Episódios de Política

Governo interino do RJ barra licitação de R$ 49,5 milhões para aluguel de viaturas do Segurança Presente

13 de maio de 20267min
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Dividido em lotes, o contrato poderia chegar a R$ 49,5 milhões para a locação de 137 automóveis por 30 meses.

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Participantes neste episódio2
L

Leandro

HostJornalista
B

Bianca

ConvidadoJornalista
Assuntos3
  • Licitação de viaturas no RJGoverno interino Ricardo Couto · Segurança Presente · Operação Lei Seca · RJ para todos · Suspensão de licitação · Irregularidades em licitações · Sobrepreço em contratos
  • Negociação de Contratos da Eneva com o TCUAndré Moura · Pesquisa de mercado · Cotações incompatíveis · Risco de sobrepreço
  • Cortes na máquina pública do RJRicardo Couto · Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) · Douglas Ruas · Exonerações
Transcrição20 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho. Que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais. Em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.

Conversa de Bastidor Vou falar de dinheiro hoje Vamos, é Porque governo interino Ricardo Couto, de Ricardo Couto Tá Travando um monte de licitação Tá de olho na grana Isso Sub

Bianca, e é um olhar que agora, 11 horas e 25 minutos, para você que está ouvindo o Conversa de Bastidor, em formato de podcast, só se situar. Hoje é quarta-feira e daqui a pouquinho, hoje é quarta-feira, 13 de maio, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro vai reagir a essa série de cortes que o governador Ricardo Couto está fazendo na máquina pública do Estado do Rio de Janeiro.

É uma comissão que está sendo criada lá na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para mostrar o seguinte, olha, está cortando gastos do Executivo, mas tem que cortar do Judiciário também e do Legislativo. Vamos dar um jeito aqui de incluir. O Douglas Ruas, presidente da Alerj, vai fazer isso, porque a política do Rio de Janeiro está...

realmente é empolvorosa e estarecida com o volume dos cortes que têm sido feitos e com as ações que têm sido feitas pelo governador interino Ricardo Couto. Já estamos perto de 2 mil exonerações desde o mês de março.

e muitos contratos sob suspeita. Muitos. Pensei nas apurações que fiz ao longo dos últimos dias, um para trazer os detalhes aqui de como é que funciona a máquina pública do Rio de Janeiro e o que o governo interino conseguiu encontrar.

Foi anulada, na semana passada, uma licitação para o aluguel de veículos destinados ao segurança presente e a outros programas estaduais após o governo interino identificar uma série de irregularidades. Valor. Divididos em lotes, o contrato poderia chegar a R$ 49,5 milhões para alocação de 137 automóveis por 30 meses.

vans e carros. No despacho, na última quinta-feira, a Subsecretaria de Gestão Administrativa e Financeira da Secretaria de Governo, sob a gestão do desembargador Ricardo Couto, recomendou a suspensão do processo após identificar erros na pesquisa de mercado, uso de cotações incompatíveis e o risco de sobrepreço. Além disso, o documento também menciona que o segurança presente saiu da Secretaria de Governo, foi para a Polícia Militar.

Para que o segurança presente queria alugar carro? E para que outros programas também queriam? Por exemplo, os carros alugados serviriam para atender as equipes que prestam serviço à população no segurança presente. Atuam na Operação Lei Seca, dentre outras finalidades. Tem um programa também para atendimento à população em situação de rua, RJ para todos. Todo mundo ia ter van, carro, tudo alugado pelo Estado do Rio.

A auditoria encontrou 50 inconsistências, 50 inconsistências nessa licitação. Assim, eles suspenderam uma parte da concorrência, que em fevereiro foi vencida por uma empresa que iria ceder dezenas de vans ao estado do Rio de Janeiro. Há indícios de distorção na pesquisa de preços, conduzida pela gestão André Moura, na Secretaria de Governo.

E uma elevação artificial dos custos que poderia fazer com que o contribuinte do Estado do Rio de Janeiro pagasse 34% a mais do que deveria pagar para alugar esses veículos. Ao suspender essa licitação, o governo interino questiona, por exemplo, por que o Estado tem que alugar veículos zero quilômetro.

Por quê? O que eles dizem é, ora, se eles estão querendo alugar só veículos zero quilômetro, isso reduz o número de empresas aptas a competir, especialmente por se tratar de uma locação e não de uma aquisição de veículos. Há ainda um registro que me chamou muito a atenção. Setores técnicos aprovaram relatórios feitos de qualquer maneira para essa licitação e palavras da atual subsecretaria lavaram as mãos sobre o que estava...

sendo colocado ali por uma licitação totalmente enviesada. Diante desse cenário, o governo do Rio determinou que não se faça nenhuma contratação de empresa para o aluguel de veículos até uma nova autorização expressa da autoridade competente.

Essa licitação foi aberta em fevereiro do ano passado, sob a gestão André Moura, que deixou o governo do Rio de Janeiro para ser candidato ao Senado por Sergipe. Entrei em contato com ele e não houve ainda retorno se houver manifestação, já que é uma licitação aberta no governo dele, na secretaria dele. A gente, claro, registra aqui dentro do CBN Rio.

O governo do Estado, atual governo, Ricardo Couto, mandou uma nota aqui para a gente. Inclusive, eu perdi ela de vista aqui, mas eu registro rapidamente. Vai procurando. Enquanto isso, eu fico aqui me perguntando, como é que pode a gente ter normalizado esse tipo de coisa, sobrepreço?

Porque na nossa vida pessoal, Leandro, a primeira coisa que a gente faz é correr atrás dos menores preços. Peixinchar, por exemplo, vou alugar um carro, deixa eu ver aqui o menor preço. Por que que nos governos, em geral, e a gente vê nessa licitação específica, esse sobrepreço está normalizado e aí se paga muito mais caro?

É o nosso dinheiro envolvido. E aí a Secretaria de Governo percebeu que a gente ia ter um desperdício de dinheiro público e anulou essa licitação. Diz ainda a Secretaria que todos os processos de contratação e licitação estão passando por análise técnica e administrativa e que medidas administrativas vêm sendo tomadas.

A Secretaria reforça ainda que a análise em andamento não impacta a continuidade do segurança presente e da operação Liceca e demais estratégias do Estado que estavam dentro dessa licitação. Muito interessante essa apuração, Leandro.

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