‘Eleitor está tendo dificuldade de encontrar alguém que rompa a polarização’
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Cássia
Sada MEC
Merval Pereira
- Relação com o CongressoJogo político concentrado no Congresso · Presidente da República eleito com pouco a fazer · Governo tumultuado · Crise institucional · Governo de união nacional
- Cenário eleitoral em São PauloDificuldade em romper a polarização · Candidato alternativo · Lula · Flávio Bolsonaro · Antipetismo · Caiado · Zema · Joaquim Barbosa · Geraldo Alckmin · Haddad
- Impacto na direita e antipetismoCaminho ocupado pelo Flávio Bolsonaro · Apoio do pai · Antipetismo · Vulnerabilidade de Flávio Bolsonaro
- Delação de Daniel VorcaroDaniel Vorcaro · Relação além do que deveria ter tido
- Economia EUADificuldades na gestão da economia
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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. Momento da Política Com Mervão Pereira E aí, Mervão?
Tudo bom, Sada MEC? Boa tarde, ouvinte. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, Merval. A gente olhando o panorama eleitoral para a presidência da República, aparece o Lula como favorito depois desses percalços ocorridos na candidatura do Flávio Bolsonaro. Mas, por outro lado, o Lula está tendo dificuldades na gestão da economia e tal.
A pergunta, Merval, é a seguinte, você acha que nessa situação toda, estou me referindo à sua coluna de Hoje no Globo, a possibilidade de aparecer um candidato alternativo que supere a polarização política? Sr. Nenberg, essa é uma dificuldade que o eleitor está tendo há muito tempo. Encontrar alguém que rompa essa...
essa polarização e encontra um caminho. Está claro que existe um caminho que foi ocupado até agora pelo Flávio Bolsonaro. O Flávio, com o apoio do pai, pegou esse caminho de antipetismo e estava indo...
com bons resultados, até aparecer essa primeira revelação, que eu acho que vão acontecer outros fatos que se sucederão a esse, mostrando que ele tinha uma relação com o Vorcaro, muito além do que deveria ter tido. Mas, de qualquer maneira, o problema é o seguinte, há um caminho...
para disputar com Lula, com o PT, que é o caminho que o PSDB já trilhou e teve sempre 40% de votos no segundo turno e chegou perto de ganhar em algumas ocasiões e ganhou duas vezes no primeiro turno. Existe um público para isso.
para derrotar o PT, o antipetismo continua muito forte. Agora, parecia que era o Flávio, que está se mostrando vulnerável, como se temia, como a direita temia essa vulnerabilidade dele, por outras coisas que a gente conhecia, não sobre o Vorcaro, e agora o Vorcaro reforçou essa vulnerabilidade.
E existem dois candidatos, por enquanto, na direita, os ex-governadores Caiado e Zema, que vão disputar esse legado, se realmente a candidatura do Flávio se desmanchar, como tudo indica. Então, tem que ver se isso existe, se existe essa possibilidade, ou se existe alguém de fora.
O Joaquim Barbosa está achando que tem, se lançou candidato. Não creio que ele tenha essa capacidade. Já está muito tempo fora do noticiário e não parece ter essa força política. O partido dele não tem, a democracia cristã não tem nada, não tem televisão, não tem bancada, não tem coisa nenhuma. Acho que é difícil.
Mas até 4 de julho tem muita água para correr. Então, pode ser que apareça alguém, pode ser que surja alguma solução que não seja nem o Flávio, nem o Lula, por exemplo. O Lula, cada vez que o Flávio se enfraquece, a possibilidade do Lula concorrer aumenta. Já houve momentos em que...
provavelmente pensou em não disputar, mas agora ele parece que voltou a ser o favorito. Então, ele não tem razão para não disputar. Mas pode ser que aconteça alguma coisa, que ele não queira arriscar a carreira dele como a derrota na última eleição. Vamos ver. Eu acho que o Geraldo Alckmin, por exemplo,
que é o vice do Lula, seria um nome para pacificar o país, seria um nome para juntar a esquerda com a centro-direita, isolando o bolsonarismo, isolando o radicalismo. Mas a PT jamais aceitaria, se o Lula não pudesse concorrer por alguma razão ou não quisesse concorrer, o PT ia botar alguém dele.
ou Haddad de novo, ou o ministro da Educação, que falam muito do ex-governador de Pernambuco. Então, tem que ver o que vai acontecer. Agora, se ficar nessa história, o Lula acaba ganhando, porque se a direita...
não tiver um candidato forte, que no segundo turno una todo mundo, o Lula acaba ganhando. Agora, normalmente, vai para o segundo turno alguém de direita que vai ter o apoio de todo mundo, apesar dos pesares, contra o Lula. E aí o país vai continuar dividido e quem ganhar, ganhará por muito pouco. Herval Pereira.
Obrigado, Merval. Como você disse, até 4 de julho, quando se registram as candidaturas, ainda tem muita coisa a rolar. Mas uma coisa que parece certa é que vai ter uma eleição dentro da direita. É, esse é o problema. O presidente da República a ser eleito terá um Congresso muito mais à direita, majoritariamente à direita, o Senado, sobretudo.
E aí o jogo político vai se concentrar ali, no Congresso, mais uma vez. E o presidente da República eleito vai ter muito pouco a fazer. Se for de oposição, vai ter um trabalho danado, vai ser um governo tumultuado, como está sendo o Lula. Se for o Flávio, ou alguém da direita, se for o Flávio, vai ter o apoio e também vai ser um governo muito...
traumático, porque ele vai insistir em anistiar o pai, anistiar todo mundo na tentativa de golpe e isso vai dar uma crise institucional muito séria. E se for alguém da direita com mais capacidade de unir as pessoas e ter uma ideia de país mais de longo prazo, pode ser que a gente consiga avançar.
Ou então, se o Lula for e realizar realmente um governo de união nacional, coisa que ele prometeu e não cumpriu, pode ser que ele consiga equilibrar. Mas acho muito difícil, porque primeiro o PT é hegemônico, ele tenta controlar tudo. E segundo que o Lula não vai...
abrir o governo dele para outras forças, não ser aparentemente. Merval Pereira, obrigado, Merval. Até amanhã. Até amanhã, senhora. Em um mundo cheio de respostas, escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha. Fazemos perguntas que movem negócios com dados e inteligência aplicada. Saiba mais sobre a Trilha em trilhab3.com.br.
Dili
Dili EX5 EMITrilha