Episódios de Política

Caso Master: Lula sobe o tom e joga Moraes ‘aos leões’ ao levar crise ao STF

08 de abril de 202644min
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O presidente cobrou explicações dos ministros do STF e disse ter aconselhado Alexandre de Moraes a não deixar que o caso “jogue fora a sua biografia”. A declaração, ao ICL Notícias, ocorre no mesmo dia em que vieram à tona repasses do Banco Master a um escritório ligado à esposa do magistrado. Para Vera Magalhães, a fala marca uma inflexão na condução do caso e sinaliza tentativa de dividir o desgaste com o Supremo.

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Participantes neste episódio6
V

Vera Magalhães

HostJornalista
A

Ana Carolina Tomé

ComentaristaJornalista
B

Bruno Caraza

ComentaristaEconomista
D

Débora

Comentarista
D

Débora Vera

ComentaristaJornalista
S

Samanta Klein

ComentaristaJornalista
Assuntos4
  • Banco MasterLula e Alexandre de Moraes · Pagamentos do Banco Master · CPI do Crime Organizado · Lobby e corrupção
  • EleiçõesIntenções de voto · Candidatos da direita · Rejeição ao petismo
  • Deslocamento e Endividamento PopulacionalTaxa de endividamento · Impacto político do endividamento
  • Delação Premiada INSSLimites da delação · Ação do PT no STF
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Viva a Voz, com Vera Magalhães. Vera Magalhães, muito boa tarde, tudo bem? Oi, Débora, tudo bem? Boa tarde pra você, pra Carol, pros nossos ouvintes, também pra quem tá assistindo Viva a Voz. Oi, Vera, boa noite. Pois é, que a gente tá com o entardecer lindo aqui em São Paulo, mas já é boa noite. Boa noite.

Não, é que eu tô aqui desde muito cedo. Eu nem percebi que já ficou noite. Eu fiz o Sardenberg do estúdio hoje. Tô direto na redação, já tô emendando aqui. Já deu bom dia pro Milton Jung. Se deixar, começa no Milton, vai até ser bem na madrugada, né? É, exato. Rave.

E, gente, não é que a história do Banco Master voltou a esquentar hoje, né? Tivemos aí a divulgação de vários pagamentos e o presidente Lula, inclusive, falou sobre o assunto. Ana Carolina Tomé traz mais detalhes. Oi, Ana. Boa noite novamente agora.

Oi, Débora, boa noite novamente para você. O presidente Lula cobrou nesta quarta-feira explicações convencentes de ministros do Supremo Tribunal Federal, supostamente envolvidos no escândalo envolvendo o Banco Master. Lula revelou ter conversado com o ministro Alexandre de Moraes e o aconselhado a não permitir que o caso jogue fora a sua biografia. Ele defendeu que Moraes passe segurança à população e se declare impedido.

Eu disse com o companheiro Alexandre de Moraes, eu vou dizer para vocês exatamente o que eu disse para ele. É o seguinte, você curtiu uma biografia histórica desse país com o julgamento do 8 de janeiro. Não permita que esse caso do Bocaro jogue fora a sua biografia. Mas a sua mulher estava divulgando? Diga textualmente, a minha mulher estava divulgando, minha mulher não tem que pedir licença para mim, ela faz coisa. Eu só prometo que aqui na Suprema Corte...

Caso da minha mulher, sabe, eu me sentirei impedido de votar ou qualquer coisa. Documentos que chegaram à CPI do crime organizado apontam que o escritório da advocacia da mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Bássio de Moraes, recebeu mais de 80 milhões de reais do Banco Master em dois anos. O contrato total no valor de 129 milhões de reais em três anos.

já tinha sido revelado no ano passado pela colunista do Globo e comentarista da CBN, Malu Gaspar. O relator da comissão, Alessandro Vieira, confirmou os pagamentos que foram declarados pelo Banco da Receita Federal. Vieira destacou ainda, em entrevista à Globo News, que teve dificuldades para ter acesso a essas informações, sendo necessário reforçar o pedido mesmo à CPI, tendo aprovado a quebra dos sigilos.

Procurado pela reportagem, o escritório Barsi de Moraes afirmou que não confirma as informações incorretas e vazadas ilicitamente, lembrando que todos os dados fiscais são sigilosos. O presidente Lula, Débora, voltou a defender a possibilidade de fixar mandatos para ministros do STF e disse que se o cara quiser ser milionário, não pode ser ministro da Suprema Corte.

Disse que apoia a CPI do Máster para investigar o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a quem chamou de a serpente que pôs o ovo por ter legalizado a instituição financeira. Volto com você.

Obrigada pelas informações, Ana Carolina Tomé. E também vieram à tona, né, Vera, pagamentos declarados pelo Master de pelo menos 59 milhões de serviços foram prestados por ex-presidente, o ex-presidente Michel Temer, por ex-ministros, dirigentes partidários, tudo de acordo com documentos da Receita. Quem aqui prestou serviço para o Banco Master, além do ex-presidente Michel Temer?

A empresa de Guido Mantega foi ex-ministro, Henrique Meireles também ex-ministro, Ronaldo Bento, Ricardo Lewandowski, uma empresa de ACM Neto, uma empresa do ex-ministro Fábio Weingarten, do grupo liderado pelo pai do governador Ratinho Júnior e também o escritório de Antônio Rueda, presidente do União Brasil. Todo mundo disse que esses serviços prestados são serviços legais e que não haveria nenhum problema.

Mas tem a questão dos personagens. E uma coisa que chama atenção é o fato do escritório dizer que as informações são incorretas, dados da Receita Federal. Exato, porque nesses dados consta um pagamento ao escritório da Viviane Barsi de Moraes da ordem de 80 milhões de reais. E ela soltou uma nota criticando o vazamento de números que, segundo ela, não seriam corretos.

Essas informações incorretas e vazadas ilicitamente. O fato é que quando começam a surgir nomes e começam a surgir pagamentos, a gente vê a extensão...

da rede de Daniel Vorcaro. Aí você tem de nomes da direita, como Fábio Weingarten, passando pelo centro ali, chamado Centro Estrito Censo, que é o ex-presidente Michel Temer e colaboradores do seu governo, como o ex-ministro Henrique Meirelles.

passando pelo centrão ali na figura de dois expoentes do União Brasil e chegando até a esquerda com Guido Mantega e Ricardo Lewandowski. O que eles dizem é que as empresas e escritórios de cada um desses personagens prestaram algum tipo de consultoria, fizeram algum tipo de trabalho junto com o Master e por isso receberam esses pagamentos.

Mas o fato é que isso tudo dá ali um indício do que pode haver na delação. Por quê? Porque se suspeita que muitos desses pagamentos fossem por ações equivalentes a lobby. Lobby junto ao Banco Central, lobby junto aos tribunais, lobby junto a outros órgãos.

públicos, como agências reguladoras, lobby junto ao Congresso. Então, se nas delações de Vorcário e Fabiano Zetto, que estão sendo negociadas, houver alguma menção a que esses pagamentos na verdade equivaliam a algum serviço de lobby, aí a coisa pode começar a ficar complicada politicamente para esses mencionados que receberam.

do Banco Master. Em relação à fala do presidente Lula, ela é emblemática e marca um ponto de inflexão na conduta do presidente e na forma como ele lida com esse escândalo, porque até aqui ele vinha evitando colocar os ministros do Supremo explicitamente na roda.

transferir o desgaste político desse caso para o Supremo Tribunal Federal. O que vem mostrando várias pesquisas? Que esse caso resvala muito no governo, apesar de não ser um escândalo do governo Lula, do Banco Master.

foi criado ainda no período do governo Bolsonaro, teve a sua relação com o Banco Central, principalmente naquele período, e no governo Lula o banco foi liquidado pelo Banco Central e as investigações começaram com a Polícia Federal e a Receita, etc. Então, para o Lula se desvencilhar desse assunto, seus conselheiros estavam recomendando que ele transferisse a responsabilidade, uma parte dela, para o Supremo Tribunal Federal. Qual era a grande dificuldade de fazer isso?

a percepção de que o Supremo foi importante para o governo quando puniu os responsáveis pelo 8 de janeiro e pela trama golpista. E agora o Lula faz um discurso que endereça essas duas coisas. Ele fala que os ministros do Supremo...

que o Alexandre Moraes tem que ser desimpedido de julgar qualquer coisa em relação ao Banco Master. Ele diz o que ele falou para o ministro numa conversa reservada, o que é ali bem mais ousado do que os seus conselheiros vinham aconselhando a que ele fizesse.

E ele diz que o cara que quiser ser milionário não pode ser ministro do Supremo. Isso no dia em que vem aí à tona um pagamento de 80 milhões para o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes. Então, por mais que ele queira posar de conselheiro e amigo do Alexandre de Moraes, na verdade, ele está jogando ele meio que aos leões.

E isso possivelmente vai ter consequência. Essa fala vai ser ouvida, lida e digerida no Supremo como uma espécie de divórcio ali de estratégias entre governo e Supremo com possíveis consequências para ambos os lados. Ele não cita o nome do Toffoli, né?

Ele cita nominalmente Alexandre de Moraes. Quando o questionamento era sobre o ministro Dias Toffoli, o presidente ficou calado. Um ministro com quem ele ficou com relações bastante estremecidas. Mas não cita nominalmente o Toffoli, cita Alexandre de Moraes. Exato, isso também me chamou a atenção. Embora lá atrás ele já tenha conversado também com o ministro Dias Toffoli. Na época aconselhou que ele deixasse a relatoria do caso que veio a acontecer semanas depois da conversa. Mas agora ele concentrou...

a sua fala no ministro Alexandre de Moraes porque as pesquisas devem estar mostrando um desgaste do Alexandre de Moraes grande neste momento Carol, diga Débora comentei que ele defendeu uma CPI para investigar o Master

É, o governo vai bater muito nessa tecla que o caso Master não é da sua responsabilidade, que o Lula mandou seguir, recebeu o Vorcário e em seguida recebeu o Haddad e o Galípolo e mandou que tudo fosse investigado. Então esse é o discurso que vai ser repetido, vai ser martelado durante a campanha eleitoral.

Então, defender a CPI faz parte dessa estratégia de mostrar que não tem nada a temer com o prosseguimento das investigações desse caso. É, defendendo a CPI que a gente sabe que não vai andar no Congresso, né? Também joga pra plateia. Bom, falando em caso Master, nesse momento em que o Daniel Vorcaro está negociando uma curva de delação premiada, o ministro Alexandre de Moraes...

colocou, liberou para a pauta a votação de uma ação do PT justamente sobre as regras para acordos de delação premiada. Larissa Lopes, conta para a gente. Oi, Larissa.

É isso, Carol. Citado em mensagens de Daniel Vurcaro, que já negocia acordo de delação premiada, o ministro Alexandre de Moraes enviou para julgamento uma ação de 2021 movida pelo Partido dos Trabalhadores, que trata justamente de limites para a delação premiada. Agora cabe ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, marcar a data para análise presencial desse assunto em plenário. Por enquanto, não foi dada a sinalização pelo presidente da corte.

E a gente lembra, Carol, que a PGR já recomendou em 2022 a rejeição dessa ação. O PT pede que o STF defina regras e limites sobre acordos de delação premiada. Busca, por exemplo, que as declarações do colaborador não sejam o único fundamento para decretação de prisão ou bloqueio de bens de pessoas apontadas. Também quer coibir interpretações que violem garantias fundamentais e que haja prazo para a pessoa citada por um delator.

para que possa se manifestar. O doutor em Direito Constitucional e professor de Direito Penal, Fernando Capano, ele explicou para a gente que a delação não é um meio de prova, mas sim um meio de obtenção de prova. E para ele, com essa ação, o Supremo pode reforçar os limites que já existem implicitamente na Constituição e o impacto da matéria no Supremo, para ele, pode ser mais qualitativo do que estrutural, mas cita possíveis mudanças.

Nós teremos aí uma maior dificuldade para fechar acordos muito rápidos, especialmente investigações sensíveis. Nós teremos aí um aumento do rigor probatório, ou seja, a delação deixa de ser o eixo central da prova e passa a ser só um elemento auxiliar. Nós teremos uma redução, provavelmente, do protagonismo do Ministério Público nessa negociação, tendo em vista que nós teremos uma maior ingerência judicial nos termos da minha resposta anterior.

E nós teremos aí, muito provavelmente, e esse é o papel fundamental que o STF vai trabalhar, é a questão da padronização nacional dos critérios para se celebrar este acordo, ou estes acordos.

Bom, ele ainda afirma, Carol, que a tendência é que a ação não tenha efeitos retroativos e uma mudança não trará insegurança jurídica. Já o doutor e mestre em Direito e especialista em Direito Processual Penal, Ricardo Martins, ele avalia que desenterrar essa ação agora, justamente em meio à crise do caso Master, pode afetar a credibilidade do Supremo e, para ele, é uma invasão de competência.

No meu ponto de vista técnico, uma ação tentando fazer com que o STF estabeleça limites para a realização da colaboração premiada é muito estranha, porque não é o Supremo Tribunal Federal que tem que estabelecer limites para a realização da colaboração premiada.

Quem tem que estabelecer limites para a realização da colaboração premiada é a lei. E no caso, a lei 12.850 de 2013, que é a lei que combate o crime organizado, ela é muito clara ao estabelecer os limites para a realização da colaboração premiada.

Bom, a gente lembra que em mensagens analisadas pela Polícia Federal, Daniel Vorcaro mencionou encontros com o ministro Alexandre de Moraes e no dia que foi preso pela primeira vez, em novembro do ano passado, enviou mensagem a um número atribuído a Moraes, perguntando se ele havia conseguido bloquear. Carol.

Obrigada, Larissa. E aí, Vera, qual é a simbologia do Alexandre de Moraes liberar esse julgamento para a pauta justamente agora? É, eu acho que o mais complicado é esse momento, né, esse timing. Essa é uma ação de 2021 movida pelo PT e ali oferecida e tendo como advogados alguns advogados que atuam em casos rumorosos, em escândalos.

de corrupção, alguns que são referência na discussão de direito penal, como o doutor Lênio Streck, mas que é isso, é uma ação de 2021. Por que agora? Por que liberar para a pauta exatamente no momento em que está sendo negociado, e todo mundo sabe que está sendo negociada, a delação de Daniel Vorcário e a delação do Fabiano Zettel, e mais.

Se o ministro Alexandre de Moraes, que foi relator de uma das ações mais rumorosas dos últimos anos, que sabe de toda a história da redemocratização, que foi a ação da trama golpista, que contou com uma delação premiada que foi crucial para o seu andamento e que foi amplamente questionada por vários advogados, exatamente por alguns dos problemas que estão aí nessa ação, porque ele não liberou antes.

esse julgamento. Se ele acha relevante isso, se ele acha relevante rever alguns critérios, porque ele não reviu antes da delação do tenente coronel Mauro Cid. Essa é uma pergunta que não quer calar e que não vai calar.

Então, a partir do momento em que ele manda para julgamento agora essa ação, sem ser atentado para ela, sendo que ela é de 2021, no momento em que ele homologa uma delação altamente questionada, e que foi questionada em todas as fases do processo, quando ela ainda estava sendo negociada, logo que ela foi anunciada, quando veio a tona ali.

um vazamento em que o Mauricídio supostamente reclamava que tinha sido coagido a fechar aquela delação naqueles termos. Muitos elementos ali não se provaram em provas de corroboração e ainda assim ela foi mantida. Então, o ministro Alexandre de Moraes, de novo, está se colocando numa posição de ser questionado. E aí é legítimo que ele seja.

porque os elementos já estavam no poder dele antes. E, no entanto, ele só liberou para julgamento agora, que tem uma delação sendo negociada, e de alguém que contratou o escritório da sua mulher e que, segundo dados já obtidos pela Polícia Federal, trocou mensagens com o próprio ministro.

e que tem uma discussão que a mulher do ministro e até o ministro podem ter voado em aeronaves das suas empresas, ou seja, são vários os pontos. Agora o presidente da República, numa entrevista, coloca que o ministro deveria se julgar impedido. Então é tudo uma...

conjunção de fatores que não favorece a que se tenha benevolência com a liberação dessa ação para julgamento exatamente agora. É óbvio que todo mundo espera que as delações contenham todas essas salvaguardas que a Larissa nos trouxe na matéria. Isso é o mínimo, isso é o óbvio.

Mas, então, quer dizer, até aqui elas não têm atendido a isso? Vão passar a atender a esses critérios só a partir de agora? Complicado, né? Complicado porque o próprio Supremo já reviu as regras de delações algumas vezes. E as que estão valendo agora foram estabelecidas depois de várias discussões do próprio Supremo Tribunal Federal.

E ainda sobre o Banco Master, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi hoje a CPI do crime organizado no Senado. Ele havia sido convidado a prestar esclarecimentos e disse que esteve na reunião que aconteceu no Palácio do Planalto em dezembro de 2024, em que estiveram o Daniel Vorcaro, o presidente Lula.

o ex-ministro Guido Mantega, que foi quem intermediou esse encontro, e outros ministros, o Icosta, da Casa Civil, Alexandre Silveira, de Minas e Energia. Galípolo disse que, nesse encontro, Vorcaro apresentou ao presidente Lula a versão de que o Banco Master estava sendo perseguido pelo mercado em função da atuação agressiva. Ainda de acordo com Galípolo, Lula então indicou ao banqueiro, que seria o novo presidente do Banco Central, e o novo presidente do Banco Central.

e que ele procurasse Galípolo, que teria uma atuação técnica sobre o caso. Temos o trecho? Para mim foi muito análogo a algo que acontece muitas vezes de maneira até dentro do Banco Central. É comum quando tem um processo dentro de uma diretoria, que alguém que é parte do processo procure a presidência para falar olha, eu estou com esse processo e queria dar uma explicação. Ato contínuo, o que eu faço?

chamo o diretor da área, que é o responsável, e diz, olha, quem cuida disto é esse diretor, esse é o responsável. Foi exatamente a resposta que o presidente Lula deu ao momento. Ele disse, olha, o Galipo vai assumir daqui a um mês o Banco Central, esse é um tema que não cabe à presidência da República, cabe ao Banco Central, e lá dentro do Banco Central eu tenho certeza que você vai ser tratado da maneira técnica, e a análise vai ser técnica.

Nas mensagens que foram encontradas no celular de Vorcaro, o ex-banqueiro disse à namorada que o encontro com Lula no Planalto tinha sido ótimo. Galípolo foi perguntado, foi questionado sobre essa avaliação de Vorcaro, mas disse que era uma fala pessoal dele. Galípolo afirmou ainda que não há nenhum procedimento aberto no Banco Central que aponte a culpa de Campos Neto no tratamento do Banco Master. Campos Neto que foi convocado pela CPI do crime organizado e não compareceu hoje novamente, faltou pela terceira.

vez, Vera. Exato, eu notei ali da parte do PT principalmente uma certa decepção pelo fato do Gabriel Galípolo não ter ali apertado pra cima do Roberto Campos Neto, não ter carregado nas tintas ao falar da relação que o Master tinha anteriormente com o Banco Central, mas isso é uma questão de institucionalidade básica.

Ele, como presidente do Banco Central, não vai colocar o ex-presidente da instituição na roda no meio de uma CPI. Jamais faria isso. Não tem sido essa a condução que ele tem dado ao Banco Central. Ele não assumiu com o discurso de dar uma grande guinada, de uma grande ruptura. Não fez isso, por exemplo, na taxa de juros. Não houve essa guinada. Também não vai haver...

Nesse discurso, o Banco Central está tratando com muita cautela e muito cuidado essa questão do Master, porque tem ali funcionários, ex-diretores com um envolvimento direto, que já está sendo investigado pela Polícia Federal, então não vai ser o Gabriel Galípolo a colocar fogo na lona do circo.

nesse assunto. Tinha muito petista com uma expectativa irreal em relação a esse depoimento, que ele ia chegar lá e ia botar para quebrar, ia ficar evidente que o Roberto Campos Neto cometeu esse, aquele, aquele outro. Pelo menos faltas ali, pelo menos omissões ao tratar desse caso. E não foi isso que ele fez. Foi um depoimento ali.

Bem controlado e bem institucionalizado. Espero que qualquer um que conhecesse a engrenagem do Banco Central imaginaria que Gabriel Galípolo faria. Muito bem, nosso ouvinte fica com notícias da sua cidade. E na volta tem mais Viva Voz. Vamos falar sobre mais uma pesquisa de intenções de voto à presidência da República.

Viva a voz de volta. Igor Cardin tem mais informações ao vivo sobre uma pesquisa de intenção de voto à Presidência da República. Oi, Igor, boa noite.

Oi, Débora, boa noite para você, boa noite também para os nossos ouvintes. Mais da metade do eleitorado brasileiro ainda não definiu o voto presidencial para as eleições de 2026. Segundo a pesquisa Meio Ideia, 51% dos entrevistados afirmaram que podem mudar de candidato até outubro.

Este índice vinha caindo desde a primeira pesquisa em janeiro deste ano, mas agora, pela primeira vez, atingiu a maioria dos eleitores. A maior chance de mudança está entre os eleitores de direita. 60% dos que se dizem eleitores de Flávio Bolsonaro afirmam que podem mudar o candidato.

O mesmo ocorre com os que se dizem eleitores de caiado. 69% falam em uma possível mudança. Entre os eleitores do presidente Lula, apenas 26% admitem essa possibilidade. O potencial de transferência de votos revela que o carimbo do ex-presidente Bolsonaro

é decisivo para 32% do eleitorado que afirmam votar com certeza em um candidato indicado pelo ex-presidente. Por outro lado, a rejeição ao petismo permanece alta, com 43% dos entrevistados.

declarando que não votariam em Lula de forma alguma. Nos cenários de segundo turno, o presidente Lula do PT tem 45,5% dos votos, enquanto o senador Flávio Bolsonaro do PL aparece com 45,8% dos votos, considerado um empate técnico dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

Já contra Ronaldo Caiado, do PSD, Lula marca 45% contra 39% do ex-governador goiano. A CEO do IDEA, Sila Schulman, avalia que o alto nível de incerteza entre os eleitores se deve principalmente à presença de dois pré-candidatos da direita, que ainda não se apresentaram ao eleitorado.

O eleitor ainda não está engajado nessa eleição. Falta muito tempo para o eleitor comum saber quem são todos os candidatos e ter a certeza do voto, especialmente no campo da direita, em que os candidatos não são tão conhecidos como é o presidente Lula. É o caso do Flávio Bolsonaro, que carrega o sobrenome Bolsonaro, mas ele mesmo não é conhecido do grande público ainda como candidato. Ele ainda vai ter que se apresentar.

É o caso também de Ronaldo Caiado e de Romeu Zema, que são governadores dos seus respectivos estados, com muito mais conhecidos lá. Então, até outubro, o eleitor aí sim vai se engajar. No cenário do primeiro turno, Lula tem 40% das intenções de voto contra 37% de Flávio. Na sequência, aparece Caiado com 6,5%. Os nomes de Renan Santos e do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, têm 3% cada. E aí

Já o ex-ministro Aldo Rebelo soma 0,6%, votos em branco e nulos são 1%. Outros 8,5% não souberam responder. Foram ouvidas 1.500 pessoas em todo o país. Entre os dias 3 e 7 de abril, o nível de confiança é de 95%. Débora.

Obrigada pelas informações, Igor Cardin. Bom, a especialista ouvida fala do desconhecimento, porque a briga está ali entre os candidatos da direita. Há seis meses da eleição, é normal que eles sejam desconhecidos ainda.

Normal que sejam desconhecidos ainda, apesar de a gente estar falando de pelo menos dois políticos que estão bastante aí no fronte. O Ronaldo Caiado está na política desde sempre, foi candidato a presidente na primeira eleição depois da redemocratização, que foi a de 89. Já teve dois mandatos de governador, mandatos bem avaliados, foi reeleito no primeiro turno. E o Flávio Bolsonaro...

senador, filho do Jair Bolsonaro, teve no noticiário em vários momentos, durante todo esse julgamento do pai, teve no noticiário, no caso das sachadinhas, que envolveram ele diretamente, mas é isso, o eleitor ainda não está olhando de fato e com atenção para a eleição presidencial. Isso explica um pouco.

essa alta taxa de desconhecimento dos candidatos, mas também essa grande volatilidade que a pesquisa capta, essa ideia de que muita gente ainda admite a possibilidade de mudar de ideia, de rever o seu voto.

Então, a decisão de voto, a cristalização desse voto vai vir num momento lá pela frente. Eu conversei com o Maurício Moura, do IDEA, e ele disse que nesse segundo trimestre, nesse começo de ano, é muito comum aparecer esse dado, em que a pessoa anteriormente vinha dizendo que votava no candidato e ela faz uma espécie de parada estratégica para analisar o cenário. Porque é o momento em que as candidaturas começam.

a ser definidas efetivamente, e a eleição passa a ser uma preocupação mais constante na vida de quem não vive de cobrir política, de acompanhar política, como é o caso da gente, jornalista, político, etc. Então, isso é normal. O Ronaldo Cado vai tentar se aproveitar disso para crescer dentro da fragilidade, da volatilidade do voto no Flávio Bolsonaro. Vai usar para isso essa experiência como gestor, que o filho do Bolsonaro não tem.

E aí vai tentar se diferenciar do que o bolsonarismo traz de rejeição, que acho que é uma memória de algumas instabilidades e de algumas crises do governo Bolsonaro. Pandemia, ataque à imprensa, ataque às urnas eletrônicas, etc.

E ainda falando de eleição, gente, temos informações em Belo Horizonte porque o deputado federal Nicolas Ferreira, que está em meio a atritos com o Eduardo Bolsonaro, pregou a união da direita. Quem tem os detalhes é a Débora Costa. Oi, Débora, boa noite.

Oi Carol, boa noite pra você também. Após se envolver em uma discussão com Eduardo Bolsonaro nas redes sociais, o deputado federal Nicolas Ferreira, do PL de Minas, apareceu ao lado do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro e pregou união da direita para as eleições. O parlamentar deu a declaração durante um evento em Brasília nesta quarta-feira para o lançamento da pré-candidatura ao Senado do presidente do PL em Minas, deputado federal Domingo Sávio.

Durante o evento, o Nicolas reforçou a necessidade de Flávio vencer as eleições em Minas Gerais, considerado o estado-chave para as eleições, e destacou que no pleito de 2022, a diferença do presidente Lula para Jair Bolsonaro foi de apenas 50 mil votos. Ele afirmou ainda que está no time de Flávio e de Eduardo, com posições diferentes, mas contra o mesmo inimigo, se referindo ao adversário petista no pleito.

No último final de semana, Nicolas Ferreira e Eduardo Bolsonaro protagonizaram uma discussão nas redes sociais com troca de acusações e indicação de um racha no bolsonarismo. O filho de Bolsonaro chegou a acusar o deputado mineiro de desrespeitar a família dele. Depois do ocorrido, o senador Flávio Bolsonaro e pré-candidato pediu racionalidade, pacificação e união dos apoiadores. Disse ainda que é angustiante ver lideranças se digladiando.

Em meio aos atritos na cúpula do PL, a legenda ensaia lançar uma chapa aqui em Minas Gerais para apoiar a campanha à presidência de Flávio Bolsonaro. Além da pré-candidatura ao Senado de Domingos Sávio, o PL também filiou o ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas, Flávio Roscoe, que é pré-candidato ao governo estadual.

mas a legenda estuda a possibilidade de uma aliança com a chapa do senador Cleitinho do Republicanos. Segundo Roscoe, se for interessante para a sigla, ele pode sair de vice em outra chapa na disputa estadual aqui em Minas Gerais.

Obrigada, Débora. Está difícil apaziguar esse núcleo do bolsonarismo, Vera. Exato. Hoje, na minha coluna, eu acabei escrevendo sobre isso sem ainda ter tido acesso aos números da pesquisa IDEA. E acabou casando, porque nesse momento, os maiores problemas para o Flávio Bolsonaro partem da direita.

O PT e o Lula ainda não começaram a fazer ataques a ele, tentativas de desconstrução do Flávio. Embora tenham chegado à conclusão que é preciso antecipar esse embate, ele ainda não começou de uma forma articulada e coordenada. Então, as maiores dores de cabeça estão partindo dessa divisão da direita, dessa tentativa de outros pré-candidatos de direita.

se mostrarem mais viáveis que o Flávio Bolsonaro. E aí tem ataque em dois flancos, na direita mais institucionalizada ali, na figura do Caiado, e também na direita mais antissistema, ali mais estridente, na figura do Renan Santos. Então ele sofre ataques dos dois lados e o Nicolas Ferreira está nesse...

nesse meio, porque é um dos mais influentes deputados da direita e tem tido atritos com o Eduardo Bolsonaro, principalmente, há um certo tempo já. É claro que, num segundo turno, esse pessoal tende a estar todo junto, então não faz tanta diferença no computo final. Mas pode ser relevante, por exemplo, se a disputa realmente ficar apertada para ser resolvida no primeiro turno.

Então, acho que é por isso que eles estão tentando apaziguar os ânimos. Ainda temos mais informações vindo de Brasília. A Samanta Klein tem aqui mais detalhes sobre o julgamento, atualizações do julgamento do STF que trata das eleições no Rio. E, Samanta?

Pois é, Débora Vera e Carol, olha, julgamento então dessas duas ações, que está num placar em um a um por peito direto na eleição do Rio de Janeiro para esse mandato tampão. Ocorreu aí uma divisão entre os relatores, o ministro Cristiano Zanin votou pela eleição.

direta para esse mandato, após a renúncia do então governador Cláudio Castro. Já o ministro Luiz Fux, relator de uma outra ação que questiona a lei estadual para a eleição do mandato tampão, indagou, questionou a legitimidade do diretório estadual do PSD para ingressar com esse questionamento e também defendeu que as eleições precisam ser...

indiretas, ou seja, com a escolha de novo governador pelos deputados estaduais. Só para finalizar aqui, o ministro Cristiano Zanin ainda abriu uma brecha para que as eleições possam ser feitas imediatamente em pleito suplementar ou junto com as eleições de outubro. O julgamento foi interrompido e será retomado nesta quinta-feira com vocês.

Obrigada, Samanta, pelas informações. Bom, Vera, ainda indefinido o que vai acontecer. Inclusive, tem uma mensagem de ouvinte aqui que pede ajuda aqui. Ele diz o seguinte, se tiver eleição direta para governador do Rio de Janeiro para mandato tampão, quem ganhar pode concorrer nas eleições gerais de 2026 e 2030 ou ficará impedido de concorrer em 2030? Fica impedido, porque a eleição do mandato tampão conta como uma eleição. Então, mesmo que seja por poucos meses...

Você é eleito governador, você pode se candidatar à reeleição em outubro. Então é disso que se trata. E todo mundo estranhou o fato do ex-prefeito Eduardo Paes anunciar que será candidato se houver uma eleição direta. Mas é que ele acha que ele é o único nome capaz de fazer frente ao grupo do ex-governador Cláudio Castro. E que estar no poder, no comando do Estado é importante.

para que não haja nenhum tipo de articulação em outubro, que pudesse tornar mais difícil a eleição dele, etc. Então ele está disposto a fazer isso, tem dito aliados, que é um gesto de altruísmo que ele faz em relação ao Rio de Janeiro.

cada um lê como quer, cada um faz a narrativa o que quiser, na verdade é um jeito dele se garantir e evitar que esse grupo que sofreu um baque com a cassação do Cláudio Castro e do Bacelar se rearticule em torno do deputado Douglas Ruas

Se é que vai ter eleição de mandato tampão mesmo, né? Porque o ministro Cristiano Zanino Voto já deu uma pista ali, talvez, de uma tese. Ele falou, se ficar muito apertado para organizar a eleição, talvez poderia ser uma eleição única direta em outubro. Tem quem defenda isso já nos bastidores do Supremo. Ele falou, vai ser direta, mas a gente segura até outubro e faz uma eleição só, porque está muito em cima.

É, para manter o presidente do TJ no comando, né? Exatamente. Eu falei disso no Viva a Voz 1 na segunda-feira, que essa era uma nova tentativa que eles fariam caso ficasse claro que não tem uma adesão suficiente para uma eleição direta agora. E não tem, né? O TSE, por exemplo, acha inviável fazer duas eleições diretas. Então, tem isso sendo discutido, sim, com certeza, Carol.

Continuamos acompanhando o julgamento, agora nosso ouvinte fica com notícias da sua região e na volta tem Bruno Carasa para comentar os assuntos de economia. 6 horas e 52 minutos, Viva Voz está de volta e já está com a gente na linha o Bruno Carasa, nosso comentarista das quartas-feiras. Boa noite, Bruno.

Boa noite Vera, boa noite Débora, boa noite Carol, boa noite pra você que tá com a gente. Oi Bruno, boa noite. Hoje Bruno Carazza entrando quase tão tarde quanto o Jornal da Globo aqui, mas é que as notícias não param nesse programa. A nossa loprética. Vida dura, vida dura. Horário loprético hoje aqui.

Querido, a gente vai falar dessas medidas que o governo está anunciando para tentar combater um dos grandes flagelos econômicos desse começo de ano, que é o alto nível de endividamento da população. O governo sabe que isso atinge a sua popularidade de frente, está tentando amenizar o problema, mas eu queria saber de você, essa questão vai pesar na campanha?

muito e vai conseguir e vai acabar obscurecendo o fato de que a taxa de desemprego está baixa e houve uma elevação de renda afinal?

Pois é, Vera, um assunto que tira o sono de milhões de brasileiros, porque é um problema muito grave o nível de endividamento e inadimplência. As pessoas, além de estarem muito endividadas, estão com um volume de dívidas em atraso, o que acaba pressionando muito os seus orçamentos. E isso é um problema econômico, mas também se torna um problema político, porque, afinal de contas, a gente está no ano eleitoral.

E muito do que o governo esperava de colher de frutos nesse último ano para se reeleger, acaba perdendo força por causa dessa situação do endividamento das famílias. Então a gente está com taxas de desemprego nos menores níveis, nas últimas décadas, a renda em alta nas máximas.

mas como a população está endividada e com dívidas em atraso, isso acaba tirando força desse bom momento econômico das famílias, inclusive enfraquecendo uns trunfos que o governo tinha, porque, por exemplo, o caso da isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais, é justamente essa faixa de renda de quem ganha até 5 mil reais que está sofrendo mais.

com essa situação difícil e isso acaba afetando o governo. Vocês estavam comentando sobre a pesquisa, a ideia que saiu hoje, um dos itens da pesquisa era justamente esse, 38% dos entrevistados acham que o custo de vida e o endividamento pode ser decisivo na sua intenção de voto nesse ano e outros 37% acham que o custo de vida

acham que vai ser muito relevante. Então é um problema econômico que acaba também impactando o lado político, sem dúvida nenhuma. Agora, Bruno, qual é o tamanho desse problema e quais fatores levaram a essa situação?

Pois é, Débora, são vários números, várias pesquisas que mostram tamanhos diferentes, porque tem abordagens diferentes. O Banco Central estima que a taxa de endividamento chega a 49,7%.

que tem conta em banco. Quando a gente olha os dados do Serasa, que aí é um dado mais abrangente, que envolve as dívidas das pessoas também, não só com os bancos, mas também com o comércio, com conta de água, luz, telefone, os números são muito impactantes.

Existem quase 82 milhões de CPFs negativados no Serasa hoje, ou seja, são dívidas em atraso, o que tem um impacto muito grande para um contingente muito grande de pessoas. 50% da população adulta está negativada no Serasa hoje. E as causas disso são variáveis.

Toda uma situação pós-pandemia que as pessoas realmente tiveram suas contas todas desequilibradas naquele momento da pandemia. As taxas de juros muito altas no Brasil, que acaba gerando uma bola de neve. Temos o problema das becas.

milhões de pessoas que apostaram em 2025 no Brasil, 37 bilhões de reais que escoaram pelo rumo das bets, muita gente se endividando por causa de bete e tem um problema também de oferta de crédito, com a bancarização, com os smartphones, muita gente entrou, tem agora acesso a...

conta bancária e muitas instituições financeiras fazem praticamente um assédio para as pessoas propondo operações de crédito que muitas vezes não exigem nem assinatura da pessoa, a pessoa dá um sim ali no próprio aplicativo e muita gente não está preparado financeiramente para lidar com essa dívida e essa dívida por causa das taxas de juros muito elevadas vão virando uma bola de neve e gerando esse problema aqui.

que é de difícil solução. A gente tem um minutinho só, Bruno, mas queria saber de você quais são as novas propostas que estão na mesa de negociações, porque não é a primeira vez que o governo tenta resolver esse problema.

Exatamente, teve o desenrola, teve o crédito consignado para quem é CLT, que foram medidas que o governo tomou desde o início desse mandato Lula, que aliviaram a situação, sem dúvida nenhuma, mas como não se atacou as causas do problema, houve uma redução do endividamento, mas depois o problema voltou a crescer novamente. E agora o governo pensa em fazer uma nova rodada de renegociação de dívidas, que seria...

que as pessoas estão com atraso e o governo concedendo aí garantias para os bancos que vão ofertar essas renegociações de dívidas, inclusive está na pauta a possibilidade do uso do FGTS como garantia.

E não apenas o FGTS, mas aquele dinheiro parado nas contas bancárias também, que está lá no Banco Central, mais de 10 bilhões de reais. O governo estuda usar isso como garantias para que os bancos renegociem essas dívidas e deem um alívio para esse contingente muito grande de pessoas que está numa situação financeira realmente bastante delicada atualmente.

Olha lá, ele não só espera para entrar mais tarde, como crava o horário e não estoura. É um craque mesmo, é isso. Estou aprendendo, gente. Esse não tem de vida nunca, está sempre no azul. Obrigada, viu, Bruno, por hoje. Um abraço, gente. Valeu, Bruno. Até semana que vem. Tchau.

E é isso, então, assim, nos despedimos. É isso, aqui estamos em dia com as prestações do doutor Wender e Charles. Não estamos devendo nada. Sete horas, aqui não tem endividadas. Até amanhã. O Wender, cara, não dá pra ficar devendo nada pro Wender, gente. Não dá, pior que o crédito rotativo isso aí, cara. Eles já mandam pro prego. É pior que o B. Já mandam pro prego que fala, não, né? Aí, ó, já tá dizendo que a gente vai estudar. Tchau, gente. Tchau, valeu, Vera. Tchau. Beijo, Vera.

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