'Descondenado', Garotinho diz que será candidato ao governo do RJ em caso de eleição direta para mandato-tampão
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Pedro
- Candidatura de GarotinhoEleições diretas no Rio · Decisão do Supremo · Republicanos · Antônio Garotinho
- Decisões sobre eleições e mandatoRicardo Couto · Ministro Edson Fachin
A gente fala sempre sobre as eleições para o Rio, sobre esse governo tampão que a gente vai lidar a partir de agora, e aí surge um novo personagem nesse cenário. Nem tão novo assim, nem tão novo assim, Pedro Bunenberg. Um novo personagem, velho conhecido, de todos nós, que é...
Antony Gorotinho. Antony Gorotinho, agora descondenado, Bianca Santos, ele estava inelegível. Tivemos uma decisão do Supremo, do ministro Cristiano Zanin, que retirou a condenação dele. Descondenou. Descondenou, um verbo que a gente meio que cria aqui para poder se referir a essa história inusitada.
E aí, com essa condição agora já elegível, o ex-governador Antônio Garotinho pode ser candidato ao governo do Estado, ou qualquer cargo que quiser, diga-se de passagem.
Mas nós tivemos uma novidade importante que é a seguinte, o Republicanos confirmou que caso o Supremo amanhã indique que o Rio terá eleições diretas para esse governo tampão, que Antônio Garotinho será o candidato do partido para essa reta final de governo, esses últimos meses do governo do Rio de Janeiro.
Mas o ingrediente, a notícia mais bizarra do Rio é sempre a próxima, né, Bianca? Eu costumo dizer isso por aqui e é o caso dessa história. Então, basicamente, é como se fosse um paredão falso, né, Bianca, aqui para a eleição do Rio. O Antônio Guaratinho que saiu, na verdade, não, voltaria se fosse eleito nesse cenário novo, né? Dá para a gente pensar nesse cenário também.
Fato é que isso tudo fica a critério agora, amanhã, dos ministros do Supremo. O Supremo decide amanhã se nós teremos eleições diretas ou não, qual o formato dessas eleições, quem serão ou poderão ser os candidatos, quais são os prazos, isso é importante, Bianca. E aí a gente complementa essa história com uma apuração do nosso colega, colunista da CBN, do jornal O Globo, Lauro Jardim, que traz um ingrediente a mais, Bianca.
Muda tudo, tá? Se confirmar isso amanhã, tudo que a gente está pensando aqui, os políticos do Rio de Janeiro, vai por água abaixo. O que o Lauro conta pra gente é que cresce no Supremo uma corrente que diz o seguinte, olha, a gente está muito perto, uma eleição uma da outra, para fazer uma eleição direta agora.
eleição direta não seria o caso, o melhor talvez fosse deixar o Ricardo Couto, desembargador do Tribunal de Justiça, por lá mesmo, deixa esse cara lá, ele vai tocando lá o governo por enquanto, e aí em outubro tem a eleição já oficial que está marcada, e nesse cenário teria uma antecipação da posse, então depois de eleito, em vez de assumir em janeiro, logo no começo de novembro, por exemplo, esse novo eleito assumiria e já tocaria o estado dali em diante.
É uma possibilidade, o Supremo avalia isso, o presidente do STF, Edson Fachin, vem fazendo reuniões nos bastidores e a gente já apura o seguinte, Bianca, não existe unanimidade, a coisa vai ser apertada e o que o Edson Fachin vem dizendo é procurar um comum possível para essa situação do Rio de Janeiro, porque a unanimidade está praticamente descartada para a votação de amanhã.
Tudo isso fica para amanhã e aí teremos consequências adiante para a nossa política fluminense, Bianca. É isso.