Presidente da Fiesp vai se reunir com Alcolumbre para tentar adiar mudanças na escala 6x1
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Cássia
Ary Jorge Nogueira
- PEC da Escala 6x1Fiesp e Paulo Skaf · Davi Alcolumbre · Setor produtivo · Eleições de outubro · Jornada de trabalho · Escala 5x2 · Redução de 44 para 40 horas semanais · Prazo de adaptação
- Jornada de TrabalhoCâmara dos Deputados · Senado Federal · Presidente Lula · Presidente da Câmara, Hugo Motta · Relator Léo Prats · Centrão
- Imposto de RendaAlterações ao texto · Compensação fiscal · Uso de crédito de imposto de renda · Servidores públicos
- Marketing e influenciadores em campanhas comerciaisAumento de preços · Setor empresarial
Vamos à Brasília, temos a informação chegando com a Rani Veloso, que fala a respeito do projeto para o fim da jornada 6x1. Rani, boa tarde pra você.
Boa tarde, Cássia Sardenberg e a todos que nos acompanham. Pois é, a gente já está acompanhando as articulações da proposta no Senado. Nem foi aprovada ainda na Câmara, né, Cássia? Mas em uma tentativa para adiar as mudanças previstas com o fim da escala de trabalho 6x1, o presidente da Fiesp, Federação de Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaff, marcou para a tarde de hoje, a partir das 15 horas, uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e outros representantes do setor.
Nesse momento, inclusive, ele está em voo. O objetivo é empurrar a votação do Senado para depois das eleições de outubro. Segundo interlocutores, os empresários não se opõem ao debate, mas querem que ocorra fora do calendário eleitoral, sem ser de forma assodada e respeitando as diferenças de cada setor. As empresas também preparam campanhas publicitárias, alertando que a mudança rápida na jornada pode causar aumento de preços para o consumidor.
O anúncio de que a transição para o fim da escala de trabalho 6x1 e a implementação da escala 5x2, ou seja, com dois dias de descanso e a redução de 44 horas semanais de trabalho para 40, será de apenas um ano, como a gente anunciou ontem aqui no jornal. E pegou de surpresa tanto o setor empresarial...
quanto também deputados e senadores, sobretudo do Centrão. A expectativa do grupo era de um prazo de adaptação de quatro anos, que era o que a gente estava falando, inclusive, inicialmente, que o relator Léo Prats chegou a falar sobre essa possibilidade de quatro anos, mas ontem, depois da reunião com o presidente Lula, o presidente da Câmara, Hugo Motta, fechou esse acordo aí.
para uma transição mais curta. Com a pressão das eleições, os parlamentares acreditam que não há mais tempo para alterar o texto na Câmara. Por isso que agora a estratégia dos empresários é tentar negociar esses prazos maiores no Senado Federal e logo com o Davi Alcolumbre, que nesse momento está no momento...
frágil com o presidente Lula, com as relações fragilizadas em um caminho de rompimento. Até mais, conversei com alguns senadores e eles disseram, inclusive, que tudo pode ser resolvido em um encontro entre os dois presidentes.
Lula e Alcolumbre, né? Cabe aí o presidente da República chamar o presidente do Senado para uma conversa. A gente lembra que a proposta deve ser votada amanhã na comissão especial. Ainda hoje, eu conversei com alguns deputados também, eles devem apresentar sugestões de destaques, que são alterações ao texto, sobretudo em relação à regra de transição e também...
alguns incentivos para o setor produtivo que não precisa ser uma compensação fiscal, e sim a questão do uso do crédito do imposto de renda para que seja abatido nos impostos que devem ser repassados ao governo. É uma das possibilidades de destaques que eles podem apresentar, além da extensão também do benefício para todos os servidores públicos, porque não vai pegar...
Toda a parte tem também ali o teto do salário dos servidores que vão ter que ter essa redução na jornada de trabalho. Então, depois, a comissão especial é que vai para o plenário. A promessa de Hugo Motta é que seja votada até a quinta-feira. Cássia? Muito obrigada. Essa foi a Rani Veloso.