Episódios de Política

‘Alguns ministros do STF perderam a postura e a compostura’

16 de abril de 20267min
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Wálter Maierovitch fala sobre pesquisa Datafolha que revelou que mais de 70% dos consultados reconheceu a importância fundamental de se ter uma Corte suprema, um STF na defesa da Constituição e dos princípios republicanos. Comentarista destaca que ficou claro que a sociedade civil sabe distinguir o STF, como instituição, dos seus integrantes. Maierovitch também cita os desdobramentos do relatório da CPI do Crime Organizado. ‘Alguns ministros perderam a postura e a compostura. (...) Ficaram abespinhados com o relatório que, aliás, foi rejeitado. Imaginem se não fosse, o que ocorreria’.

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Participantes neste episódio1
W

Walter Fanganiello Maierovitch

Comentarista
Assuntos3
  • Ministros do STFGilmar Mendes · Investigação Toffoli
  • STF e Seus Critérios
  • Crime Organizado
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Conversa de primeira, justiça e cidadania, com Walter Fanganiello Mairovitch. Muito bom dia, Walter Fanganiello Mairovitch.

Bom dia, Milton. Bom dia, Marcela. E bom dia, ouvintes. Bom dia, Mayra Hobbit. O Milton tem uma ótima, ótima notícia que é o seguinte. O Datafolha revelou que mais de 70, 70% dos consultados em pesquisa reconheceu a importância fundamental em se ter uma corte suprema.

um supremo tribunal em defesa da Constituição e dos princípios republicanos. Mas, por outro lado, Milton, o outro lado da medalha, ficou muito claro saber a nossa sociedade civil distinguir, separar o Supremo como instituição dos seus ministros, dos seus supremos integrantes.

Isso significa saber o cidadão brasileiro separar o joio do trigo. Jamais o cidadão brasileiro irá confundir alho com bugalhos. Em outras palavras, o Supremo é fundamental. Mas, no momento presente, os seus ministros, pelo comportamento despótico,

corporativo, vingativo e inapropriado pelo prisma ético-moral, os ministros conduziram a corte excelsa ao descrédito. O saudoso e genial Mário Vargas Llosa, prêmio Nobel de Literatura, mostrou em duas obras diversas pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre pre

O quê? Duas repúblicas bananeiras, ou seja, sem igualdade perante a lei, sem Estado de Direito, sem liberdade individual e pública e sem democracia. Na festa do bode, por exemplo, o Vargas Llosa expôs a ditadura de Torgilo da República Dominicana. Mostrou os horrores, o abuso de poder e a corrupção.

Agora, na monumental obra, intitulada Conversación en la Catedral, e Catedral era o nome de um bar onde o jornalista Zavala conversava com o amigo Ambrósio. Bom, nessa obra mostrou Vargas Llosa a ditadura peruana de Manuel Odria.

Na conversa do Bar Catedral, surgiu uma pergunta, Milton, aspas, em que momento se havia riordido o Peru? Numa tradução literal, em que momento o Peru se lascou, se deu mal?

Depois da resistência dos então comandantes do exército nosso e da aeronáutica e do Supremo, todos no sentido de salvar o Brasil de um golpe de Estado por Jair Bolsonaro, alguns ministros do Supremo...

Envolveram-se em escândalos e escândalos cabeludos. Macularam interna e externamente a imagem da corte e do Brasil. Violentaram o nosso sistema democrático republicano. Bom, e além da popularidade baixa, né, Mairoft? Os ministros também fazem de tudo para, de certa forma, perpetuar a má impressão de que estão acima de questionamentos.

É isso mesmo, Marcela. Alguns ministros perderam a postura e a compostura. Não gostaram eles do recente relatório da CPI do crime organizado. Ficaram, atenção, abespinhados com o relatório que, aliás, foi rejeitado. Imagine se não fosse.

Gilmar Mendes, por exemplo, destemperou-se e o Dias Toffoli desfilou o seu habitual descaramento, desavergonhadamente. Ambos partiram para a intimidação.

Como se trata de uma CPI, e isso é importante, atenção, uma CPI sobre crime organizado, os ministros Gilmar e Dias Topoli incorporaram os papéis de gangsters, de que, quando contrariados...

partem para intimidação, para ameaça. Como juízes constitucionais que são, ambos esqueceram da independência dos poderes, atacaram o Senado em todo e ameaçaram o relator da CPI.

Não bastasse esqueceram que pelo artigo 58 da Constituição, e basta olhar, está escrito, numa CPI, o poder de um relator é igual ao de um magistrado, a de um juiz, a de um ministro de Suprema Corte. Ou seja, tem livre convencimento motivado.

Gilmar Mendes, além de ofender a honra do relator senador, não respeitou o livre convencimento, a livre intenção de se propor impeachment a três ministros. Falou Gilmar em abuso de poder. Como se diz no popular, sentou no próprio rabo. Isso porque, até agora, na investigação conduzida no Supremo.

Nenhum suspeito tem foro privilegiado. Ou seja, existe no caso Master o abuso de poder pela violação da garantia constitucional do juiz natural. Nenhum ali é juiz natural, porque ninguém tem foro privilegiado entre investigados.

Num pano rápido, Milton e Marcela, os nossos ministros do Supremo estão, no momento, acima da lei. Ninguém pode puni-los por eventuais faltas éticas.

por eventuais crimes e nem por infração político-administrativa. Estão, portanto, acima da Constituição e das leis. E atenção, estão e criaram uma república de bananas de togas. Muito obrigado pela sua análise, Walter Fanganiello Mairovich. E um bom dia. Bom dia a todos. Bom dia, bom dia a todos.

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