Alerj aguarda homologação da recontagem de votos da eleição de 2022 para deputado
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- Retotalização de votos na ALERJAlerj · Carlos Augusto Nogueira Pinto · Rodrigo Bacelar · Cláudio Castro · Supremo Tribunal Federal
- Eleições Rio de JaneiroEleições de 1994 · Fraudes eleitorais
Vamos continuar falando de política, Bianca Santos. O Gabriel Freitas está na área para conversar com a gente. Ele já falava sobre o julgamento no TSE, sobre o acórdão que deve sair ainda hoje. E agora a gente passa a falar também da Alerje. Nós estamos até hoje sem presidente da Alerje oficial, né, Gabriel? Esperando a votação. Isso só vai acontecer a partir de amanhã na homologação do Tribunal Eleitoral dos novos nomes, do novo nome para a Alerje. O que você apurou para a gente? Conta para a gente.
E ainda precisa de cumprir, precisam ser cumpridas algumas outras etapas até essa escolha importantíssima para a LERJ e também para o Estado todo, né Pedro? A homologação da retotalização dos votos da eleição de 2022 para deputado estadual está prevista para amanhã, ela é aguardada pelos parlamentares na LERJ porque pode destravar o processo de reorganização interna da Casa.
com impacto na sucessão do governo do Estado depois da cassação do ex-presidente da Assembleia, Rodrigo Bacelar. O Tribunal Regional Eleitoral já indicou que o número de vagas por partido não muda, mas o ocupante de um assento lá na LERJ vai ser substituído sim. O Carlos Augusto Nogueira Pinto passa a figurar como eleito no lugar de Bacelar, que estava na linha de sucessão ao governo do Estado depois da cassação do Castro e também da ida do Tiago Pampolha.
para o TCE. Essa definição é vista como necessária para dar segurança jurídica a qualquer nova decisão dentro da Assembleia, mas, apesar disso, o cenário segue travado por causa do Supremo Tribunal Federal. O julgamento que vai definir como vai acontecer a escolha do governador Tampão está suspenso depois do pedido de vista do ministro Flávio Dino, que a gente já detalhou aqui para o nosso ouvinte, até agora o placar parcial lá no STF.
Está em quatro votos a um a favor de uma eleição indireta, que é, neste caso, feita pelos deputados. Mas a situação do Rio, a situação do Legislativo do nosso Estado é tão complicada quanto a situação do Executivo, com tantos governadores com problemas judiciais, caçados, presos nesses últimos anos. Eu conversei mais cedo com o cientista político Rodrigo Garcia.
que é professor universitário, doutor em Direito pela UFRJ, mestre em Ciência Política pela UF. Ele lembrou que nos anos 90 o Rio já enfrentou problemas no legislativo quando suspeitas de fraude na apuração levaram à repetição da votação para deputados estaduais dentro do próprio processo eleitoral de 94, naquele ano em que o Fernando Henrique foi eleito, só para situar o nosso ouvinte.
O episódio que ajudou a acelerar as mudanças no sistema de votação aqui no país como curiosidade dos tantos problemas que o Legislativo aqui do nosso Estado enfrenta também.
Essa crise política, ela não está expressa somente no âmbito do executivo. Ela é muito aparente no poder legislativo fluminense. Fato interessante da história do Rio de Janeiro é que em 94, nós tivemos aqui no Estado novas eleições legislativas no segundo turno daquela eleição de 94 que elegeu o presidente Fernando Henrique. Por quê? Por causa de suspeitas e de fraudes no processo eleitoral.
E aí o Rio é o único estado da federação que passa por novas eleições no segundo turno. E por conta disso, é um estado que pioneiramente recebe urnas eletrônicas e mais recebe urnas eletrônicas em quantidade na eleição de 96.
Pois é, então mesmo com a composição da alerje definida, se definindo, a sucessão só deve avançar depois da decisão do STF. O cientista político Ricardo Garcia, que a gente acabou de ouvir, diz que essas duas frentes, lá no STF e na alerje, caminham juntas. De um lado tem a alerje tentando organizar...
o próprio funcionamento da casa e do outro, o Supremo, ainda precisando definir as regras do jogo para a escolha do próximo governador. Sempre quando a gente entrevista algum especialista, a gente pergunta, e aí, o que você acha? O que vai acontecer daqui para frente? Qual é a sua opinião? Para dar análise de quem entende do assunto para o nosso ouvinte.
Até para o Ricardo Garcia, que a gente conversou, está difícil entender como vai ficar, porque as coisas mudam tanto. Ele falou um pouco sobre a percepção dele e sobre como ficam as próximas mudanças, os próximos movimentos também do STF.
É um quadro de reviravoltas a todo instante, né? Inclusive que dificulta para a gente avaliar o que vai acontecer. O que está acontecendo agora no STF é o seguinte debate. A renúncia do Cláudio Castro, ela tem uma motivação eleitoral? Ela tem vinculação com o fato dele ter sido condenado pelo TSE?
Se ela tiver, em tese, essa eleição tem que ser direta, porque ela vai equivaler a uma própria condenação pelo TSE. O Cláudio Castro renuncia antes da condenação. Do outro lado, a questão é, se essa renúncia não tem ligação...
com a condenação dele, essa eleição vai ser indireta. Esse é o debate, é o resumo das duas teses que estão sendo discutidas pelo STF agora.
Está difícil até para os analistas, para os especialistas, tudo depende também da visão dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Então a gente tem que aguardar mesmo para entender como vai ficar o nosso futuro político, o futuro político do Estado do Rio, que já é tão marcado por escândalos, por problemas, por questões que dificultam também o andar, o caminhar das políticas públicas aqui no nosso Estado. Pedro e Bianca.
Eu não queria estar na pele dos especialistas agora, não. Estão tendo que estudar mais ainda, né? Para entender o que pode acontecer nesse Rio de Janeiro. Lembrando que a gente teve alteração na bancada, nas bancadas da LERJ, né, Bianca? O PL foi para 23 deputados e o PSD quase dobrou o número, foi para 9. Vamos ver até que ponto isso impacta na votação para a nova presidência também. Se impacta, né? Porque o PL tem uma grande vantagem de articulação ali dentro. A gente vai acompanhar isso nos próximos dias. É.
Eu ia falar que também está fácil a vida do jornalista, não, né, Gabriel Feitas? Não, não está fácil. Não queria estar na nossa pele, às vezes, também, né, Bianca? Quem virar dos especialistas, então... É uma responsabilidade grande, né, explicar para um público tão grande, né, como está a situação política aqui no nosso estado. Então, sempre é um desafio grande, tanto para os especialistas, né, quem estudou, como cientistas políticos, como também os jornalistas que têm essa missão de traduzir para o cidadão, né, toda a situação que a gente vive. É.