Bastidores da despedida de Cláudio Castro do governo do RJ
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Agora, Leandro, ontem você esteve lá no Palácio Guanabara, né? A gente começou esse bloco aqui falando sobre crise. Está muito claro, né? Elementos nessa renúncia do governador, agora ex-governador Cláudio Castro, demonstram a crise que está instalada no Rio. E foi emblemático ouvir de alguns políticos, inclusive alguns bastante experimentados no Rio de Janeiro, que estavam nessa cerimônia ontem, conversaram ali comigo rapidamente no Palácio Guanabara. Foi um evento bem caótico nesse sentido.
mas me dizendo, né? Nunca vi uma crise dessas. Eu guardei essa palavra de um experiente deputado, uma figura que viu ali a alerja ter dez deputados presos de uma vez só, né? Uma pessoa que estava ali no impeachment do Witzel e diz, olha, eu nunca vi uma crise desse tipo. Eu nunca vi algo como isso. E aí, por que ele diz isso? Porque nem esse deputado e nem nenhum outro cidadão que mora no Rio de Janeiro sabe quem será o nosso governador até dezembro.
Então, a política não sabe. Ele é um político de direita, conversei com outros ali, obviamente, o Cláudio Castro era do PL, você tinha um número muito maior e infinito de políticos de direita. E eles colocam o seguinte, mesmo com essa crise toda, se tiver eleição indireta para mandato tampão, é muito difícil que o grupo político do governador perca para qualquer nome apoiado pelo Eduardo Paes. Ele tem razão porque é uma questão matemática.
tem um número muito maior de deputados, junto com republicanos, inclusive, tem um número muito maior de deputados do que PSD, PT, PSOL, partes do MDB, que são os partidos que apoiariam um candidato apoiado pelo ex-prefeito Eduardo Paes. Então, é um cenário de total indefinição, em que as pessoas não sabem quem será o governador, mas há uma confiança desse grupo político de que o poder será mantido, de que eles, mesmo nessa confusão toda,
terem feito o vice renunciar para virar conselheiro do Tribunal de Contas, de o governador sair na véspera de um julgamento do Tribunal Superior Eleitoral que pode caçá-lo. Mesmo assim, eles têm uma certeza de que o poder vai permanecer com eles. E aí, Bianca, só para trazer aqui, nessas festas, quem vai é importante e quem não vai também. Quem não vai nessas festas, você marca uma despedida aqui, que não marque nunca,
uma despedida. Que eu não marque nunca também. Mas assim, que eu marco uma despedida. Aí quem não vai, claro que não gosta de mim, né? É feio. Quem vai, porque gosta de mim. Ótimo. Mas quem não vai, fica pra pôr aquela pessoa ali. Realmente, né? Eu achava ali que eu ia contar com ela, mas não posso. Não foi na minha despedida. Uma tropa grande não foi na despedida do Claudio Castro. Pra te citar três, quatro. Os quatro senadores do Rio de Janeiro. O Rio é um estado que tem quatro senadores, né? Porque o Romário,
Senador do Rio de Janeiro, se você lembra. É. Senador do estado do Rio de Janeiro. Ele escreve coluna para o jornal, para o Jornal Dia, né? Trabalhei lá, tenho maior carinho pelo Jornal Dia. Ele escreve uma coluna lá e virou notícia até na Espanha, porque ele pediu a convocação do Neymar, o Romário, senador da República. Só para lembrar. Mas ele está fora do cargo. Com parênteses. Isso. O Romário está fora do cargo. Aí quem assumiu foi o Bruno Bonetti, que é o primeiro suplente dele, uma figura,
fundamental do PL. Foi? Não, em Brasília. Flávio Bolsonaro. Foi? Não, em Brasília. Carlos Portinho, também senador do Rio. Não foi também, estava em Brasília. Carlos Portinho e Cláudio Castro não se dão bem, né? Então até dá pra entender o porquê dele não ter ido, mas emblemático. E o Cláudio Castro, que se coloca como bolsonarista, não falou o nome do Bolsonaro em nenhum momento, nos 20 minutos de fala que fez a imprensa ontem. Foi interessante,
porque passaram ali uma lista de perguntas que seriam feitas para o governador. A assessoria correu essa lista ali pedindo, olha, vai perguntar alguma coisa para o governador? Aí eu fui lá, me coloquei lá, né? Claro, na hora, né? Na hora você pensa. Aí eu falei, vou perguntar do Banco Master, do Rio Previdência. Tem um cara que ele indicou que está preso, preso, o ex-presidente do Rio Previdência. Falei, vou perguntar sobre isso. Aí, no fim das contas, todo mundo deu sua pergunta, mas ninguém perguntou nada,
chegou, falou 20 minutos, fez um balanço do seu governo e meteu o pé. Foi-se embora para a festa, deu para ouvir debaixo ali do Palácio Guanabara que ele cantou, não deu para ouvir exatamente o quê. E assim se encerraram os mais de 2 mil dias em que Cláudio Castro foi governador do estado do Rio de Janeiro. Só Sérgio Cabral e Leonel Brizola governaram o Rio por mais tempo do que Cláudio Castro. Teve tempo.
população que avalia.