Crise no Banco de Brasília: 'é preciso limitar ação da classe política com instituições financeiras'
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Carol
Débora
Vera
Bruno Carazza
- Crise do Banco Master e STFBRB · Banco Master · Ministério da Fazenda · Dário Durigam · Ibanez Rocha · Fundo Garantidor de Crédito (FGC) · Liquidação do banco · Carteira podre
- Crise no BRBFiscalização do Banco Central · Fiscalização da CVM · Comportamento oportunista · Ação da classe política com instituições financeiras · BRB · Banco Estatal do Distrito Federal · Ibanez Rocha
- Proposta de Ciro Nogueira sobre FGCRenan Calheiros · Fundo Garantidor de Crédito (FGC) · Fundos de previdência de estados e municípios · Socialização do prejuízo
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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. São seis e cinquenta e três. A gente está de volta com o Viva Voz. E quem já está conosco em áudio e vídeo é o Bruno Carazza, nosso colunista, comentarista aqui das quartas-feiras. Boa noite, Bruno.
Boa noite, Vera, Débora, Carol. Boa noite para você que está com a gente. Boa noite. Oi, Bruno. Boa noite. Enquanto a gente passa frio aqui em São Paulo, eu já soube que o Bruno está no Recife. Está quente por aí? Ai, que inveja. Mas menino sabe como é que é, né, Vera? Vem para a praia e chove, né? É uma autoestão. Está chovendo aqui.
É a sina do mineiro. Essa é a sina do mineiro. Então, se você é recifense e está pegando essas chuvas, vocês já sabem a quem culpar. Bruno, a gente viu nessa semana uma longa e intensa movimentação para tentar salvar o BRB. Esse é um dos desdobramentos do caso Master, um dos principais.
O Ministério da Fazenda até aqui se nega a dar um aval para um empréstimo para salvar o BRB, mas admite que a liquidação do banco poderia ter consequências graves, inclusive quebrar o Fundo Garantidor de Crédito. O que vai acontecer? Como vai sair desse impasse?
Pois é, Vera, a conta dessas tenebrosas transações entre o BRB, que é o Banco Estatal do Distrito Federal, na época governado pelo Ibanez Rocha, do MDB, e o Banco Master, essa conta está chegando. Só fazendo uma recapitulação nessa história, o BRB tentou comprar o Master, o anúncio foi em março do ano passado, aí o Banco Central foi analisar a operação, descobrir.
que o BRB teria comprado um volume imenso, bilionário, algumas dezenas de bilhões de reais de carteira podre do Master, com ativos que não tinham lastro, ativos super avaliados. E a partir disso, o BRB começou a ter um problema de...
soluções, ele tentou contar com o apoio do Ministério da Fazenda para a União dar aí um aval para o empréstimo que seria necessário para equalizar as contas. O ministro da Fazenda, o Dário Durigam, não é bobo, viu que esse abacaxi poderia ser passado para a União, para os contribuintes federais e o que está sendo negociado agora é que os bancos, tanto os públicos quanto os privados...
vão dar uma espécie de fiança para o BRB no empréstimo, algo em torno de 5 bilhões de reais, para tentar equacionar, pelo menos no curto prazo, a situação do banco, que ainda é muito difícil e que pode comprometer o fundo garantidor de crédito, como você mencionou muito bem agora.
Inclusive tem uma pressão política, Bruno, para que o FGC cubra os prejuízos que os fundos de previdência de estados e municípios tiveram com o Banco Master. É uma boa ideia isso? Pois é, Débora. Essa proposta surgiu nessa semana, uma proposta do senador Renan Calheiros.
e também de algumas capitais e cidades do Brasil. Essas operações não são cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito e aí a classe política está tentando impor.
Não foi criado para isso, ele foi criado para resguardar as poupanças das pessoas que foram prejudicadas em operações.
operações erradas que devem ser penalizados por isso e não socializar o prejuízo por meio do fundo garantidor de crédito, que eu repito, não foi criado com esse objetivo. Bruno, a gente já está em cima da hora aqui, mas queria te ouvir sobre o que o Brasil tem que aprender com essa crise toda para que isso não se repita no futuro.
Zé Carol, tem vários pontos, você redefinir a fiscalização do Banco Central e da CVN, o próprio desenho do fundo...
para evitar comportamentos oportunistas como esse do Banco Master, mas principalmente a gente vê que precisa limitar a ação da classe política com instituições financeiras. Nesse caso do Banco Master, o que a gente está vendo é BRB, Banco Estatal do Distrito Federal, Governador Ibanez Rocha, fundos de previdência...
Cláudio Castro, o fundo do Amapá ligado ao Dalvinho Alcolumbre. Na verdade, a gente então precisa repensar o Credicesta, que é a origem lá do Márcio, lá atrás, ligado ao PT da Bahia. Então, a gente precisa redefinir essa relação entre classe política e instituições financeiras estatais de diversas naturezas.
Como o Bruno é um colunista muito disciplinado e não estourou o tempo, sobrou tempo até para uma dica. O Henrique, nosso operador aqui da mesa, que é recifense, torcedor fanático do esporte, te recomenda que já que está chovendo vá tomar um caldinho de peixe com macaxeira na Praça da Igrejinha em Boa Viagem. Opa, eu estou em Boa Viagem, então estou indo para lá.
Marca cheira com charque e caldinho de peixe. Esse é o cardápio, tá bom? Ótimo! Fechado! Delícia! Então formou. Até mais! Até semana que vem! Obrigado pela dica! Até mais, gente! Beijo, Bruno! Até! Em um mundo cheio de respostas, nós escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha, especialistas em perguntas que movem empresas.
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