatos privados · Patrimônio em paraísos fiscais · Capacidade de reorganização · Influência sobre estruturas do Estado
  • Obstrução de justiça e acesso a sistemasAcesso a sistemas da Polícia Federal · Contato com FBI e Interpol · Conhecimento prévio de operações policiais · Obstáculos às investigações
  • Estratégia de atuação na imprensaPagamentos a jornalistas · Controle de narrativa · Divulgação de notas positivas · Repasse de valores para veículos
  • Prisão anterior e tentativa de fugaPrisão em novembro · Tentativa de embarque para Europa · Aeroporto de Guarulhos · Avião particular
  • Eleições Rio de JaneiroDecreto do ministro André Mendonça · Fundamentação legal · Justificativa para prisão preventiva · Análise de riscos
Transcrição13 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Está na escuta, Pedro? Estou na escuta sim, Marcela. Muito bom dia a vocês e também aos ouvintes. Eu falo diretamente da sede da Polícia Federal, na Lapa, para onde foi levado o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele foi preso novamente na manhã desta quarta-feira em São Paulo, na terceira fase da Operação Compliance Zero. A nova prisão tem como causa central a descoberta no celular do banqueiro de um grupo de WhatsApp chamado A Turma,

federal a qual a CBN teve acesso, eram discutidas ações de perseguição, intimidação e até violência contra adversários como jornalistas. De acordo com a decisão, o grupo não apenas monitorava opositores, como também teria atuado para interferir diretamente em apurações em curso. O ministro André Mendonça aponta indícios de obstrução de justiça, com acesso indevido a sistemas da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até organismos internacionais, como o

FBI e a Interpol. Vorcaro também teria tido conhecimento prévio sobre diligências policiais. Outro ponto destacado no decreto é o risco de fuga. O ministro cita que Vorcaro possui jatos privados, no plural, são mais de um, e patrimônio relevante no exterior, inclusive em paraísos fiscais. Para o magistrado, medidas cautelares alternativas não seriam suficientes diante a capacidade de reorganização do grupo e de sua influência

sobre estruturas do Estado. Entre os episódios citados na investigação está uma armação que teria como alvo colunista do jornal O Globo e comentarista da CBN, Lauro Jardim. Segundo as opulações, Vorcaro teria autorizado a simulação de um assalto contra o jornalista que ele bem descreve. Na troca de mensagens, primeiro o Vorcaro cita uma nota que eu publiquei na minha coluna de domingo no Globo e diz que eu publico muitas coisas sobre ele.

que tem que fazer alguma coisa. Então, a ideia, primeiro, me monitorar, me seguir, descobrir coisas ruins contra mim e tal. Em segundo lugar, simular um assalto e, segundo o próprio Vorcaro, quebrar meus dentes. Isso foi planejado e dado ok pelo Vorcaro para que fosse seguido. As mensagens também revelam uma estratégia de atuação na imprensa. Em diálogos com Luiz Felipe, conhecido como Felipe Mourão ou Sicário,

a pagamentos mensais divididos entre integrantes da equipe com referência explícita ao repasse de valores para o Diário do Centro do Mundo e mais dois editores. Em outra conversa, Morão afirma que o grupo estava monitorando e derrubando links negativos e que em seguida iria soltar notas positivas para favorecer tanto o Banco Master quanto o Vorcaro. O grupo reunia ainda um ex-diretor do Banco Central, um ex-chefe do departamento da mesma instituição,

Por executar as ações de caráter miliciano e familiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Zettel, inclusive, se entregou mais cedo à superintendência da Polícia Federal e já se apresentou às autoridades. Ele também é alvo de mandado de prisão preventiva. Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado, quando tentava embarcar para a Europa em um avião particular que sairia do aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos.

À época, a Polícia Federal sustentou que havia risco concreto de evasão do país.

não se manifestou. Volto com você, Marcela. Tá certo então, Pedro. Você continua aí na Porta da PF. Qualquer novidade conta conosco. Conta aqui pra gente no CBN São Paulo. Pedro Fagundes, diretamente da Porta da PF em São Paulo. Agora vamos combinar, né, Muniz? Que absurdo a revelação dessas interações de Vorcaro neste grupo. O próprio Lauro Jardim ter que vir falar que ele era alvo dessa conspiração feita por essas pessoas que querem interromper

E o OP, investigações, é sem tamanho. É surreal ouvir a fala do Lauro Jardim dizendo que eles queriam quebrar os dentes deles, simular um assalto. É tragicômico, né? Me chamou a atenção o Lauro conversando com o Milton e a Cassia aqui. Em algum momento eles falaram, nossa, como eles jogavam pesado, como era algo muito sério, né? Ali o que eles estavam fazendo. E o Lauro falou, é, eu nem imaginava que era tão assim, que chegava a esse ponto.

Porque é isso, o Lauro e tantos outros jornalistas, nós estamos fazendo o nosso trabalho.

pessoa, a partir disso, criar uma milícia pra monitorar essa pessoa e fazer algum tipo de ataque. É curioso que o grupo do WhatsApp se chama A Turma. Poderia ser A Turba, né? No início eu achei que era Turba com B, mas não é Turma mesmo. Poderia ser Turba, né? Porque é impressionante. E a Polícia Federal entendendo que ele, ainda que na domiciliar, estava ocultando valores, continuava a cometer crimes. É mais uma pessoa que recebe um benefício, uma concessão da justiça, de ter um relaxamento de uma punição prévia que estava tendo,

e decide continuar cometendo crime. É impressionante. A gente tem também uma nota oficial do jornal O Globo que diz o seguinte, abre aspas. O Globo repudia veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, um dos mais respeitados jornalistas do país. A ação, como destacado pelo ministro André Mendonça, avisava calar a voz da imprensa, pilar fundamental da democracia. Os envolvidos nessa trama criminosa devem ser investigados

punidos com o rigor da lei. O Globo e seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público. Fecha aspas, nota do Jornal Globo, de onde Lauro Jardim é colunista, assim como é colunista aqui da CBN. Fazemos das palavras do Jornal Globo, as nossas não nos intimidarão. Continuaremos aqui trazendo informações sempre precisas para você ouvinte da CBN. E vamos continuar acompanhando

de Daniel Vorcaro, tudo que está em andamento, as diligências em andamento, as questões envolvendo a decisão do ministro André Mendonça que permitiu essa prisão. Brasília está analisando toda essa decisão e ao longo da nossa programação vai trazendo detalhes a respeito desse assunto aqui para você.