Alerj não deve salvar Thiago Rangel e nem planeja analisar prisão
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Bianca Santos
- Prisão de Daniel BorcaroTiago Rangel · Alerj · Polícia Federal · esquema de corrupção na Secretaria de Educação · distribuição de cargos públicos
- Compartilhamento de cargosRui Bulhões · Rodrigo Bacelar · Polícia Federal · Instituto de Pesos e Medidas (IPEM) · Júcia Gomes de Souza Figueiredo
- Operação contra VorcaroRodrigo Bacelar · Alerj · distribuição de cargos · Cláudio Castro
- Eleições 2024Eleições 2026 · Supremo Tribunal Federal
Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho. Que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais. Em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
Conversa de bastidor Queria eu falar de eleições 2026, né? Tinha coisa apurada, tinha coisa pra dizer, mas não dá. Eis que uma nova prisão aconteceu na Alerje, né? E essa mesma casa vai salvar Tiago Rangel? Tchau!
Dessa vez, não dessa vez, aquela cena que a gente viu em dezembro passado, Bianca, do então presidente da LES, Rodrigo Bacelá, sendo salvo por 42 votos favoráveis dos deputados contra 21 contrários, isso a gente não vai ver.
Dessa vez, já vimos em outras ocasiões também deputados presos que terminaram soltos por vontade da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Agora, algumas razões levam o deputado estadual Tiago Rangel, nas palavras dos deputados com quem eu conversei, a ser abandonado na estrada, a ficar de exemplo, e outras expressões que não convém aqui compartilhar com o visto do CBN Rio e do Conversa de Bastidor. Fato é...
que Tiago Rangel é um deputado de primeiro mandato, tem poucos votos, é o único representante do partido dele na casa, o Avante, e ele não deve ser solto pela Alerje. Não há clima para votar a soltura dele num cenário de indefinição política, uma vez que o destino do Estado do Rio de Janeiro está nas mãos...
do Supremo Tribunal Federal, que é quem vai dar a palavra sobre uma eleição direta ou indireta diante desse cenário de vacância que levou o desembargador Ricardo Couto ao poder. Além disso, há um temor de outros parlamentares de serem alvo de novas operações da Polícia Federal. Esse temor que paira na alerje desde que o Bacelar foi preso... É um fantasma, né? O fantasma está rondando ali. Bacelar foi preso, todo mundo, ai meu Deus.
Todo mundo não, para não colocar os 70 no mesmo balaio. Muitos. Ai, meu Deus. Porque o Bacelar tinha um estilo de distribuição de cargos, que eu vou trazer detalhes aqui. Nessa investigação da Polícia Federal mostra bem o estilo Bacelar de ser e como a operacionalização dessa máquina de distribuição de cargos funcionou no estado do Rio de Janeiro durante o governador Cláudio Castro.
Há um temor, se criou um temor, inclusive pelo fato do Tiago Rangel ter sido preso com um envolvimento num esquema de corrupção na Secretaria de Educação, que era um feudo do Bacelar durante o governo Cláudio Castro, um espaço do Rodrigo Bacelar, mas no qual...
Muitos deputados deram palpite também, como deram no Segurança Presente. Contei ontem, aqui, junto com reportagem do jornal O Globo, mas vários deputados indicaram cargos, abriram bases do Segurança Presente, tomaram para si bases do Segurança Presente. O Estado foi loteado.
Não é uma novidade do Cláudio Castro, mas a coisa chegou a um nível importante. Na investigação que levou o Tiago Rangel à prisão, a Polícia Federal faz uma radiografia da distribuição de cargos no Rio de Janeiro. Essa é uma análise que parte de uma planilha encontrada com o ex-chefe de gabinete de Rodrigo Bacelar, Rui Bulhões, que também foi preso nesta terça-feira.
Nessa planilha, havia de forma sistematizada a relação de deputados estaduais acompanhada de campos denominados com o que tem e o que está pedindo. O documento é de 2023, mas ele resume bem como Bacelá operava nos bastidores para distribuir cargos públicos.
Em 2023, o Tiago Rangel, preso ontem, possui a indicação da Superintendência Regional de Campos dos Goitacazes do Instituto de Pesos e Medidas. O IPEM tinha outros três carguinhos também, mas ele expandiu a sua atuação à medida em que Rodrigo Bacelá avançou dentro do governo Cláudio Castro.
Quando o presidente da Alerj emplaca a indicação de Roberta Barroso para a Secretaria de Educação em 2023, o Rangel consegue um espaço para indicar nomes para a Diretoria Regional de Educação Noroeste, uma área responsável por 13 municípios, 57 escolas e cerca de 3.200 servidores.
A indicada foi a Júcia Gomes de Souza Figueiredo, que se torna diretora regional de educação noroeste e, segundo a PF, é ela quem viabiliza as fraudes e o desvio de recursos públicos na educação.
Uma mensagem do Tiago Rangel para amigos que operavam nesse esquema, presos ontem também, junto com a Júcia. Ele diz o seguinte, continua aí do jeito que você tem que estar, tá ok? Tudo que acontecer dentro da regional, eu quero saber. Já avisei ao Marcelo agora que eu não tenho que dar satisfação a ninguém. Porque o deputado sou eu, a indicação é minha e quem manda sou eu.
Para a Polícia Federal, essa declaração evidencia que a nomeação de Júcia para o referido cargo decorreu de indicação direta de Tiago Rangel, o qual reafirma exercer controle hierárquico e poder sobre suas ações. E aí fica claro que ele tem ingerência na conduta dos envolvidos nesse caso.
Em nota, a defesa do deputado se diz, surpresa, nega qualquer ilícito. Mas fica o registro, Bianca, para além desse documento, para além da investigação da Polícia Federal, que se criou há anos no Rio de Janeiro um mecanismo de distribuição dos cargos públicos que não leva em consideração se as pessoas são ou não capacitadas para ocuparem determinados cargos. É apenas um deputado. Quer? Ele tem.
desde que ele apoie um presidente da LERJ, um governador. Essa forma de fazer política do Rio de Janeiro não foi inventada pelo governador Cláudio Castro, não foi. Mas nesse governo, essa parceria com o Bacelar, que está preso, isso se aprofundou de um modo dramático, tão dramático, que deixa a LERJ num cenário esdrúxulo de ontem, por exemplo, ter feito uma sessão legislativa de 25 minutos. Porque vai discutir o quê numa hora dessas?
E todo mundo meio quieto, né? Vai falar o quê? A situação é complicada, a Polícia Federal pediu, teve busca e apreensão, novas provas vão vir, não estão descartadas novas operações. A Alerj segue hoje, infelizmente, a um poder amedrontado com a possibilidade de avanço da Polícia Federal.
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