JK foi assassinado pela ditadura militar, aponta relatório que diverge de versão de acidente de carro
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Carol
Ana Carolina Tomé
- Morte Luis Felipe MachadoJuscelino Kubitschek · Ditadura militar · Relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos · Comissão Nacional da Verdade · Operação Condor · Geraldo Ribeiro
- Projeto DNA do BrasilBrasília · Juscelino Kubitschek
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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. Vamos à Brasília com a Ana Carolina Tomé. Ela tem informações sobre um novo relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos a respeito da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek em 1976. Até então, né, Ana, o que a gente tinha na conclusão da Comissão Nacional da Verdade de que ele foi vítima de um acidente automobilístico, mas agora a conclusão é de assassinato pela ditadura militar, né? Boa tarde pra você.
É isso mesmo, Carol. Boa tarde para você, boa tarde aos nossos ouvintes. Esse relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos diverge das conclusões apresentadas pela Comissão Nacional da Verdade. Então, até hoje, de fato, tinha essa versão oficial sustentada de que o político morreu em razão de um acidente de carro, mas, na verdade, ele teria sido, segundo esse relatório, assassinado lá em 1976 pela ditadura militar.
As informações foram reveladas pelo jornal Folha de São Paulo e confirmadas pelo Globo. A relatora do caso envolvendo o ex-presidente, a doutora em História, Maria Cecília Adão, que desde 2024 trabalha de forma articulada com pesquisadores do tema, a fim de oferecer um relatório sobre esse caso. Segundo uma nota da comissão divulgada nesta sexta-feira, o relatório com uma extensa documentação foi apreciado em uma reunião ordinária no dia 1º de abril deste ano.
Os integrantes, no entanto, quiseram avisar os familiares sobre o conteúdo das apurações reunidas em todas as documentações antes da votação. De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o relatório ainda segue em análise e ainda não foi submetido, então, à votação. Ao final da deliberação, as provas produzidas pela comissão durante os trabalhos serão, então, divulgadas.
Segundo o jornal Globo, uma reunião chegou a ser agendada para o dia 24 de abril em São Paulo, mas foi adiada a pedido dos integrantes, que alegaram a necessidade de mais tempo para analisar o relatório de mais de 5 mil páginas. Juscelino Kubitschek ficou conhecido pelo lema 50 anos em 5 e pela construção aqui de Brasília durante o período em que presidiu o Brasil.
Ele morreu em 22 de agosto de 1976 em plena ditadura militar brasileira e no contexto da Operação Condor, período marcado por perseguições, tortura e eliminação de adversários políticos. Então, no carro em que JK estava, também morreu o motorista do veículo, Geraldo Ribeiro. A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos foi criada para reconhecer casos de mortos e desaparecidos políticos durante a ditadura militar.
e também auxiliar na busca e localização dos corpos das vítimas. O colegiado é formado por sete integrantes, indicados pela Presidência da República, com representantes do Ministério da Defesa, da Comissão de Direitos Humanos, da Câmara dos Deputados, do Ministério Público Federal, além de pessoas ligadas a famílias de mortos e desaparecidos políticos e membros da sociedade civil. Carol.
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