Operação que prendeu Ciro Nogueira coloca na fila outras lideranças do Centrão
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- Cenário eleitoral no Sul do BrasilLula · Flávio Bolsonaro · Terceira via · Sudeste · Nordeste · Sul · Centro-Oeste · Norte · Mulheres · Homens · Renda · Idade · Escolaridade · Minha Casa Minha Vida · Desenrola 2
- Indícios contra Ciro NogueiraCiro Nogueira · Centrão · Emenda Master · Daniel Vorcaro · Master
- Segurança Pública e Governo FederalDesenrola Dois · Reforma do Imposto de Renda · Encontro com Donald Trump · Combate ao crime organizado · Ministério da Segurança Pública · Investigações sobre Davi Alcolumbre
- Candidatura Flávio BolsonaroFlávio Bolsonaro · Bolsonaro · Caso Master · Nicolas Ferreira · Ricardo Salles
- Principais receios de violênciaViolência · Corrupção · Governo Federal
Empreender é aprender fazendo e nem sempre dá tempo de testar tudo. Por isso, vem aí o Esquenta Semana do MEI. Uma série de bate-papos com quem entende de gestão, finanças, marketing e formalização. Tudo explicado de um jeito simples, prático e pra você aplicar no mesmo dia. O conteúdo é gratuito e online, pra ouvir, entender e já sair fazendo. De 19 a 22 de maio. E aí MEI, bora resolver? Saiba mais em sebrae.com.br barra semana do MEI.
Como prometido, também estamos aqui com a Vera Magalhães, a quem desde já agradeço aqui, Vera, por ter aceitado o convite para logo cedo estar com a gente, olhando esses dados e ajudando o nosso ouvinte a entender o contexto. Bom dia para você. Oi.
Oi, Milton. Bom dia para você e para a Cássia, para os ouvintes, também para quem está acompanhando vocês pelos aplicativos de imagem. Bom dia, Vera. Vera, é o terceiro mês em seguida que nós vemos esse empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. Mas com algumas movimentações, eu queria que você destacasse o que você viu como mais importante.
Pois é, Milton, há movimentações tanto na avaliação do presidente e do seu governo quanto nas intenções de voto. Todas elas são residualmente positivas para o Lula, porque ele oscila positivamente em todos esses quesitos e o Flávio Bolsonaro tem uma leve oscilação dentro da margem de erro, mais para baixo nos cenários de primeiro e segundo turno. Então, o que a gente pode dizer é que de abril para cá, a situação do Lula é que a gente pode dizer é que a gente pode dizer é que a gente pode dizer
Melhorou um pouco, ainda é uma reeleição que é difícil, desafiadora, mas ele parece ter encontrado algumas pistas do que pode ser o caminho para a sua recuperação. As apostas do governo, principalmente, parecem bem-sucedidas no sentido de expectativas. E aquilo que foi a principal notícia para o presidente...
nesse período que vai de uma pesquisa até a outra, não surtiu nenhum impacto eleitoral. E aí até, diferentemente das expectativas de alguns analistas, eu mesma achava que a derrota do Jorge Messias no Senado...
criaria uma sensação de governo que acaba antes, poderia significar ali um ponto em que o Lula não conseguiria mais ter nenhuma governabilidade. E, no entanto, o que parece é que a maioria das pessoas não tomou conhecimento desse episódio, e a pesquisa diz isso, mais de 60.
Por cento, dizem que não tomaram conhecimento desse episódio e que isso não teve impacto. As outras notícias, as apostas do governo em medidas ali, principalmente na área econômica. E o encontro com o Donald Trump, principalmente, parecem ter garantido esse fôlego ao Lula. E agora ele está levemente, numericamente, à frente do Flávio Bolsonaro nos cenários de segundo turno e deixou para trás.
aqueles que pretendiam se apresentar como uma terceira via, mas que agora tem menos espaço ainda do que em abril. Então, a polarização afunilou, o número de pessoas que dizem que a sua decisão de voto definitiva aumentou e parece haver ainda menos espaço do pouquíssimo que já havia para um candidato se viabilizar no meio dessa polarização.
E o que nós observamos também na pesquisa aqui, eles perguntaram se as pessoas sabiam das investigações do caso Master em relação ao senador Ciro Nogueira, do Progressistas, que foi ministro do ex-presidente Jair Bolsonaro. E muita gente também não tomou conhecimento disso, né, Vera?
Exato. Seus escândalos, eles geralmente são compreendidos pela maioria da população que não é jornalista, ou não é político, ou não acompanha o noticiário ali de uma maneira em tempo integral. Eles são compreendidos de uma maneira fluida e muitas vezes até muito maniqueísta. O escândalo é ou do governo, ou é um escândalo do Congresso, um escândalo do Judiciário.
E o que a pesquisa Quest mostra é que o escândalo do Master atinge indistintamente todo mundo. A maioria responde que é um escândalo que pega todos os poderes. Isso não deixa de ser bom para o Lula, porque a oposição por um tempo procurava, principalmente no caso do INSS, concentrar as tintas, carregar as tintas de que era um escândalo do Lulinha, um escândalo do governo Lula.
Mesmo a gente sabendo que foi um caso que começou lá no Bolsonaro. Então, para o governo, isso também é uma boa notícia, que os escândalos hoje não pesam mais no colo do Lula do que pesam, por exemplo, para o Supremo ou para o próprio Congresso. A coisa do desenrola dois me parece ser a aposta mais positiva do ponto de vista de promissora para o governo, porque 50% avaliam que é uma boa ideia.
E até na direita não bolsonarista e na direita bolsonarista, o programa é considerado positivo. Qual é a dificuldade aí? Qual é o senão que a gente como analista tem que apontar? A reforma do imposto de renda, aquela que isentou...
Quem ganhava até 5 mil reais colhia resultados até mais bonitões nas pesquisas. 70, 80% diziam que iam se beneficiar daquilo. E, no entanto, depois que ela veio, o número dos que dizem que realmente se beneficiaram é muito mais modesto. Então, uma coisa é a expectativa e a outra é a realidade. Mas, do ponto de vista de aposta, parece ser muito boa.
E também tem, talvez, mais impacto, eu estou falando aqui da questão do desenrola, um impacto mais longo do que, por exemplo, a notícia que foi mais positiva, de acordo com a pesquisa, que foi o encontro com o presidente Trump.
E por que eu estou falando isso? Porque eu vou pegar esse terceiro ponto aí que você chamou atenção, lá da isenção do imposto de renda. Que no início, muita gente conhecia, muita gente se dizia beneficiada, mas não tinha ali uma atração de positividade para o governo, de uma avaliação positiva para o governo, e até muita gente não entendia o porquê. Agora, nessa pesquisa aqui, o tema foi colocado de novo.
E já se começa a ver mais sinais positivos do que antes. Isso também tem muito a ver com a própria propaganda que o governo vem fazendo em cima desse tipo de medida. Talvez seja o que gere um impacto mais longevo de medidas que foram tomadas antes.
Eu acho que tem isso que você está falando. E tem essa coisa da maré, né, Milton? Se a pessoa, quando é abordada pelo pesquisador, entende que a maré está positiva para o governo ou negativa, ela tende a responder de um jeito que vai mais ou menos nessa linha. Por exemplo, agora a maioria das pessoas continua dizendo que ouviu mais notícias negativas do que positivas a respeito do Lula, mas estreitou bastante essa margem.
Então, eu acho que essa onda aí com o encontro do Trump, lançamentos de programas em bases quase diárias, deu para quem foi abordado pelo pesquisador da Quest uma sensação de que as coisas melhoraram para o governo. Porque, veja, não é racional você imaginar que de um mês para o outro, a reforma do imposto de renda surtiu algum efeito na vida da pessoa, não é isso.
Essa oscilação acho que se deve mais a essa percepção de que o vento melhorou um pouco para o Lula do que alguma outra coisa. Tem um aspecto que eu acho relevante da análise do quadro eleitoral. O Lula está empatando com o Flávio Bolsonaro na região sudeste. Isso não é pouca coisa. É esse território que é considerado o principal.
por todos os analistas políticos, por todos os estrategistas da campanha, pela esquerda e pela direita, vencer no Sudeste significa vencer no Brasil, porque o Lula vai sair com um caminhão de votos no Nordeste, vai perder no Sul forçosamente, provavelmente vai perder no Centro-Oeste e no Norte.
E o Sudeste, por ser a região com mais eleitores, é quem vai definir a eleição. E o Lula está em empate quase rigoroso com o Flávio Bolsonaro no Sudeste. Ele tem 34% no cômputo geral da região e o Flávio Bolsonaro...
35%. Aí a gente tem que ver a variação de São Paulo, Minas, Rio e Espírito Santo, porque não são estados que votam de maneira homogênea. Então, para o Lula é uma boa notícia isso, é uma boa notícia que ele melhorou muito entre as mulheres.
Ele abriu a boca do jacaré, que é como a gente usa a expressão, quando as curvas se afastam em relação ao Flávio Bolsonaro. E melhorou mesmo entre os homens que concentram a rejeição ao PT e ao Lula, mas ele está em empate com o Flávio Bolsonaro entre os homens. Em relação à renda, idade e escolaridade, ele melhorou em todas as faixas. Continua perdendo para o Flávio Bolsonaro apenas...
entre os mais ricos e mais escolarizados, mas melhorou nos setores médios, que provavelmente são os que se beneficiam mais de programas como Minha Casa Minha Vida e Desenrola 2.
Vera, tem outra coisa que chamou a minha atenção aqui na pesquisa, que já vinha aparecendo nas pesquisas anteriores da Quest, em relação à intenção de voto para o governo dos estados, que é a questão de a violência aparecer como a maior preocupação, nesse momento, dos brasileiros. Está na frente de corrupção, está na frente de outros temas importantes também.
Exatamente, o governo também já estava de olho nisso, isso aparecia nas pesquisas internas do Planalto e explica a ênfase que foi dada também nesse tema, nesse pacotão de medidas do Lula, o qual eu até me refiro na minha coluna de hoje no Globo. E o meu questionamento era tudo isso, as medidas vão na direção certa.
Elas parecem ser abrangentes, mas será que vai dar tempo dela surtir em efeito? Então o governo está apostando em acelerar as medidas para que dê tempo, Cássia. E aí ontem foi lançado um programa de combate ao crime organizado que foca na proposta de integração com os estados, mas enfatiza o papel do governo federal ao falar em estrangulamento financeiro e combate por meio de fronteiras, etc. O Lula...
também disse, e aí já é uma promessa que a gente pode dizer que é uma promessa de campanha, porque se você pensar numa mudança de estrutura do governo, faltando poucos meses para o fim do mandato, é uma proposta claramente eleitoreira e de campanha, que é a criação no Ministério da Segurança Pública, algo em que ele era muito hesitante, tinha gente que defendia, tinha gente que era contra.
mas que ele disse que se passar a PEC da Segurança no Senado, ela está segurada ali no Senado pelo Davi Alcolumbre, aí ele vai criar mesmo, vai dividir o Ministério da Justiça em dois e criar o Ministério da Segurança Pública. Então, o governo também está de olho, sabe que esse é um tema muito relevante, uma das maiores, se não a maior preocupação dos brasileiros.
Para fechar aqui essa nossa conversa, queria olhar o cenário para Flávio Bolsonaro, porque é importante lembrar, você veja, tudo que nós estamos tratando aqui são medidas adotadas pelo governo federal. O governo é que tem a caneta, o Flávio Bolsonaro não tem a caneta, está do outro lado.
campanha andando de lado, diríamos assim. Apesar disso, todo o movimento que aconteceu aqui foi dentro da margem de erro. Ou seja, não dá para dizer que Flávio teve perdas significativas, pelo menos nessa rodada aqui da pesquisa.
É, parece que mais o governo se mexeu para a direita do que ele se mexeu para a esquerda, e aí eu não estou falando nem em termos ideológicos, mas em termos do ponteiro mesmo, de ir para frente ou para trás. Ele realmente está quieto, tentando escapar ali das cascas de banana que existem também no campo da direita, né, Milton, se você imaginar.
que o caso Máster é um caso que atinge aliados do bolsonarismo fortemente e que isso ainda não chegou num núcleo que pode ser mais próximo ao Flávio Bolsonaro, que é o do Rio de Janeiro. E existe uma preocupação do lado deles com isso.
Se você imaginar que tem todas essas tretas da direita que vão se avolumando a cada dia, que são do próprio clã Bolsonaro, entre ele e a Michele, mas também entre expoentes ruidosos nas redes sociais, como Nicolas Ferreira, Ricardo Salles e outros, ele também tem motivos para imaginar que a campanha não vai ser um mar de rosas para ele.
vai ser confrontado com todo aquele passado de negação da ciência, de negação das instituições por parte do pai dele, Jair Bolsonaro. Então, isso para ele ainda não começou, ele está tentando retardar esse momento em que ele vai ser alvo.
Mas a estratégia do governo é combinada, eu falo disso na minha coluna também. Ela tem dois tempos, um tempo é o da melhora das entregas, com esses programas que a gente está analisando, e o outro é de começar a tentativa de desconstrução.
do senador Flávio Bolsonaro. Esse começou ainda de forma lateral. Quem está atacando o Flávio Bolsonaro são os aliados do Lula. O Lula está procurando ser mais presidente do que candidato nesse momento. Mas vai chegar um momento em que esse confronto direto vai começar. E aí a gente tem que ver a resiliência do Flávio Bolsonaro.
Se ele tem força própria para permanecer em situação de empate técnico com o presidente da República que tem a caneta, como você bem disse, ou se aí ele vai começar algum nível de desidratação. No campo da rejeição, que é sempre muito importante da gente olhar e que ajuda a gente a entender isso que você está falando, Lula deu uma também leve melhorada e a rejeição do Flávio Bolsonaro subiu um pouquinho.
Então, ele não tem muita razão para comemorar essa rodada específica da pesquisa, embora o cenário geral de várias pesquisas acumulado seja positivo para ele por conseguir esse empate tão cedo. Muito obrigado, Vera Magalhães, pela sua análise. Um bom dia para você. Hoje tem CBN Brasil?
Tem CBN Brasil, tem ponto final. Hoje eu tô na escala 6x1 aqui nessa rádio. Abraços, até mais. Um beijo. Falou que nem o Cortella agora. Abraços. Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você.
Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.