Episódios de Política

Aliados do governo preparam ação contra derrubada de veto à Dosimetria somente após promulgação

01 de maio de 20264min
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Partidos ligados à base do governo estão estudando acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a derrubada do veto do presidente Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelos atos do 8 de janeiro e beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Participantes neste episódio5
B

Bruna

HostGestora de comunidade
A

Alberto Carlos de Almeida

ConvidadoCientista político
A

Alencar Santana

ConvidadoDeputado
P

Paulinho da Força

ConvidadoRelator da matéria
S

Samanta Klein

ReporterJornalista
Assuntos2
  • PL da DosimetriaDerrubada do veto presidencial · Redução de penas para atos de 8 de janeiro · Benefício a Jair Bolsonaro · Questionamento ao STF · Rito de repartição de vetos · Investigações sobre Davi Alcolumbre · Progressão de penas para facções
  • Judiciário e PolíticaEnfraquecimento do governo no Congresso · Fragmentação da base no Congresso · Recurso ao Judiciário após derrotas no voto · Judiciário como ator político · Alberto Carlos de Almeida
Transcrição14 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Continua em Brasília agora com a Samanta Klein falando da derrota do governo na votação do PL da dosimetria. Esse day after, né, Samanta? Boa tarde.

Oi, Bruna, boa tarde. Os partidos ligados à base do governo, alguns deles, PT e PSOL, estão estudando se vão ou não acionar o Supremo para tentar reverter a derrubada do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelos atos do 8 de janeiro e também beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com a derrubada do veto, a lei será promulgada e passará a valer. E se houver questionamento ao STF, os ministros terão que decidir se ela está ou não de acordo com a Constituição. Mas o que os partidos vão questionar é o rito.

que repartiu os vetos presidenciais. Uma manobra do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pouco antes da votação, possibilitou o benefício a Bolsonaro, mas, por outro lado, manteve barrado o trecho vetado por Lula, que permitiria a progressão de penas também para integrantes de facções e condenados por outros crimes hediondos.

O vice-líder do governo na Câmara, Alencar Santana, afirmou que os advogados do PT estão analisando o caso e um eventual questionamento deve ocorrer somente depois da promulgação da matéria. A equipe jurídica do PSOL também está avaliando a possibilidade de questionar a constitucionalidade do ato. Quem comenta é o vice-líder do PSOL, deputado Chico Alencar.

Não temos a sonora. Então, seguimos adiante, mas o que ele disse... Não obedeceu o devido processo legal, que é um preceito constitucional. Ou seja, você não pode parcelar um veto total. Você não pode apreciar partes desse veto total, tirando uns, botando outros, ao bel prazer de quem impõe lá a pauta. Esse é um elemento.

O outro é mais de fundo. Não pode, a nosso juízo, ter uma mitigação de pena depois dela já dada e todos os recursos apresentados.

Apesar disso, nos bastidores integrantes das siglas afirmaram que é difícil para o Supremo determinar que o rito foi ilegal. Ao mesmo tempo, em especial por conta desse momento bem delicado da relação entre o STF e o Congresso. Ao mesmo tempo, o relator da matéria, Paulinho da Força, também tem dito que o Supremo não tem demonstrado resistência ao texto que unificou crimes. Em especial...

o ponto sobre abolição violenta e golpe de Estado. Numa entrevista ao Jornal da CBN, hoje mais cedo, o cientista político Alberto Carlos de Almeida também ressaltou que o enfraquecimento do governo no Congresso, de sua articulação e até a fragmentação da base no Congresso faz com que o Supremo seja um ponto de judicialização de muitas matérias e também de críticas à própria Corte.

E aí se torna meio como, olha, a gente perde no voto aqui na Câmara e no Senado, mas a gente pode recorrer ao Judiciário, vamos dar um jeito por lá. E isso não havia no passado. E por que isso está ocorrendo hoje? Por conta das derrotas do governo, fundamentalmente isso é o mais importante, e aí o Judiciário se torna muito mais visível como ator político.

A redução das penas, vale dizer, não é automática, a lei inclusive precisa ser promulgada, mas as defesas dos condenados ou até o Ministério Público terão que ingressar com pedidos no Supremo e aí sim a corte, os ministros é que serão os responsáveis pelo recálculo das punições. Com vocês.

Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que, de fato, somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais. Em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.

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