Vagas para governo, presidência da Alerj, TCE e Senado movimentam xadrez político no RJ
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Voltar a tratar de política aqui no CBN em Rio, com agora informações de Pedro Bonenberger. Bianca, vamos abrir aqui um classificado de empregos, viu, para os nossos políticos do Rio. Tem vaga para governo, para a presidência da LERJ, para a TCE, para Senado. Pode escolher uma festa boa, viu, Leandro Rezende e Bianca Santos. Vamos falar sobre os possíveis cenários que a gente vai ter a partir daqui com os dobramentos do Cláudio Castro, né?
A gente começa falando sobre a vaga ao Senado. Existe um cenário hipotético, falamos disso mais cedo, em que o governador, agora ex-governador,
governador possa competir ao Senado naquela candidatura sob júdice, que é quando alguém está devendo alguma coisa para a justiça eleitoral ali e tem que resolver essa pendência até a diplomação. Resta entender se o PR, o partido do Castro, vai seguir apostando no governador ao Senado. Uma candidatura sob júdice é considerada arriscada e pode não ser atrativa para a legenda. Uma das questões importantes é que, no caso da inelegibilidade que já temos para o Cláudio Castro, ele não pode ter acesso a recursos públicos.
o que enfraquece a possível candidatura, como explica para a gente o especialista em direito eleitoral, o advogado Guilherme Barcelos.
Bom, nos bastidores, dois nomes são cotados hoje pelo partido. O senador Carlos Portinho aguarda a decisão da legenda sobre o papel dele nas eleições, mas eu conversei com ele mais cedo, Leandro, ele me confirmou que fica no PL. Existia sem certeza, sabemos que ele fica, então já é um indício de alguma conversa que possa ser positiva para ele. Outro nome cotado é o ex-secretário de Polícia Civil, Felipe Cury. Ele já vinha sendo ventilado para deputado federal,
já confirmou que será candidato a deputado federal, mas ainda não escolheu o partido, não está afiliado a nenhum partido. Conversei com ele também mais cedo. Ele me disse que, por hora, é candidato a deputado federal e que não tem nenhuma inscrição e nenhuma legenda, mas que conversas estão em andamento. Vamos ver o que isso pode significar nos próximos dias. Outra vaga na mira, gente, é da presidência da Alerje. Rodrigo Acelar, caçado agora pelo Tribunal Eleitoral, abre esse espaço para que um novo presidente seja eleito.
Os deputados da Lerge precisam entender qual que vai ser ou quais vão ser as regras para aquele mandato tampão, porque a depender de quem pode se inscrever ou não para ser governador, muda-se o cenário. Por exemplo, o Guilherme Dallaroli pode ter que ser candidato a um mandato tampão pelo PL, se o Douglas Ruas não puder. E aí que está a questão, né? Se ele vai para a presidência da Lerge, se ele vai para o governo, isso tudo vai ficar definido pelo Supremo adiante e por isso ainda essa incerteza. E uma vaguinha que a gente não pode perder de mira, gente,
é a vaga do Tribunal de Contas do Estado. Domingos Brasão renunciou à vaga, abriu-se essa cadeira e agora ela está em jogo para ser negociada. Existe uma possibilidade, inclusive, para apaziguar os ânimos, Leandro Rezende, que o próprio Cláudio Castro eventualmente seja beneficiado por essa vaga. Não seja candidato ao Senado, por conta da ineligibilidade, mas ganha um carguinho ali, vitalício, bom salário, benefícios, um destino possível. Estamos falando de hipóteses aqui e até irônico, talvez,
se isso acontece, ele volta a ser colega do Tiago Pampolha, que é conselheiro do tribunal. São cenários possíveis, classificados de emprego abertos para os nossos políticos fluminenses, Leandro. Tem uma questão aí, essa possibilidade do Cláudio virar conselheiro do TCE. Isso foi um desenho lá atrás, quando estava rolando uma aproximação Castro e Eduardo Paes. Isso foi colocado também. Agora, com ele inelegível, pensa que os deputados, todos eles vão para as urnas também. Quem vai querer esse ônus de defender um cara que foi declarado inelegível?
e que não tem mais nada para te ajudar, porque ele não tem mais a caneta, ele não está mais no governo. Claro que ele tem ali vários prefeitos que são muito gratos a ele, do interior e tudo mais, mas por uma eleição, olha, o Claudio Castro nunca foi o favorito da família Bolsonaro, que é quem controla hoje os votos da direita do Rio de Janeiro. Para você ser um político de direita, você tem que bater o bumbo lá para os Bolsonaro. No Rio funciona assim e em boa parte do Brasil também.
Tribunal Superior Eleitoral, essa margem de possibilidades para o ex-governador do Rio de Janeiro, ela fica bastante apertada.