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Relator protocola pedido para prorrogar CPI do crime organizado por mais 60 dias

06 de abril de 20263min
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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou, nesta segunda-feira, 6, requerimento para prorrogar por mais 60 dias os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado. A iniciativa já conta com o apoio de 28 senadores, número superior ao necessário para a tramitação do pedido.

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Participantes neste episódio1
F

Flávio Dino

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  • Crime OrganizadoAlessandro Vieira · Investigações sobre Davi Alcolumbre · Banco Master · Ibanez Rocha · Roberto Campos Neto · Gabriel Galipo
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Boa tarde, Tatiana, Fernando e todos que nos acompanham. O senador Alessandro Vieira protocolou hoje pela manhã um requerimento para prorrogar por mais 60 dias os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito que apura o crime organizado. Ele conseguiu o apoio de 28 senadores, o número mínimo de assinaturas são 27, ele já conseguiu, portanto, 28 senadores para apoiar a prorrogação dos trabalhos do colegiado.

Criada para investigar a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas no país, a CPI avançou sobre estruturas complexas de financiamento ilícito e identificou indícios de infiltração das organizações criminosas na economia formal, inclusive com o uso de mecanismos sofisticados.

de lavagem de dinheiro. Alessandro Vieira aponta ainda que a CPI possui um grande volume de documentos a serem analisados, documentos oriundos de todo o trabalho e toda a documentação que foi recebida pela comissão ao longo das investigações. Além disso, os trabalhos investigativos chegaram a uma fase crítica, segundo o relator, o que exige o cruzamento de dados sensíveis e a realização de oitivas impreteríveis.

Alessandro Vieira diz que a teia de relações reveladas pelo caso Master alcança dimensões alarmantes de risco sistêmico e corrupção. No documento em que solicita essa prorrogação dos trabalhos, Alessandro Vieira também cita a insuficiência de tempo

para concluir o diagnóstico sobre a atuação das facções criminosas e de milícias nos diferentes estados da federação, sendo necessário ouvir governadores e secretários de segurança pública dessas unidades para que seja feita a atuação.

Por fim, o senador afirma que a prorrogação é essencial para evitar o encerramento prematuro dos trabalhos e assegurar a entrega de resultados concretos com impacto real no combate ao crime organizado aqui no Brasil.

Para que essa CPI seja prorrogada, é necessário a análise do caso por parte do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ele que vai deliberar sobre a continuidade dos trabalhos da CPI. Com o prazo bastante apertado, a comissão ainda tem quatro depoimentos previstos nesta semana. Um deles, o do ex-governador do DF, Ibanez Rocha, marcado para amanhã. Ibanez conseguiu um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, mas ainda assim a CPI mantém a sessão para o depoimento dele.

E na quarta-feira, o colegiado tem a previsão de ouvir Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, e Gabriel Galipo, atual presidente do Banco Central, para que eles prestem explicações sobre os casos envolvendo o Banco Master. Tatiana.

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