Lulinha se torna foco de CPIs e situação pressiona governo
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- Conflito EUA-IrãAtaques aéreos dos EUA e Israel ao Irã · Morte do líder supremo iraniano · Risco de guerra generalizada · Reação e contra-ataque do Irã · Possibilidade de mudança de regime · Duração estimada do conflito
- Mediação InternacionalFim da possibilidade de negociação · Objetivo de mudança de regime · Comparação com guerras anteriores · Falta de controle sobre desdobramentos · Precedentes históricos fracassados
- Historia da CienciaConvocação para CPMI do INSS · Viagem a Portugal financiada · Hospedagem custeada pelo ex-chefe do INSS · Busca por consenso medicinal · Quebra de sigilo bancário
- Apoio doméstico à guerra nos EUABaixa aprovação entre população americana · Falta de apoio entre republicanos · Crítica anterior de Trump a guerras de regime · Impacto nas eleições de meio de mandato · Falta de narrativa de justificação
- Economia do Governo LulaPressão sobre ministros · Necessidade de manifestações · Associação de família a corrupção · Estratégia de oposição nas redes sociais · Comparação com era Lava-Jato
- CPMI do INSSAprovação de 87 requerimentos por aclamação · Quebra de sigilo de Lulinha · Disputa sobre validade do processo · Pressão entre base e oposição · Possível prorrogação até 28 de fevereiro
- Relacoes EUA-IraCondenação oficial aos ataques · Apelo à contenção e diálogo · Defesa do direito internacional · Contraste com posição dos EUA · Impacto na relação com Trump
- Impacto na agenda Brasil-EUAAdiamento da reunião Lula-Trump · Prioridades do governo Trump desviadas · Possíveis atritos diplomáticos · Negociação de tarifas
- Decisões do Supremo sobre CPIsRestrição de compartilhamento de dados sobre empréstimos · Suspensão de quebra de sigilo da empresa Maríditi · Recurso de relatores contra decisões · Uso de abescorpos para beneficiar pessoas jurídicas
- BolsonaroNegação de prisão domiciliar humanitária · Alegação de quadro clínico complexo · Relatórios de boas condições na unidade · Assistência médica e religiosa · Visitas frequentes da família
- Atuação de Lucia na políticaUso de emergência nacional como pretexto · Dificuldades criadas para votação · Narrativa de fraude eleitoral · Preocupações de analistas americanos · Papel de Estados na condução de eleições
- Daniel VorcaroDono do Banco Master · Ligações com esquema de fraudes · Quebra de sigilo bancário cobrada · Venda de empresa Maríditi · Informações cigilosas pendentes
- CorrupçãoDesvios de aposentadorias e pensões · Esquema de fraudes bilionárias · Investigações travadas por disputas judiciais · Avanço das operações
- Crise Política na VenezuelaRegime mais leve mantido · Cliente autoritário dos EUA · Regime continua cruel · Violência como ferramenta de controle
- Inadimplência e EndividamentoReiterados descumprimentos · Tentativas de fuga · Justificativa para permanência na cadeia · Insistência semanal de pedidos
Viva a voz com Vera Magalhães. Vera Magalhães, muito boa noite, tudo bem? Oi, Débora, boa noite para você e para a Carol, boa noite para os ouvintes. Sim, tudo bem, vamos lá, semaninha começando. Oi, Vera, boa noite. Semana começando e começando quente, né? Daquele jeito. A gente vai para Brasília porque a Larissa Lopes tem aqui detalhes sobre a reação do governo
no Oriente Médio nesse fim de semana. Oi, Larissa. Oi, Débora, Carol, Vera, boa noite para vocês e para todos. Olha, até o ministro Mauro Vieira, ele manteve contato telefônico a pedido do chanceler dos Emirados Árabes Unidos. Também o embaixador Celso Amorim, assessor especial da presidência para assuntos internacionais,
para o pior, a Globo News, ele explicou que o pior seria o aumento das tensões no Oriente Médio com grande potencial de alastramento. E por aqui também, o ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que as Forças Armadas Brasileiras acompanham essa situação do Oriente Médio e cobrou investimento de mais recursos para os militares brasileiros. Em entrevista hoje, durante um evento de incorporação feminista,
no serviço militar, o ministro ainda afirmou que está à disposição para possíveis missões de repatriação de brasileiros que estejam na zona de guerra. Apesar disso, segundo ele, não foi solicitado ainda essa missão pelo Itamaraty. Por enquanto, nós estamos nos informando. Generalmente me passou um informe muito completo que é que eu não estava a situação. E assim como foi na Venezuela, nesses países onde a gente tem perspectiva de ter problemas,
Nós estamos preparados não para agredir, a Força Armada Brasileira existe para dissuação, nós protegemos o nosso país. Quando eu digo que nós precisamos de investir mais em defesa, é para defender o que somos, o que temos, as nossas riquezas que são muitas. Bom, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, hoje são cerca de 100 brasileiros em Teirã e mais de 60 mil, contando todo o Oriente Médio.
também deu uma coletiva, um embaixador do Irã aqui no Brasil, agradecendo ao Brasil por condenar os ataques dos Estados Unidos e Israel. Essa fala do embaixador Abdullah Nikunan foi, então, hoje de manhã para comentar sobre esses impactos e tudo mais, e para ele a posição do Brasil foi muito valorosa ao defender a soberania do país. Acreditamos e vemos essa ação da parte do governo.
como uma ação valorosa que dá atenção e dá valor aos valores do ser humano, soberania, integridade territorial e também independência dos governos. O embaixador também criticou o presidente Donald Trump e disse que ele pensa ser o rei do mundo. Segundo o diplomata, depois do ataque militar, os Estados Unidos manifestaram de forma explícita que não querem um acordo nuclear
Em entrevista ao jornal da CBN, hoje também, o embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, relatou um cenário de tensão e ruas desertas na capital Teherã, em meio à nova onda de ataques no país. Segundo o diplomato, Itamaraty estima, então, mais de 100 brasileiros hoje no Irã, especificamente em Teherã.
forma generalizada e que dá até para sentir as explosões. E há relatos também, segundo ele, de outras embaixadas atingidas pelos ataques.
são jogos de videogame. Eles atacam e matam pessoas, sejam militares, sejam civis, e aparentemente isso se torna uma normalidade. André Veras também classificou a situação como insanidade, que forçar uma mudança de regime no Irã com a aniquilação do Estado resultará em caos. O embaixador lembrou que a sucessão no país está na Constituição e que matar o líder do regime não é a solução para o fim do governo.
Em relação à posição do governo brasileiro, sempre essa da diplomacia, do diálogo e, inclusive, em nota, o Itamaraty condenou os ataques, manifestou profunda preocupação com o que chamou de grave ameaça à paz e à segurança internacionais e também fez um apelo para a interrupção de ações militares ofensivas. Débora. Obrigada, Larissa, pelas informações.
Essa incursão deve levar entre quatro e cinco semanas ainda. Isso causa uma incerteza não só para o Oriente Médio, né, Vera, mas para o mundo todo e deve impactar a viagem do presidente Lula aos Estados Unidos, né? Deve, fortemente, porque o Brasil fez uma condenação sem nenhuma ali, sem nenhum senão.
ao ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que teve essas consequências todas da reação de Teheran. E o Brasil fez uma condenação com base nos princípios do direito internacional, fez um apelo à contenção, apelo à máxima contenção de todas as partes, fez um reforço da necessidade de diálogo, de respeito ao direito internacional,
etc, o multilateralismo. Então, isso pode ser um fator para prejudicar ali, pelo menos, eu acho que também para postergar essa reunião com o Donald Trump, porque ela não tem uma data ainda definida. Enquanto durarem esses ataques, eu acredito que o Trump não vá se dedicar a nenhuma outra agenda internacional, nenhuma outra agenda
diplomática. Então, a gente vai ter ainda algumas semanas para esse encontro. Vamos ver como as coisas vão se desenrolar para que isso não prejudique essa agenda que era importante para o Brasil, continua sendo, mas que a gente vai vendo cada vez mais os temas ficarem distantes, porque outras urgências vão se colocando no caminho. Essa política externa do Trump, que cada dia é uma novidade, cada dia
se agrava, vai deixando a agenda do Brasil lá para trás, na fila de prioridades. Então, por enquanto, eu acredito que essa reunião não vai acontecer. Bom, a gente vai continuar falando sobre esse assunto, porque está na linha com a gente, o Carlos Pódio, professor de ciências políticas e especialista em política externa, em relações internacionais, que fala com a gente diretamente
Boa noite, professora. Obrigada por nos atender. Boa noite, Vera. Sempre prazer conversar com você e quem nos ouve aí pela CBN. Boa noite. Boa noite. A gente está aqui com a Débora e a Carol também. Professor, queria começar ouvindo o senhor sobre, enfim, o que muda no quadro internacional desde o sábado, quando aconteceram os ataques e a reação do Irã. O senhor sempre fala em diplomacia coercitiva, que seria,
exercida por Donald Trump. Nesse caso, vai um pouco além. O que a gente tem agora? A gente está na sala de uma guerra generalizada, professor? Primeiro, meu boa noite para a Débora e para a Carol também. Eu acho, Vera, a diplomacia coercitiva acabou quando foi dado o primeiro tiro. Então, você tinha, na verdade, acontecendo um processo de diplomacia coercitiva no sentido que você diz que eu iria negociar ou eu vou entrar em guerra. Uma vez que a guerra começa, a gente sai do campo da diplomacia,
para o campo da guerra aberta. E essa é uma guerra que começa, de maneira até um pouco usual, com o assassinato direto do líder máximo do país, em menos de 24 horas. Isso, por si só, já tira qualquer margem para a diplomacia e para a negociação. Então, é muito difícil agora você ter uma negociação quando você diz para o regime que o seu objetivo é a mudança de regime, que o seu objetivo é acabar com aquelas pessoas e a substituição por uma nova elite no país.
fazer é algo que é comprovado na literatura que não funciona, ou seja, mudança de regime apenas via bombardeio aéreo. Ou seja, basicamente o Trump está dizendo, olha, eu vou bombardear, matar os líderes e a população civil vai tomar o regime. Você está pedindo para uma população civil desarmada enfrentar um regime fortemente armado. Esse era um trabalho que, em tese, seria feito por soldados que ocupassem o país e assim conseguiriam fazer essa mudança. Então nós temos uma situação,
um pouco ainda não muito clara do que vai acontecer, mas o que a gente sabe também, baseado em outras experiências, é que quando você destrói um país, a infraestrutura do país, o resultado não é a democracia. Isso é uma ilusão americana. Essa é uma ilusão que a gente viu, Vera, Débora e Carol, acontecer no Iraque. Ou seja, veja lá, tem o Saddam Hussein, é uma pessoa horrível. Então nós vamos derrubar o Saddam Hussein e seremos recebidos como libertadores.
aconteceu. Nós vimos um problema que teve, não apenas isso, e a resistência aos Estados Unidos no Iraque não veio só daqueles que apoiavam o Saddam, veio de vários elementos dentro da sociedade iraquiana, inclusive de chiítas, milícias chiítas que eram oprimidas pelo governo do Saddam Hussein. Então nós estamos entrando agora numa situação muito delicada, muito complicada, em que qualquer expectativa de vai durar três semanas, cinco semanas, isso não existe. Quer dizer, você não tem controle total
como ela vai se desdobrar. Você controla o dia que você ataca, você não controla o dia que a guerra termina. Professor, é Débora falando aqui. Bom, então a morte do líder supremo não significa diretamente que é o fim do regime dos Ayatollahs, pelo que o senhor está dizendo. Até porque é um regime que tem quase 50 anos, está bastante consolidado. Os Estados Unidos podem aceitar, digamos, um regime mais light, que se mantém o regime dos Ayatollahs,
um pouco mais light, assim como aconteceu também na Venezuela. Temos um chavismo mais light. Eu acho que é um pouco isso que o Trump, que eu não chamaria nem um chavismo de mais light, eu chamaria de um cliente autoritário. Quer dizer, o chavismo na Venezuela continua tão cruel como antes da saída do Hugo Chávez. Alguns diriam até pior, porque o regime teve que recorrer a mais violência para impedir qualquer tipo de desestabilização. Ou seja, não mudou absolutamente nada para o venezuelano.
no ano médio, o que aconteceu na Venezuela. O que mudou é que o Donald Trump tem agora um cliente temporário, não se sabe por quanto tempo, é uma espécie de um cliente que faz as vontades dos Estados Unidos, de novo, sempre com a ameaça de que se você não fizer as minhas vontades, veja o que eu fiz com o seu líder. Agora, no Irã, nós temos uma situação completamente distinta. Primeiro que nós não tivemos a captura do líder, você teve a morte do principal líder religioso político do país,
muito mais complexa do ponto de vista, é um país muito maior, muito mais complexo, se comparado com a Venezuela, e é um país que, como você disse muito bem, o regime já está totalmente entrincherado, são quase 50 anos, e é um regime que tem e se fia muito no poder militar, quer dizer, é uma teocracia, mas é também uma ditadura militar, no sentido que a guarda revolucionária iraniana tem muito poder sobre como o país se desenvolve, inclusive na questão econômica,
A guarda revolucionária tem um papel muito grande na economia do Irã. Então, é possível, sim, que o Donald Trump esteja pensando numa saída à Venezuela. Ou seja, eu retiro aqueles que estão no poder agora, o regime permanece, mas pelo menos a nova pessoa que entrar vai fazer as minhas vontades. Não me parece que isso seja nem possível no caso do regime iraniano, porque é um regime que se sustenta desde 1979 no anti-americanismo.
de conta, são grandes satãs. Então, como é que você vai negociar e agora que o regime, que o país assassinou o seu líder, você vai fazer uma negociação. Então, acho que a margem para uma saída lá Venezuela, no caso iraniano, não me parece muito sustentável. Aliás, nem a questão, nem a Venezuela me parece sustentável. Sabe-se lá quanto tempo vai durar essa relação entre a Delcio Rodrigues e o Donald Trump?
esses ataques, porque o Trump é um presidente que assumiu com a promessa de colocar fim a guerras, não de começar novas. Vi algumas pesquisas, por exemplo, da CNN, mostrando que 60% dos americanos são contrários. Muitos dizem, não confiam no Trump, na tomada de decisão do Trump. Tem uma outra da Reuters mostrando que só 27% dos ouvidos foram a favor da ação. Como é que isso repercute internamente? Lembrando que temos eleições de meio de mandato agora esse ano.
tem as pesquisas que temos, ou seja, mais ou menos o apoio que tem para essa guerra é um quarto, 25% da população norte-americana. Mesmo entre republicanos, você não tem um apoio esmagador, que é uma parte do presidente da República, você tem um apoio que é na casa dos 50%, 60%, que é significativo, mas não é esmagador, na medida em que você entende que grande parte das ações do Donald Trump são apoiadas por uma parceira expressiva do partido republicano, não é o caso nesse ataque específico.
por exemplo, com a guerra do Iraque, com a guerra do Afeganistão. A guerra do Iraque, principalmente, os Estados Unidos, o governo Bush passou dois anos vendendo a guerra para o público americano. Passou dois anos convencendo a necessidade dessa guerra, construindo aí uma narrativa, uma necessidade, o que eles fariam, qual seria o objetivo, quais seriam os ganhos, etc., da guerra do Iraque, tentando convencer a população domesticamente e também a comunidade internacional. O George Bush foi ao Iraque com aprovação de mais de 70%.
do público americano que apoiava a intervenção norte-americana no Iraque. O Donald Trump não tem essa mesma situação no Irã. Ele está, como você disse, não só foi eleito criticando o que ele está falando agora, que é a questão de mudança de regime. Você tem ele dizendo que mudança de regime não funciona. Criticou, durante as primárias do Partido Republicano, ele criticou o governo Bush por ter feito justamente isso no Iraque. Então, portanto, é uma guerra que, além de tudo, não tem um apelo
do ponto de vista popular. E isso vai se tornar cada vez mais importante na medida que essa guerra se arraste. Uma guerra que não tem apelo popular, mas que é curta, ela pode não trazer tanto problema para o presidente. No caso da Venezuela não havia apoio, mas dado a rapidez e o sucesso da operação, o apoio veio depois. Tudo bem. No caso do Irã, nós já temos os americanos mortos, nós temos a possibilidade de um consulta que vai se estender, então não há nenhuma indicação
nenhuma indicação de que essa guerra vai ganhar mais apelo à população. Pelo contrário, é possível que ela se torne ainda mais impopular, o que seria comporir mais um quadro de problemas do Donald Trump nessas eleições de meio de mandato, assumindo que as eleições vão acontecer normalmente. Nossa, agora ele já deixou um gancho ali para a gente perguntar se ele acha que tem margem para elas não acontecerem. Eu ia até perguntar de Brasil, mas diante desse gancho eu vou ficar nisso. Muita gente interpretou esse ataque,
como mais uma ofensiva do presidente para dizer que existe uma situação anômala que justificaria a não realização das midterms, das eleições de meio de mandato. O senhor acha que essa ofensiva se inscreve nesse objetivo interno e ela pode levá-lo a alguma tentativa mais explícita de cancelar as eleições de meio de mandato, professor?
de meio de mandato nos Estados Unidos, é que eleições nos Estados Unidos são conduzidas pelos estados. Então, os estados que são responsáveis por conduzir as eleições, não existe um órgão do governo federal que tenha essa responsabilidade. Mas todas as indicações, não há segredo nenhum com relação a isso, que o Donald Trump, enfrentando uma situação difícil politicamente, vai tentar todos os artifícios para criar problemas nessas eleições.
E isso ele pode fazer. Já tem muita gente no partido dizendo, por exemplo, para usar esses policiais
do ICE, dessa política imigratória, para ficar perto de postos de votação, que seria um problema, inclusive, em termos de lei federal, porque a lei proíbe isso, mas o Donald Trump não liga para esses pequenos detalhes, e que traria aí alguma complicação para a votação. Então, o que nós temos hoje é o Partido Republicano dizendo que temos que aprovar uma legislação para ter questão de identificação, etc., que até é uma legislação do ponto de vista da legislação puramente dita,
ela é até razoável e tem um apoio na população americana. Mas insistir nisso neste exato momento vai estar criando aí, já tem sido criada a narrativa de que, olha, vai ter fraude, temos que evitar a fraude, etc. Então, isso, com uma crise externa, o que daria ao Donald Trump, e que parece que existe essa possibilidade, é a capacidade de declarar emergência no nosso jornal ou declarar algum tipo de calamidade que se some,
uma série de problemas nessas eleições. Então, não é sobre cancelar as eleições, mas é sobre você criar as condições que tornem essas eleições bastante complicadas. E tem muitos analistas americanos que estão preocupados com essas eleições em novembro. Tá, é bom. O Ender está falando de sinal para encerrar, mas eu vou perguntar então de Brasil, já que eu perguntei isso antes. A reação do governo brasileiro foi a correta e a gente pode esperar,
algum tipo de impacto sobre a nossa própria agenda com o Trump desses desobramentos no Oriente Médio? Eu acho que o Brasil tem mantido, tem que ser preocupado com essa relação com o Donald Trump. Mais do que a questão do Irã, acho que ficou evidente pela questão da Venezuela. Ou seja, o governo poderia ter tido uma reação até muito mais forte do que a que teve no caso da Venezuela, mas tentou-se conter um pouco. Acho que nós vamos ver um pouco esse mesmo padrão. Nós não temos, não me parece,
no governo brasileiro hoje para um enfrentamento maior com o Donald Trump. Mas é evidente, na medida que o Donald Trump vai tomando essas ações, cada vez que o Brasil não toma uma posição ou toma essa posição, vai criando atritos nesta relação. E o Donald Trump não vai faltar oportunidades para criar novos tipos de atritos, situações que vão obrigar o Brasil a tomar uma posição que pode levar a algum tipo de enfrentamento
Mas eu não entendo que seja esse o interesse atual do governo brasileiro, ainda mais tendo em vista que acabou de passar por uma situação muito delicada nas relações com os Estados Unidos, no começo do novo mandato do Trump, os 50% de tarifa, etc. E o Lula tem muito orgulho em dizer que conseguiu negociar com o Trump, etc. Então não me parece que nesse momento vai ter algum tipo de posição mais forte a ponto de causar algum tipo de atrito com os Estados Unidos.
mas me parece que essa é a leitura desse momento. Tá certo. Obrigada, professor Carlos Podio, especialista em relações internacionais, nos ajudando a entender mais esse capítulo complicado da política de Donald Trump. Até a próxima, professor. Obrigada. Obrigado, Vera. Até, Carol. Prazer conversar com vocês. Obrigada. Você fica agora com notícias da sua região e, na volta, a gente vai falar das CPIs em andamento no Congresso. Viva a voz de volta.
Marcardinha, em Brasília, traz mais informações sobre as CPIs em andamento no Congresso. Oi, Igor. Oi, Débora. Muito boa noite para você, boa noite também para os nossos ouvintes, pois é em meio aos impasses e também a essas disputas judiciais que travam o avanço das apurações sobre as fraudes envolvendo o Banco Master e também as fraudes no INSS com os descontos indevidos de aposentados e pensionistas.
desgaste, que são as revelações sobre o filho do presidente Lula, o Lulinha, Fábio Luiz Lula da Silva. Uma reportagem do Estadão apontou que Lulinha teria dito a pessoas próximas que teve passagens e hospedagem em Portugal custeadas pelo careca do INSS, o Antônio Carlos Camilo Antunes, que está preso sob suspeita de integrar o esquema de fraudes contra os aposentados.
em novembro de 2024, em classe executiva para conhecer uma fábrica de cannabis medicinal na região de Aveiro, em Portugal, a convite do careca do INSS. Ele diz que não fechou negócios nem recebeu valores do lobista, lembrando que Lulinha teve o requerimento de convocação aprovado pela CPMI do INSS na semana passada, naquela sessão que deu o que falar, muita confusão entre deputados e senadores da base do
governo, também da oposição sobre a validade ali daquele processo de aprovação de 82 requerimentos por aclamação. A base do governo diz que tinha o número mínimo necessário para vetar essas aprovações. Além disso, a Polícia Federal investiga as mensagens que mencionam os repasses ao filho do rapaz. Como diz na mensagem, essa frase teria ligação justamente com o Lulinha, o sigilo bancário
O governo dele foi quebrado, então, nesta sessão conturbada da CPMI do INSS. No Congresso, as investigações seguem, então, cercadas desses questionamentos. Falei da convocação, mas, na verdade, foi a quebra dos sigilos. O presidente da CPI do INSS, o senador Carlos Viana, falou hoje que cobrou da Polícia Federal, do próprio Andrei Rodrigues, o envio integral dos documentos sigilosos de Daniel Vorcaro, do dono do Banco Master,
podem dar indícios da ligação dele com o esquema de fraudes bilionária e disse que o prazo para o repasse das informações é de uma semana, que vai aguardar esse prazo então, mas o presidente da CPMI discorda da decisão do ministro André Mendonça que restringiu o compartilhamento aos dados sobre os empréstimos consignados e que iria então requisitar essas informações que ficariam pendentes. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está analisando se mantém ou anula a votação
Ação na semana passada, que aprovou os 87 requerimentos, incluindo a quebra de sigilo de Lulim, a comissão que pode ser encerrada no dia 28, caso não haja a prorrogação. Também há esse impasse entre Davi Alcolumbre e o presidente da CPMI, Carlos Viana, sobre a prorrogação dos trabalhos. Só para fechar, na CPI do crime organizado, o relator Alessandro Vieira anunciou que vai recorrer da decisão do ministro Gilmar Mendes, que suspendeu a quebra de sigilo da empresa Maridit,
do ministro Dias Toffoli, que depois foi vendida ao grupo de Daniel Vorcaro. Segundo afirmou ali a CPMI, a CPI, a decisão não se sustenta e questionou também o uso de habeas corpus para beneficiar uma pessoa jurídica. Então, muitos entraves nas duas CPIs ali no Senado, ligando Daniel Vorcaro e também o filho do presidente Lula, o Lulinha. Débora. Obrigada, Igor, pelas informações sobre Lulinha, né, Vera? A Polícia Federal já tinha pedido a quebra de sigilo.
que foi autorizada pelo ministro André Mendonça. Nós trouxemos isso aqui semana passada. Agora, essas novas revelações, qual o potencial disso para o governo? A reportagem do Estadão diz que ele afirmou a pessoas próximas que teve essa viagem a Portugal para pesquisar a cannabis medicinal custeada pelo careca do INSS, que ele teria ficado em hotel de luxo e todas as despesas, inclusive de classe executiva,
pelo principal nome investigado da CPMI do INSS. Lulinha claramente atuava com uma investigada por proximidade com o Careca, que era a sócia dele, a Roberta, esqueci o sobrenome dela ali. Mas é isso, o filho do presidente está no foco da CPI, do crime organizado e da CPMI do INSS. Virou uma CPMI do Lulinha.
desde a semana passada, quando a cúpula da CPMI fez aquele bem bolado ali para aprovar as quebras de sigilo dele. Então, a gente vê que desde lá o filho do presidente está no foco. Até o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi conceder uma entrevista e foi questionado sobre isso. Um assunto que não tem nada a ver com a sua atuação no Ministério da Fazenda, nem nada a ver com a sua provável candidatura ao governo de São Paulo.
ainda assim foi instado a comentar a situação do filho do presidente. E agora, de agora em diante, o governo vai se ver muito nessa situação. Lula tendo de responder sobre o filho, os ministros tendo de responder sobre o filho do presidente, porque é algo que remete a um passado não muito distante, ali do tempo da Lava Jato, do tempo das investigações sobre o Petrolão.
ser muito tentacular na família do presidente de novo a pecha de corrupção. Eu acho que ainda é algo muito lateral a presença do Lulinha nesse caso. Não tem nada que comprove que o filho do presidente se beneficiou do esquema de desvios de aposentadorias no INSS. Ainda assim, essa menção lateral ao nome dele está sendo bem utilizada do ponto de vista de aproveitamento das redes sociais do
pela oposição para causar danos à imagem do presidente e da sua família. Vai ter uma pesquisa data folha essa semana. Provavelmente já vai trazer um pouco desse desgaste associado também ao desgaste do carnaval. Mas é isso, a oposição enxergou esse veio, mirou nele e vai nele enquanto conseguir extrair algum sumo dessa laranja aí, do bagaço dessa laranja. Amiga Roberta, não sei se eu vou falar certo
mas é Luxinger. Eu lembrava os ramos, mas não lembrava exatamente. Se eu falei errado, já peço desculpas. Não sei se é essa a pronúncia. A CPI do INSS vai virando meio a CPI do fim do mundo, né, gente? Porque focou em Banco Master e agora está focando em Lulinha. Quer dizer, são vários assuntos ali sendo investigados em paralelo. Claramente, as duas CPIs acharam aí um rebranding para elas e foram em frente.
As duas estavam meio ali em segundo plano no noticiário, a CPI do crime organizado, então muita gente nem lembrava que ela existia. E aí a do crime organizado trouxe o Master com o Supremo no foco, mas aí o Supremo foi mais rápido em agir e dizer que ela estava desviando do seu foco, desviando da sua finalidade, tirar a família do Toffoli do centro das investigações.
caso da família do Lula, até aqui não, vai ficar muito nas mãos do próprio Alcolumbre e deve cair no Supremo em algum momento, porque o Lulinha já disse que vai recorrer da decisão tanto do André Mendonça de quebrar o sigilo dele, quanto da CPMI, mas duvido que eles vão ser tão rápidos e diligentes em livrar a família do Lula quanto foram em livrar a família do próprio ministro Dias Toffoli, quando o caso é interno,
O corporativismo costuma ser ainda mais rápido. A gente faz mais uma pausa no Viva Voz. Você fica com notícias da sua região e a gente volta para falar sobre os atos da direita que foram realizados neste fim de semana. Estamos de volta aqui no Viva Voz e a gente vai agora à Brasília com a Samanta Klein para falar sobre os atos da direita durante o fim de semana. Bem esvaziados, né, Samanta? Boa noite para você. Boa noite, Carol.
bastante esvaziados, inclusive na Avenida Paulista, segundo dados da USP, numa parceria com uma organização não governamental, vários horários foram feitas as medições, cerca de 20 mil pessoas participaram desse ato na Avenida Paulista, que foi o maior, mas claro, outras capitais também tiveram essas manifestações pró-Bolsonaro, com muitas críticas ao STF.
Mas também chama a atenção, além desse esvaziamento, o tom de campanha e até mesmo de propaganda eleitoral adiantada, antecipada. Juristas concordam que sim, esse ato, em especial na Paulista, serviu de palanque para o pré-candidato Flávio Bolsonaro.
elétrico instalado na avenida, que o time está escalado, o Flávio está escolhido e nós vamos com tudo para poder resgatar o nosso país. E ainda afirmou que é a gente entrar no jogo para ganhar de lavado. O próprio Flávio fez discurso de candidato.
para levar ainda mais esperança e ainda mais força. E quem concordar com o que eu vou falar, só dá um grito do fundo da sua alma. Eu falei, pai, em janeiro de 2027, você vai pessoalmente subir aquela rampa do Planalto junto com o povo brasileiro! Essas falas já renderam ação na justiça eleitoral. O caso do deputado Lindbergh Farias, que protocolou no TSE representação por propaganda eleitoral antecedente,
Para o parlamentar, essas próprias falas, ele fez até a citação desse trechinho aí que eu separei, mostram que sim, há um comportamento de pré-campanha antecipada. A legislação eleitoral determina que não há propaganda antecipada quando não há pedido explícito de voto. Mas nos últimos anos, a legislação e a própria justiça eleitoral vem analisando o contexto também numa eventual ação.
eleitoral Rodrigo Pedreira destaca que essa tem sido a a esfera que geralmente TSE e justiças eleitorais nos estados estão acompanhando. Tem vários casos nos últimos anos em que a justiça eleitoral analisa o contexto, né? Tudo que foi dito naquele evento e quem foram responsáveis, mas para que haja responsabilização é indispensável uma ação
Ou seja, um partido político ou o Ministério Público precisam protocolar uma ação. Caso haja qualquer tipo de condenação, resta somente multa. Lembrando que esse caso recente da escola de samba que homenageou o presidente Lula a acadêmicos de Niterói acabou reacendendo esse debate.
ocupada essas falas, pelo menos o que se demonstra, os juristas concordam, num ambiente de protestos esvaziados na maioria das capitais. Com vocês. Obrigada, Samanta. Gente, um detalhe aí nesses atos, a presença em São Paulo, bom, estavam dois governadores, o de Minas e o Romeu Zema e o Ronaldo Caiado de Goiás, que é um dos nomes cotados para ser candidato à presidência da República pelo PSD, mas estava lá no ato com o Flávio Bolsonaro. É, acho que ele está deixando a porta,
ali aberta caso a candidatura dele não vingue e ele tenha de ser candidato ao Senado num cenário aí de um afunilamento das candidaturas da direita. Carol, todo mundo quer ficar de alguma maneira bem com esse eleitorado bolsonarista, ainda que vá ser candidato alternativo à candidatura do próprio Flávio Bolsonaro. Me chama a atenção essa tentativa do Flávio, que é o mais contido ali dos filhos do Bolsonaro,
de soar inflamado no palanque. Pareceu bastante fake e ali uma empolgação que não condizia, inclusive, com o número de pessoas anotado na Avenida Paulista. Um ato absolutamente esvaziado de todos os atos que a direita fez nesses anos. E olha que foram muitos, o mais esvaziado de todos, nem fotos aéreas de trechos pequenos da Paulista
Gente, todos esses registros mostravam imagens de uma Avenida Paulista muito esvaziada, num sinal de que tem um prazo de validade, tem um limite para você ficar convocando as pessoas a irem às ruas insistentemente em torno de uma pauta que não diz respeito ao dia a dia delas. Uma coisa é uma agenda que mobilize as pessoas a saírem às ruas.
chamando as pessoas às ruas pela libertação do Jair Bolsonaro, que era o pano de fundo de todas essas manifestações. Se o carnaval da Acadêmicos de Niterói caracterizava campanha antecipada, este também. O discurso do Flávio Bolsonaro, embora não tenha pedido voto, é um discurso de um pré-candidato. Quando ele fala em, abre aspas, tirar essa corja de Brasília, ele está falando de eleição. Está falando de vencer uma eleição,
para tirar quem está governando no momento. Então, as ações devem ter desfechos semelhantes. Eu imagino, se um dos atos for considerado campanha antecipada, o outro também precisa ser. Por ali, uma analogia, por uma equidade de tratamento entre as duas situações. Mas, se até aqui a direita vinha conseguindo surfar bem todos esses casos,
Eu acho que foi meio um anticlimax do que eles esperavam. Também na Paulista, Vera, o Flávio Bolsonaro direcionou parte do discurso para abordar a escalada dos casos de feminicídio no país. Disse que é preciso fazer uma defesa intransigente das mulheres. Esse tema também é uma bandeira do presidente Lula, candidato à reeleição. Eu acho que tem que ser bandeira de todos os candidatos mesmo, desde que ela seja uma bandeira levada a sério.
E esse tema nunca foi prioridade para o bolsonarismo. É uma tentativa de diminuir a rejeição de Flávio? Diminuir a rejeição principalmente entre as mulheres. Quando a gente vê as pesquisas de forma segmentada, uma das maiores diferenças do Lula em relação ao Flávio Bolsonaro é no eleitorado feminino. Embora o Lula já tenha tido uma situação mais confortável entre as mulheres, ele ainda tem uma vantagem grande em relação ao Flávio Bolsonaro.
Esses discursos pró-mulheres, pró-ciência, até uma conjectura que existe de que ele pode fazer da senadora Tereza Cristina a sua vice, tudo isso se inscreve na tentativa de se mostrar mais light que o Bolsonaro, mostrar que ele é uma direita não radical, que esbarra sempre no fato de que basta ver qual é a agenda prioritária realmente.
Bolsonaro vencer as eleições, o que serão as primeiras agendas dele? Provavelmente não nenhum programa contra o feminicídio, mas sim um indulto a Jair Bolsonaro e uma volta triunfante de Eduardo Bolsonaro do exterior. Então, essa moderação, esse contorno mais light que ele tenta dar à sua candidatura, esbarram no fato de que quando a gente olha para o mundo real e vê as prioridades reais,
elas não têm nada a ver com esse discurso supostamente mais moderado. Temos tempo para mais um assunto, Wender Starles? Temos. Igor Cardin traz mais detalhes sobre pedidos da defesa do presidente Jair Bolsonaro. Pois é, o ministro Alexandre de Moraes negou hoje a prisão domiciliar humanitária, o pedido de prisão feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os advogados alegaram que ele tem um quadro clínico complexo com várias comorbidades
Na decisão, Moraes afirmou que relatórios da unidade prisional da Papudim apontaram plena garantia da dignidade da pessoa humana com atendimento médico contínuo, sessões de fisioterapia, atividades físicas e assistência religiosa. O texto também registra visitas frequentes da esposa, dos filhos, também de advogados e outras pessoas autorizadas. O ministro destacou ainda que o ambiente prisional é totalmente adequado às necessidades médicas
Segundo o relator, o ministro Alexandre de Moraes, os reiterados descumprimentos das medidas cautelares e os atos de tentativa de fuga justificam a permanência de Bolsonaro na Papudinha. Débora. Obrigada, Igor, pelas suas informações. Não houve fato novo nenhum que justificasse uma mudança de consideração por parte do ministro. O cumprimento da pena até aqui é muito pequeno, ele está cumprindo a pena pouquíssimo tempo.
de regime vai precisar de mais tempo para isso. Também não houve uma piora no quadro clínico do ex-presidente que justifique uma reavaliação. Me parece que essa insistência da defesa em toda semana protocolar um pedido de prisão domiciliar é algo contraproducente. Vai precisar de um maior volume de cumprimento da pena ou de uma mudança substancial de situação clínica dele para que haja alguma chance de prosperar esse pedido.
de domiciliar. Vera Magalhães, muito obrigada por hoje. Amanhã tem mais Viva Voz. Obrigada a vocês. Até amanhã. Uma ótima terceira hora pra vocês. Tchau, tchau. Beijo, Vera.