Sucessão no Rio: STF decidirá forma de escolha de governador tampão até 2026
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Ana Luísa Barreto
- Governadores Presos RioCristiano Zanin · Rodrigo Bacelar · Eduardo Paes · Douglas Ruas
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E no Rio de Janeiro, a repórter Ana Luísa Barreto. Informações importantes pra gente, Ana, boa tarde. Oi, Pétria, boa tarde pra você, boa tarde também pros nossos ouvintes. O Supremo Tribunal Federal vai decidir na segunda semana de abril de que forma vai ser escolhido o próximo governador do Rio que vai ficar no cargo até dezembro de dois mil e vinte e seis.
A dúvida agora é se essa escolha vai ser por eleição direta com voto da população ou indireta feita pelos deputados estaduais. A gente lembra que na sexta-feira o ministro do STF, Cristiano Zanin, suspendeu a eleição indireta até que o plenário analise o caso. Ele também determinou que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, continua como governador interino até a decisão final. Se o Supremo optar por uma eleição...
direta, os moradores do Estado vão precisar ir às urnas pelo menos duas vezes nesse ano, esse impasse que começou quando o ex-governador Cláudio Castro renunciou um dia antes de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que poderia caçar o mandato dele e pra parte dos ministros, essa saída foi uma manobra pra evitar a eleição direta.
Ao mesmo tempo, Petra, a Assembleia Legislativa do Rio também vive um momento de disputa. Nessa terça-feira vai acontecer a retotalização dos votos do ex-presidente da casa, Rodrigo Bacelar, ele que voltou a ser preso na sexta-feira, suspeito de vazar informações sobre operações contra o Comando Vermelho.
Bacelar, eu lembro, já tinha sido detido em dezembro, só que ele foi solto dias depois e agora com o mandato cassado ele perdeu então a proteção do cargo. Essa retotalização acontece quando a justiça eleitoral refaz toda a conta da eleição retirando os votos de um candidato que perdeu o mandato, nesse caso Rodrigo Bacelar.
Com isso, há mudança no chamado quociente eleitoral, que é a divisão do total de votos válidos pelo número de vagas a serem preenchidas na Alerj, definindo quantas vagas cada partido tem e isso pode alterar quem entra e quem sai da Assembleia. Essa nova divisão das cadeiras aumenta, claro, a disputa pelo comando da Alerj.
e também pelo governo do Estado nesse período. Os deputados estaduais nos bastidores já estão refazendo aí as contas, intensificando as articulações e os dois nomes mais cotados para a eleição de outubro, Eduardo Paes, do PSD, ex-prefeito da cidade do Rio, e Douglas Ruas, do PL, indicado por Cláudio Castro, já disseram que tem interesse, inclusive, em disputar o cargo de governador tampão caso uma eleição direta.
seja de fato convocada, mas isso tudo indica que só na segunda semana de abril que o STF vai escolher como vai ser escolhido o próximo governador do Rio de Janeiro.