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Caso ‘Dark Horse’ começa a atingir eleitor independente e favorece Lula, avalia Bronzatto

22 de maio de 20268min
0:00 / 8:29
No Estúdio CBN, o diretor da sucursal do jornal O Globo em Brasília avalia os dados da nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira. É a primeira após desdobramentos do caso Master envolvendo Flávio Bolsonaro.

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Tatiana

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Thiago Bronzato

ComentaristaDiretor da sucursal do Jornal Globo em Brasília
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  • Pesquisas DatafolhaCaso Dark Horse · Flávio Bolsonaro · Lula · Daniel Vorcaro · Bolsonaro · Michele Bolsonaro · Tereza Cristina · Rogério Marinho · Tarcísio de Freitas · Ronaldo Caiado · Romeu Zema · Renan Santos
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O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Estamos com pesquisa Datafolha nesse 22 de maio de 2026 e daqui a pouquinho a gente vai atrasar um pouco a aula do professor Pasquale hoje para falar um pouco mais sobre os números da Datafolha que acabou de sair e a gente recebe aqui no nosso estúdio CBN o diretor da sucursal do Jornal Globo em Brasília, comentarista da CBN, Thiago Bronsato. Bem-vindo, Thiago, boa tarde.

Boa tarde, Tatiana. Boa tarde aos ouvintes. É um prazer estar aqui com vocês hoje. Bom, acredito que você já tenha olhado aí para os números. E, bem, me parece que essa vantagem que Lula ampliou sobre Flávio Bolsonaro é reflexo direto. Dá para dizer, melhor dizendo, que é reflexo direto da eclosão do caso Dark Horse?

Olha, Tatiana, é o primeiro sinal dado ali pela pesquisa da Tafolha divulgada hoje que já produziu o primeiro extraco mensurável na candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Até a semana passada, o senador vinha ali coladinho no Lula, né? Vinha disputando margem de votos. Só que agora ocorre a primeira inflexão, de acordo com a pesquisa da Tafolha.

E isso ocorre justamente depois da revelação das conversas do Flávio com o banqueiro Daniel Vocaro e também das versões conflitantes que o senador apresentou sobre o pedido de financiamento.

do filme do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Então esse é o primeiro retrato que a pesquisa da Tafolha consegue captar da extensão dessa crise toda. Antes a gente via ali um empate técnico do presidente Lula com o senador Flávio, mas agora a gente já começa a ver...

O presidente Lula surfando nessa crise do Flávio e abrindo uma vantagem de 47% para 43%. Não é ainda um retrato completo da crise, tanto numa campanha como em outra.

Os analistas ali nos bastidores dizem que esse estrago ainda será mais mensurado, porque ele pode se alastrar cada vez mais e furar a bolha. Mas a gente já consegue sim ter os primeiros sinais desse impacto aí que acabou colidindo na campanha do Flávio.

Quando a gente olha para as projeções no cenário de primeiro turno, o pré-candidato do PL caiu mais do que o pré-candidato do PT subiu. O que é que indica esse movimento, hein, Tiago? Porque não foi uma transferência direta, né? Não é que Lula subiu 3 e Flávio caiu 3. De 13 de maio para cá, Flávio caiu 4, Lula subiu 2.

Exatamente, é exatamente isso que eu estava explicando aqui, porque a gente não vê ainda o efeito completo dessa crise se alastrando ali pelos eleitores. Tem muitos eleitores ainda resistentes a ceder o voto e acreditar ali nesse escândalo. Mas assim, e também mostra que a eleição está longe de ser resolvida. A gente sabe que tem muitas variáveis pelo meio do caminho.

Mas eu acho que o dado mais importante do Datafolha mostra que, de fato, o escândalo furou a bolha e está realmente impactando ali os eleitores. Tem uma disputa pelo eleitor independente, que é aquele eleitor que não vai para a carreata, que não veste a camisa do PT e do PL e que tem dúvidas realmente em quem votar. À medida que surge um escândalo tão grande como esse, isso acaba também chegando a esse grupo de eleitor que é disputado pelos dois lados com muito afinco.

Então essa inflexão já mostra que realmente esse escândalo vai continuar gerando danos para a campanha do Flávio. Desde que veio à tona, algo que se cogita é a substituição do candidato do PL e o Datafolha mediu o desempenho da ex-primeira-dama Michele Bolsonaro.

ainda que na simulação de primeiro turno ela vá pior do que Flávio, ela marca 22% e Lula tem 41%, numa projeção de segundo turno eles têm desempenho bastante parecido. Ela teria 43% contra 48% de Lula. Que indicativo é esse nesse timing político, hein, Tiago?

Olha, esse é um bom ponto, Tatiana, porque a pesquisa mostra que a Michele não resolve automaticamente o problema do campo da direita.

No segundo turno, de fato, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro teria um desempenho parecido com o de Flávio contra o Lula, mas no primeiro turno ela iria pior. Ou seja, trocar o candidato pode até mudar o rosto da campanha e dar uma renovada nos áreas da oposição, mas necessariamente não vai mudar o cálculo eleitoral.

tinha ali uma pressão grande nos bastidores para você conseguir aferir esse impacto do escândalo. A própria cúpula do PL vinha falando de dar um prazo de 15 dias para fazer uma reavaliação do cenário, para saber se a candidatura do Flávio seria viável. Alguns nomes chegaram a ser especulados, como o da senadora Tereza Cristina, do próprio senador Rogério Marinho e o próprio nome da ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro.

Mas nenhum nome ainda conta com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é quem vai bater o martelo. O ex-presidente Jair Bolsonaro teve a chance lá atrás de indicar o governador de São Paulo, Tarsísio de Freitas, que era visto como um nome mais competitivo, com menor rejeição. Mas optou pelo Flávio justamente para manter o controle da franquia bolsonarista nas urnas. Então o que tudo indica é que o ex-presidente Jair Bolsonaro é que o ex-presidente Jair Bolsonaro

vai continuar insistindo, sim, na candidatura do Flávio, mesmo que a ex-primeira-dama aponte ali um quadro parecido com o de Flávio na disputa contra o Lula no segundo turno. Porque a decisão final vai caber ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que é o dono da franquia bolsonarista. E para a gente se despedir, Tiago, o que dizer daquele meião Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos? Até agora não decolaram, né?

Pois é, a terceira via continua ainda no acostamento dessa corrida. Eles têm se colocado, têm se movimentado, a gente viu o movimento do Romeu Zema tentando ali se posicionar, também se distanciar do Flávio para não ser contaminado por essa crise que pegou toda a oposição.

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também vinha criticando Flávio publicamente, mas isso não foi suficiente para eles ganharem tração nas pesquisas. Por enquanto, as candidaturas deles não parecem viáveis, mas a gente sabe que a eleição tem muita reviravolta. Eles continuam correndo, mas ainda continuam correndo no estacionamento. Perfeito.

Tiago Bronzato, diretor da escursal do Jornal Globo em Brasília, comentarista da CBN, falando sobre essa primeira pesquisa, data folha, depois que vieram à tona os áudios que mostram a relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o pré-candidato pelo PL, senador Flávio Bolsonaro. Tiago, obrigada, venha sempre ao Estúdio CBN. Boa tarde para você. Eu que agradeço. Até a próxima. Até.

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