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Desistência de Ratinho Júnior à eleição presidencial era 'bola cantada'

24 de março de 202611min
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Maria Cristina Fernandes fala sobre possível definição do PSD - presidido pelo ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab - sobe o nome do pré-candidato à eleição presidencial deste ano. Havia uma trinca de governadores na disputa pela vaga: Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; Ratinho Júnior, do Paraná; e Ronaldo Caiado, de Goiás. Com a desistência de Ratinho, ainda não se sabe quem seria o candidato. Ouça o comentário.

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Assuntos5
  • Saída de Ratinho JúniorSaída da disputa presidencial · Risco político ao estado · Perda de bases eleitorais · Estratégia de permanência no Paraná
  • Atuação de Lucia na políticaDefinição do pré-candidato · Disputa entre governadores · Viabilidade eleitoral · Voto centrista
  • Eduardo LeiteDois candidatos remanescentes · Impacto eleitoral diferente · Voto de Lula vs voto de Flávio · Viabilidade de 10% de votos
  • Perseguição política e Polícia FederalMoro e acusações · Pressão federal contra Bolsonaro · Delegado Ricardo Saadi · Ciclos políticos
  • Geraldo Alckmin - CandidaturaDiscussão sobre vice-presidência · Interesse de Lula · Estratégia em São Paulo · Viabilidade política
Transcrição19 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Maria Cristina Fernandes, boa tarde. Boa tarde, Tati. Fernando, boa tarde, ouvinte. Boa tarde. Bom, vai se desenhando aí uma possível definição do PSD presidido pelo ex-prefeito de São Paulo, ex-ministro Gilberto Kassab, sobre o nome do pré-candidato às eleições presidenciais deste ano. Havia uma trinca ali disputando essa vaga.

Rio Grande do Sul, Ratinho Júnior do Paraná e Ronaldo Caiado de Goiás, com quem Kassab se reúne hoje. Já dá pra bater o martelo, Maria Cristina? Ainda não, viu Tati? Tá sendo chamado aí o paredão Kassab, viu? Boa comparação. Um já caiu. Então, mas tava um pouco, era uma bola cantada essa desistência do governador do Paraná, o Ratinho Júnior.

A volta dos que não foram, porque nenhum político alça um voo nacional sem garantir que suas bases políticas estejam asseguradas. Então, ele corre o risco de perder o nacional e ficar sem nada no seu estado. E no Paraná, todo mundo dava como certo que se o Ratinho partisse para a disputa nacional,

do Sérgio Moro na disputa pelo governo do Estado. Porque, para o Flávio, não é interessante uma candidatura ratinho, que é uma candidatura que tinha chances de capturar esse chamado voto centrista, que é um voto que ele precisa atrair se ele quisesse eleger. Então, esse verniz de centrista ia se acabar. Então, o que lhe restava era apoiar o Moro,

e enfrentará lá o candidato do Ratinho. Como o Ratinho precisa eleger seu secretário, tudo indica que seja o candidato dele, ele chama-se Guto Silva, secretário da cidade, ele sabe que a disputa vai ser tão encarniçada lá que nem candidato ao Senado ele vai ser, uma candidatura que era certa. Ele tinha chances gigantes de se eleger senador e nem senador ele vai disputar porque ele quer ficar no mandato até o fim

se assim ele consegue emergir seu candidato. Por que tudo isso? Porque o que se diz do Moro é que ele vai entrar xerife no governo do Paraná. O governador xerife é para fazer devassa. E por isso o Ratinho quer permanecer lá para tentar evitar que isso aconteça. O Moro deixou a união e criou-se ao PL hoje, numa cerimônia com a presença de Paulo Bolsonaro.

E aí tem um fato curioso que é, gente, o ouvinte há de lembrar que o Moro saiu atirando do governo Bolsonaro, acusando o ex-presidente de pressioná-lo a interferir na Polícia Federal, porque a Polícia Federal estaria perseguindo os filhos dele. Particularmente, Cláudio Bolsonaro, que agora participou da sua filiação ao PNL e vai apoiá-lo no Paraná. Ou seja, o mundo da política dá voltas, não, Maria Cristina?

O Marcos Freire, que foi um antigo político do MDB de Pernambuco, dizia que a política é uma roda gigante, né? Para de rodar. Então, ele, o Flávio Bolsonaro, estava naquela ocasião sendo acossado pelo superintendente da Polícia Federal do Rio. Chama-se Ricardo Saad, este delegado.

cargo no governo Bolsonaro. E quando o presidente Lula assumiu, ele passou a ser diretor de corrupção da Polícia Federal, departamento que tem lá, da PF. E mais recentemente, quando o Calipula assumiu o Banco Central, ele passou a presidente do COAF, que é o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que tem tido, que detecta as movimentações suspeitas, e tem tido um papel crucial

No Master. Então, este superintendente que, digamos, foi um dos pivôs da saída do Moro do cargo por conta desse incômodo do Flávio, com a sua não interferência na PF. Então, tudo isso, assim, de fato vai ser uma disputa muito dura no Paraná e o Ratinho vai ficar.

e tudo isso estava desenhado. Não foi novidade. A gente estava acompanhando isso há algum tempo e isso era dado na política. Mas está sendo tratado como uma grande surpresa. E o PSD, como é que fica agora? Sobraram dois nesse paredão. O Ronaldo Caiado e o Eduardo Leite, governadores respectivamente de Goiás e do Rio Grande do Sul. Ainda não se sabe quem seria o candidato. São ambos governadores de mandato

foram reeleitos e estão no final do seu segundo mandato. Grosso modo, Caiado, uma candidatura de Caiado é melhor para o Lula porque tira votos do Flávio. Caiado é um candidato mais à direita. Uma candidatura Leite é melhor para o Flávio Bolsonaro pela razão inversa, porque tira votos de Lula. O Leite é um candidato que transita melhor no centro. A dúvida é se eles, de fato, vão ser candidatos.

conta bem de eleição, estima que para um candidato à presidência ajudar a eleger bancada de seu partido, ele precisa ter pelo menos 10% dos votos. E é isso que o Kassab tem, fazer bancada. É a bancada que garante recursos de fundo partidário, fundo eleitoral, isso, tempo de TV. Por isso, o que se diz no próprio partido, no PSD, é que se o candidato escolhido não se viabiliza,

não será mantido até o dia 4 de outubro. Tem gente ainda que fala que o Lula gostaria de levar o Kassab para ser vice dele na chapa presidencial. Quando o Lula alimenta essa coisa de, na última evento, que foi a filiação do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, filiação não, ao seu pré-lançamento como candidato ao governo de São Paulo, Lula mais uma vez voltou a falar que a vista aberta,

Ele gostaria que o Alckmin fosse, mas que o Alckmin precisaria discutir com Haddad a maneira como ele melhor pode ajudar a eleição aqui em São Paulo. Então, mais uma vez, deixou a coisa um pouquinho aberta, mas o fato é que ninguém aposta muitas fichas em que o Kassab venha a ser civilista. Primeiro porque está bom o Alckmin de vice e depois porque, de fato, o Kassab integrar uma chapa presidencial de um partido majoritariamente adicionado

direita não é interessante, não lhe traz vantagem. Agora, se der Caiado, gente, vai ser o encontro de dois candidatos da primeira disputa presidencial pós-democratização, que é a disputa de 89. Você, Tati e Fernando, vocês dois não eram nascidos, mas eles naquela disputa. Caiado surgiu no Cavalo Branco, concorrendo, curiosamente, pelo PSD.

Não era este de agora, mas o partido que abrigou a União Democrática Ruralista, que era o precursor da bancada ruralista. O DR. Exatamente. O Lula, naquela eleição, ele teve 76 mil votos e ele foi para o segundo turno contra o Collor. Caiado, ele fez uma campanha anticomunista em cima do seu cavalo branco,

voltos, ele ficou em décimo sétimo lugar. Muito bem. Bom, como Maria Cristina falou nos últimos minutos, muita água ainda vai passar por baixo dessa ponte e como eu gosto de dizer, ela estará de olho em todas as gotinhas pra fazer aqui esse Liga Pontos pra gente. Obrigada, Maria Cristina, e até a volta, né? Porque teremos aí uma semana e alguma coisa de folga, de férias. Me leva? Pois é. Vamos?

Monte no meu cavalo, gente. Meu cavalo branco. É, porque quando passa, dizem que você tem que, né? Tem que ir. O cavalo tá passando, você não vai montar? Eu que vou mesmo. Tá bom. Obrigada, Maria Cristina. Um beijo pra você. Descanse nesses próximos 10 dias e até a volta. Comecinho de abril. Beijo pra você. Até a volta. Beijo.

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