'O que a gente vê é um candidato criado por IA', diz Vera Magalhães sobre Flávio Bolsonaro
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Viva a voz com Bera Magalhães.
Vera Magalhães, muito boa noite, bom início de semana, tudo bem? Tudo bom, Débora, boa noite para você, para a Carol, para os ouvintes e uma ótima semana para todo mundo. Oi, Vera, boa noite. E começamos essa semana com a prisão de Alexandre Ramagem, condenado na trama golpista. Ele que estava foragido nos Estados Unidos, foi preso pelo ICE. Larissa Lopes traz os detalhes aqui para a gente. Oi, Larissa.
Oi, Débora. Pois é, e ele segue sob custódia, de acordo com informações do site do ICE. Então, o ex-chefe da ABIN, ex-deputado federal Alexandre Ramagem, foi preso pelo Serviço de Migração e Controle de Aduanas, o ICE dos Estados Unidos.
E, de acordo com a Polícia Federal, a prisão é fruto de cooperação policial internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é considerado o foragido da justiça aqui no Brasil após a condenação no Supremo Tribunal Federal pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito.
Já o blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, que também está nos Estados Unidos, ele afirma que foi uma questão meramente imigratória e que o status de ramagem nos Estados Unidos é legal. Mas tem a informação, Débora, que ele estava com um visto que venceu no mês de março.
Mas, de acordo com o bolsonarista Paulo Figueiredo, Ramagem não tem risco de deportação, o que é contestado por fontes da Polícia Federal, que afirmam que o ex-Abin pode, sim, ser deportado, mas depois de uma decisão judicial. Conversei há pouco com o advogado especialista em imigração, Vinícius Bicalho, e ele avalia que Ramagem pode ser deportado, sim, mas não de forma automática.
A prisão pelo ICE normalmente indica uma possível violação migratória. Se isso for confirmado, o governo americano pode iniciar um processo de deportação, que é administrativo e, em regra, mais rápido. Mas existe um segundo caminho, a extradição. Como há questões criminais envolvendo o nome de Alexandre Ramage no Brasil, o país pode fazer um pedido formal para que ele seja enviado de volta. E aqui está a diferença. Deportação trata de migração. Extradição trata de crime.
Na prática, a deportação costuma ser mais rápida. Já a extradição depende da justiça americana e pode levar mais tempo. O desfecho vai depender de fatores como a situação migratória dele, eventuais pedidos de defesa e até questões diplomáticas.
Bom, Débora, para fechar, a informação é que Ramagem cometeu uma infração de trânsito e os policiais, ao verificarem os documentos, viram que estava com o visto vencido e também tinham essas informações sobre ele estar foragido aqui no Brasil. Lembrando que ele deixou o país de forma clandestina antes do término do julgamento no Supremo, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão e depois seguiu para os Estados Unidos. Débora.
Obrigada pelas informações, Larissa. Bom, Vera, tem até nisso uma disputa de narrativa aí. Mas fato é que o Ramagem está condenado no Brasil e, como bem lembrou a Carol mais cedo, o cara entrou nos Estados Unidos com documento falso. Tem muita irregularidade aí. Quais podem ser os próximos desdobramentos?
Exato, não é que o visto venceu, é que ele ingressou no país usando um documento falso e foragido da polícia brasileira. Provavelmente a causa da prisão não foi o pedido de extradição feito pela justiça brasileira, que corre em outra raia, está em análise fora da alçada do ICE. Ele foi detido por uma outra questão e aí ao se averiguar...
a documentação dele, as autoridades americanas verificaram todas essas irregularidades, e aí sim, inclusive, o fato de que ele tem um pedido de prisão já feito, já protocolado e de extradição também para o Brasil. Essa postagem do Paulo Figueiredo, aliado do Eduardo Bolsonaro,
É uma tentativa de evitar o óbvio, que dê aquele tilt na cabeça dos eleitores bolsonaristas, vendo que o Donald Trump e o seu governo, o ICE, que é uma das instituições mais controversas do governo Trump,
efetuou a prisão de um bolsonarista foragido da justiça brasileira. Então, ele está tentando fazer ali alguma redução de danos, dizendo, olha, não é bem isso, não necessariamente ele vai ser extraditado, o governo brasileiro não tem nada a ver com isso, para evitar a leitura de que se trata de uma vitória, por assim dizer, do governo e da justiça do Brasil. Não é disso que se trata, prisão de...
de uma pessoa foragida da justiça, é só uma questão realmente de justiça, tem que ser cumprida, acho que não cabe aí grande na ativa política, mas não deixa de ser irônico que isso tenha provocado esse choque.
no QG bolsonarista e principalmente nos aliados do Bolsonaro que estão nessa situação aí de exilados nos Estados Unidos. Muitos deles em situação irregular com a justiça. O próprio Eduardo Bolsonaro, o Alain dos Santos, são vários deles que estão ali em situação em desconformidade com a justiça brasileira.
Se fosse num outro momento, talvez a gente apostasse que o governo Trump fosse comprar esse barulho com a justiça brasileira. Mas, nesse momento, não sei se faz muito sentido. Além de o Trump estar envolvido em muitas outras questões, a gente vai até tratar de várias delas aqui hoje com o Eduardo Graça.
e as relações terem melhorado com o governo brasileiro, também seria contraditório com o discurso anti-imigração ilegal que ele faz e que é um dos caros-chefes do seu governo manter alguém numa situação dessa, alguém que entrou no país com o auxílio de um garimpeiro, com um documento falso.
etc, sendo foragido da justiça do seu país, então ficaria em franco desacordo com o discurso de combater qualquer tipo de imigração ilegal para o país. Então, não acredito que eles vão mover uma palha.
em defesa do Alexandre Amagem, e agora a Justiça Brasileira tem condições de fazer ali, e o Itamaraty, etc., uma gestão mais efetiva para obter a extradição, porque, afinal de contas, ele já está detido, então talvez fique mais fácil obter a extradição para o Brasil, para que ele cumpra a sua pena aqui, por ter sido um dos que tramaram um golpe de Estado na vigência do governo Jair Bolsonaro.
Bom, aqui no Brasil, o Flávio Bolsonaro está num bom momento dessa pré-campanha. Tivemos a divulgação dessa última pesquisa da Datafolha mostrando o empate entre Flávio Bolsonaro e Lula, o que está movimentando as bastidores das campanhas, traçando estratégias. A gente está há seis meses aí da eleição.
Quem conversa com a gente agora aqui no Viva Voz é a Luísa Marzullo, repórter de política do jornal O Globo, falando um pouco sobre essa estratégia do Flávio Bolsonaro. Ele vai reforçar a ofensiva no eleitorado feminino e também no Nordeste, dois públicos aí que são pontos fortes do presidente Lula, né Luísa? Boa noite para você.
Boa noite, Carol. Boa noite, Vera e Débora. Obrigada pela oportunidade. É justamente o que você falou, essa pesquisa da Tafolha foi recebida com uma ótima notícia na pré-campanha do Flávio. É um empate técnico, mas é a primeira vez que ele aparece com um pontinho a mais.
que o Lula, e quando a gente olha os recortes da pesquisa para entender por que esse crescimento, justamente isso que os aliados dele fizeram nos últimos dias, ver onde é que ele vai melhor e tentar analisar de alguma forma como melhorar ainda mais. E justamente os mais ricos, a classe média, os evangélicos, um desempenho mais forte no sul e no sudeste, e aí entrou o diagnóstico da pré-campanha, de que ele está bem onde tem base, onde o bolsonarismo geralmente já vai bem,
e que agora ele precisa crescer onde ele enfrenta mais resistência. Aí elegeram dois alvos preferenciais, as mulheres, que é um eleitorado que tem uma dificuldade histórica do bolsonarismo, até por muitas vezes tem um discurso mais agressivo, né? Mas...
mas de uma ofensiva, sim, e o Bolsonaro já tinha essa dificuldade em 22 e 18. E no Nordeste, que é uma região que historicamente deu vitórias ao PT, vale lembrar que o Bolsonaro venceu nas outras quatro regiões do país na eleição passada e perdeu a eleição justamente por essa vitória do Nordeste. E na pesquisa de sábado, o UL está com 55% nas intenções de voto, então é bastante diferença em relação ao Flávio.
Aí vão ser três movimentos preferenciais agora, né? Primeiro é o discurso, falar de temas do dia a dia, como custo de vida, endividamento, poder de compra, segurança pública. Eles entendem os aliados, os estrategistas do Flávio, que têm ali que falar desses temas que movem o dia a dia do eleitorado, tanto das mulheres quanto do Nordeste. E o segundo é manter uma linha mais de moderação, né? O Flávio tem tentado fazer esse aceno ali mais...
mais suave. Semana passada ele falou até que respeita a comunidade LGBT, ele tem sido mais tranquilo no discurso e a ideia é justamente manter isso, né? Para poder tentar ali mais diálogo, reduzir rejeição.
E a terceira parte dessa estratégia é justamente aumentar a presença, né? As regiões e com o eleitorado. A ideia é fazer mais viagens, agendas, participar de eventos populares. Um dos coordenadores dele, da campanha no Nordeste, né? Que é o ex-ministro Marcelo Duqueiroga.
falou comigo que vai sugerir do Flávio ir para lá para poder participar da festa juninas, tanto em Alagoas quanto em Pernambuco, que é uma forma de criar uma proximidade mais natural com o eleitor. E também tem uma chance do Flávio ir para o Ceará no final do mês, não está batendo o martelo, mas é possível que aconteça.
O problema ainda é que ele deve ir para o Ceará para poder declarar apoio ao pré-candidato ao governo Ciro Gomes e a base não está muito convicta ainda dessa aliança. Até a Michelle Bolsonaro no passado reclamou um pouquinho disso, falou mal dessa aliança. Então, eles estão calibrando ali o melhor timing de ir para esse estado. Volto com você, Carol.
Obrigada, Luísa, pela gentileza de participar aqui com a gente. Festa Junina é aquele evento canônico na vida de todo o pré-candidato. Ô Débora, vamos dar uns números aí do Datafolha antes da Vera comentar para já dar esse contexto? Boa, e a notícia não é boa, né? Porque no Datafolha que foi julgada nesse fim de semana...
O presidente Lula perdeu vantagem, empata com Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, no cenário de segundo turno. No caso de Flávio Bolsonaro, ele aparece pela primeira vez numericamente à frente do presidente Lula, com 46% das intenções de voto, Lula com 45%. No caso de Ronaldo Caiado, o presidente Lula aparece com 45%.
E o governador de Goiás com 42. E no caso de Romeu Zema, Lula com 45 e Zema com 42. Empatados tecnicamente num cenário de segundo turno com todos os candidatos da direita. Na simulação de primeiro turno, a pesquisa mostra a polarização mesmo entre Flávio e o presidente Lula.
Flávio, mas aí no caso Lula lidera as intenções de voto. Oscilou de 25 para 26, se a gente considerar a pesquisa de março, e Flávio de 12 para 16. Quando a pesquisa é estimulada, Lula aparece com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 35%. Sem contar a avaliação do governo. O Datafolha mostra que 40% avalia o governo Lula como ruim ou péssimo e só 29% como ótimo ou bom.
Vou começar pela matéria da Luísa, porque o que a gente vê aí é um candidato criado por IA. É um candidato que vai passar a falar de mulheres, vai visitar o Nordeste, vai até frequentar uma festa junina e vai começar a falar de temas de economia, coisa que o senador Flávio Bolsonaro nunca fez até aqui.
Não é do dia a dia dele, nenhuma dessas coisas está na lista de temas que ele trata comumente, que são quase que exclusivamente os assuntos de interesse do pai, do Jair Bolsonaro. Os interesses ali ligados a domiciliar do pai, a questão de anistia para o pai.
Então, o que o PL está querendo é criar um candidato de laboratório, porque o Flávio Bolsonaro não tem nenhum histórico de tratar de temas ligados à economia popular, ao endividamento das famílias, não tem projetos nessa área, nunca tratou desse assunto. A questão do Nordeste passa ao largo das preocupações.
da família Bolsonaro, passou também no governo, Jair Bolsonaro teve uma relação péssima com os estados do Nordeste, com os governadores, boicotou vários deles, fez ali uma oposição frontal a alguns deles e as políticas que eles adotaram, por exemplo, na pandemia, teve confrontos ali homéricos com o consórcio do Nordeste, em relação às mulheres, eu acho que não precisa nem falar.
o histórico de misoginia ligado ao clã Bolsonaro, ao Bolsonaro como presidente, como deputado federal. Então é de uma enorme artificialidade esse tipo de expediente, é mostrar que o que aconteceu foi pegar um candidato pinçado da ideia e da cartola do pai, e agora vão tentar moldar um discurso.
Essas coisas têm vida curta em campanhas. É difícil você pegar e encaixar um discurso na base do prompt de inteligência artificial. Não vai dar para chegar e falar assim, fale de mulheres, fale do Nordeste, fale de economia popular e aí sai um candidato. Não é assim que funciona. Em debate, com outros candidatos mais experientes, com políticos que tenham experiência de gestão, inclusive no trato desses temas.
esse tipo de artificialidade fica muito patente. Então, eu acho que se tem aí um experimento de sucesso duvidoso. O que o Datafolha mostra é uma situação muito grave para o presidente Lula. É uma situação em que praticamente qualquer um tem potencial de vencê-lo num segundo turno, porque o cansaço com o lulopetismo está ficando muito explícito e muito evidente.
Então, as pessoas mal sabem quem é o Romeu Zema, poucos sabem quem é o Ronaldo Caiado, mas ainda assim, quando o nome aparece numa sondagem de segundo turno, entre esses nomes e o do presidente Lula, muita gente diz que vai votar nesses candidatos porque está insatisfeita, está descontente, está querendo que o Lula não tenha um novo mandato. Então, isso é uma fadiga de material bem séria, bem grave.
e que indica uma dificuldade para o Lula entabular um discurso também que atrai essas pessoas, porque é diferente do Flávio Bolsonaro. Um é alguém que nunca fez nada, o outro é alguém que está aí há muito tempo e já teve três mandatos, todo mundo sabe o que ele pensa, todo mundo sabe o que ele fez e está dizendo que rejeita esse conjunto de coisas. Então, é uma situação muito complexa.
Essa do Lula, talvez a mais complexa que ele tenha enfrentado como candidato, mais complexa até que em 2006, porque naquela ocasião ele tinha o caso dos aloprados, tinha o caso do Mensalão, mas também tinha uma economia que trabalhava a seu favor. E agora, embora alguns números macroeconômicos sejam bons, as pessoas não têm essa sensação em relação à economia. E a notícia não é boa, obviamente.
para o governo, que estava à frente numericamente e agora está atrás numericamente. O incumbente normalmente aparece à frente das pesquisas e, nesse caso específico, essa é a primeira pesquisa da Tafolha, mostra exatamente o Flávio Bolsonaro à frente numericamente do presidente Lula.
Vamos para o nosso próximo assunto. A Bruna Barbosa tem informações sobre uma fala do ex-governador de Minas, Romeu Zema, fazendo críticas aos ministros do Supremo. É isso, Bruna? Boa noite.
Defendendo a prisão de dois ministros, Carol. Boa noite para você, Débora e Vera. O ex-governador Romeu Zema elevou o tom das críticas ao judiciário, uma fala que ocorre em meio aos desdobramentos das investigações do caso Master, que apontam ligações...
entre Daniel Vorcaro e integrantes da Corte. O caso motivou pedidos de impeachment no Senado contra Dias Toffoli e Alexandre de Moraes por crimes de responsabilidade. Contra Toffoli, pese a acusação de julgar processos nos quais seria suspeito, já Moraes é acusado de conduta incompatível com o cargo. A declaração do Romeu Zema foi dada hoje, mais ou menos na hora do almoço. Depois da participação dele num debate promovido pela Associação Comercial de São Paulo, a gente tem o trecho.
Aos intocáveis, aqueles que se consideram acima da lei, não tem tanta gente. Eu sempre fui fiscalizado enquanto empresário. Mas o senhor inclui o STF? Incluo, principalmente, dois ministros, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Esses dois, para mim, não merecem só processo de impeachment, merecem prisão.
Ele foi questionado na coletiva de imprensa, mas já havia falado dos ministros, não nominalmente, mas se referindo como os intocáveis durante essa palestra. O ex-governador também foi questionado sobre um vídeo que publicou nas redes sociais no último sábado, ao lado do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL.
É uma gravação que segue um viral nas redes, chamado Será, em que os dois brincam com a possibilidade de formar uma chapa presidencial, só que invertendo as especulações recorrentes sobre Zema ser vice de Flávio, e sim colocando Flávio como vice de Caiado. Então, é um vídeo em tom descontraído, e aí eu questionei Romeu Zema.
Ele disse que isso tratou apenas de um momento de descontração, mas nos bastidores o nome do ex-governador ainda é citado ali como possível vice numa eventual candidatura de Flávio Bolsonaro. Ele aproveitou essa coletiva para reiterar que pretende manter a pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Inclusive, na quinta-feira está marcado o anúncio do plano de governo.
aqui em São Paulo. Nessa entrevista, para fechar, ele também fez críticas diretas ao próprio PL. Disse que há frutas podres em outros partidos, incluindo o PL de Flávio Bolsonaro, e deixou o local sem detalhar a quem se referia ao fazer essas críticas. Perguntei quem seriam essas frutas podres, mas ele deixou a coletiva sem responder. Volto com vocês.
Obrigada, Bruna. O Zema elevando o tom, agora a fato é que as dúvidas sobre a conduta dos ministros, no caso o Master, abrem brecha para esse tipo de crítica e causam desconforto até internamente na corte. A exemplo do que a gente viu transparecer na fala da ministra Carmem Lúcia hoje, dizendo que da minha parte podem dormir tranquilos, eu não faço nada de errado, mas dizendo que tem ciência da atenção.
A corte vive nesse momento, né? Mas você veja os dois pesos e as duas medidas do ex-governador Romeu Zema, né? Porque ele quer soltar todo mundo que já foi condenado pela trama golpista, pelo 8 de janeiro, etc. Então, quer dar anistia ampla, geral e restrita. E quer prender dois ministros da mais alta corte do país que nem passaram por processo ainda. Então, é uma coisa absolutamente desarrasoada, uma fala sem pele em cabeça.
que mostra só o desejo de lacrar a direita, de lacrar com esse público mais radicalizado. Ele sabe que o Supremo tem essa imagem muito ruim perante a população e está querendo surfar essa onda, mostrando, primeiro, um enorme desrespeito institucional. Você não fala dessa maneira, respeito de ministros da mais alta corte do país, sendo um homem público, sendo alguém...
que quer ser candidato à presidência da República. Então, você já mostra um desapreço total à institucionalidade. Segundo, um desconhecimento homérico de como funciona o devido processo legal. É claro que qualquer participação dos dois com o Master tem de ser investigada. A gente tem defendido isso aqui nesse quadro. Investigada e punida caso haja algo ilegal.
antiético, etc. Mas, antes de qualquer processo, você já falar que dois ministros têm de ser presos, é você querer se mostrar mais radical que os radicais num momento em que a gente vê que essa polarização e essa radicalização tem feito bastante mal ao país, bastante mal à política no mundo e ele está querendo ser aí...
mais a extrema-direita do que o resto. Na verdade, está querendo chamar atenção na esteira do Datafolha, aproveitar esses minutos de destaque e o fato de que qualquer um pode ter chances contra o Lula no segundo turno.
para dizer quem vai ser candidato, que não está flertando com a possibilidade de ser vice do Flávio Bolsonaro. Mas a verdade é que isso está em discussão. É difícil para o Partido Novo, que tem muito pouco tempo de TV, muito pouca estrutura, manter uma candidatura presidencial quando tem outras mais bem posicionadas à direita.
Portanto, é uma tentativa do governador Romeu Zema de conseguir espaço. Conseguiu, a gente está aqui falando sobre isso, mas é uma fala lamentável e digna da gente repudiar.
bem, a gente faz uma pausa aqui no Viva Voz, para o nosso ouvinte ficar com as notícias locais, daqui a pouquinho a gente fala mais sobre as questões políticas e também de economia aqui do Brasil. Viva Voz de volta, a Samanta Klein tem informações em Brasília sobre mudanças na articulação política do governo. Oi, Samanta.
Oi, Débora, Vera, Carol. Olha, o deputado José Guimarães, que assume nesta terça-feira a Secretaria de Relações Institucionais, espaço deixado por Glaise Hoffman, traz uma dupla solução para o governo. Além de fortalecer a articulação política do Palácio do Planalto no Congresso, ainda resolve a disputa interna do partido pelos candidatos ao Senado. E, com isso, Guimarães admitiu que foi, sim, para o sacrifício.
em prol do projeto Lula. Eu sempre fiz a política pensando no projeto. Já fui para muitos sacrifícios. Ele é aqui do Ceará e sabe dos sacrifícios que eu fiz. Eu acho que o homem público tem que ter sempre esse propósito, servir. Eu quero servir ao país, quero dar uma contribuição com o ministro de Estado e eu vou querer procurar fazer isso agora.
Aliado de primeira ordem de Lula, Guimarães assume o cargo em uma cerimônia no Palácio do Planalto, que deverá contar com os presidentes da Câmara, Hugo Mota e Davi Alcolombre do Senado. Inclusive o próprio Guimarães disse que as presenças já estão confirmadas.
E como líder do governo, Guimarães tem um trânsito grande, pelo menos na Câmara dos Deputados. E agora o desafio, então, cresce em direção ao relacionamento com o Senado também. Até porque a Secretaria de Relações Institucionais é considerada chave para o governo em termos de articulação das pautas prioritárias.
Ao mesmo tempo, as alianças regionais poderão ficar melhor assentadas também com a desistência de Guimarães em concorrer ao Senado pelo Ceará. Lula ainda não fechou o palanque no Estado, que deverá ter o mano de freitas na disputa à reeleição do governo estadual.
E para aumentar os apoios, o petista, o presidente Lula, busca o apoio de Cid Gomes, que quer uma vaga no Senado, pelo menos é pré-candidato, da mesma forma, Eunício Oliveira, que já foi até, já foi senador, deputado, enfim, ele que é do MDB e também quer entrar na disputa a senador. Já no lugar de Guimarães, como líder do governo na Câmara, vai assumir o deputado e ex-ministro, Paulo Pimenta. Com vocês.
Obrigada, Samanta, pelas informações, até o aliado, considerando um sacrifício a articulação. Agora, Vera, é por tudo que a gente já viu, essa altura do campeonato, ele vai conseguir fazer essa articulação sozinho ou vai depender e precisar do presidente Lula?
Ele tem uma boa relação com o presidente da Câmara, né, Hugo Motta? Então, nesse aspecto, pode ajudar. Ele já fazia esse meio de campo como líder do governo. Eu acho que muda pouco. Por outro lado, é isso. Ele abre mão de disputar um novo mandato de deputado. E a gente sabe que a situação do PT no Ceará não está exatamente tranquila. Então, ele poderia ser um puxador.
de votos e com isso se perde ali um nome importante para a legenda do PT no Ceará. Não sei exatamente qual foi o cálculo que ditou essa escolha, mas certamente ela parte da constatação do Lula de que o Planalto está muito desguarnecido, está muito enfraquecido.
Não que a Glaze tivesse lá um mega trânsito tranquilo, tinha melhor na Câmara, muito pouco no Senado, mas é isso, alguém que dialoga, pelo menos, com o presidente da Câmara e, com isso, pode ajudar na tramitação das matérias de interesse do governo nessa reta final.
Mas é aquilo, o que a gente vê nas pesquisas é um quadro quase como se fosse uma infecção generalizada. A gente vê o governo tentando atacar problemas aqui e ali, quando o grande retrato que fica é de que a percepção do governo como um todo é muito complicada. E a gente tem visto na discussão com o Congresso muita dificuldade em quase todas as frentes.
Na frente da escala 6x1, a coisa está andando à revelia do governo, o governo é quase um ator secundário. Na coisa do Messias, está tendo que construir tijolo a tijolo a aprovação dele para o Supremo Tribunal Federal. Nos vetos, deverá sofrer uma derrota. Então, muita dificuldade. É uma dificuldade que só a entrada do José Guimarães na articulação política não vai sanar. Não vai sanar de todo, não.
Mas pode melhorar pelo menos esse canal de comunicação com o presidente da Câmara de algum modo. É porque você troca a peça, mas não resolve o problema estrutural, né, Vera? Acho que a gente teve ali um ápice...
de relações ruins entre Congresso e articulação política na época do Arthur Lira com Alexandre Padilha, que mal se falavam. Mas depois disso até que a coisa ali engrenou. Enfim, as relações se dão de maneira institucional. Agora, não resolve o problema estrutural da relação do Congresso com o governo, independentemente de quem seja o representante da vez.
Pois é, não resolve. Teve um momento ainda bem ruim no início do Hugo Mota com a Glaise ali, muito entreveiro. Aí resolveu na época da votação do IR, até porque a Câmara estava muito enfraquecida ali por causa daquela batalha da PEC da blindagem.
Então, ali teve um momento de melhora, mas nunca chegou a ficar totalmente bem. Foi uma opção do Lula, por ter um Palácio do Planalto 100% de esquerda. Nunca a tal frente ampla teve uma entrada no Palácio. Ela teve postos em outras áreas ali. Ela teve o Ministério do Planejamento.
Simone Tebet teve outros ministérios na Esplanada, mas dentro do Planalto sempre foi 100% de esquerda, quase 100% PT e agora com o Boulos a entrada do PSOL. Então isso foi ali indicado por vários interlocutores do governo como uma grande dificuldade.
de ampliação de diálogo, porque o Palácio precisa ter diálogo com vários setores da sociedade e da política, e foi um Palácio mais fechado. O Guimarães não resolve esse problema de uma inclinação muito para a esquerda da articulação política do governo.
A gente faz mais uma pausa para que o nosso ouvinte fique com as notícias locais. E na volta tem Eduardo Graça, repórter especial do Jornal Globo, para comentar os temas internacionais. Os Viva Voz de volta e já está com a gente na linha o Eduardo Graça, colunista e repórter especial do Globo, nosso comentarista aqui do Viva Voz. Boa noite, Edu. Boa noite, Vera. Oi, Débora. Oi, Carol. Boa noite, ouvintes todos. Edu.
Edu, o presidente Donald Trump abriu a semana daquele jeito, anunciando um bloqueio do Estreito de Hormuz para o Irã, uma tentativa de cortar o suprimento até Irã, também com uma briga com o Papa.
E uma postagem em que ele aparece numa imagem de inteligência artificial como se fosse Jesus Cristo, que causou controvérsia até entre a direita americana. Em que fase nós estamos da estratégia de guerra? Como essas coisas se interrelacionam? Nós estamos, a gente estava na fase ruim, agora a gente está na fase pior.
Quando que a gente imaginou que a gente ia ver o bloqueio do bloqueio? Porque é isso, né? É os Estados Unidos agindo exatamente como o Irã e fazendo agora o bloqueio do bloqueio que o Irã tinha anunciado do estrito de Hormuz lá no começo da guerra.
É, Vera, assim, escancara isso tudo o maior fracasso até agora da fracassada diplomacia do Trump 2.0, né? E essa tentativa de se eliminar de uma forma questionável do ponto de vista do direito internacional o maior triunfo de Teheran nesse momento, que é o controle do Estreito de Hormuz, né? Numa publicação na rede social dele próprio, o Trump afirmou que os Estados Unidos utilizarão o mesmo sistema de morte rápido e brutal.
lá no estreito de Hormuz, empregado contra aqueles suspeitos de tráfico de drogas no mar aqui do Caribe e no Pacífico, que foram, a gente lembra, passos importantes para o asfixiamento econômico da Venezuela e depois a captura do Nicolás Maduro.
e o estabelecimento desse arremedo de protetorado de Washington hoje, que a gente vê em Caracas, sob o comando da Délcio Rodrigues. Aqueles ataques causaram a morte de pelo menos 168 pessoas e são considerados por diversos especialistas em direito internacional ilegais.
E em novembro, como a gente sempre fala, tem eleição nos Estados Unidos. Se os democratas recapturarem a maioria na Câmara e no Senado, eles já avisaram que vão fazer uma investigação, uma CPI, digamos assim, dos atos todos lá no Caribe, no Pacífico, e punir os responsáveis. No Estreito de Hormuz, eu te pergunto, Vera, então os Estados Unidos vão agir, bombardear, vão fazer essa coisa toda da morte com um navio de bandeira chinesa que ultrapassar...
que foi liberado pelo Irã. Quer dizer, o cessar-fogo no Oriente Médio está seguindo para mais uma semana, com os dois lados aumentando as ameaças, com percepções divergentes, se o Líbano entrou ou não nessa trégua, ainda até agora, os bombardeios seguem lá.
E a real possibilidade de um aumento do conflito após o fim desse ato aí, que foi conseguido a duras penas pelo esforço da diplomacia convencional, clássica, da China e do Paquistão. E eu posso falar um pouquinho do Papa também, se você quiser. É, porque essa foi uma coisa que não deu para entender, né? Não, não deu para entender. Tem um contexto importante que é, inclusive para essa não gosto do Papa, feio, mal, do Trump ao Papa.
que é o primeiro Papa nascido nos Estados Unidos também, que é relacionado ao movimento que a Igreja Católica nos Estados Unidos tem feito contra as ações e os abusos, a denúncia de abusos e de crimes cometidos pelos agentes de imigração dos Estados Unidos, do ICE. Notadamente contra imigrantes de origem latino-americana. A maioria da população de origem latino-americana nos Estados Unidos é católica.
E a Igreja Católica Americana, desde a Conferência dos Bispos Americanos até quem atua ali na base mesmo, estou falando de padres, freiras, leigos, ela tem sido vocalmente crítica e também crítica de forma prática a essa política de deportação de massa em massa dos imigrantes sem documentação correta.
que é comandada pelo governo Trump. Eles, inclusive, têm oferecido, em muitos casos, as igrejas como locais de refúgio para essa comunidade. Sim, têm feito compras, levando assistência médica para as pessoas que estão escondidas em casa com medo do ICE. E o Papa tem celebrado...
algo intimamente ligado a essa atuação, que é o crescimento do número de católicos no país. Então, quando o Donald Trump publica uma imagem na rede social dele mesmo, retratando ele mesmo como Jesus, ele dá mais argumento ainda para essa reação da Igreja Católica, para a sensação e dos católicos em si, que é um desrespeito a quem professa essa religião, que é, vou lembrar de novo, vou voltar para novembro, 25% do eleitorado que deve ir às urnas em novembro. Então, assim, os republicanos à direita...
ficaram desesperados e depois até o Trump tirou essa postagem, disse que, na verdade, ele não pensou que ele estava ali aparecendo como Jesus, não que ele estava aparecendo como um médico que cura as pessoas. Eu acho que tem uma trapaça do inconsciente dele aí, que talvez ele próprio esteja precisando, de repente, de um médico. Não sei.
Pois é, até a Georgia Meloni se manifestou contrária ao Donald Trump nesse episódio do Papa. Falando ainda em Europa, Edu, o conservador Vitor Orbán foi derrotado pela oposição de centro-direita na Hungria. Esse resultado, ele ficou 16 anos no poder, esse resultado aproxima o país da União Europeia?
Sem dúvida nenhuma, né? Foi uma derrota de um modelo de governo anti-europeu, mais do que conservador de extrema direita, ultra direita, dentro da comunidade europeia. Agora, Débora, eu acho que é uma vitória também dos valores democráticos em si, né? Das pessoas que defendem a liberdade de imprensa e dependência dos poderes, os direitos dos imigrantes, das pessoas LGBTQIA+, das mulheres.
É um golpe muito grande, você tem toda razão, a extrema-direita europeia alimentada pela xenofobia, mas não só. É um golpe muito grande para o governo Trump, que enviou o vice-presidente J.D. Vance para participar de comícios do Orbán nas últimas semanas, na corrida final das eleições. É um golpe, então, também, eu acho.
a ingerência estrangeira a eleições fora de suas fronteiras, o que nos diz muito respeito também aqui no Brasil. E é um golpe para a extrema-direita brasileira, que enxergava no Orbán um exemplo de governo linhadura, com a justiça e a imprensa aparelhadas pelo Executivo, com grupos minorizados sem voz e sustentado pelo voto. Essa última parte, o sustentado pelo voto, não tem mais, acabou.
Edu, mudando aqui de assunto, que realmente o mundo está no modo shuffle, né? Hoje tivemos a prisão do Alexandre Ramagem pelo ICE nos Estados Unidos. Está à dúvida agora se ele pode ser... Pois é, deportado, extraditado. O que a gente pode esperar, hein? A gente ainda não sabe exatamente o que vai acontecer. A gente não sabe nem exatamente os detalhes dessa prisão. Eu só fiquei me lembrando...
quando o anúncio foi feito, dos comícios que eu fui cobrindo pelo jornal O Globo e também para a CBN, do então candidato Donald Trump em 2024. A gente conversou algumas vezes aqui depois desses comícios. Comícios, candidato Donald Trump celebrado pelo bolsonarismo. Nesses comícios, ele falava muito de como é que o ICE iria atuar se ele tivesse uma segunda temporada na Casa Branca, se os eleitores o levassem de volta para a Casa Branca.
Ele dizia que imigrantes sem a devida documentação legal e que fossem nocivos, perigosos, que colocassem os cidadãos de bem norte-americanos em risco, seriam perseguidos, presos e deportados. Ele classificava essas pessoas como animais.
ignorantes, escória. Uma das muitas críticas de organizações não governamentais que lutam pelo direito dos imigrantes, com documentação legal ou não, nos Estados Unidos, é a perseguição feita a eles no trânsito, que parece que foi o caso do ex-deputado federal Alexandre Ramagem. Eu conversei com imigrantes brasileiros no ano passado, lá nos Estados Unidos, que me revelaram o pânico de dirigir. Muitos estavam vendendo os carros.
porque passar um sinal vermelho por engano e acabar numa detenção do ICE...
significava falta de alimentação adequada, condições sanitárias deploráveis, dificuldade de acesso de advogados quando na detenção do ICE. Essas ONGs, são todas ONGs, elas também atuaram em casos de pessoas, e continuam atuando, que pedem asilo político lá nos Estados Unidos. Entre os casos mais dramáticos de asilo político no momento, são os venezuelanos, que fugiram do chavismo, estão sendo mandados de volta para a Venezuela de Adélcio Rodrigues.
com todo o aparato chavista ainda no poder. Quem sabe, Carol, essas mesmas ONGs possam ajudar, garantir a segurança, a saúde, os direitos civis do ex-deputado Alexandre Ramagem, se ele ficar muito tempo aí, mais tempo do que os aliados deles esperam, sobre a guarda do ICE. É isso, Eduardo Graça, com a gente todas as segundas-feiras, falando de política internacional. Obrigada, Edu. Obrigado, boa noite para todos.
Valeu, Edu. Tchau, tchau. Vamos para o nosso último tema, que é a demissão do presidente do INSS. O Igor Cardim tem os detalhes para nós. O governo estava insatisfeito com essa enorme fila de pedidos ainda em avaliação, mais de 2 milhões e 700 mil. E aí, o presidente do INSS acabou caindo, né, Igor?
Pois é, Carol, boa noite para você, para a Vera e para os ouvintes. E essa era uma promessa de campanha do presidente Lula, justamente a redução das filas no INSS. O governo federal anunciou hoje cedo a demissão de Gilmar Waller da presidência do INSS e para o cargo foi nomeada Ana Cristina Viana Silveira, que é servidora de carreira do órgão.
desde 2003 e que ocupava a Secretaria Executiva Adjunta do Ministério da Previdência Social. O Aller permaneceu 11 meses na função. Ele chegou justamente depois do afastamento da cúpula do órgão por suspeita nas fraudes bilionárias envolvendo os descontos de benefícios sem autorização e deixa o posto em um momento de pressão justamente pela redução das filas de espera por benefícios previdenciários.
Segundo alguns interlocutores do governo, a falta de coordenação entre o Instituto e o Ministério, somada à necessidade de acelerar a análise de pedidos, motivou essa substituição. Já algumas fontes do Ministério dizem que a mudança foi motivada pela necessidade de um novo momento de foco total na redução da fila de espera, que foi uma das promessas do presidente Lula em 2022.
Ana Cristina Viana Silveira possui um perfil técnico e já presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social, onde implementou algumas medidas para poder acelerar os... Ah, perdemos o contato com o Igor. Mas acho que deu para dar as informações principais nessa troca no comando do INSS. O governo está tentando uma agenda positiva nesse momento e sabe que o INSS é algo que mexe muito com a vida de todo mundo, com a vida do trabalhador, né, Vera?
A situação em que o calendário joga contra, né? Se você pensar que teve três anos para reduzir a fila e, ao contrário, ela triplicou de tamanho, imaginar que em poucos meses que restam até a eleição e mesmo até o fim do ano vá haver uma solução, é pouco provável. Mas é o governo mostrando que está muito preocupado com a situação.
flagrada pelas pesquisas de uma completa desarticulação sua em todas as áreas. Quando a pesquisa é bem detalhada e pede para que o governo seja avaliado área por área, como era da semana passada do Instituto Ideia para o Canal Meio,
Fica evidente que existe uma avaliação generalizada contrária ao governo, na saúde, na educação, na economia, na segurança pública, e essa área do INSS não é diferente. E ela joga contra aquele discurso do Lula de que melhorou a vida na assistência social, com o aumento do Bolsa Família, com a garantia ali do BPC, que chegou até a ser reavaliado.
mas foi mantido, com a valorização do salário mínimo em bases reais todo ano. Esse é um discurso forte do governo e a questão tanto dos desvios nas aposentadorias e pensões, quanto do aumento absurdo dessa fila, que hoje é de quase 2,7 milhões de pessoas, tudo isso joga uma pá de cal nesse discurso.
Então, para o Lula é muito sensível esse tema, daí porque é a tentativa de, pelo menos, começar a descer esse índice nesses meses que nos separam da ida das pessoas às urnas. Muito bem, então. Finalizamos o Viva Voz de hoje. Amanhã tem mais. Obrigada, Vera. Amanhã tem mais. Um ótimo jornal para vocês. Até lá. Até, Vera. Boa noite.
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