Subprocurador pede que TCU investigue financiamento de filme sobre Bolsonaro
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Eduardo Bolsonaro
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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. Muito bom dia. Seja bem-vindo ao Jornal da CBN deste sábado, 16 de maio de 2026. Nós vamos juntos aqui nesta manhã com muita informação, prestação de serviço e o que você precisa saber para ficar muito bem informado. Vamos aos destaques do dia.
O Tribunal de Contas da União pode investigar possíveis irregularidades no financiamento do filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi feito pelo subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Furtado.
Ele alega que houve utilização indireta de dinheiro público, investimentos ligados ao Banco Master e suposta ocultação da origem dos recursos aportados no longa-metragem. O subprocurador apontou as contradições entre declarações do senador Flávio Bolsonaro
e dos produtores do filme que negaram ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal já investiga se parte dos 61 milhões de reais transferidos a um fundo nos Estados Unidos foi desviada para pagar despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro.
Ontem, o ex-deputado admitiu ter assinado como produtor executivo do filme. A declaração contradiz a versão anterior do político que afirmava ter apenas cedido direitos de imagem. Documentos revelados pelo site Intercept Brasil
mostram que o contrato assinado no início de 2024 com a produtora norte-americana Go Up também dava a Eduardo Poderes sobre a definição de orçamento, gestão financeira e estratégias de financiamento. No contrato, o ex-deputado aparece como produtor executivo ao lado do deputado federal Mário Frias, do PL, ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro.
Na quinta-feira, em uma rede social, Eduardo Bolsonaro disse que apenas cedeu seus direitos de imagem para o filme. Mas ontem, depois da divulgação deste contrato, ele admitiu que assinou o documento como produtor executivo do longa apenas para garantir que o diretor continuasse trabalhando no projeto do filme.
Eu peguei 350 mil reais, transformei em cerca de 50 mil dólares e mandei para os Estados Unidos. Por quê? Para garantir o contrato com o diretor de Hollywood, para que ele pudesse fazer o roteiro, começar a rascunhar, desenhar essa história que lá na frente, se conseguimos, seamos um investidor ou um grupo de investidores, fazer o filme acontecer.
O ex-deputado afirmou ter deixado a posição de produtor executivo quando o dinheiro do filme passou a ser direcionado para o fundo administrado pelo advogado dele. Estava chegando no final desse contrato, nós iremos perder o diretor de Hollywood quando surgiu a possibilidade de um grande investidor vir a nos ajudar a fazer o filme, que depois acabou.
era com a produtora, que basicamente disse o seguinte, Eduardo, bota esse dinheiro aqui, como o risco está 100% seu, eu vou te garantir de você ser diretor executivo do filme. Quando essa estrutura passou a ser uma estrutura de fundo de investimento, começou a ter outra estrutura, eu saí dessa posição de diretor executivo, que era o contrato antigo com a produtora.
E passei então a ser somente uma pessoa que assinou a sua sessão de direitos autorais para que um ator pudesse me representar no filme e depois eu não processasse o filme. O deputado cassado Eduardo Bolsonaro diz que já recebeu de volta os 50 mil dólares que havia investido inicialmente no filme e negou ter usado dinheiro destinado à obra por Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master.
Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro é mentiroso. Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro deste fundo que foi criado nos Estados Unidos está mentindo para você. Eu recebi o dinheiro de volta por conta do contrato com a produtora, mas isso não passou pelo fundo. E recebi o dinheiro que era meu. Eu acho até que nem foi corrigido esse dinheiro, inclusive. 100% do risco, 50 mil dólares para mim faz falta.
É por isso que a gente conseguiu confeccionar esse filme. Em nota, o deputado Mário Frias disse que Eduardo Bolsonaro não é e nunca foi produtor executivo da produção do filme Dark Horse, bem como nunca recebeu qualquer quantia do fundo de investimento cujo produto privado final é o filme. Ao contrário do que disse quando o áudio de Flávio Bolsonaro veio à tona,
Mário Frias admite que o filme recebeu dinheiro de Vorcaro, mas alega que foi por meio do fundo administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Em entrevista ao canal do jornalista Cláudio Dantas, Mário Frias admitiu que conversou com Vorcaro e negou que tenha havido contrapartida política pelo investimento milionário.
Quando conversamos, disse, pô, a melhor estrutura é a que vocês criaram de fundo, porque pelo menos ninguém vai vir encher o meu saco, entendeu? Só que não é ele que investe no CNPJ do filme, no fundo do filme. É a Emper que investiu. Então veja, o fundo é um private equity, ou seja, são pessoas que fazem investimento privado e querem sigilo e que querem proteção jurídica.
O fundo tem um objetivo único e exclusivo de investimento no filme. Não existe, pelo amor de Deus, como as pessoas gostam de especular e mentir somente para atacar politicamente o Eduardo e atacar o Flávio. Não existe, na razão do fundo, nenhuma possibilidade do fundo dar um dinheiro para um CPF. Não, não existe contrapartida política.
O senador Flávio Bolsonaro apresentou uma nova versão sobre possíveis contatos com o banqueiro Daniel Vorcaro e passou a admitir a possibilidade de surgirem novos registros de contato entre eles. Após a crise provocada pela divulgação de um áudio em que ele pede o dinheiro,
o parlamentar havia minimizado a possibilidade de novos desdobramentos. Flávio afirmou a aliados e integrantes da pré-campanha presidencial que o episódio envolvendo o filme Dark Horse foi o único contato relevante com o Vorcaro. Mas, em entrevista à CNN Brasil, o pré-candidato reconheceu que podem existir outros registros de interação com o banqueiro.
Então pode surgir, pode vazar novas conversas, pode vazar um videozinho mostrando o estúdio que eu possa ter enviado para ele, algum encontro que eu possa ter tido com ele, foi tudo sempre para tratar essencialmente e somente, tão somente, exclusivamente do filme. Então não tem nada a esconder, não vai ter surpresinha, não virão coisas novas.
O primeiro compromisso de campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro após a divulgação das conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro foi em Campinas, no interior de São Paulo. O senador participou do lançamento da pré-candidatura do deputado Guilherme Derritte ao Senado. Ao lado do senador Sérgio Moro e do governador Tarcísio de Freitas, o pré-candidato defendeu o filme do pai, bancado pelo dono do Master, e atacou o site Intercept Brasil, que revelou a transação.
Mais cedo, no Rio de Janeiro, Flávio disse que não tinha que explicar nada sobre o episódio com o Vorcaro.
Tem que justificar nada para ninguém. Foi uma época lá atrás que eu busquei um investidor, quando o Vorcaro era a pessoa que circulava dentro de autoridades, a pessoa que era até cortejada em todo o Brasil, foi nessa época. Porque foram feitos investimentos privados, mais uma vez. Você comprou um carro, você tem que falar para todo mundo? Você investiu em alguma coisa, em rendimento no seu banco, você tem que falar para todo mundo?
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, abriu uma investigação preliminar para apurar repasses de emendas parlamentares para ONGs ligadas à produtora do filme de Jair Bolsonaro. Em 2024, o deputado federal Mário Frias destinou duas emendas, que somam R$ 2 milhões para a ONG Instituto Conhecer Brasil. A entidade é presidida por Carina Ferreira da Gama, produtora de Dark Horse e uma das sócias da Go Up.
O STF tenta, desde o dia 21 de março, intimar Mário Frias para que ele esclareça a destinação das emendas. Atualmente, o deputado está no Bahrein, no Oriente Médio. O ex-ator viajou em missão oficial, autorizada pela Câmara dos Deputados para cumprir a agenda no Parlamento do país e no Comitê de Desenvolvimento Econômico. Seis horas, nove minutos.
E o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, gravou um vídeo para rebater as conclusões da Polícia Federal na Operação Sem Refino, que investiga fraude fiscal e corrupção envolvendo o grupo Refit. Alvo de um mandado de busca e apreensão, Castro afirmou ter absoluta convicção da legalidade de todos os atos praticados em sua gestão. O ex-governador classificou o relatório da Polícia Federal como ilações irresponsáveis e negou ter atuado politicamente para proteger os interesses do grupo empresarial.
comandado por Ricardo Magro, que teve a prisão decretada na operação. Após eu ter acesso à decisão da Justiça, posso afirmar que há algo estranho, muito estranho. No início da próxima semana, meu advogado irá à Brasília apresentar o memorial dos fatos imputados a mim e esclarecerá as relações irresponsáveis apresentadas pela autoridade policial.
Sobre a empresa alvo da operação de hoje, todos sabem que é uma das maiores devedoras do país e possui passivos com praticamente todos os estados e com a União. Mas adivinhem só, qual é o único estado que conseguiu cobrar impostos devidos por essa empresa? O estado do Rio de Janeiro. E isso só foi possível graças a um grande esforço nosso para cobrar essa dívida. Conseguimos garantir um acordo que já devolveu mais de um bilhão de reais aos cofres públicos.
Então pergunto, quem estaria beneficiando devedores e ao mesmo tendo, sendo o único a conseguir cobrar o pagamento de dívidas?
A Polícia Federal acusa o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, de usar a máquina pública para facilitar os crimes da refite. Segundo as investigações, o esquema envolvia integrantes da Secretaria Estadual de Fazenda, Procuradoria Geral do Estado, Instituto Estadual do Ambiente e até integrantes do Tribunal de Justiça do Rio. Durante a ação, os agentes apreenderam R$ 580 mil em dinheiro.
na casa do policial civil Maxwell Fernandes. No vídeo divulgado à noite, Cláudio Castro sugeriu que a operação sem refino tem motivações políticas. Em anos de eleição, infelizmente, esse expediente sempre é usado. Isso é triste, muito triste. Mesmo assim, continuo acreditando na justiça do meu país, hoje e sempre.
Seis horas, doze minutos. Você está acompanhando os destaques da manhã deste sábado aqui no Jornal da CBN. Consumidores que compraram produtos da IP suspensos pela Anvisa podem pedir reembolso diretamente à empresa. O pedido é feito online por meio de um formulário no site da fabricante. Pode fazer o pedido quem comprou os produtos lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com lote final 1.
A IP informou que também vai atender os consumidores que preferirem efetuar a troca dos produtos adquiridos. O formulário solicita dados pessoais e chave PIX para devolução do dinheiro, além de disponibilizar um campo para o envio de eventuais notas ou cupons fiscais dos produtos. Ontem, a IP chegou a anunciar que o ressarcimento seria suspenso, mas depois recuou.
A mudança ocorreu após a Anvisa suspender temporariamente a obrigação de recolhimento imediato dos produtos enquanto avalia um plano de ação que será apresentado pela empresa. A agência manteve a proibição de fabricação e venda de 24 produtos da marca de higiene e limpeza da IP. O relator do caso, o diretor-geral da Anvisa, Leandro Safatle, justificou a decisão.
A concessão de efeito suspensivo à medida sanitária pode ampliar a exposição da população a produtos fabricados em condições incompatíveis com os requisitos mínimos de segurança, especialmente diante da persistência das falhas identificadas e da impossibilidade de assegurar nesse momento.
o pleno restabelecimento da confiabilidade do processo produtivo. Isso significa que permanece suspenso a comercialização, distribuição, fabricação e uso dos produtos abrangidos pela referida RE. Tal posicionamento decorre da inequívoca configuração de risco sanitário elevado associada a falhas sistêmicas de boas partes de fabricação. Diante da repercussão política do caso, o diretor da Anvisa, Daniel Pereira, fez questão de ressaltar a atuação técnica da agência.
As decisões conduzidas por mim e pela minha equipe sempre terão caráter eminentemente técnico, fundamentadas em evidências, análise regulatória, qualificada e no interesse sanitário da população brasileira. Não pautamos e nunca pautaremos nossas ações por critérios políticos, mas pela missão institucional da agência e pela responsabilidade que temos perante a nossa sociedade.
Quatro jogos abrem hoje a décima sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Fluminense enfrenta o São Paulo, o Internacional recebe o Vasco, o Atlético Mineiro mede forças com o Mirassol e o Palmeiras pega o Cruzeiro. Amanhã, seis jogos fecham a rodada, incluindo o Botafogo e Corinthians, Atlético Paranaense e Flamengo e Curitiba contra o Santos de Neymar, que ainda espera ir para a Copa do Mundo.
Quem vai decidir é o técnico Carlo Ancelotti, que estará em Curitiba acompanhando o jogo entre o Flamengo e o Furacão. Na segunda-feira, às 5 da tarde, o treinador italiano vai anunciar os 26 jogadores brasileiros que vão atuar na Copa do Mundo. Aqui na CBN, a cobertura especial da convocação começa às 4h30 da tarde.
Estes são alguns dos destaques desta manhã do Jornal da CBN neste sábado 16 de maio de 2026. Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte, o Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho, bora botar o Brasil no telão.
Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$ 199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia, até a nossa estreia.
Banco Master