Episódios de Política

Após prisão do deputado Thiago Rangel, Secretaria de Educação do Rio vai revisar contratos de obras em escolas

05 de maio de 20263min
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A Secretaria de Estado de Educação do Rio informou que começou a revisar contratos e procedimentos de obras em escolas estaduais, depois da prisão do deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, na manhã desta terça-feira (5).

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Participantes neste episódio3
A

Ana Carolina Tomé

HostJornalista
F

Fernando

ConvidadoJornalista
G

Gabriel Freitas

Reporter
Assuntos2
  • Prisão de Daniel BorcaroThiago Rangel · Secretaria de Estado de Educação do Rio · Operação Unha e Carne · fraudes em contratos de obras · Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes · Supremo Tribunal Federal · Rodrigo Bacelar · Assembleia Legislativa do Rio
  • Revisão de contratos de obras em escolasSecretaria de Estado de Educação do Rio · contratos de obras em escolas · teto de R$ 130 mil para pequenos reparos · Empresa de Obras Públicas do Estado
Transcrição9 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

A gente volta com informações no Rio de Janeiro sobre a prisão do deputado estadual Tiago Rangel do Avante. Acusação, fraudes no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do Rio. Gabriel Freitas tem os detalhes. Oi, Gabriel, boa tarde. Oi, boa tarde, Carol. Fernando, boa tarde a todos. Inclusive, Carol, a Secretaria Estadual de Educação aqui do estado, do Rio de Janeiro, informou que começou a revisar os contratos, começou também a revisar os procedimentos da pasta depois da prisão.

do deputado Tiago Rangel. Essa ação faz parte da quarta fase da Operação Unha e Carne, que também levou à prisão outras seis pessoas. De acordo com a Polícia Federal, o Tiago Rangel teria influência direta sobre obras e serviços em escolas da região norte e noroeste do estado, especialmente em campos dos goitacazes, que é a principal base política dele.

A suspeita é de um esquema em que contratos de obras e reparos eram direcionados para empresas já previamente escolhidas. Parte do dinheiro público pago nesses contratos teria voltado ao grupo investigado por meio de saques, transferências e movimentações envolvendo empresas.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, hoje, do Supremo Tribunal Federal, e incluiu sete mandados de prisão preventiva e doze de busca e apreensão. A decisão cita indícios de crimes como organização criminosa, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.

As investigações ganharam força depois da análise dos materiais que foram apreendidos lá na Assembleia Legislativa do Rio. Esses documentos estavam ligados a espaços do então presidente da casa, Rodrigo Bacelar, que foi preso e acabou caçado.

Entre os achados tem uma planilha com nomes de deputados e indicações de cargos no governo estadual e Rodrigo Bacelar está aparecendo como um possível elo nesse esquema, ainda que ele não seja alvo de prisão nessa quarta fase da operação. De acordo com a Polícia Federal, ele teria influência sobre a Secretaria de Educação e poderia ter atuado como intermediador na liberação de obras para Tiago Rangel.

Também há suspeitas de financiamento eleitoral de quase 3 milhões de reais para campanhas ligadas ao grupo político do deputado. E, claro, depois de toda a repercussão, a Secretaria Estadual de Educação anunciou também uma outra mudança. Pequenos reparos em escolas aqui do Estado agora vão ter um teto de 130 mil reais.

Acima disso, as obras passam a ser consideradas de maior porte e aí elas ficam sob responsabilidade da empresa de obras públicas do Estado numa tentativa de aumentar o controle. A defesa de Tiago Rangel está negando todas as acusações. Em nota, o gabinete do deputado disse que recebeu a prisão com surpresa e está argumentando que a atuação dele junto à Secretaria de Educação fazia parte do papel de fiscalização do mandato.

Já a Alerj informou em nota que está à disposição para colaborar com as investigações, Carol.