Com 'disputa por paternidade' e hesitação, projeto contra escala 6x1 pode não ser aprovado
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- Pesquisa de Intenção de Voto (Genial Quest)Flávio Bolsonaro · Conselhos de Lula · eleitores independentes
- Paternidade de Obras em SP
- Expectativas econômicasendividamento · inflação
- Economia do Governo LulaMinha Casa Minha Vida · programa Reforma Casa Brasil
- Autonomia Banco Central
- Regulamentação de Aplicativos
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Viva a voz com Vera Magalhães.
Vera Magalhães, boa noite, tudo bem? Oi, Débora, boa noite. Boa noite para você, para a Carol, para os nossos ouvintes também, para quem está assistindo a gente. Oi, Vera, boa noite.
E hoje saiu mais uma pesquisa de intenção de voto, pesquisa genial Quest. Karen Lemos, em São Paulo, traz as informações aqui para a gente. Oi, Karen, boa noite. Boa noite, Débora, Carol, Vera. Para os ouvintes, essa pesquisa divulgada hoje mostra o cenário de polarização na disputa à presidência da República. Numa simulação de segundo turno, os dois principais candidatos estão empatados tecnicamente.
Flávio Bolsonaro aparece com 42% e Lula com 40%. Além disso, Lula venceria todos os outros candidatos, com margem de 8 pontos a mais que Ronaldo Caiado e 7 pontos a mais que Romeu Zema.
Só que 43% dizem que ainda podem mudar o voto. Em relação à rejeição, 55% dos entrevistados dizem que conhecem e não votariam em Lula. No mês passado, eram 56%. Queda de um ponto, portanto. A rejeição de Flávio Bolsonaro também caiu, só que em três pontos. Era 55% em março e agora está 52%. Obrigado, Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom Dom
Entre os religiosos, que também tem sido foco da disputa eleitoral, 43% dos católicos votam em Lula, enquanto 28% indicam intenção de voto para Flávio Bolsonaro. Já entre os evangélicos, essa situação se inverte. Flávio Bolsonaro é o mais votado, com 43%, e Lula aparece com 23%.
Chama atenção também o fato de Flávio Bolsonaro não conseguir se descolar totalmente da imagem do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Quando questionados se Flávio é mais moderado que a família Bolsonaro, 45% responderam que não e 39% responderam que sim.
Esse empate técnico entre Lula e o principal adversário, Flávio Bolsonaro, no segundo turno, pode ter reflexo da desaprovação do governo, que subiu de 49% para 52%, maior índice desde agosto de 2025. E também pode ser explicada pela percepção de piora na economia.
50% afirmam que a situação financeira do país piorou no último ano. A alta nos preços dos alimentos e também o endividamento pesaram aí nessa conta. Débora. Obrigada, Karen, pelas informações. Vera vai comentar os principais números da pesquisa, mas queria saber, Vera, como é que o governo recebe esses dados? Essa aqui, mais uma pesquisa, né? Que mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados.
tecnicamente no segundo turno, com Flávio à frente numericamente. Flávio que comemorou bastante nas redes sociais o resultado dessa pesquisa.
Pois é, Débora, o governo já estava alarmado desde a semana passada, porque houve uma sequência de pesquisas mostrando mais ou menos a mesma coisa. Essa sequência foi aberta pela pesquisa do Instituto Ideia, no fim de semana foi corroborada pelo Datafolha e agora com a Genial Quest na mesma linha. Então, o governo nem está questionando.
Desculpa, ele está questionando os dados, ele está tendo de reconhecer que vive um mau momento e está tentando várias estratégias e várias medidas para tentar virar o jogo, mas parece que elas não estão surtindo os efeitos esperados. A gente tem visto aí uma enxurrada de propaganda oficial na televisão, no rádio.
todos os meios, então, enquanto a lei eleitoral permitir propaganda, ela vai ser utilizada, e eu acho que a oposição está comendo uma bola violenta, porque a propaganda oficial está com todo o jeitão de propaganda de campanha.
Está ali um uso escancarado da máquina para fazer propaganda eleitoral do Lula, dos programas eleitorais do Lula e para combater as narrativas que aparecem nas pesquisas como sendo deletérias para o Lula. Então, esse é um braço da estratégia.
E o outro é tentar tirar medidas da cartola em bases diárias. Isso está acontecendo há semanas já, mas sem que haja uma articulação entre essas medidas e sem que fique claro.
que elas, de fato, vão conseguir um efeito de melhora na avaliação do presidente. Esses números são avassaladores em muitas frentes. Para 50% dos entrevistados pela Quest, a economia do país piorou.
nos últimos 12 meses, portanto, no último ano. Esse número era muito menor no mês passado. Então, quer dizer, não passou um ano. Não é que a percepção decantou ali ao longo de um ano. Não, de um mês para o outro, houve uma deterioração gigantesca. Para 72% dos entrevistados, o preço dos alimentos subiu. Quando as pessoas estão dizendo isso, não vai adiantar você dizer para ela...
como o Lula está fazendo em entrevista e nas propagandas, a menor inflação medida em 12 meses, as pessoas estão sentindo a alta no dia a dia delas. Então, é muito difícil explicar para as pessoas que o correto são os números oficiais e que a percepção delas está equivocada, porque elas sabem como o calo aperta e como o bolso...
grita diante de algumas realidades. Então, governo sem muita margem para conseguir mudar essa realidade. Me chamou muito a atenção nessa pesquisa, além desses dados aí da economia, que eu acho que explicam uma boa parte do nó.
o quanto que o Lula despencou entre os chamados eleitores independentes. A gente fala muito em polarização, mas a Quest trabalha com uma divisão do eleitorado brasileiro quase em terços. Então, é um terço esquerda lulista e esquerda não lulista, um terço independente e um terço direita bolsonarista e direita não bolsonarista. Nesses independentes, 58% desaprovam o governo.
Isso é um sinal de que esse grupo, que foi crucial para o Lula vencer a eleição em 2022, se sente desassistido pelo governo dele. Então, com esse grupo, é que o presidente precisaria falar, porque entre quem votou nele, os lulistas, a esquerda lulista, a esquerda não lulista, ele está bem. Mas, nesse grupo, ele teve realmente um desabamento.
todas essas medidas que vão sendo costuradas tentam atingir esse grupo, mas eu acho que até aqui sem nenhum sucesso. É, que é o grupo que vai decidir a eleição. Agora, Vera, você acha que o Lula enfrenta também os efeitos de uma quebra de expectativa do que ele prometia? Porque a grande promessa de campanha do Lula era o quê? A volta da picanha, a volta do churrasco. E ainda que a gente tenha dados econômicos melhores do que no governo Bolsonaro, isso não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu não, eu
Aconteceu por N fatores, né? Temos várias guerras acontecendo no mundo. De fato, os alimentos e vários produtos estão em um patamar de preço depois da pandemia e não retornaram e possivelmente não vão retornar. Tem essa quebra de expectativa também, né? Sim, isso para o imaginário é muito importante, muito significativo. Quando você promete coisas tão...
imagéticas e alifáceis, palpáveis de compreender. Então, você vai ter picanha e você vai ter cerveja. É uma coisa que o brasileiro compreende de pronto. E quando isso não vem, aí é uma dicotomia imediata, instantânea e muito difícil de você dissipar. A oposição pegou isso desde o primeiro ano.
A cobrança de cadeia-picanha, cadeia-picanha, cadeia-picanha vem sendo feita pela direita bolsonarista desde o primeiro ano. Então, isso com certeza colou, colou de alguma maneira. Quando você pega na pesquisa Quest a avaliação em relação aos programas do governo, ao IR, Bolsa Família, você vê que até tem alguma avaliação positiva. Por exemplo, o Desenrola, que o governo está tentando reeditar em alguma medida. Ele é um programa bem avaliado.
Mas, ainda assim, isso não surte efeito para a melhora da avaliação do governo e para a melhora das intenções de votos do Lula. A questão do IR, 66% dizem que não foram beneficiados pela medida. Então, a medida aqui passou ao largo.
daquela população que ela pretendia beneficiar. Agora deu uma equilibrada naquela coisa de o medo da volta do Bolsonaro e o medo da permanência do Lula. Voltou a haver um empate nesse quesito. Mas ainda assim, 58% dizem que o Brasil está na direção errada. E isso é muito, muito complicado para o governo dar um cavalo de pau e mostrar que estamos na direção certa.
Bom, o presidente segue tentando lançar, anunciar medidas positivas. Hoje ele anunciou um aporte de 20 bilhões para programas de habitação como Minha Casa Minha Vida, também expansão do Reforma Casa Brasil, que subsidia reformas. A Larissa Lopes tem as informações. Oi, Larissa, boa noite para você de novo.
Oi, Carol, boa noite. Pois é, em busca de reverter a avaliação negativa do governo, tendo em vista a corrida eleitoral, o presidente Lula anunciou hoje novas medidas econômicas ao lado do novo ministro das cidades, Vladimir Moura. Desta vez, como você bem disse, Carol, um reforço bilionário para o setor de habitação.
São 20 bilhões de reais extras vindos do Fundo Social para o programa Minha Casa Minha Vida. Com um novo aporte, o orçamento total para moradia este ano chega aos 200 bilhões de reais. O foco agora é ampliar o atendimento para a chamada faixa 3, que engloba famílias com renda de até 9.600 reais.
A meta é entregar 850 mil novas unidades habitacionais apenas este ano e, segundo o presidente Lula, 3 milhões em todo o mandato. O governo também mudou as regras do programa Reforma Casa Brasil. Os juros para as obras de melhoria caíram para 0,99% ao ano e o valor máximo do financiamento aumentou de 30 para 50 mil reais.
A faixa de renda do público-alvo também será ampliada de R$ 9.600 para R$ 13.000. Segundo o Ministério, o déficit habitacional no país atingiu o menor patamar da história, caindo para 7,4%. Lembrando que no mês passado o governo já tinha anunciado o aumento dos limites de renda para o ingresso no programa Minha Casa Minha Vida. Carol.
Obrigada, Larissa. Bom, está aí o presidente tentando algumas medidas positivas, né, Vera? Tem essa aí da habitação e o grande foco do governo. A gente vai falar daqui a pouco, fim da escala 6x1 e também redução do endividamento. Essa aí da habitação mira essa classe média que fugiu do governo. A única classe social em que o Lula tem maioria de aprovação é entre quem ganha...
até dois salários mínimos. Mesmo assim, reduziu bastante. Agora, ele está buscando a classe média, ampliando a faixa daqueles que podem ser beneficiados, tanto pelo Minha Casa Minha Vida, quanto pelo programa de reformas. Isso vai criando, aumentando, num outro segmento, o segmento do mercado, aquela sensação de que o governo gasta sem critério, gasta indiscriminadamente.
Mas é uma tentativa justamente de falar com esse público que está, segundo as pesquisas, rejeitando o governo, rejeitando o Lula e votando na oposição. O Flávio Bolsonaro vai bem em muitos dos segmentos que podem ser beneficiados por essa medida. Então, é uma das tentativas do Lula de virar o jogo.
E nesse mesmo evento, ele mandou um recado para o Galípolo. Tão de brincadeira, né? Mas, enfim, disse que ia conversar com o Galípolo, que os juros podem cair, se o Banco Central olhar para as pessoas como ele, Lula se comparando a essa classe média, né? Dizendo que são pessoas como ele, que foi torneiro mecânico e tal. Os juros altos continuam sendo uma grande preocupação do governo.
Pois é, mas o Banco Central tem autonomia, algo com o que o presidente parece não se conformar, e ele está atento às condições gerais da economia do Brasil e da economia global. Se você tem uma guerra pressionando o preço do petróleo...
E isso impacta diretamente o preço dos combustíveis, a ponto do governo ter tido de anunciar várias medidas sequenciais para tentar conter a alta desses preços. Se isso tem um repique inflacionário também em outros segmentos da economia, o Banco Central não tem muito o que fazer.
Se o governo vai gastando e a situação fiscal do país vai se deteriorando, isso também é analisado pela autoridade monetária na hora de baixar juros. Não tem milagre nessa questão. E o Banco Central, pelo que ele vem indicando até aqui, da gestão do Galípolo e da maneira como...
o colegiado tem votado ali por unanimidade, não vai ceder às pressões eleitorais. Então, o Lula pode até conversar, mas é ruim quando ele adota esse tom paternalista para se referir ao presidente do Banco Central, não é papel.
dele conversar com o menino Galípolo, passar a mão na cabeça dele e ensinar um pouquinho como a banda toca para o presidente do Banco Central. Não é isso que se espera quando você tem uma governança em que o Banco Central tem uma autonomia garantida por lei.
O presidente não consegue aceitar isso e isso foi um avanço, um dos pouquíssimos avanços institucionais que o Brasil alcançou ao longo do governo Jair Bolsonaro, mas é um avanço, é um avanço perene, não importa para qual governo, para qualquer governo.
É importante que a autoridade monetária seja independente do mandato de turno. Basta ver o que o Donald Trump está tentando fazer com o FED, toda hora tentando interferir. E se o Banco Central fosse suscetível aos arrobos de um líder como o Donald Trump, o que aconteceria com a economia global que é toda dolarizada? Então é importante a gente entender que o Banco Central precisa sim ter autonomia, mas isso não entra na cabeça do nosso presidente.
Vamos aqui para o nosso próximo assunto. A Samanta Klein traz mais detalhes sobre o adiamento da discussão da PEC do fim da escala 6x1 e também sobre o enterro do projeto dos aplicativos. Oi, Samanta.
Oi, Débora Vera, Carol, a proposta de emenda à Constituição que trata da escala 6x1, ou o fim da escala 6x1, teve aí a sua admissibilidade no relatório do deputado.
Paulo Asi, no entanto, houve um pedido de vista da oposição adiando essa votação por pelo menos duas sessões de plenário. Então a expectativa é que isso ocorra nos próximos dias, a retomada vai ser automática, mas não deixa de ser uma forma de atrasar o avanço dessa matéria. No relatório, o deputado Paulo Asi fez algumas ponderações, ele falou da necessidade de compensação fiscal, também propõe regras de transição.
diferente do que propôs o governo federal com um projeto que também trata do tema, mas reduzindo as 44 horas semanais de trabalho por 40 horas semanais, sem redução do salário e sem regras de transição. A ideia, inclusive o ministro do Trabalho, Luiz Marinho,
é de aplicação imediata. Tem aí também uma certa disputa política, porque o governo tem pressa para acelerar, portanto, a tramitação do projeto de lei, que tem uma tramitação bem mais simples do que uma proposta de emenda.
à Constituição, governistas acreditam que vai ser possível avançar, inclusive há discussões sobre indicação de relatoria, mas a oposição e o Centrão estão tentando desacelerar essa discussão, falam inclusive em tema legítimo, mas numa necessidade.
de avançar a passos mais lentos, ou seja, o significado somente depois da eleição para tirar justamente os louros do presidente Lula numa campanha. Já num outro campo que não deixa de ser uma derrota para o governo foi justamente o recuo e um atrito com o relator da matéria que trata da regulamentação.
dos aplicativos. Os governistas tentam agora emplacar um novo deputado para relatar o tema, evitar que a proposta seja analisada somente no ano que vem. Nesta quarta, inclusive, líderes governistas e o presidente da Câmara se reuniram aqui na casa para tratar do tema com centrais sindicais.
Após o pedido do então líder do governo na Câmara, o deputado José Guimarães, o relator Augusto Coutinho pediu a retirada do texto de pauta, que deveria ser votado na comissão especial na terça-feira, ontem mesmo. O líder do PT na Câmara, Pedro Kizai, falei com ele mais cedo, e ele negou que esse adiamento seja uma derrota para o governo.
Não é derrota para o governo porque não foi o governo que fez o relatório. Pelo contrário, pelo contrário. O parecer do relatório ficou muito ruim, muito rebaixado. Nos direitos dos trabalhadores de aplicativos e entregadores, nós mesmos éramos contra o relatório, eu me manifestei contra o relatório e agora o relator percebeu que não conseguiu construir um equilíbrio, um consenso.
e não conseguindo construir esse consenso, ele abdicou de continuar relator. Eu acho que está certo ele.
com vocês. Oi, Samanta, é a Vera. Boa noite. Samanta, e como é que o presidente da Câmara, o Gumota, vai lidar com essa duplicidade aí de propostas na escala 6x1? Vai tramitar tudo junto? Ele vai simplesmente deixar o projeto do governo para lá e tentar votar mesmo a PEC? Porque o projeto chegou ontem, com a urgência constitucional.
Isso, inclusive, Vera, na semana passada ele concedeu uma entrevista para o jornal da CBN, onde disse que tinha batido o martelo por avançar somente com a PEC. Ele não falou em nenhum momento, olha, o projeto de lei não vai tramitar. Mas ele disse que a ideia era realmente fazer uma discussão mais alongada, considerando a emenda constitucional. Mas não há indicativos de que ele vá trabalhar para barrar a matéria.
Inclusive, o presidente Lula fez um pedido especial ontem, nesse almoço, pediu que haja ali um avanço nesse tema, afirmou que mandaria numa urgência constitucional, ou seja, em 45 dias começa a barrar a matéria, mas ele não pretende trabalhar por barrar este texto.
Isso não quer dizer que vai trabalhar também para acelerar. E nos bastidores começa a discussão para indicação da relatoria do projeto do governo com relação à escala 6x1, Vera. Obrigada. E aí, Vera, enfim, o governo prefere...
votar esse projeto antes da eleição. E preferia votar o seu, mas talvez nenhuma coisa nem outra sejam possíveis, porque com essa briga e essa disputa por paternidade, deu tempo do setor empregador reagir a um lobby forte que havia pela aprovação, então chegou a haver uma maré a favor.
da aprovação do fim da escala 6x1, mas a hesitação do governo e a disputa de paternidade entre a Câmara e o Executivo deu tempo para que o setor empresarial articulasse com a oposição e com o Centrão essa resistência. Então, talvez a gente nem chegue a ver...
esse projeto ser aprovado. Hoje em dia já tem uma percepção da oposição de que dá para ficar contra e evitar essa vitória do governo. Então vejam como o governo dorme no ponto, como marca a toca.
quantas semanas, talvez meses, o governo está falando nós vamos mandar um projeto com urgência constitucional. Mandou ontem, 14 de abril, quando já estava esse rolo da secretaria do Guilherme Boulos em relação a esse projeto dos apps. Uma confusão tão grande que os motoristas de aplicativo que supostamente seriam beneficiados pelo projeto chegaram a fazer uma pressão contra.
o projeto que levou à implosão da ideia de se votar qualquer coisa. Então, o projeto mal desenhado, mal discutido, que não chega a atender a categoria, isso mostra uma desconexão profunda entre o presidente, que é de um partido que se intitula Partido dos Trabalhadores, com o novo mundo do trabalho. Não se entendem, não falam a mesma língua. E essa é uma outra dificuldade.
enorme que o Lula enfrenta para se fazer mais popular e mais viável, mais competitivo, junto a uma parcela importante do eleitorado, que é uma parcela nova e que o governo demorou a entender que precisava entender e que precisava dialogar.
Muito bem, a gente faz uma pausa no Viva Voz para que nosso ouvinte fique com notícias locais. Daqui a pouquinho a gente está de volta para falar sobre outros assuntos de política e economia. Lembrando que hoje é dia de Bruno Carasa.
Viva a voz de volta. Larissa Lopes também de volta de Brasília com mais informações sobre uma investigação do STF contra Flávio Bolsonaro. Oi, Larissa.
Oi, Débora. Boa noite. Pois é, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar a suspeita de calúnia do senador e pré-candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, contra o presidente Lula. A decisão é da última segunda-feira, após o encaminhamento de uma acusação de calúnia contra o senador feita pelo Ministério da Justiça. A representação, instruída por requerimento do MJ...
Afirma que Flávio usou uma conta na rede social X em 3 de janeiro deste ano para associar imagens do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a Lula. A publicação afirma ainda que Lula será deletado.
e que será o fim do Foro de São Paulo, tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e eleições fraudadas. Segundo o ministro Moraes, trata-se de uma publicação realizada em ambiente virtual público.
acessível a milhares de pessoas, por meio da qual se imputa fatos criminosos ao presidente da República e que a PGR manifestou-se pelo deferimento da instauração de um inquérito com tramitação sob supervisão da Corte e do ministro relator.
Moraes, então, determinou a abertura desse inquérito e ainda o envio dos autos à Polícia Federal para que sejam adotadas as providências cabíveis num prazo de 60 dias. O senador Flávio Bolsonaro disse que recebe com profunda estranheza a decisão do ministro Moraes que determinou essas investigações para apurar suposta calúnia contra o presidente da República. Débora.
Obrigada pelas informações, Larissa. Bom, como pré-candidato, Flávio, já adotaria em outras situações. Como pré-candidato, vai adotar um discurso de perseguição, né, Vera?
É uma decisão, no mínimo, controversa essa do ministro Alexandre de Moraes. Você abriu uma notícia crime sobre um tweet que, na verdade, não contém imputação de crime nenhuma. É quase uma torcida. É um tweet ali que mistura um monte de coisa, nada a ver. Contém uma boa dose ali de mistificação política, essa história de foro de São Paulo, Lula vai ser delatado. É um wishful thinking do Flávio Bolsonaro.
Mas meio na linha, agora vai. Não vejo crime nenhum praticado nesse post meio bobo, meio desvairado do senador Flávio Bolsonaro. Uma decisão como essa, em que a Polícia Federal, que é ligada ao Ministério da Justiça...
apresenta uma notícia crime nesse sentido, a PGR, que é ligada, o PGR foi nomeado pelo Lula e é muito alinhado com o ministro Alexandre de Moraes, vai na mesma linha e depois o Alexandre de Moraes defere no atual momento, no atual ambiente de...
tensão dentro do Supremo por conta do caso Máster, etc., só contribui para isso que você falou, para a narrativa de perseguição contra a família Bolsonaro. E realmente soa esquisitíssimo. Não vejo lógica, não vejo nada que ampare uma decisão como essa. O ministro Alexandre de Moraes não precisa pegar todas as bolas que estão quicando na área.
E tentar rebater, ele tem que deixar algumas passar. Não é possível isso, porque isso vai realmente consolidando, sedimentando na população, até em uma parcela da população que apoiou o Supremo por muito tempo pelo seu enfrentamento às tentativas de golpe, vai consolidando essa impressão de que o Supremo tem um lado.
de que o ministro Alexandre de Moraes, especificamente dentro do Supremo, tem um lado, joga de um lado, joga contra a família Bolsonaro. O pensamento imediato de um eleitor bolsonarista ou antilulista é já tiraram o pai, vão querer tirar o filho também. É isso que a pessoa pensa, é essa conclusão que ela chega, é esse salto conclusivo que ela dá. E isso não é bom.
para o Lula, não é bom para o Alexandre de Moraes, não é bom para o ambiente eleitoral, não é bom para nada disso. Me parece querer comprar uma briga por uma bobagem, uma tremenda de uma bobagem.
Em 1922, o ministro Alexandre de Moraes era presidente do TSE. Era uma outra situação, ele tinha uma outra atribuição. Agora não tem mais, gente. Essa bola está com o ministro Nunes Marques, né? Exato. E tem o inquérito das fake news, que provavelmente ampara uma decisão como essa. Mas é aquela coisa, interminável, nunca se encerra, não se esgota, etc, etc.
Bom, então, um post tipo aquele meme da bomba de hidrogênio versus a tosse de bebê. Você está comparando coisas incomparáveis, entendeu? Você está ali realmente fazendo tempestade em copo d'água, me parece isso. Você conhece esse meme, Carol?
Vou ter que atualizar. Vera nos apresentou há pouco esse meme. Um meme da geração Z que eu pesquei no grupo da minha família e foi apresentada a ele. Depois eu apresentei. Então me manda que não chegou aqui para mim não. A gente ainda não me mandou esse meme. É a bomba de hidrogênio versus bebê tossindo. Quando você compara coisas de poderes e potenciais muito diferentes. Foi apresentada pelos meus filhos. Muito bem. A gente faz uma pausa no Viva Voz. Nosso ouvinte fica com notícias locais.
E na volta tem Bruno Carasa para falar sobre a percepção dos entrevistados na pesquisa genial Quest sobre a economia. Hoje não fizemos o Bruno Carasa esperar. Boa noite para você, Bruno.
Boa noite, Vera. Boa noite, Débora, Carol. E boa noite para você que está aí. Pois é, hoje também nem ficou bom também, então está tudo tranquilo. Hoje está tudo tranquilo e favorável, pelo menos para você. Mais ou menos. É, para você. Boa noite, Bruno.
Para o governo nem tanto, Bruno. E o Bruno sugeriu aqui na nossa troca de ideias, sempre o que a gente vai tratar no quadro, para a gente fazer a relação entre a pesquisa Quest que a gente abordou no início do Viva Voz e a economia, porque parece ser ali um ponto-chave para a gente entender.
as dificuldades do governo. Na pesquisa Quest, existe ali um paradoxo. Apesar do desemprego bem baixo, emprego quase pleno e a renda em alta, a percepção do eleitor é que a situação econômica do país piorou. 50% dizem isso. Isso está se refletindo nas intenções de voto e na avaliação do governo. O que explica essa dissociação, Bruno?
Pois é, Vera, a gente está chamando realmente de um paradoxo, porque normalmente situações em que há desemprego em baixa e renda subindo impulsiona a popularidade do governante e aumenta as chances dele de ser reeleito. E isso aparentemente não está acontecendo com Lula nesse momento. Realmente a gente vive num momento de desemprego muito baixo no Brasil. Vários...
empresários sentem a dificuldade de contratar mão de obra, o império...
anos, pós pandemia, 18 milhões de pessoas a mais obtiveram emprego no Brasil nesse período. E aí emprego de todas as formas, emprego com carteira assinada, muita gente trabalhando como MEI, como PJ, aplicativos, tudo isso está na pauta inclusive das discussões no Congresso.
E a renda também subiu, impulsionada por essa melhoria do mercado de trabalho, reajustes acima da inflação e também benefícios sociais do governo que cresceram desde o governo Bolsonaro. Então isso aparentemente geraria um momento positivo para a campanha do Lula.
apontaram que a situação econômica piorou e mais do que isso. 72% disseram que o preço dos produtos que adquirem subiu nos últimos 12 meses, 71% dizendo que o seu poder de compra caiu e 53% dizendo que estão com mais dificuldades para obter emprego. Então é uma combinação que dificulta.
a situação do governo, aparentemente tem aí um efeito cumulativo ao longo do tempo, principalmente com essa questão da inflação. Apesar da inflação estar aí relativamente baixa, 4,1% nos últimos 12 meses, mas houve um acréscimo muito significativo de preços nos últimos cinco anos. Então, a sensação que as pessoas...
ao supermercado, é que o seu poder de compra realmente diminuiu muito no governo Lula e fora isso tem o problema do endividamento que também cresceu muito no Brasil. Então, aparentemente, esses dois fatores estão pesando muito nas intenções de voto no Lula e isso acaba gerando essa preocupação a respeito das suas chances de se reeleger caso ele realmente se candidate em outubro.
E, Bruno, há alguma semelhança entre esse governo e o governo Jair Bolsonaro a essa mesma época, ou seja, há quatro anos? Exato, Débora. Tem muitos paralelos aí, né? Tem toda essa situação de sensação de preços em alta, né? No governo Bolsonaro havia também, no pós-pandemia, um pico inflacionário.
Tem o contexto externo, Bolsonaro enfrentou a guerra na Ucrânia, Lula agora com a guerra no Oriente Médio. As duas guerras impactando fortemente o preço do petróleo e gerando pressão sobre os combustíveis.
São dois períodos com taxas de juros muito altas na economia brasileira, o que acaba comprimindo o orçamento das famílias endividadas. E os dois governos lançando de medidas populistas para tentar aumentar suas chances de reeleição.
alterando a tributação sobre os combustíveis para que os preços não subam tanto na bomba, sejam estímulos de renda, o Lula veio aí com a isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais.
tem um pacote de estímulos para reforma de casa, tem agora o novo desenrola. Bolsonaro também lançou mão disso, aumentando os auxílios naquela época, tanto o auxílio Brasil como auxílio caminhoneiro, auxílio motorista de táxi. Então, são muitos paralelos.
entre 2022 e 2026 e os dois presidentes com dificuldades de impulsionar a sua popularidade às vésperas de uma eleição que promete ser bastante disputada.
Por falar nisso, Bruno, você está falando aí da isenção do imposto de renda, o que essa pesquisa Quest apresenta de sinais sobre as duas principais apostas do governo nesse início de ano e nesse ano eleitoral? Isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais e esse novo programa para aliviar a situação dos endividados.
Carol, uma coisa que me chamou a atenção nessa pesquisa é que quando a gente olha por recortes, a pesquisa tem vários recortes, regionais, de gênero, de raça, de cor, escolaridade, mas o que me chamou a atenção foi que um grupo em especial, a popularidade do Lula, a reprovação do governo subiu de forma...
grupo de pessoas que ganham de dois a cinco salários mínimos no Brasil. E esse grupo, ele tem duas características, né? De um lado, ele é um grupo que está muito endividado no Brasil, então é um grupo muito pressionado pela inadimplência e pela alta das taxas de juros. E também é um grupo...
que é muito representativo na perspectiva de voto. Aliás, é nesse grupo que o Lula, na eleição de 2022, batia o Bolsonaro nas intenções de voto na mesma época, em abril, e agora é um grupo em que o Lula está com menos intenções de voto do que o Flávio Bolsonaro. Então, é um grupo-chave.
E é um grupo também que é diretamente beneficiado pela isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais. E o que a pesquisa indica em relação a essas duas políticas? Primeiro, houve uma frustração muito grande das pessoas com a isenção.
Se a gente pega a pesquisa do final do ano passado, 61% das pessoas tinham expectativa que elas iam melhorar, iam se beneficiar com a isenção. E agora, só 30% das pessoas realmente tiveram um sentimento de melhoria de renda.
a isenção. Então, há uma frustração em termos de popularidade e em termos de endividamento, também há um crescimento muito grande entre as pessoas que dizem que estão com poucas ou muitas dívidas de maio do ano passado para cá. Em um ano, o número de pessoas que se dizem com poucas ou muitas dívidas subiu de 65% para mais.
de 72%. Então, o endividamento pega muito para esse grupo e é por isso que o governo está tentando acelerar umas medidas para dar alívio para esse grupo que é um grupo em que o Lula é pior avaliado e é um grupo também que ele já está perdendo para o Flávio Bolsonaro nas intenções de voto. Exatamente. Bruno Caraza com a gente todas as quartas-feiras. Obrigada, Bruno. Até semana que vem.
Combinado, gente. Um abraço. Até lá. Valeu, Bruno. Até. Vamos para o nosso próximo assunto, gente. Sabatina do Jorge Messias no Senado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Ana Carolina também tem informações. Foi antecipada a data, Ana? Boa noite. Boa noite, Carol. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado antecipou a data da sabatina do Jorge Messias para uma vaga ao Supremo Tribunal Federal. Inicialmente, a sessão na CCJ para ouvir o advogado-geral da União.
indicado pelo presidente Lula ao STF, seria no dia 29 de abril. Mas os senadores da CCJ decidiram antecipar essa sessão para o dia 28 de abril. A alteração foi sugerida pelo relator da indicação e Messias, senador Werverton Rocha, que disse ter sido procurado por outros parlamentares que falaram sobre a proximidade da data da sessão no dia 29 de abril com o feriado de 1º de maio, dia do trabalhador. Obrigado, carou.
O pedido de mudança na data foi reforçado pela bancada governista e os demais senadores concordaram. Ainda na sessão de hoje, o Everton Rocha leu o relatório favorável à indicação de Jorge Messias ao STF. No parecer, o senador destacou o currículo de Messias e disse que ele atende aos requisitos exigidos pela lei para ser indicado ao STF. Se for aprovado, Messias vai ocupar a vaga deixada pelo ministro Luiz Roberto Barroso, que se aposentou no ano passado. Ainda não se aposentou.
com você.
Obrigada, Ana. Parece que agora vai, né, gente? Depois de meses e meses dessa novela do Messias, agora parece que a coisa pegou um atalho. Se o governo concordou com uma antecipação da Sabatini e da votação posterior no plenário, é porque está mais ou menos seguro de que o atual, não, até agora, advogado-geral da União, Jorge Messias, vai ser aprovado para essa cadeira que está vaga no Supremo já há alguns meses.
e para a qual a gente não tinha ali nenhuma segurança até aqui de que ele fosse ser aprovado. Então, o trabalho de costura dos últimos dias, principalmente o fato de que o Lula procurou o Davi Alcolumbre, aparou algumas arestas com o presidente do Senado, as circunstâncias mais recentes levaram a alguma necessidade de alinhamento ali circunstancial.
entre o governo, a direção do Senado e o Supremo, como por exemplo ontem naquela reação ao relatório da CPI do crime organizado, tudo isso parece ter desanuviado um pouco o caminho para o Jorge Messias e facilitado a sua aprovação pela CCJ e depois pelo plenário. Outra coisa que entrou aí também no cômputo geral desse acordo e dessa melhora...
da situação, melhora do ambiente, foi o fato de que o governo deu de barato, que vai perder mesmo naquela discussão sobre o veto ao projeto da dosimetria. Então, o Lula não vai ficar apegado a isso, entendeu que vai ser derrubado o veto, e aí vai deixar para se algum partido quiser judicializar, se alguma entidade quiser judicializar, quiser questionar.
diretamente no Supremo, então vai ficar fora desse debate que é desgastante para ele, chamando para si ali a oposição ao Bolsonaro e aos condenados todos do 8 de janeiro, embora esse ainda vá ser um discurso importante da campanha. Então tudo isso abriu ali um portal, uma chance do Jorge Messias entabular um diálogo com os senadores.
e ser aprovado. Ainda tem uma tentativa de desgastá-lo e de evitar essa aprovação, feita principalmente pelas lideranças do PL, mas mesmo na bancada do PL não é monolítica a oposição ao nome dele. O ministro André Mendonça, por exemplo, do Supremo, que tem um bom trânsito com a bancada bolsonarista, é um defensor da aprovação do nome do Messias. Então, tudo isso...
ajudou a facilitar um pouco uma situação que chegou a ficar bem tensa, a ponto do governo retirar a indicação lá no ano passado e só reenviá-la há poucos dias, quando o Lula entendeu que era uma prerrogativa dele e que ele não podia deixar para o próximo mandato, sob pena dele perder a eleição e perder a chance de indicar um ministro. Então, aí ele mandou de novo o nome, mandou a mensagem.
E foi a Campo fazer o que deveria ter feito em um primeiro momento, que era aplanar o terreno com o Davi Alcolumbre.
E a análise dos vetos está marcada para o dia 30 de abril, que é véspera de feriado, véspera do 1º de maio. Provavelmente, os votos vão ser todos online. É isso, deu uma descolada dos dois assuntos, que eles estavam em dias seguidos. Então, com isso também dá alguma tranquilidade ali para o Messias, deve estar com um cômputo mais folgado agora para ter topado essa antecipação, Débora.
Com isso, a gente encerra o Viva Voz por hoje. Amanhã tem mais. Obrigada, Vera. Obrigada a vocês. Um ótimo jornal. Até amanhã. Beijo, Vera. O Atualiza Bling 2026 liberou os maiores lançamentos do ano para sua gestão. Agora você tem inteligência artificial, margem por pedido, gestão de anúncios, gestão multi-empresa e um novo check-in de estoque. Chegue de dúvidas. Clique no banner e explore as novidades.
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