Expectativas da visita de Lula a Trump
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Fernando
Tátia
Maria Cristina Fernandes
- Encontro Lula e TrumpPL de Minerais Críticos · Terras raras · Indústria de tecnologia · Reserva mundial de minerais · Arnaldo Jardim
- Conferência de minerais críticosMarco regulatório · Terras raras · Indústria de tecnologia · Brasil · China
- Investimento americano Serra Verde· NegociosEmpresa americana · Projeto de lei · Conselho de análise
- Crime OrganizadoSegurança pública · Bandeira da direita · Senador Flávio Bolsonaro
- Minerais de Terras Raras e Estratégia Americana no BrasilTransferência de tecnologia · Agregação de valor · Investimentos de longo alcance
- História das intervenções americanas no IrãFracasso americano · Derrota geopolítica · Oriente Médio
- Sessão 301Prática predatória no PIX · Vantagens no agronegócio · Desmatamento · Marina Silva
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Maria Cristina, boa tarde. Boa tarde, Tati. Fernando, boa tarde, ouvinte. Maria Cristina hoje fala sobre as expectativas para esse encontro de amanhã, marcado para amanhã entre Lula e Trump. Mas ela vai partir do PL, Projeto de Minerais Críticos, que está na Câmara dos Deputados.
Esse deve ser um assunto a ser debatido pelos dois presidentes, né, Maria Cristina? Com certeza, Tátia. O embarque aconteceu agora na hora do almoço, né, em torno um pouco antes da uma da tarde. O presidente embarcou levando uma comitiva de cinco ministros, o diretor-geral da Polícia Federal e o... talvez o...
Aquilo que de mais interesse ele leva para o presidente americano estará em pauta hoje na Câmara dos Deputados, que é o projeto, que é o marco regulatório de exploração dos minerais estratégicos, entre os quais as chamadas terras raras, que são minerais muito importantes, essenciais para a indústria de tecnologia no mundo inteiro, particularmente nos Estados Unidos, que são desprovidos dessa matéria-prima.
e o Brasil tem a segunda maior reserva mundial depois da China. Este projeto é relatado pelo deputado Arnaldo Jardim, que relatou também na Câmara o projeto de lei da reciprocidade que deu a possibilidade ao Brasil de retaliar as tarifas de Trump lá quando...
em abril do ano passado. Então, são projetos que dotam a política externa brasileira e os temas estratégicos do país no cenário internacional de instrumentos para agir. É um parlamentar da base, não é um parlamentar da base governista, mas esse relatório foi traçado em comum acordo e visa a preservar que são mudanças, mas são mudanças, mas são mudanças, mas são mudanças, mudanças são mudanças, mudanças são mudanças, mudanças são mudanças, mudanças são mudanças, mudanças são mudanças, mudanças são mudanças são mudanças, mudanças são mudanças são mudanças, mudanças são mudanças são mudanças,
o interesse nacional, a agregação de valor para não transformar esses minerais estratégicos no minério de ferro, que é exportado do Brasil em natura, em lâminas no máximo, com pouco valor agregado, que também seja feita a transferência de tecnologia. O Brasil precisa dos investimentos para essa exploração. O Brasil não tem capital para fazer esse investimento, são investimentos de longo alcance.
e a expectativa é que, de fato, isso seja o principal interesse americano, o principal interesse brasileiro. Isso é o que os americanos querem e é atribuído à necessidade, digamos assim, de o Trump mudar de assunto, uma vez que, dois dias atrás, apenas o Marco Rubio, quer dizer, o encontro acontecerá dois dias depois, porque o Marco Rubio falou ontem, lá na Casa Branca, que a guerra lá, Irã, estava acabada. Bem,
Não é exatamente isso, porque a gente tem notícia de que os Estados Unidos não conseguiram o que queriam no Irã. Então, estão dando lá por o que ele disse, missão cumprida, que não tem mais muito o que fazer. É um visível fracasso americano no Irã. Então, o interesse aí é mudar um pouco a rota, mudar a pauta com um tema que, digamos, fortaleça.
estrategicamente os Estados Unidos frente a essa derrota geopolítica que foi essa intervenção no Oriente Médio. Esse projeto de lei permite ao Brasil dizer que o Brasil não discrimina o capital a ser investido por origem. Então, aceitará investimentos americanos e aceitará investimentos chineses.
Há essa percepção de que os Estados Unidos avaliam uma preferência brasileira pela China. Então, este é um ativo brasileiro nesta negociação. O que o presidente Lula quer, na verdade, além de eventuais promessas de investimento, acordos de investimento, é uma colaboração do governo americano para essa nova investida.
do governo brasileiro no crime organizado, esse pacote a ser anunciado na próxima semana, este aval americano à investida do governo Lula daria mais densidade, digamos, ao desempenho do governo nesta pauta, que é a principal bandeira da direita, é a principal preocupação do eleitor, é a segurança pública.
E, digamos assim, tentaria roubar um pouco o protagonismo da direita do senador Flávio Bolsonaro no tema, que tem alardeado a proximidade com o governo americano. Tem outro tema, que é a chamada Sessão 301, que é uma discussão de comércio entre os dois países, acusações, o Brasil é acusado de prática predatória no PIX.
e é acusado também de obter vantagens no agronegócio porque desmata. E o presidente vai explicar que esses dois temas, o PIX é um instrumento que alargou o consumo, alargou a bancarização da população, porque...
O governo americano alega que o PIX faz uma concorrência desleal com as bandeiras de cartão de crédito americanas. Então, esta é a acusação. E que o desmatamento, na verdade, só cai no governo dele. A ministra Marina Silva é absolutamente comprometida com este tema e o governo tem respaldado todas as políticas, todas as iniciativas do seu ministério.
É uma viagem que chega num momento importante para o Lula, porque é um momento logo depois da derrota do presidente na indicação do ministro Os Messias para o Supremo Tribunal Federal e permite ao Lula a chance de trazer a vitória num tema que pode ajudar esse discurso da soberania e chega também num momento importante para o Trump, que aliás foi quem marcou a viagem, né? Ali, à véspera do feriado.
ele marcou essa viagem porque também permitiria mudar esse assunto. Então, como é vantajoso para ambos, isso está alimentando a expectativa de que seja uma viagem com resultados, pelo menos suficientes para serem incorporados ao discurso de ambos os presidentes. Chance de uma cilada muito pouca pelo que a gente colhe.
porque, enfim, os Estados Unidos precisam desse ativo aí, que é de acordo, de memorandos de entendimento nesse setor de minerais estratégicos. Então, o Trump não ganharia muito impondo ao presidente nenhuma situação vejatória, como já o fez com o Zelensky, com o Ramaphosa, o Zelensky da Ucrânia, o Ramaphosa da África do Sul.
Então, não se vê muito o que o Trump teria a ganhar. É o encontro na Casa Branca, a exemplo desses todos que têm acontecido, aberto à imprensa. Daí este temor do que o Trump poderia vir a aprontar para o Lula. E digamos também que seja um governante com muito mais estrada e experiência nesse tipo de encontro do que...
aqueles que foram submetidos a este constrangimento pelo Trump. Maria Cristina, só adicionar aqui a necessidade que a gente precisa, do tanto que a gente precisa de uma regulamentação com relação aos metais críticos e também lembrar de como os Estados Unidos já estão a tempos de olho nos metais críticos brasileiros, foi a venda recente da mineradora Serra Verde por uma empresa americana por 2,8 bilhões de dólares. Tudo bem, é algo privado.
Mas simplesmente chegou, comprou, bateu o martelo, está vendido. Muito rápido. Eu até conversei ontem com um relator, o Arnaldo Jardim, perguntaria como é que a aprovação desse projeto, ela afeta este negócio. Ele disse, olha, uma vez que o negócio foi feito, não há como este projeto se aprovar, não retroagem. Se esta venda tivesse, se esse negócio tivesse sido feito na vivência...
desta provável lei, esta negociação teria que passar por um conselho que será criado pelo projeto de lei. A proposta, o parecer dele está lá, a proposta de um conselho que analisa, um conselho a ser formado por integrantes do Executivo, da iniciativa privada, do Legislativo, que...
Analisa essas propostas, coteja o interesse nacional, a perspectiva de investimento. E este conselho é que tem a autoridade para autorizar ou não o negócio. Como este de Goiás foi vendido a toque de caixa, justamente quando este projeto estava já encaixado para ser aprovado, o que submeteria a este conselho.
e esta venda não será afetada. Perfeito, perfeito. Obrigado, Maria Cristina. Até amanhã.
Eu que agradeço, Tati, Fernando. Até amanhã. Boa tarde, os ouvintes. Beijo. Maria Cristina Fernandes diariamente em Tudo É Política. Logo depois no Repórter CBN das duas e meia. Tem podcast que te inspira a conhecer lugares novos, a ir mais longe. É como o Dili EX5 EMI. Conheça o super híbrido Plugin com até 1.300 km de autonomia combinada com conforto de primeira classe.
E na cidade, você roda no modo 100% elétrico. Com esse SUV, cada caminho leva você mais longe. Dili EX5 EMI. Sua grande jornada começa agora. Saiba mais em dilibrasil.com.br No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
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