Motoristas de App: 'Governo ainda tem dificuldade de conversar com esse público'
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Carol
Nadeja
Vera
Bruno Carazza
- Regulamentação de AplicativosUberização da economia · Novas formas de distribuição de produtos · Mudanças de preferências do consumidor · Mudanças de preferências dos trabalhadores · Crescimento das plataformas · Trabalhadores de aplicativo · Regulamentação de atividades de entrega e transporte · Remuneração mínima para trabalhadores de aplicativo · Contribuição previdenciária · Aversão a regras e regulamentação · Empreendedorismo e ser dono do próprio negócio · Resistência dos trabalhadores à regulamentação · Linguagem sindical no governo · Dificuldade de negociação com empresas de aplicativo · Crédito subsidiado para compra de veículos
- Preparativos eleitorais em São Tomé e PríncipePacote de estímulo para aquisição de novos veículos por taxistas e motoristas de aplicativo · Uberização da economia · Ano eleitoral · Estratégia populista · Auxílio taxista e caminhoneiro · Intervenção no preço dos combustíveis · Pacotes de bondade · Guerra na Ucrânia · Guerra no Irã · Intervenção no mercado de gasolina · Medidas voltadas para o curto prazo e reeleição · Ônus fiscal · Condução econômica · Banco Central e inflação · Juros
O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
Boa noite, Vera. Boa noite, Carol. Boa noite, Nadeja. E boa noite para você que está com a gente. Boa noite, Bruno. Boa noite. Bruno, o governo anunciou um pacote de estímulo para a aquisição de novos veículos por taxistas e motoristas de aplicativo. A gente sabe que essa questão da uberização da economia...
E a forma como falar com esses novos trabalhadores sempre foi um calcanhar de Aquiles para o PT e para a esquerda. De que forma esses projetos dialogam com essa tentativa do Lula e do governo de falar com esse público em pleno ano eleitoral?
Zé, Vera, a gente teve uma mudança profunda no Brasil nos últimos tempos, no Brasil não, no mundo, combinando questões relacionadas à tecnologia com novas formas de distribuição de produtos pelo comércio, pelo varejo, com mudanças de preferências do consumidor e também mudanças de preferência de parte do...
dos trabalhadores brasileiros. Então, isso que a gente chama de uberização, o crescimento dessas plataformas, sejam as plataformas de transporte, sejam as plataformas de entrega e outras também, porque agora isso se disseminou por diversas outras atividades, muda com as relações das pessoas com as empresas.
E há uma grande dificuldade do governo de entender esse novo processo. De um lado, a gente tem o crescimento dessas grandes empresas, dessas grandes plataformas que se tornam cada vez mais poderosas. A gente tem cada vez mais elas...
se tornando importantes para o deslocamento das pessoas, mas também para entregas, no caso do varejo. E no caso também dos trabalhadores, a gente tem um contingente grande de pessoas que passou a trabalhar para essas plataformas, a ofertar o seu trabalho por meio dessas plataformas. A gente tem dados tanto do IBGE como...
mostrando que a gente tem aí hoje no Brasil entre 2 milhões e 2 milhões e meio de pessoas que trabalham como motoristas de aplicativo ou como entregadores no Brasil. Um contingente muito grande de pessoas que têm desejos muito diferentes do velho trabalhador.
E o governo tem essa dificuldade de conversar com esse público, que além de tudo, principalmente no caso dos motoristas de aplicativo, é um público também formador de opinião. Isso é muito importante em um ano eleitoral com um país tão polarizado como a gente vive agora. Bruno, ao longo de todo o mandato, o governo Lula tentou passar aquela regulamentação das atividades de entrega, aplicativo de transporte e falhou. O governo teve muita dificuldade para dialogar com esse público.
Exatamente, Carol, e não só com o público, quanto com as próprias empresas. O governo veio no início do mandato com uma proposta de criar umas regras básicas, na verdade criar uma situação meio termo entre o trabalho autônomo, que não tem garantias nenhuma, e o trabalho da CLT, que tem direitos trabalhistas, uma série de vantagens.
Então o governo veio com uma proposta lidando com horários máximos de jornada, com uma remuneração mínima para esses trabalhadores, com um ponto muito importante também para o governo que é...
a instituição de uma contribuição previdenciária, porque esses trabalhadores em geral, eles não recolhem ou recolhem muito pouco para a Previdência, mas eles acabam acionando a Previdência quando tem problema ou acionarão quando eles se aposentarem. Então o governo veio com essa proposta.
trabalhadores, porque eles têm uma grande aversão a regras. Cresceu no Brasil essa ideia do empreendedorismo, de ser dono do seu próprio negócio, de você não ter patrão, de você ser dono da sua própria jornada de trabalho. Então, eles se colocaram avessos a essa proposta de regulamentação, temendo o governo entrando nessas relações.
E mais do que isso, temendo também a cobrança de impostos por causa do governo. Então, houve a resistência dos trabalhadores, o governo dialoga de forma difícil, ainda tem uma linguagem sindical muito forte dentro do governo, dentro do PT, dentro da esquerda.
Do outro lado, o governo também não conseguiu negociação por parte das empresas. As empresas são muito poderosas. Então, quando o governo veio com proposta de remuneração mínima, que é um pleito legítimo dos trabalhadores dos aplicativos, as empresas vetaram essa proposta no argumento de que aumenta o custo, que vai aumentar o preço do serviço. Então, o governo não conseguiu avançar nessa agenda.
Mais cedo, Bruno, um ouvinte nosso, que é motorista, ele escreveu para a gente, não é que ele estava contrário, mas ele fez uma ponderação. Ele disse, olha, quem eu conheço que faz isso, que dirige e tudo mais, ou já tem o carro que está financiando o carro, ou se não está financiando, se dirige com o carro alugado, é porque tem o nome sujo, não consegue tomar crédito. Então, acho que quando a gente for ver a procura disso, isso também vai ser o diagnóstico do quanto o governo conseguiu ouvir realmente a demanda dessa categoria, né, Bruno? E numa linha de ações que...
pode ser, de certa forma, considerada mais na linha populista, que inclusive o governo criticou na época que foi o Bolsonaro em 2022.
Exato, Nadeja. A história se repete aí, agora não mais com o Bolsonaro, mas com o Lula, nesse sentido. O Bolsonaro também fez sinalizações para esse público no ano de 2022, buscando a reeleição com popularidade em baixo. Então ele veio com auxílio taxista, com auxílio caminhoneiro, ele veio com intervenções para tentar segurar...
o preço dos combustíveis, naquela época havia a guerra na Ucrânia, e o governo Lula vem repetindo essa estratégia desses pacotes de bondade na mesma linha, não é a guerra da Ucrânia, agora é a guerra no Irã, e o governo seguindo com propostas para agradar esse público, no caso agora do crédito subsidiário.
para a compra de veículos, também na intervenção do mercado de gasolina. Então, a história é se repetindo e tanto no caso do Bolsonaro quanto no caso do Lula agora, medidas voltadas para o curto prazo, para a reeleição, que tem um ônus, tanto do ponto de vista fiscal quanto do ponto de vista da própria condução.
ver o Banco Central aí tentando segurar a inflação, com esse tipo de medida o governo está na posição contrária, o Banco Central pisando no freio, aumentando os juros e o governo pisando no acelerador com esse tipo de auxílio nesse ano eleitoral. É isso, Bruno Caraza com a gente todas as quartas-feiras, obrigada Bruno, até semana que vem.
Tem podcast que te inspira a conhecer lugares novos, a ir mais longe. É como o Dili EX5 EMI. Conheça o super híbrido Plugin com até 1.300 km de autonomia combinada, com conforto de primeira classe. E na cidade você roda no modo 100% elétrico. Com esse SUV, cada caminho leva você mais longe. Dili EX5 EMI. Sua grande jornada começa agora. Saiba mais em dilibrasil.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
BYD
Veículos elétricosDili
Dili EX5 EMI