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'Brasil não precisava ser tão crítico ao ataque dos EUA ao Irã'

02 de março de 20265min
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Merval Pereira faz uma análise das posições diplomáticas do governo brasileiro diante de ataques dos EUA ao Irã. Os ataques começaram no último sábado (28). Para o comentarista, Brasil sob Lula sempre foi 'ligado ao irã', desde a primeira tentativa de acordo para a redução do programa nuclear iraniano. Ouça.
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Assuntos2
  • Posição diplomática brasileira sobre ataques dos EUA ao IrãCrítica excessiva do Brasil · Cautela diplomática · Posição ideológica vs pragmática · Reação do governo Lula · Comparação com posição europeia
  • Proximidade com grupos terroristasVisita de vice-presidente ao Irã · Líderes do Hamas · Financiamento do terrorismo internacional · Risco à política externa brasileira
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E aí, Merval. Boa tarde, ouvinte. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, Merval. Nosso tema, Merval, é a reação do governo brasileiro. O governo brasileiro não tem poder de intervenção no tema, nessas questões, mas tomou posições políticas, né, Merval? Posições diplomáticas, digamos assim. É, Sandro Berg, o Brasil, sobre Lula, sempre foi muito

ligada ao Irã, desde a primeira tentativa de acordo para reduzir o programa nuclear do Irã, que o Lula foi o protagonista, chegaram a um acordo que os Estados Unidos não aceitaram e logo depois os Estados Unidos fizeram um acordo mais amplo. Mas o Lula sempre teve essa ideia de que

Ele poderia ser um mediador da crise do Irã, mas realmente o Brasil não podia ter sido tão crítico, ou não precisava ser tão crítico ao ataque dos Estados Unidos, porque o Irã espalha terrorismo pelo mundo.

era bom que o governo brasileiro tivesse cautela que os europeus tiveram, por exemplo. Porque realmente é uma situação que você não pode apoiar, mas também não pode ficar defendendo o Irã dessa maneira. Então, eu acho que a posição diplomática do Brasil é uma posição

ideológica que não tem sentido na vida real para o nosso país, para o Brasil. Acho que a proximidade com o governo como o do Irã não é uma proximidade que corresponda aos interesses brasileiros. Acho que ele podia ter sido mais cauteloso na sua

E é aceitável, porque um ataque de um país ao outro sempre é criticável, mas não como o Brasil assumiu essa posição. Basta lembrar que não faz muito tempo o vice-presidente Geraldo Alckmin foi à posse do presidente do Irã. Pois é.

do resbolar. Esse é o problema. Sem falar que os líderes desses grupos terroristas todos faziam parte do Foro de São Paulo. Ou fazem parte ainda. Não estou atualizado a esse respeito, mas essa aproximação com grupos terroristas é muito perigosa para o Brasil, para a política externa brasileira. Não tem muito sentido.

você ficar com essa preocupação de ficar próximo a esses países que financiam o terrorismo internacional. Merval Pereira, obrigado Merval. Continuamos amanhã. Obrigado, até. Até amanhã. Até.