IGORFINA + FERNANDO SARDINHA - Flow #623
Sardinha e seu filho Sardinha Jr.
- Metodologia de TreinamentoIndividualidade no treino · Dorian Yates · Ronnie Coleman · Milos Sarcev · Chris Bumstead
- História pessoal e trajetóriaClube das Mulheres · Teatro e Música · Oswaldo Montenegro · Jean-Claude Van Damme
- O papel do humor e da brincadeiraImitação de pessoas · Tourette · Cariani · Skylab
- NBA e basqueteNBA · Spud Webb · Michael Jordan · LeBron James · Victor Wembanyama
- Internet e CarreiraAscensão de talentos · Sardinha · Igor 3K
- Programação da FLIP em São PauloOportunidades de carreira · Ibirapuera · BMW
- Regulação de esportesFutebol Americano (NFL) · UFC · Lance Stephenson · Neymar
- Henrique e o cocô desaparecidoExperiência em cruzeiro · Netflix
- Histórias engraçadas e inusitadasHistória com travesti · História com a avó · História com mulherzinha
- Orçamento familiar e decisões financeirasHerança · Inventário · Filho único
- Promoções e PatrocíniosGrowth Supplements · Oficial Farma · Creatina em gummy
Família, bem-vindos a mais um Flow. Eu sou o Igor e hoje eu vou conversar com Sardinha. Tudo bom, cara?
Depois de tanto tempo, tô de volta, velho. Pois é, fiquei muito feliz com o convite. Muito obrigado.
E tem o Cariani também, pô.
Verdade, que prazer estar aqui com o Sardinha, cara, meu irmão. Prazer te ver de novo.
E aí, Galera, tudo bom? Tudo bem, irmão?
Obrigado a todos.
Isso era pra acontecer há muito tempo, essa...
Primeira vez que a gente tá num podcast junto. Ah, é? Primeira vez?
Ué, mas vocês já se amam há tanto tempo, cara. Por que demorou tanto tempo?
E ele me amou bem... Olha, o Simão é meu irmão.
Calma.
Ele é foda, laído total. Ele me ama muito mais tempo. Eu era um amor platônico dele.
Ah, é?
Que fofo, cara.
Entendi. Mulher do Scarpe, a ex-esposa do Scarpe L, mandou uma mensagem para mim dizendo, olha esse cara, o que esse cara te imita. Aí a hora que eu entrei no direct, velho, tinha 15 mil stories, mas assim, mas muito, muito. E tinha marcado que ele já tinha saído, né? Aí eu mandei mensagem para ele e eu olhei, ele tinha 777 seguidores.
Nossa, que número cabalístico.
É cabalístico. Aí eu falei para ela, eu falei, cara, esse cara é muito bom, esse cara vai ter um futuro brilhante. E falei um monte de coisa para ela. Aí o Scarpelli, eu tava cuidando de mudando dieta, treino dele, né? Até ele fez umas fotos bem bacana e tal. E naquela época ele era como se fosse um filhão. Então o Scarpelli queria ajudar ele e eu também queria. Então nós juntamos, fizemos uma live, né? Fizemos uma live e começamos a descer o pau falando para as pessoas e pedia para ele, provocava ele, igualzinho Eu lembro até hoje do dia que ele me mandou mensagem primeira vez no Instagram, mano.
Eu tava tocando bateria em casa e aí meu celular apareceu notificação, eu olhei, falei, cara, comecei a tremer, velho. Aí mandei mensagem para um amigo meu da faculdade, o Rodolfo, que foi uma das pessoas que mais me incentivou a criar esse Instagram. Rodolfo Sardinha mandou mensagem, velho, fiquei incrédulo assim. Aí comecei a trocar ideia com ele, aí falei com o Scarpelli e tal, a gente virou amigo.
Muito foda, isso é muito doido, né, moleque? A internet promove umas paradas que assim Se tu tivesse fazendo o que tu tava fazendo lá, provavelmente tu jamais encontraria o Sardinha. Quem dirá, a gente tá aqui, todo mundo junto, trocando essa ideia. E isso vale para mim também, tá ligado? Que momento da minha vida eu poderia encontrar o Sardinha, né?
Exatamente.
Só por causa disso aqui, por causa da internet.
Você vê como são as coisas. Cara talentoso, velho, tava escondido. O cara toca bateria, professor de inglês, professor de educação física, jogador de basquete. E humorista, velho, com timing. Ele tem as duas coisas principais do humor.
Isso que tu nunca viu a mamada dele.
Ai, meu cuzinho preto! Moleque, eu fui gravar um story imitando o Samuel essa semana em casa. Eu tava filmando um suplemento lá e tal. Aí no final eu falei, ai, meu cuzinho preto! E quando eu acabei de fazer esse movimento, eu olhei atrás da janela Tava minha empregada, que é uma idosa, com pano assim na mão. Ela não vai aguentar trabalhar lá em casa, ela não vai aguentar, mano. Ela vai pedir demissão.
Esse vídeo tu soltando rojão, porra, você acha que ela vai ficar boa?
Ela vai pedir demissão.
Mínimo, mínimo.
Ela não vai aguentar, mano. Ela não vai aguentar.
Mas conversar com esses caras realmente deixa a gente meio maluco. Sabe de quem a gente tá falando, né? Dos caras com Tourette. Os caras são Sim, eu sou incontrolável.
Eu só queria poder, acho que todo mundo queria ter uma experiência de bater o papo com o cara numa hora que o cara não tava sendo filmado, porque para ele tanto faz como não fez. Mas no dia a dia deve ser o dobro de engraçado.
Ó, vou te falar, cara, que assim, quando ele chegou, o dia de fazer o programa aqui com os caras, não sei o quê, chegou o Dilleira, por exemplo. Pô, a gente sabe que ele chegou daqui de cima. Tô aqui em cima, aqui dá para ouvir ele tocando buzina lá embaixo.
Nossa, aquele grito dele é muito estridente, muito sinistro.
E aí os cara sai com tique depois. Aí o Igor saiu cheio de tique daqui, cara.
É porque você fica imitando os outros, né?
Como é que é acompanhar o Sardinha no treino, cara?
Pô, a gente fez um vídeo de treino há 2 anos atrás, muito engraçado, ficou muito foda. Tava até vendo no carro vindo para cá.
Mas dá para acompanhar?
Ah, ele que me passou o treino, não foi junto, né? Junto não dá, né?
Por que não?
É, não, mas assim, a gente acompanha. Eu não sou de, eu não sou um cara conhecido como um cara que treina muito pesado, né? Normalmente eu tenho muito controle. Então a ideia para mim do treino é o tesão do negócio, entendeu? É como se fosse, eu tô me exercitando, é um momento só meu. E esse é o negócio. Então eu carrego em função da minha régua. Como é que tá minha régua hoje? Minha régua tá aqui, ó. Então eu vou no limite da minha régua, paro ela ali, ou Se eu tô com a bola dos olhos pegando fogo, então eu passo da minha régua.
Entendeu?
Então é o meu tesão aquele momento do treino. Quando eu passo treino para alguém, é mais ou menos isso que eu quero que a pessoa sinta.
Entendi.
Tesão. Porque ideologias à parte, ideologias cada um tem a sua. Sistemas, divisão de treino, pelo amor de Deus, isso aí nem se discute. E se discute muito. Educação física, ele sabe muito bem, educação física é uma briga de ego que parece que os caras... Morrem para poder mostrar que o ar do pastel dele é melhor que os outros, de verdade. E fala, não, mas tem que ver que o ar do meu pastel é muito melhor. Aí você fala, caralho, o cara é muito louco, velho.
Mas você pode fazer o seu trabalho, tá de boa, deixa eu fazer o meu aqui, não é? Imagina ele, jogador de basquete, aí ele professor de educação física. Muitos dos movimentos que ele vai fazer e que um, por exemplo, um bracista armwrestler, né? Os caras fazem uma rosca direta, velho. Aí você vai corrigir o movimento do cara, o cara vai rir para você porque ele é o mais forte do mundo. Esse é o problema do professor de educação física que não escuta, não escuta os atletas, não escuta o campeão.
Por que que o campeão é aquilo daquele jeito, entende? É a mesma coisa. Então falando agora pouco, como é que funciona na sua cabeça para você fazer a pergunta para determinado? Porque você formata, mas formata de um jeito que para nós é Eles falam, caralho, que coisa natural. Que genial.
Eu estava vendo lá embaixo.
Que coisa natural. Tipo, que bacana. Sabe assim? Porque é natural para você. O que você fez? Você fez cursinho? Não fez?
Não.
Você não pegou estudo científico de todos os podcasts do mundo para fazer? O estudo científico é bom, mas a sua prática foi o bicho.
Você viveu o bagulho.
Viveu. Exatamente isso, a essência, essa essência, entendeu? E aí assim que eu faço com o meu treino, porque a minha verdade, velho, minha verdade me pertence, entendeu? Eu aprendi com outros caras bons, então não é, eu não tô tentando dizer que a minha verdade é melhor que a de ninguém, você vai pegando o que é de legal de cada um e vai montando o que é legal, e vou montando ali. Então a minha verdade ela me pertence porque que foi 41 anos de carreira.
Aí o cara chega para me corrigir, não tem problema. O problema é ele falar que o ar do pastel dele é melhor que o meu. Esse é o problema, que é a briga de ego na educação física.
E tu acha que esse jeito de olhar para o esporte que você está descrevendo, que, cara, esse aqui é o meu jeito, esse daqui eu peguei, eu fui influenciado e aprendi com vários atletas, vários caras, vários professores de educação física, Vários momentos da tua vida, 41 anos de carreira. Puta que pariu, de carreira. Ou seja, o cara tem 70 anos de lutas em pé. Calma aí, calma aí.
Quase isso.
Então, o que eu queria te perguntar aqui na real é: esse jeito de enxergar o esporte é mais dos caras, vou chamar de velha guarda, como você?
Por quê?
Porque hoje o acesso à informação é completamente diferente do que na tua época, a gente já debateu isso muitas vezes.
Porra, hoje tem internet, acabou, né?
Vem um monte de gente fazendo vídeo, fazendo vídeo com coisa legal, com coisa merda, mas informação ali, se tu procurar legal, tem, né? E hoje, por exemplo, a gente tem uns cara que, pô, sentiu uma dor estranha aqui, em vez dele ir no médico, ele manda um salve no Google. Hoje, na real, é no ChatGPT, né? E aí, que tu faz? Se tu fizer uma pergunta sobre educação física no ChatGPT, ele te responderá seguramente, né? E esse cara que pegou essa informação lá no ChatGPT, ele até é fortinho, até funcionou para ele o caralho.
Ele tá vendo lá o arm wrestler fazendo uma rosca direta num ângulo estranho, porque aquele é o ângulo que o cara funciona melhor quando ele vai, né, ganhar do cara na queda de braço. E ele vai mijar o cara porque ele viu no ChatGPT.
É desse jeito, eu já estou exatamente isso.
E aí, meu ponto, a pergunta em si é Esse respeito, eu vou chamar de respeito, mas sem querer dizer que os jovens, os mais novos não têm respeito, não é isso?
Não, não, é como se fosse a reputação para eles é menor ou maior.
É assim, o cara hoje ele olha de um jeito menos— tu tá fazendo do teu jeito porque tu aprendeu com várias referências reais, sabe qual é? O cara ele tá te pregando uma referência técnica não necessariamente que ele viu ou que ele viveu, sim que estudou. Isso é uma coisa de gente da velha guarda, não é? O cara que vai defender, por exemplo, o cara que faz uma...
Sabe por quê? Porque nós sabemos que... Vou dar um exemplo básico que vai ser legal para caramba, eu tenho certeza que vai elucidar o que você está falando. Eu fiz uma vez durante... Eu fiz uma palestra com o Valdemar Guimarães, E a palestra era do Valdemar Guimarães. Certo, Valdemar?
Certo, Olibal.
O Valdemar fazendo a palestra, ele parou a palestra do nada e eu estava só acompanhando ele, porque é meu amigo há muitos anos. Isso faz muitos anos, faz uns 15 anos que aconteceu isso. O Valdemar parou a palestra do nada, tinha uma galera em volta em pé e ele levantou falando alguma coisa, tinha um banco de desenvolvimento de peito e um cara fazendo um movimento lá e ele falou assim: Agora com vocês, agora com vocês, Fernando Sardinha.
Agora com vocês, Fernando Sardinha.
Exatamente desse jeito. Eu tava sentado atrás, Igor não sabia o que que eu fazia, velho. Eu não sabia qual é o começo, porque ele tava falando de várias coisas e é um crânio. Então eu fiquei sem saber exatamente o que fazer. Na minha cabeça, a primeira coisa que veio é que vinha um monte de gente diferente E ele tava falando sobre sistemas de treino que ele tinha colocado nos outros atletas. Falei, caralho, tem uma— veio assim, ó, inspiração, coisa de que a gente não explica, né?
Vivência, vivência. O Dorian Yates. Dorian Yates é um brancão inglês fechado, psicologicamente absolutamente discreto, introspectivo, treinava no calabouço, que era a Temple Gym, que eu tive o privilégio de treinar lá. Treinei nas máquinas dele e tudo mais, em Birmingham e tal. Imagina um brancão todo fechado e treinando todos os músculos uma vez por semana. E ele treinava, espremia o músculo, empurrava o músculo, ou seja, tudo com um movimento perfeito, etc. E usando o parceiro de treino ainda por cima.
Que era um doidão que gritava para caralho.
Leroy Davis.
Qual o papel do parceiro de treino? Rapidinho para tu.
Exatamente isso, dá suporte e também, óbvio, uma motivação, porque às vezes o cara tá com a disciplina, foi fazer, mas não tá motivado para chegar até o limite. Então o parceiro tá ali para dar umas 2 repetições, que é um sistema de treino chamado repetições parciais, repetições forçadas. E aí o cara ajuda na concêntrica e tira a mão na excêntrica, aí o cara termina, vai até a fadiga.
Dependendo do exercício, só a presença do cara ali já te ajuda a fazer o que você sozinho sem alguém que não tá fazendo nada, você não conseguiria.
Exatamente isso. Então o que eu dei ideia? Eu falei, gente, olha só, Dorian Yates, um cara branco, inglês, introspectivo, treinava com parceiro, fazia todos os músculos uma vez por semana, fazia espremido, empurrado, controlado, não fazia nada com velocidade, cadências mais lentas e tudo mais. O outro é um negrão texano que é o Ronnie Coleman, Policial, falava muito bem, morava no calor, esse aqui no frio. Aqui ele fazia tudo duas vezes por semana e fazia 4 séries de 12 e fazia tudo empurrado e puxado igual um trator.
Por que que os dois foram campeões? São sistemas de treino completamente diferentes, cadências diferentes. A introspecção de um é extrovertido do outro. Um é policial, outro é hooligan. Um tatuava nas mãos a gangue dele. Dorian, e o Ronnie Coleman é policial. São coisas completamente diferentes que estão ligadas com a parte psíquica, controle neuromuscular. E o Coleman, ele empurra e puxava igual um louco, velho. Aí agora eu posso falar que é vivência.
E aí eu falo para todo mundo que essa é minha ideia para você e ao mesmo tempo para todo mundo. É aquela lá, né? Então tá. Por que que eu tô falando que são sistemas de treino completamente diferentes, que ambos funcionam? Porque um é 6 vezes, o outro é 8 vezes Mister Olympia. Porque eles encontraram a fórmula certa para eles naquele momento, e aí fizeram aquilo funcionar. Não é a droga e não é o que vocês imaginam que seja uma fórmula mágica.
O sistema de treino do Dorian é completamente diferente do Coleman, e os dois eram campeões, e os dois eram gigantes, e os dois eram isso. Enfim, por que que eu sei disso? Porque eu treinei com os dois. Então eu sei o que o Dorian faz e o que o Coleman faz. Eu tive esse privilégio. Por que eu estou falando isso? Porque não existe a verdade absoluta. Biologia é a coisa mais variável que existe na face da Terra. Essa impressão digital aqui é a única do planeta.
Então se você tem uma única, não vem falar para mim que a tua verdade é melhor que a minha.
Caralho, tomar essa aí.
Que o ar do teu pastel é melhor que o meu. Eu adorei isso.
Verdade absoluta.
Eu adorei.
Valdemar, ele quando ele fala alguma coisa, ele fala o nome, ele me chama pelo nome completo, Fernão Sardinha, né? Ele sempre fala Fernão Sardinha, campeão Fernão Sardinha. Quando ele fala alguma coisa, ele, ele tanto que ele gostou dessa ideia que ele colocou no livro dele. Ele pediu para mim, eu montei na íntegra e tá lá no Além do Anabolismo, a minha, essa minha tese explicando o porquê que não existe um sistema de treino melhor que outro. Existem sistemas diferentes que são adaptados para cada um de nós.
Tu já viu algum assim que te impressionou, um sistema de treino? Eu quero dizer, o cara que tava treinando de um jeito que, ou de, sei lá, a forma que ele treina chamou tua atenção porque era diferente demais, ou porque tem algum momento tu achou que aquilo ali não funcionaria como funciona?
Tem, é Milos Sarcev, que também aí é meu amigo mesmo pessoal. Eu que faço o Milos, eu passo o telefone dos atletas brasileiros para ele. Legal, né? Vitor Boff, Bruno Santos, Marcelo Rossi, Marcelo Cruz. Eu que fiz os contatos, ele me pergunta como é que o cara escolhe é pelo caráter. Porque, ah, eu tenho muita grana, vou contratar o Milos. Ele escolhe, porque se o cara não fala a linguagem dele, ele não, entendeu? Então eu faço esse contato, ele me pergunta como é que o cara é particularmente. Aí eu falo, óbvio, meus amigos todos, né?
E o que tem de impressionante?
Aí, impressionante é que é isso, ele treina. Imagina um cara treinar o Marcelo Rossi, o Bruno Santos, Vitor Boff, são caras que treinam entre aspas, completamente diferentes. E por exemplo, um Wellington, que é o Japa, ele também é um cara, parece uma máquina.
Ele treinou o Logan Franklin também.
Maravilhoso. Você vê como é que são as coisas. Vamos dar um exemplo. Miro Sarcev fazendo uma série que ele viu Lee Haney fazer, outro atleta fazer, tá tudo certo. Quando ele tava fazendo naquela época, ele mudou um monte de físico fazendo uma série que ninguém fazia, foi o que me impressionou, que é a série gigante. Ninguém fazia série gigante. Aí eu via, ele tinha uma academia em Fullerton, no Texas, e essa academia chamava-se Coliseu Gym.
E foi da Coliseu Gym que eu fiz a cópia, fiz um plágio da minha logo da Sardinhas Gym. Porque era ele no meio, uma bola, escrito Coliseu Gym e Mírio Cerceve, assinatura. Aí vai lá o Sardinha, copia ele e escreve Sardinhas Gym e ficou minha logo. Essa academia, ele recebia todos os atletas e era uma academia que tinha um monte de máquina muito diferente da outra. Como ele tinha muita variedade de máquina, ele fazia o sistema série gigante, que ia fazer o seguinte, por exemplo, ele veio no supino, o cara fazia uma série de 10, 12 com peso razoável, controlado.
Já saía dali, menos de 30 segundos, ele entrava no crossover, fazia uma série de crossover e ia fazendo um revezamento, vários músculos com 15 movimentos. Isso é bem diferente. E ele fazia isso com o Hidetada e Yamagishi, que o Hidetada também ficou meu amigo, porque ele me acompanhava nos campeonatos com o Rubão, o coach Rubão que me transformou em campeão, meu amigo querido. Nós íamos nos campeonatos e o Hidetada estava lá e me tratava muito bem, sempre me tratou muito bem.
Ele treinou o Hidetada e Yamagishi, que é um japonês, com esse sistema, e o Hidetada vomitava sempre. Na mesma época, ele treinou o Dennis Wolf, que é um alemão de 1,90m, gigantesco, que hoje em dia tem até um físico bom e tal e treina com academia que ele montou rústica na casa dele e continuava funcionando. Aí ele pegava o Silvio Samuel, por exemplo, um outro bodybuilder na mesma época, isso foi em 2007, 2008, eles treinavam todos com o sistema série gigante.
Por quê? Porque a academia dele era fechada. Faz isso numa academia de rede hoje, você não consegue. Vou fazer um revezamento pack deck, só se eu colocar uma toalhinha em cada um.
Vai fazer na Smart Fezes para você ver. Fezes pura, cara. Todo perfil que eu entro no Instagram de coisas aleatórias tem algum comentário de alguém lá: fezes, fezes.
Pegou, cara? Pior que Queasy. Não, não, acho que não. Queasy não, acho que não.
Depende de qual mundo você tá falando. Eu acho que no mundo da maromba, o Queasy talvez ainda.
E o Renato fica puto, fica puto. Sabe por quê? Porque ele fala assim, ó: Quando você vier me cumprimentar, por favor não fale crazy. E aí, Renato, tudo crazy? Todo mundo, tudo, tudo sliced. Ele fica puto.
Não, eu fiz a tradução.
Eu imagino toda hora, imagina toda hora, deve ser um saco.
Me cumprimenta como Renato, porra, sabe?
Mano, eu tô de saco cheio das pessoas falando isso para mim na rua, imagina o cara, tá ligado? E quando eu fiz a tatuagem na coxa, e ele merece isso, merece. Quando eu fiz a tatuagem na coxa do Crazy, do Slice, do Uncrumble, eu postei o reel da tatuagem, o carinha comentou assim, você é doente.
Bom, você é doente, essa é uma tatuagem de doente.
É lógico, você acha que ele é normal?
Não é, não é.
Tudo que ele não é normal.
O cara gosta de bisão. Outro dia eu vi um bisão levantando um coroa.
Eu vi, eu vi, mano. 200 milhões de seguidores me mandaram isso no direct.
Aí eu comentei, ainda bem que eu não mandei, cara.
Eu comentei nos stories falando, cara, gente, tá todo mundo mandando isso. Aí veio um seguidor, é porque você é o nosso representante de bisão no Brasil. Você é o especialista.
O único cara que eu ouvi falar que curte bisão, que levou para casa, ou tentou, ou ia levar para casa um chumaço de penteiro de bisão, é tu. Não conheço mais ninguém.
Teve um artista americano que ele pintou um quadro do velho dando estrela. Aí eu comentei assim, ship to Brazil.
Deu mal-estar? Não, cara, não, pelo amor de Deus. Eu disse que ele ficou ruim.
Não, pelo amor de Deus.
Eu imagino que sim, porque jogou muito alto no coroa, meu amigo. Ele rodou igual o Patrick Scherer.
Não, e outra, né, pode ter pegado o chifre, né, enfincado o chifre, que é pequeno.
Salve pro amigo aí, espero que esteja tudo bem.
Pelo amor de Deus. Mas eu não tenho como. Como vai ficar sem rir? Não tem como. Segura.
Não dá, mano. É muito engraçado rir.
Mas não é meio escroto ser atacado por um bisão? Esses bichos atacam os outros?
Cara, não, mas tipo assim, ali no Yellowstone, que é onde tem uma das maiores manadas de bisão, assim, é um lugar que vai muito turista, tá ligado? Tipo, essa época do ano tá um calor do caralho, o bicho deve ficar um pouco mais estressado do que o normal. E as pessoas ficam tipo, o bicho tá ali comendo grama, os caras estão acampando aqui fazendo barulho, tirando foto. Aí tem hora que o bicho se acerta, né?
E é dessa vez aí, os outros dessa vez aí filmaram, né? Mas deve ter levantado várias outras, né?
Vários.
E outra coisa, né? Pensa bem, imagina o urso.
Puta merda, entendeu?
O urso outro dia atacou também dois caras lá no Yellowstone.
É certeza, muito mais perigoso.
Esse ano, quando eu fui lá no Grand Canyon, tu vai entrando no parque, tem 50 milhões de placas escrito: não se aproxime dos animais e não alimente. Aí eu estacionei a moto, quando eu cheguei no bagulho, tinha 5 indianos num esquilo assim: toma, toma aqui, ó, amendoim, amendoim. Falei: caralho, cara, vai tomando, tô alimentando o bicho para comer depois. Que merda, caralho! A pessoa vê a placa e faz o oposto.
É óbvio, é óbvio, vai morrer. Ó, bisão a gente fala, mas eu penso, eu digo de verdade, eu penso no urso, velho, porque o urso é o grande quantidade de ataque, né?
Pelo menos aqui, bisão come capim, né, meu irmão? Ele não vai te morder, se for um babaca, ele não vai te morder, vai chifrar.
Agora eu Eu tenho medo é de tubarão, velho. Lógico, né? Sardinha, né?
Tem carne pra caralho, tem tubarão no meio ainda.
Tubarão é pavor, mano.
Mas tu dá mole pra tubarão?
Não, não, de verdade. Eu sonhava de criança, pegava meu colchão, levava pro lado da cama do meu pai e minha mãe como se fosse um barco pra poder dar um suporte ali, sonhava com tubarão.
De verdade.
É verdade, ficava louquinho, não entrava no mar nem fodendo.
Bicho é sardinha mesmo.
É sardinha total.
Por isso que ele ficou grande.
Ainda bem que o Sardinhas Classic é em Balneário, não em Recife, senão nem tu ia, né?
Não, não, em Recife você tá louco. Eu não saía, eu não olho o mar. Olhar o mar pelo apartamento já não é suficiente, não aguento, não aguento. Eu tenho pavor porque o tubarão, eu meio que eu tenho costume de tudo que eu tenho medo ou que eu tenho algum trauma, sei lá, Ou eu vou de encontro, como se fosse um bicho, entende? Então, por exemplo, se eu estou aqui e tem um bandidinho aí na rua, se eu sentir que eu estou acuado, eu abro a porta escancarada e pego ele na mão, entendeu?
Meu sangue já... Eu inverto completamente. Então eu fiz isso uma vez em São Sebastião e aí vi o bicho de perto.
Tubarão ou bandido?
Tubarão.
Fiquei meio perdido.
O bandido tubarão. Mas eu entrei numa parte na divisa entre São Sebastião e Ilhabela, tinha um trampolim e eu pulei no trampolim que o molecado tinha feito, um trampolinzinho com telha e as coisas do meu pai.
Não foi seu pai que fez o trampolim? Que mentira! Não acredito, cara.
Foi meu pai. Mas os caras tinham colocado lá um negócio e eu pulei e caí na divisa onde passavam os petroleiros. E aí vi um tubarão, tipo lixa. Tá maluco, cara. Sabe quando você pula, mergulha e depois você dá aquela olhada, você tá na sacada? Eu vi o bicho. Aí foi animal. Então fiquei traumatizado.
Tá maluco.
Eu fui de encontro com o meu medo e me fodi.
Brincadeira ruim.
É, mas eu tenho esse costume. Então, por exemplo, se eu tenho medo de alguma coisa, eu vou, eu encaro de frente, porque eu quero matar aquele medo em mim, entendeu?
Eu sou assim com lagartixa e barata, mano.
Barata?
Uma escala um pouco menor que o tubarão. Não, sério.
Porra, o cara tá falando de lagartixa, cara. Tem medo de lagartixa, cara?
Não, não tenho medo, tenho ódio. Eu vejo, eu só durmo quando eu mato.
Diferente, né, gente?
Não é medo, eu só durmo quando eu mato, mano.
Por quê?
Mas eu tenho um pouco de receio de dormir, sei lá, entrar na minha orelha de madrugada, no meu cu, sei lá. Eu fico com medo, mano.
Eu fico com medo, teu cu tá abertão assim, irmão.
Calma, eu fico com medo, mano. Teve uma vez quando eu morava com a minha avó num AP, eu era tipo 2 da manhã, eu tava jogando videogame, desliguei, fui dormir. Aí quando eu deitei na cama, mano, tinha uma lagartixa no teto. Falei, puta que pariu, fudeu, eu não vou dormir com esse bicho aqui. E aí eu comecei a tentar tirar ela do teto para jogar para o chão para matar ela. Eu usava tudo que eu tinha, travesseiro, tudo assim. Ela caiu no chão e foi para trás do armário, mano. 2:30 da manhã, arrastando o armário do tamanho dessa mesa.
Eu virei o Thor, mano, eu cheio de ódio. Vou achar essa puta agora, mano, vou acabar com essa lagartixa, cara.
Ele filmava barata, filmava barata, fazia história com barata. Tem uma barata, ele imitava alguém imitando e vendo a barata, velho. Filmava barata, te juro, nunca vi.
Imagina o Cortella correndo atrás de uma barata na casa dele.
Vai se foder, nem fodendo. Eu ligo para instituição na hora, tem preguiça.
Como é que era? Insetizan. Insetizan. 25696969.
É que não existe mais, né? Mas a Insetizan fez a— Como é que tu sabe de Insetizan, moleque?
Pois é, eu sou do Rio, né, Igor? Passava na TV todo dia isso lá.
Mas tu é meio jovem para saber dessa porra.
Pô, mas passava na TV, tem 29.
É, passava mesmo, cara. Eu não lembro.
Ou vocês falaram, vocês falaram de mar. Eu vi um documentário muito legal ontem chamado Cruzeiro de Cocô. Já viu?
Que porra é essa, cara? Não, é sério. Como é que tu chega nesse documentário?
É exatamente a procura, a procura que é o problema. Como que chegou?
Ou ele pesquisou, foi recomendado. Se foi recomendado, por que que tu tava assistindo?
E quem era o puto que recomendou?
Eu tava vendo, eu tava passando assim pela Netflix E aí apareceu lá Cruzeiro de Cocô. Falei, caralho, mano. Aí fui ler a sinopse e aí fiquei muito interessado e assisti.
Qual que é a sinopse?
Saiu um cruzeiro dos Estados Unidos para ir para o México, seriam 4 dias de viagem. Chegaram lá em Cozumel e tal e voltaram. Na volta deu merda, pegou fogo no motor. Aí o cruzeiro parou no meio do mar, tá ligado? Ninguém tinha sinal de celular, nada. Acabou a luz do cruzeiro. E para dar descarga precisa de luz no cruzeiro. E aí os cara do cruzeiro, ó, não tem mais como cagar, vocês vão ter que cagar num saquinho vermelho que a gente vai enfiar para o lado da porta do quarto.
Aí as pessoas cagavam no saquinho e botava na frente da porta do quarto, no corredor.
Meu Deus!
E as pessoas tiveram que urinar no box, tá ligado? E aí, mano, o navio mexendo começou a transbordar os ralos. O navio inteiro, o carpete empeixeado de merda e mijo.
Os cara cagava, hein?
E a viagem que ia durar 4 dias durou acho que 11, mano. Os cara ficaram à deriva, o barco não andava, não tinha motor, não tinha luz. Aí a galera começou a brigar por causa de comida, por causa de espaço para deitar na parte de fora, porque não tinha ar-condicionado.
Olha só, velho, começaram a brigar na hora que era para ficar unido. É loucura, né, velho?
A fila, a fila para pegar um sanduíche velho lá, que o chefe lá, cara, o chefe era indiano e ele tava com do navio. Você vê o ninho.
E aí a fila para tu pegar, eu sei que é isso, eu sei que é isso.
A fila, mano, a fila para pegar um sanduíche que o cara fazia era tipo de 3 horas, e a galera chegava, pegava mais sanduíche, aí o outro atrás ficava sem, tá ligado? Foda, sinistro.
Assistam, velho.
Como é que é o nome?
Cruzeiro de Fezes. Cruzeiro de Cocô. Cruzeiro de Cocô. Aí é muito legal, assistiu, cara? Essa deve ser legal para mim, né? Quem tava lá se fodeu.
É, não, mas eu não consigo ficar sem rir, gente, juro, eu não consigo.
Imagina, meu irmão, tu tem que viver no lugar que o chão é fezes, puristas.
É igual morar em Copacabana, aquela praia fétida ali.
Caralho, tá bom.
Aí tu assistiu, tu assistiu esse documentário aí, e aí o tom dele é meio piadista?
Tá, é piadista.
Puta, é pior ainda. É piadista, não é nem de documentário.
Tipo, as pessoas principais que dão entrevista, no final os caras falam sobre a pessoa, tipo, a fulana de tal recebeu não sei quanto de indenização, viagem de cruzeiro, mas não nessa empresa, tá ligado? Aí tem umas referências assim no final. É engraçado, é triste, mas é triste, é triste.
Imagina o cara te entrevistar porque tu passou por essa situação, tu cagava onde, moçadinha? Como fazer uma cagada, velho. Uma merda, pois é.
Espera aí que eu vou te dar um presente, mandar para mim, vou te fazer um presente. Caralho, sacolão! Dá uma sacada para você ver, dá uma sacada para você ver que nós temos só um presentão que o Rafael Montalvão Mandou para você do meu patrocinador. Eu achei bonito, muito, muito joia.
Tá meio lento porque, como eu te disse, o meu braço tá quebrado.
Eu sei, eu sei.
Então tá sendo devagarzinho aqui. Vamos lá. Nossa, com cuidado!
Com um monte de lançamento.
Gostei.
Tem a creatina de gummy, que é um novo, uma revolução no mercado.
Creatina em gummy?
É, cara, isso aí. Muito interessante. E a Growth tá—
essa creatina Ingames aqui, tu usa? Como é que usa isso aí?
Então é que tem um negócio, eu ainda não usei. Sou muito verdadeiro, velho, não usei porque é lançamento mesmo, veio para você, um dos primeiros.
Muito obrigado.
Tanto que no meu pedido ainda não chegou, de verdade. Esse é o novo pré-treino também.
Chupa que eu tenho, velho. Eu tenho, você não tem.
Maneiro.
Muito obrigado, Sardinha. E bom, Muito obrigado aí também, um salve para a galera da Growth aí, obrigado pelo presente, de verdade.
Rafael, tu, caralho, maneiro mesmo, presente carinhoso.
Conta, isso aqui deve ser gostoso, sabe?
Esse eu testei, tem em casa, chegou antes, bagulho é demais. Eu fiz torta com ele, fiz torta de banana, é tipo 3, 4 ovos assim, cara, você põe um medidorzinho dele, bate e joga no fogo.
Mas eu tendo a não acreditar muito nos maromba que as comidas são gostosas, Não, porque vocês não, vocês não, cara, vocês comem uns troço que é, entendeu? Você come o troço sem sal, irmão.
Não, mas é que tem um negócio, eu não sou assim, eu não, eu como normal, velho. A primeira vez, a primeira vez que eu vi o Júlio Balestrin, cara, mas o Júlio completamente maníaco, né? Tá bom, pelo amor, cara, é verdade, é verdade, sou louco. Lembra quando tu trouxe aqui, lembra quando você batia Comida no liquidificador.
Peixe com arroz você trouxe para eu comer, lembra?
Trouxe, lembro. Horrível, eu vomitei. Triste.
Você fez?
Sim, vomitei, cara. Como é que tu come uma vitamina de que é água, arroz e peixe?
O Júlio, quando ele treinou comigo uma vez, que ele tinha acabado de chegar do Kuwait, estava com 132 kg e nós treinamos lá na outra sardinhazinha, na primeira, que é Precária mesmo, precária mesmo. É raiz, é raiz, academia de vila, old school, essência.
Existe?
Existia. Dela que saiu o novo centro de treinamento.
Onde era?
Era em Ribeirão Preto ainda, mas num bairro ruim e ladrilho, você não faz ideia. Peguei uns pedaços de borracha para colocar os dumbbells em cima, que era borracha, cheguei para o cara e falei para o cara: Abri o jogo, né? Cheguei na Harbour e falei para ele assim, velho, tô montando a minha primeira academia, não tem um puto para te dar nada aqui. Você tinha uns retalhos de borracha, pastel sem ar nenhum, de verdade, pastel sem ar, pastel sem ar, só tinha, não tinha recheio, só tinha ar.
Já imaginei um pastelzinho cheio de carne. Bom, eu cheguei para o cara e abri o jogo, velho, mas desse jeito mesmo, sabe? Já tava desacorçoado, não consegui inaugurar. Era máquina que meu pai fez, né? São máquinas que meu pai fez, é verdade mesmo.
Meu pai fazia tudo, mano, muito engraçado, de verdade.
Ele vai lá, eu vou mostrar tudo para ele, ele vai ficar de cara.
Ele filmava apartamento, desculpa te cortar, ele filmava apartamento dele fazendo história. Olha que bonitinho aqui, gente, a porta que meu pai fez, as toalhinhas brancas que minha mãe que minha mãe fez, sofá que meu pai fez, eu que o meu pai fez, filmava espelho. Engraçado, tudo o pai dele fez.
E os caras, todo mundo faz isso comigo na internet, cara. Não tem um dia, uma live que eu fico em paz, velho. Eu entendo o Renato, eu entendo o Renato. Live no TikTok, eu lá na escada, tô assim, os caras: você tá sentando, né? Tá quicando, né? Fazendo sacanagem porque eu tô na escada, alguma coisa assim. Aí vai lá o cara, e essa escada foi seu pai que fez? Aí eu falo, não, foi a Lion. Aí os caras, cacacaca.
E a Lion foi teu pai que fez?
Ou senão os caras falam assim, é o Igor ou é o Jardim que está falando? Está me vendo? É que esse porra faz muito igual, cara.
Faz. Chega a ser... Eu fico impressionado que ele muda até a feição, cara. Acho que dois que são impressionantes para mim, o Trump e o Balestrin. Balestrin porque o olho dele cai na hora mesmo.
Igualzinho, meu irmão, impressionante.
Mas a gente tava falando antes de quê mesmo? Da tua academia.
É, da academia.
A gente tava falando que o teu pai foi que fez os equipamentos. E eu ia te perguntar se essa academia aí era um calabouço igual a que o Ronnie Coleman treinava.
Não, era mais bonitinho, mais limpinho, mais clean. Porque minha mãe, eu, somos meio ligados na limpeza. Porque eu disse que os cara lá, ele fala que tinha teia de aranha. É, não, não, na minha não, a minha era limpinha. Limpíssima, limpíssima, mas precária, porque era máquina que o meu pai fez mesmo. A academia inteira foi de máquina que ou o meu pai fez ou que nós pegamos no fundo de uma academia que estava lá jogada no meio do nada e eu e meu pai na marreta, serrinha e arrumamos de verdade.
Eu e meu pai na marreta.
Imagina meu pai.
Seu Valdir sacudindo sacolé, Casalberto.
Imagino, só fiquei imaginando meu pai com punhetinho.
Que merda, que merda, hein, meu irmão! Teu pai só acudindo um fauno na sala, porra! Punhetinho de merda, punhetinho de merda, porra!
Tadinho do meu pai, cara. Meu Deus do céu, pô!
Não conhecia o seu Valdir, mano. Que merda!
Tá aqui comigo, ó. Ah, é? Para sempre, aliança dele. É o meu super-herói, meu ídolo. Esse aqui eu tenho que honrar ele, não importa o que aconteça. Eu vou fazer do meu jeito para honrar ele.
Importante.
Cuido da minha mãe, cuido da minha filha, cuido do meu genro, cuido das pessoas que eu amo para honrar ele. Ele era um homem de bem, sempre foi um homem de bem, então lá vou eu. Animal. É, isso aqui é como se fosse uma promessa de vida, entende? Minha missão: cuidar da minha família.
O Igor também gosta muito do pai dele, cara.
Eu fico impressionado, como eu sei da história, eu fico impressionado com a filha da putagem num com o outro, entendeu?
Herdeiro de cocô, vai ser outro documentário. Primeiro, primeiro, agora o pai dos grandes criadores de cruzeiro de cocô, pai de merda. Filmar com José Padilha.
Já chamam Afonso Padilha também. Caralho, já fecha o bonde todo aí.
Olha só, imagina quando você monta alguma coisa e aquilo se torna o núcleo da tua vida. Eu quis montar o novo centro de treinamento justamente para honrar meu pai, porque o primeiro banquinho que ele fez está lá. Então eu montei um novo centro de treinamento fechado, não é aberto para o público, que vai ser um uma maquete para poder montar as minhas franquias, as sardinhas. Então a ideia é um lugar para mim filmar, para produzir conteúdo digital, que você sabe que é o que mais vira para nós.
Eu dou meus cursos registrados por 3, tem 3 faculdades comigo lá, né? Das 3 faculdades eu vou assinar, professor vai lá fazer um curso de biomecânica aplicada, sai com diploma, presente dos meus patrocinadores, para tudo quanto é Canto. E no lugar onde minha filha se sustenta de lá, meu genro sustenta de lá. Você tem uma ideia, minha ex-esposa, que é minha amiga, ela e o namorado dela trabalham lá dentro. Eu convidei eles para ir treinar comigo porque eu sabia que eles estavam com problemas nas outras academias, porque personal trainer é inconstante, né?
Se fode a hora inteira. Carnaval e Réveillon, o cara desaparece, esquece você e tudo mais. Não tem férias, 13º Fundo de Garantia, não tem nada. Então o que eu fiz? Convidei eles, como são meus amigos, são queridos demais, eu convidei eles para trabalharem e falei, vem para treinar, traga os seus alunos, vocês treinam lá, vocês não pagam um centavo para mim, porque aquilo é o lugar para nossa família e a nossa filha vai ficar muito feliz de ver você todo dia.
Essa é a minha ideia. Então minha filha é felizassa porque vê a mãe dela e o pai todo dia.
Maneiro mesmo.
Esse CT que você já tem, você tem ideia de abrir ele para o público ou não? Vai ficar fechado?
O meu não, porque eu coloquei as máquinas tudo muito junto, tudo bonitinho demais, mas bate canela. Bate canela para caralho. 160 máquinas, uma diferente da outra, nenhuma igual, todas diferentes da outra e todas com o meu selo. As empresas entram comigo, Iron Tech, Vulcano, tem Romano, tem Ipiranga, tem... Putz, tem onde? Tem Biodelta, tem T-Brox, tem uma infinidade, tem Coliseu e tudo mais. O que que eu faço? A empresa vem, eu escolho no catálogo, converso com eles, eles entram em parceria comigo, eles vêm com a máquina e eu, como biomecânica, que é uma coisa que eu gosto muito, eu vou lá e mudo a máquina, filmo esse eixo.
Eu quero que deslize 2 centímetros para direita, o pegador eu quero que não gire. Porque é de costas, tem que ficar fixo. Eu não quero grosso, quero fino, porque as meninas têm dificuldade para segurar e tal. Então, eu vou mudando a máquina inteira. Com os vídeos, os donos mudam a máquina, fazem outra estrutura, mudam o gabarito, passam a vender a máquina e põem selo, by Fernando Sardinha. Então, as 160 máquinas do meu ginásio são assinadas por mim.
Tudo o cara foi lá, encheu o saco do cara, meu irmão, está uma merda isso aqui.
Falo, velho, falo. Não, não falo desse jeito, mas foi desse jeito que eu montei.
Interessante. E aí então é feito, as máquinas, tá dizendo que elas são construídas com a tua experiência. Sim. Maneiro.
E o que eu aprendi com outros professores de biomecânica, sim, tem as minhas referências, tem Tiago Trindade, Gustavo Zorzi, tem Rodrigo Fener, tem o Suzuki, que é outro especialista em biomecânica. Tem Belmiro de Sales, Thiago Mata, pelo amor de Deus, Belmiro de Sales também. Mas tem os especialistas em alguma coisa, tem sempre um cara. Belmiro de Sales é sistemas de treino, divisão e tudo mais. Jonato Prestes, as periodizações, os treinamentos em si, biomecânica aplicada também.
Movimento humano, Alex Souto Maior, você entende? Mauro Ghissellini, tem sempre uma referência.
O Mauro é muito legal.
O Mauro é demais, o Mauro visitou a Serrinha também. Então eu tenho as referências para cada um pouco de especialidade. Todos são PhDs, todos respeitam atletas, todos são seguidos pelos atletas, são meus amigos, né? Guilherme Telles está fazendo oclusão comigo para melhorar minha epicondilite e tudo mais, e tem melhorado muito, né? Então quer dizer, um especialista nisso é um PhD que ajuda os atletas, escuta os campeões, é seguido pelos campeões ou treina campeões.
O próprio Alex agora, o Eduardo Corrêa pegou o Alex Soto Maior para poder mudar outro sistema da carreira. A coisa mais inteligente é isso. E o que eu faço? Eu faço Pilates. O Chris Bumstead, para mim, para mim, muitas pessoas falam sobre ídolos, eu tenho os meus ídolos, né? Então eu tenho meu ídolo Ronnie Coleman, para mim é o maior e melhor bodybuilder que pisou num palco de musculação. Mas se você me perguntar o atleta do século, para mim é o Chris Bumstead.
Sério?
Sério.
Por quê? Porque eu acho ele mais múltiplo. Ele é o cara que se vende, é o cara que nunca tá em treta, é o cara mais rico, é o mais visto. Ele faz movimentos unilaterais, bilaterais, ele faz máquina, ele faz básico, ele faz pesado, é bonito pra caralho. Eu casaria com ele. Casado com uma mulher bonita demais, apaixonadíssimo pela esposa, tem 2 filhos. Ele tem um... Ninguém melhor que você pra saber disso. Você percebe no cara que o cara é verdadeiro.
E aí ele não prega que o agachamento é melhor que a mesa romana, ele faz os dois.
É verdade.
Aí você vê ele fazer salto, ele salta, tá fazendo um salto fodido com 100 kg, 110 kg de peso. Aí ele faz um movimento unilateral, um leg press com 7 placas de cada lado. Você fala, caralho, esse cara é muito completo, entende? A minha linha de pensamento é que ele, e tem mais, tá milionário. Por quê? A Hall vende no Walmart, velho. Então, cara, em todos os âmbitos, é o fisiculturista mais conhecido no mundo em todos os tempos.
Entende?
Então o cara invadiu um mecanismo que o Arnold só tinha sozinho. Aí ele tem uma hegemonia porque ele nunca perdeu. E é uma coisa que eu falo abertamente, porque tem muita gente que vai criticar sempre, mas eu não posso andar com o meu currículo na testa. Eu tenho que falar o que eu tenho. Eu sou árbitro. Sou formado e demorou um ano para me formar com 5 provas. Ganhei troféu para isso. Então eu falo com orgulho, eu não vejo isso como petulância, sabe?
Infelizmente na internet você não pode falar. O Flow é o podcast mais visto, você não pode falar isso, porque é a síndrome do vira-lata do brasileiro.
Nós somos babacas.
É você, não sei quem, entendeu? E isso não tem nada a ver com os meus amigos, que são caras que se intitulam se intitulam especialistas de sofá. Eles são joia. Não são eles, são os haters que entram para dizer que você falando que você é árbitro, que você tá sendo petulante por falar, porque você fez alguma coisa que, pô, foi uma conquista, velho.
Foi um ano você árbitro. Tu não queria não ver uns cara de tanguinha direto?
O trabalho é ver os cara de joelho, no meio da bunda, pô, a bunda cheia de óleo. Delícia. E uma, você já pensa que desliza mais rápido. Uma coisa Eu vou te falar, eu de árbitro para isso foi medonho. Eu tava vendo, já tinha visto, né?
Uma das bundas mais bonita, né, que tem.
É borboleta total, velho.
Você que é maluquice. E aí ele mesmo, não tem como não respeitar isso aqui, eu principalmente, porque eu principalmente, mas é, eu respeito para caralho porque eu sei o trabalho que dá para tu ficar Longe disso, longe. Para tu ficar longe disso, dá um puta trabalho.
Não, não, o Ronnie é completamente à parte. Para mim foi um dos momentos mais emocionantes da minha carreira treinar com ele. Foda. Eu fui escolhido. Por isso que eu falo, quando você fala isso, a gente tem que dar satisfação, porque tem hater, esse palhaço de puto de qualquer canto. Mas é uma satisfação justa minha, porque não tem como eu dizer que isso não aconteceu para tentar ser humilde. Humilde, para mim, tem um professor meu que me ensinou o que que é humildade: fazei bom juízo de si mesmo e proclamai ao mundo o fato, não em altas vozes, mas sim em grandes feitos.
Ou seja, puta que o pariu, chupa Aristóteles!
Qual que é o livro versão Versículo, capítulo e versículo.
Tá bom, vai lá, fala. A ideia é que você não pode contar o que você tem, entende? Então eu tenho carreira, tenho 41 anos, os cara fala, de novo esse negócio. Aí você fala, puta, eu analisei o Chris Bumstead. Aí eu analisei como um árbitro analisa, porque eu aprendi isso, eu fiz 5 provas durante um ano inteiro e cada uma das 5 provas eu tirei primeiro lugar. Foram 287 pessoas. Por que eu não posso falar isso? Por que eu tenho que falar que isso eu estou dando carteirada?
Você entende? Eu não consigo entender. É uma conquista, é uma coisa que demorou para acontecer.
Mas tem alguma coisa no Ciban que só você vê? No sentido de, se juntássemos nós três aqui para analisar o Ciban, com certeza tem coisa que só você vê.
Só eu vejo.
Por isso que você está falando que na sua opinião ele é o maior artista, o maior atleta do século.
É que aí mistura um pouco. Por quê? Porque eu não vou só no árbitro. Ele foi unânime. Minha opinião, ele foi unânime.
Dava para... Aí é foda, tá? Eu vou fazer uma pergunta.
O Ramon em 2023 foi o que mais chegou perto para mim. Tá bom. Eu sei que você ia fazer isso mesmo, não era? Desculpa, Pedro.
É uma pergunta meio de filha da puta, na real. Então deixa eu expandir ela um pouco. Meio de filha da puta, tá? Mas eu não quero te colocar numa posição de merda não. O Dino, que é nosso amigo, o Dino campeão, Bateria ganharia de um Ciban do ano anterior, por exemplo?
Nem perto.
Do ano, eu particularmente...
É porque o Ciban foi campeão e parou, aí o Dino foi campeão no ano seguinte.
É, no ano que o Ciban parou, ele já não tava na melhor forma. A melhor forma foi junto com o Ramon em 2023. Essa foi a melhor forma do Ramon e do Ciban.
Em 23, o Ramon tava melhor do que...
É, ou próximo do que... Do que ganhou. Difícil dizer.
Mas tá bom, tá bom.
Mas é aquilo, Minha opinião, o Ramon obrigatoriamente chega lá, chega. Ninguém tem aquela genética, é um negócio astronômico. Eu tive o privilégio de treinar, de ver ele posar, de ensinar algumas coisas, ou ensinar não, de trocar figurinha com ele, porque a gente fala de ensinar, isso acaba sendo petulante também, enfim. Mas ele tem um lance, o Ramon é completamente à parte, é um cara à parte por tudo. A pele daqui é igual da bunda, você fala, não faz sentido.
É aquele cara que tipo assim Deus colocou ele na terra para fazer aquilo. É igual o Michael Jordan, é igual o Messi, é igual o Ramon, é isso, Ronnie.
Então voltando ao lance do Chris, na minha opinião é um semblante do ídolo do esporte, tá? Então o atleta do século para mim no bodybuilding é o Chris Bumstead. Por quê? Porque nem sempre o maior é o melhor e nem sempre o maior é o melhor representante que você quer para sua categoria. É uma categoria minha, categoria não de peso, categoria do esporte, bodybuilder. Ele é um excelente representante, não se envolve em treta de nenhuma forma, um cara vitorioso, a hora inteira bem vestido, sempre está representando bem, não se nega a dar entrevista, não trata mal o Fran, toda hora tratamento do mundo, aonde ele vai é querido, os amigos são apaixonados por ele, todos os amigos, Brett Wilson, todo mundo que treina, até o próprio Martin, que é onde eu ia chegar, O Martin, que foi absolutamente ridículo o Romênia Pro, porque ele saiu da Classic e resolveu encerrar a carreira indo para Open e subiu 8 kg e entrou tão bem ou muito melhor ainda.
Era dele aquele primeiro lugar, assim, com folga. O Martin não ganharia dele nem com 15 árbitros. E eu falo isso, deve ser uma das coisas que eu mais vou falar amanhã. Provavelmente, porque o que mais está estragando o fisiculturismo é não fazer a reciclagem dos árbitros. E essa é uma coisa que eu falo com certa pena, porque eu sou amigo do Tamer. O Tamer é um excelente árbitro, mas outros árbitros, principalmente norte-americanos, fazem de um mesmo jeito que tá prejudicando o esporte.
Por quê? Porque o campeão sempre vai ser o exemplo. Eu, em segundo, eu quero parecer com o campeão, então Se o campeão ganhou de mim, eu tenho que fazer igual a ele.
Verdade.
Então o árbitro erra e aí todo mundo fica reclamando porque tá todo mundo com cintura solta, o outro não tá entrando definido. Você entende?
Porque o cara tá copiando o cara que ganhou.
É, entende? Isso aconteceu, por exemplo, em 2023 ou 2024, o Diogo Montenegro foi vice-campeão da Men's Physique e o campeão era o maior cara. Aí 3 meses depois eles mudaram a regra falando que tinham que ter controle da Men's. De peso. Mas pera lá, se você quer colocar um controle para os caras não, os grandes não ganhar, porque primeiro aí muda toda hora o critério, você entende? Aí você fala alguma coisa tá errada. Então eu só quero uma lógica, põe uma lógica.
Ah, o Steve Weinberger, eu particularmente penso que ele erra muito, não é pouco, erra muito. E é uma coisa polêmica, me desculpem, perdão, mas é essa aí. Erra muito, faz reciclagem, entende? Põe uma Cindy, põe um Tamer, vamos fazer um jogo, faz um jogo de mudanças para que seja seguido um certo padrão, porque senão todo mundo vai começar a falar: agora o padrão da categoria é X. Não, Dexter Jackson ganhou em 2008 e era o menorzinho, mas estava o melhor, porque no conjunto era o melhor.
A musculação começou em 1901 em Londres pelo Eugen Sandow. Ele colocou um nome, chama-se o físico mais perfeito do mundo. Não era o físico maior do mundo, não era o físico mais definido do mundo, não era nada disso. Era o físico mais perfeito do mundo. Ou seja, nem sempre o maior deve ganhar e nem sempre um cara que tá muito definido também vai ganhar. Precisa de proporções e o X, que é o X, o frame, a gente fala. Então, Chris, na minha opinião, além dele ser o atleta do século por isso, por ser o cara mais conhecido, fez dinheiro com a carreira, usou a cabeça, empreendeu, usou a própria imagem para ser os patrocinadores dele mesmo.
Isso é carreira total. Jay Cutler fez isso, é outra carreira vitoriosa. Mas o Cris, ele me inspira. Por quê? Porque eu vejo todos os dias ele treinando, ele não fica com essa babaquice: precisa fazer só uma série, precisa duas, precisa cinco. Viadagem total. Só isso serve, na minha opinião, viadagem. Por quê? Porque o Cris encontrou um sistema dele. Só que o sistema dele, você olha, você fala: o cara salta, o cara corre, o cara empurra, o cara puxa, o cara faz movimento básico pesado, o cara faz máquina.
Tem uma mesa romana de ponta-cabeça, eu olho e falei, caralho! Várias máquinas, várias. Eu mandava pros caras, pro Dalir da Aerotec, eu mando foto. Dalir, dá uma olhada nisso aqui. Uma máquina que ninguém faria. Tá lá o Chris Bumstead. Vai falar que tá errado? 6 vezes Mr. Olympia. E ainda quando ele entrou na Open, ele ganhou ainda. Foi assaltado.
Uma coisa que eu acho legal do Chris Bumstead assim, e que... É um cara que trouxe muita visibilidade para o fisiculturismo, é que tipo ele explodiu na hora certa. E a categoria dele é uma categoria que socialmente ela é mais bem aceita porque os caras têm um aspecto mais normal do que os caras da Open. Então acho que foi tudo no momento certo, na hora certa.
Exatamente. E outra coisa, tem mais outra, além de ele ser um ótimo representante para as coisas que eu acredito, que é família, pai, mãe, filho, entendeu? Para mim é um cara, um bom representante, cara, que Trancou.
Concordo bastante.
Simples. Ele é o representante. Eu queria falar assim, ó, quem que você queria ser no fisiculturismo? Eu queria ser o Chris Bumstead. Eu, se eu fosse uma criança, porque exatamente isso que a gente pensa, né? Como que os nossos super-heróis, como é que eram? Os nossos super-heróis matavam os outros? Não, matava os outros não, matava bandido. Então tá, porque assim tem que ser mesmo. Era o super-herói, ele podia tudo. Então eu, se eu tivesse que escolher quem eu queria ter, eu treinei com o Ronnie Coleman, eu sei o que eu tô falando.
É a coisa mais inspiradora que eu já vi na minha vida durante um treino de musculação, que é quando ele falou, eu falei, por que que você faz isso todo dia? O Rubão perguntou para ele, ele falou, paixão. Aí ele falou assim, I love it, I love it.
É isso, é isso, com a toalhinha suando igual um cara. I love it.
Espera aí, vou falar assim, vamos ver se ele consegue. Ele falou assim, isso é muito emocionante, ele falou assim, God's plan, né? O plan God, né?
God's plan.
God's plan. Ele falou assim, planos de Deus. O meu plano era ser jogar futebol americano me profissionalizar e comprar uma casa para minha mãe e entrar para o colégio e me formar. Os planos de Deus era que eu fosse 8 vezes Mr. Olympia.
Ele ainda se formou em contabilidade, mano. Tô ligado, foi muito engraçado trocar ideia com ele. Ele falou, eu me formei em contabilidade, eu queria arrumar emprego. Os cara fala, mas tem que ter experiência. Como é que eu vou ter experiência se eu não trabalhar, caralho? Ninguém dá me emprego.
E ele é muito sinistro com número. Ele era, ele me falou também que ele era do na turma, na escola, o caralho, ele era sempre primeiro da turma, matemático, caralho, cara brabo. O que é meio contra-intuitivo, né? Porque no fim das contas ele virou polícia e fisiculturista, o que não— eu sei lá, o cara bom com número vira engenheiro.
É outra linha, né? Mas é impressionante. Isso foi, para mim, foi mágico. Então só para terminar esse assunto, a ideia, eu— é o meu ídolo, é o fisiculturista mais volumoso, definido e proporcional que já pisou num palco de musculação, mas não é o mais unânime. Em 2002, vários especialistas não davam para ele em primeiro. Inclusive eu não colocava ele em primeiro, eu colocaria o Gunter em primeiro, Kevin em segundo e ele em terceiro.
O Jay Cutler ganhou ele quando? 2006 ou 2007?
2006, foi a primeira vez. E aí tá o negócio, ele já tava com a lesão, já tava com o quadríceps já tinha rompido, tríceps tinha rompido também. E tudo mais. Então vamos lá, se nós analisarmos como ídolo, vários Mr. Olympias pode ser um bom representante do esporte, mas o Chris ele é um pouco mais do que os outros para mim, porque em todos os âmbitos, que não é só em cima do palco, fora do palco também, entendeu? É o cara empreendedor, é o cara que compra um muscle car e põe o muscle car dentro da academia dele, montou uma academia dele e que ele morava na academia durante o último mês para ele finalizar. Profissional no último.
Aí deve ter algum defeito, mano, alguma coisa. Deve ser pai ausente em algum momento, sei lá, alcoólatra, a gente não sabe, alguma coisa. Bafo, bafo, deve ter bafo.
Essa lenda que os amigos que usa muita bomba foi de pau pequeno aí, meio broxa.
Tu sai de ele não, tu sai de ele não, né não? Essa lata aqui, ó, mole.
Eu não posso.
Tanto que quando a gente gravou o vídeo junto, eu tive que botar uma lata que eu fiquei igual a ele, para ficar igual a ele.
Todo mundo falou, pô, meu pinto tava assim dentro da cueca, mano.
Eu falei, vou ter que botar uma lata aqui para preencher.
Uma banheira de gelo aí também dá uma diminuída.
Agora dá uma diminuída.
O problema é que o saco vira um ovo à passa e a piroca igual iceberg, maluco, assim, ó, aí se pemba, pá.
Roxa, cabeça roxa.
Como é que é afundado? Meu Deus do céu, igualzinho. Uma das coisas mais bizarras que— bom, tá, vamos parar de falar de peru. Né, né?
Eu queria continuar falando de pau. Eu gosto muito de falar de pau. Eu sou especialista em pau. Ah, é?
Tu entende muito de pau?
Eu tenho uma das minhas maiores perversões, é ver peru, é ver pau, pau fino, pau grosso, pau torto. Eu passo a madrugada vendo pau. Tomara que a minha empregada não assista YouTube.
Exatamente.
Bom, eu queria dizer assim que eu sei que o Skylab fica puto, ele não gosta que tu imita ele, né? Mas é que é muito, muito parecido. Eu sei que ele não acha, mas é muito parecido.
Meu sonho é cantar uma música com ele no show dele, mano.
Skylab, ele tá aqui, esse cara que ele tá imitando.
Ele não gosta.
Ah, então não sei, não tinha visto.
Queria muito cantar uma música com ele no show dele.
Deve ser muito louco, né? Poxa, música do Skylab são Canta uma música de Kaleb pra ele ver.
Deixa eu pensar. Eu conheço, eu sei.
Você é feia, é feia pra caralho, é feia pra caralho, é feia pra caralho, é pobre, morar na rua, é feia pra caralho, é feia pra caralho.
Tô a canseira ali.
Não tem como, é muito foda, mano.
É muito bom.
Sabe mesmo, velho.
É muito bom.
É porque a gente fica pensando como é que o cara pensou, né, velho? Como é que a população vai receber essa porra?
Caralho. É, mas porra, o Igor imita uma porrada de gente. Acho que poucos ficam puto contigo, né?
É isso que eu tô achando. Não sabia.
É, poucos ficam puto. Acho que, sei lá, quem não gosta é o Cariani.
É o carinha, não gosta do Coise.
O carinha ficou irritado com Coise. É, o resto não, mas ele, mas ele curte meu trabalho para caralho.
Agora, agora suponho que assim, não tem muita escolha, né?
Não tem o que fazer também não.
O cara tatuou, é, tatuou nossa porra, caralho. Pode com eles, se é eles, né, meu irmão?
Agora, com certeza que vai, eu diria que a boa parte dos cara que chega aí, aí, Cariani, tá slice, é por sua causa.
Verdade, 100% dos caras, porque ele fica puto.
Tanto que esse vídeo, esse vídeo do slice do Crazy, ele foi feito acho que em novembro de 2023, e eu comentei disso em abril de 2024, que foi quando eu fui.
Tastes better. Match days deserve Pepsi.
No Monstercast, foi quando eu fui no Monstercast a primeira vez, que é o podcast acho que de maior relevância na maromba BR assim.
Amanhã eu tô lá.
Vai lá?
Vou lá.
Porra, irado. Os caras são muito legais, né? Eu gosto muito deles.
O Superman e o Edson são maravilhosos.
São mesmo.
Maravilhosos.
E aí foi lá que essa porra virou.
Porque a mente não para de trabalhar. Ele já tinha visto aquilo acontecer.
E dentro desse meio maromba ia virar mesmo, porque quando A graça da imitação é quando ela realmente te conecta com aquele cara, né? Por meio de um outro cara. Então chama atenção, não tem jeito. O cara vai meter um crazy, um slice igualzinho o Carelli fala, fodeu. Mas ele tá melhorando, tá estudando. Ele tem estudado, tio Zona.
Aliás, esses últimos tempos ele falou razoavelmente bem. Quer dizer, quem sou eu para falar, né? Mas eu acho razoavelmente bem.
Ou seja, tava uma merda. Salve, tiozão!
Duolingo tem que suporte, esquece!
Duolingo! Quando foi a última vez que foi treinar, cara?
Musculação? Foi anteontem.
Ah, então tu tem ido treinar, ou essa foi, ou antes dessa aí fazia um ano?
Não, não, fui, pô, último mês eu fui quase todos os dias. Até nessas, nessa, perceber não, cara, porque eu tô de casaco, eu tô igual Ramon, tô escondendo o shape. Ele vai tirar, você vai ver. Eu, quando eu comecei a fazer a turnê de stand-up em 2024, eu meio que dei uma cagada assim, porque tipo, às vezes eu chego na cidade depois do almoço, peguei o voo 5 da manhã, aí eu chego tipo 4 horas no hotel, às 8 eu tenho que estar no show.
Aí eu escolho, para ter a voz boa eu preciso descansar, então escolho, pô, ou eu vou dormir ou eu vou treinar. E eu tava escolhendo dormir. E aí eu chegava no camarim, era tipo, eu pedia cerveja, chocolate, whisky, que aí eu tomava álcool para disfarçar o nervosismo, né? Porque no início eu ficava muito nervoso.
Eu lembro, você me falava.
E aí eu engordei para cacete. E aí, ano, início do ano passado, eu falei, cara, eu fui treinar com o Valdemar na casa dele uma vez e ele falou, Igor, independente de você estar fazendo shows, você precisa se dedicar a você, senão você vai se foder, seu animal. E aí a gente trocou mó ideia, cara, a gente Acho que foi a maior ideia. E aí ele, essa ideia dele, porque é uma coisa que eu já sei que eu tenho que fazer, mas às vezes precisa alguém falar para você assimilar aquela merda e resolver de fato fazer.
E aí eu comecei agora, tipo, toda vez que eu vou fazer turnê eu tento fazer parceria com alguma empresa de marmita. Eu evito comer, às vezes eu, maioria dos comedies, né, você faz o show, o cara falou que quer comer alguma coisa, tá, tem o quê? Pô, tem porção de batata frita, tem frango empanado, tem hambúrguer, tem pizza. Eu falo, pô, irmão, você consegue pedir alguma coisa para mim? Arroz com frango, arroz com carne, sei lá, meu irmão, qualquer porra.
E aí o cara, na maioria das vezes, a pessoa, pô, vai lá e pede. Mas eu tô fazendo isso, tô treinando também.
O que diria para esses caras aí?
Bodo.
Um beck, um beck pronto.
Bodo foi foda, olha onde tirou.
É bom, os cara fala que ele parece o Kratos, God of War, mas ele é o God of Weed.
Vai saindo, é, vai embora e sai, vai embora. E o Dileira com eles lá na tribo, ai, parceiro, velho, não aguentei aquilo, me deu ataque de riso, velho.
E o Cariani assim, caralho, o cara nasceu, Júlio, não ri não porque tu não tem láudio.
O Cariani assim, puta que pariu, vão jogar a gente na fogueira.
É, meu irmão, também os cara que ali, que acontece jogar um maromba na fogueira, ele explode de tanto, explode tanto óleo, tanto esteroide, coisa que tem ali, joga ali, o cara explode, bomba pra caralho.
Falando nisso, as coisas que nós mais estamos gostando de ver com relação a isso é A molecada dos Natural tem muita coisa boa acontecendo, pararam de encher o saco dos outros.
Opa, solução igual o Jorlan.
Foi igual o Jorlan.
Você imitou o Jorlan?
Quase que engasguei.
Ele imitou o Jorlan.
É muita saliva.
Pararam de encher o saco.
Esses caras estão... Esses caras, digo modo de falar, não é todo mundo, não pode se generalizar. Eu particularmente não gosto de demagogia, como acho que ninguém gosta, até descobrir que é demagogia. Enquanto você está escutando, está bonito, está bacana e tal, está lúdico, está divertido e tudo mais. Aí a hora que você descobre qual é a realidade, você percebe que está tudo errado. Você fala, puta, que hipocrisia do caralho, vai se foder.
Por que eu falo isso? Porque os caras que vão atacar o outro, vamos dar um exemplo, o Natural quer levar aquilo, a ideologia do natural para o bodybuilder. E ok, é igualzinho, na minha opinião, é igualzinho você pensar que você tem uma ideia e aquela ideia precisa ser fundamentada. Então vou pregar para todo mundo, porque senão vai foder, vai ter que, todo mundo vai ter que engolir o natural criticando o anabolizado, anabolizado criticando natural.
Eu falo, para quê? A minha pergunta Você não quer tomar, meu irmão? Não toma. Parabéns. Faz uma rosca direta com a nossa aqui, ó.
Levanta esses 20 aqui de cada lado do céu.
Não, não digo para mim, não é, não é, não é de menosprezo, é de assim, ó, eu entendo, foda-se, treina aqui comigo, vamos ser parceiro, entende? Então nem é isso, você tomou, não tomou. Tem cara que vai tomar clembuterol, eu falo para ele, não toma essa porra. Porque é ruim para o coração. Quando chegar aos 57 anos, a coisa que mais vai se preocupar é o coração. Aí nego vai e é Trembolona, Clembuterol, diurético para caralho, e ainda ioimbina e termogênico por cima, e ainda usa Potenai. Puta que pariu, entendeu?
Como é que tá o teu coração, Sardinha?
Fezes puras.
Tá bom para caralho, você não tem noção. Onde é seco o ar em Ribeirão Preto, né? Nem seco. Suei o nariz forte, sangrou. Se vocês viram a cor do meu sangue, não quero ver. Pera aí que eu vou te mostrar.
Não quero ver.
Não, falando sério, é uma coisa, uma coisa que sempre me persegue. Eu quero ser um dos caras que representa o fisiculturismo de uma forma exemplo. Eu quero ser o mais equilibrado possível, como Chris, que é um exemplo bom para mim e tudo mais. Eu precisei tomar esteróide anabólico, porque eu tinha realmente o problema, enfim, problema de testosterona, meu LH não funcionava muito bem, etc., por N motivos. E aí continuei fazendo a mesma coisa, e isso fazem 40 anos, 41 de carreira, 40 anos que eu uso.
Então eu, foi um caminho que eu precisei fazer. Meu pai estava na hemodiálise, eu cuidei do meu pai com esteroide anabólico. Se minha filha tivesse raquitismo, eu, na bula está escrito Deca-Durabolin, decanoato de nandrolona, é o tratamento, entende? Nós não estamos falando do abuser, perfeito? Não tem nada, eu não tenho nada a ver com ele, e também não tenho nada a ver com quem, com quem não gosta, tá tudo certo. Eu estou falando que eu tento ser o mais equilibrado possível para manter com que, para manter minha longevidade no esporte, e eu sou deve ser o segundo cara do Brasil.
O primeiro é o João Bispo, na minha opinião, porque ele tava, ele começou junto comigo em 85, 84, e hoje em dia ele tem 62 e compete. O Norton tem 61 e compete, mas eu sou mais velho do esporte. Eu fui campeão em 86, meu primeiro título foi campeão regional em 1986.
Tu nasceu em que ano mesmo?
96.
10 anos depois. Eu tinha um aninho quando tu foi campeão.
Então eu fui paulista em 89. Eu fui campeão paulista em 89 e 90 e terceiro no Brasileiro, mas o meu primeiro título foi 86 e eu tenho troféu para provar. Eu tenho 160 troféus, caralho! Eu sou recordista mundial. 120 títulos, 135—
vão retear de novo, cara.
Não, não vão nada. 120 títulos, 135 medalhas, 150 competições. E 160 troféus, porque cada, cada competiu para caralho. 150, recorde mundial também.
Caralho, como é que as pessoas te suportavam quando você tava em treino?
Caralho, de novo sardinha, vai tomar!
Dá o último para ele, se classifique esse puto! Não é que eu passei por todas as categorias, né?
É, o Elnes foi todo mundo.
Puta, vai ter um cu gigante, meu amigo. Que pariu! Eu treino muito ela, mas não é uma bonito igual do Coleman, né?
Imagina o Sardinha no wellness, que fofinho!
Ia ser lindo, um ovo para cada lado do biquíni assim, ia ser uma visão maravilhosa.
Cara, vou contar uma coisa aqui que eu contei uma vez só, muito tempo atrás, eu juro que é verdade, eu uso fita crepe.
Caralho, esse mato gruda aonde?
Eu aprendi com travesti.
Ah, caralho, porra, é melhor, professor.
É verdade, eu uso fita crepe porque a sunga não pode ficar muito grande na frente, então eu ponho para baixo.
Caralho, ferradura, bola no cu e gruda com a fita. Puta que pariu! Isso é o bodybuilder, maluco! Isso é essência dessa porra daqui.
Aí eu ponho a fita crepe dos dois lados assim, porque um travesti tinha me ensinado. Ela aparecia dando porra.
Mas aonde chegou o papo com travesti para ele te ensinar?
Como é que chegou na parte dela te ensinando?
Eu, fita crepe ninguém usa. Como é que vai usar para o barra da cima segurar o pinto? Pô, não faz sentido. Verdade, né? Aí eu me lembrei.
Enfim, o Igor tá com uma visão muito traumática.
Bom, nós soltamos ele em relação ao que tava antes, né? Ele tava tenso, né, velho?
Tava tenso.
Suave, né? Eu digo porque a responsabilidade é— nós sabemos como é que é de você entrevistar.
Ah, não, assim, não, agora tá mais suave. Eu prefiro—
é bom, estamos falando de homens de cuequinha porque prendem o que que você prefere. Agora eu te entrevisto, eu te pergunto: você prefere falar do hominho de sunguinha com óleo na bunda?
Muito mais saboroso.
Ai, que coisa boa! Que babaquice, cara!
Que babaquice!
Cara, vou tomar meu whey, velho.
E os cara tem isso de tomar as coisas na hora certinha, não sei o quê.
Não, não é, porque agora é fome mesmo. Ah, é? É na hora certa, não. Já era para ter tomado.
Tá igual Toguro, vai descarregar um caminhão aqui.
Porra, moleque, já pensou, cara, chegar aqui com— a última vez ele chegou aí com vários pallets daquela porra lá, sabor coisas.
E eu vou fazer uma coisa que eu gosto de fazer, deixa eu ver, parece boba. Mas eu gosto de fazer, gosto de premiar meus patrocinadores, né? Então vou tirar essa camisa e colocar outra camisa de patrocínio. Tá bom, vou te dar outro presente também da Oficial.
Caralho, cara, muito obrigado!
Uns lançamentos, a maior farmácia de manipulação do país, que tá comigo há 15 anos. Fazem 15 anos que eu sou embaixador da Oficial Farma. E agora tá fazendo um lançamento de vários produtos e tudo mais, e eles mandaram para você.
Muito obrigado aí pelos presentes aí, valeu, galera da Oficial Fárm pela moral.
Eles abriram um CT muito foda agora em Santo André, é aberto ao público, muito bonito, conheci hoje.
E daí, Porto Ney mora em Santo André?
Ah, eu sei, mas eu fui lá na inauguração. Às vezes eu vou lá, vídeo que tá sendo preparado, eu saio lá do Ibirapuera para treinar no CT da Max, pô.
É longe.
É, o Santo André é um pentelho a mais ali.
É um pouco a mais mesmo. Entendi. Bom, eu não lembro do que que a gente tava falando.
Tira aqui, todo mundo quer ver teu físico. Show your boobs.
Deixa eu escutar, deixa eu escutar. Tira, tira, tira, tira, tira, tira, tira, tira, tira, tira.
Que caralho, ó, o cara vai sacar.
Ai meu Deus do céu, a minha biluga ficou rija.
Não, tá maneiro, velho, maneiro.
Olha lá, Deus abençoe. Tá razoável, não tá? Diz aí.
Imagina uma espanhola ali, mano.
Tu disse que é, tu disse lá no Instagram que ia mostrar muito mais do que um peitinho, né?
Rolou, olha aí. Eu coloquei no Instagram e a foto foi ele que tirou, puto.
Cara, eu lembro, eu lembro, puxou na ponta dos dedos e colocou ali.
Foi, filho da puta.
Eu lembro um dia ele postou no story, tu ia competir em algum lugar, aí tu postou um story deitado no chão do hotel, sei lá, fazendo elevação pélvica com frigobar, sei lá, para poder secar o glúteo. Lembra dessa porra?
Caralho, lembra?
Eu comecei a fazer igual, mano.
Olha, provavelmente uma elevação pélvica para secar o glúteo.
Eu vou ser campeão.
Você é campeão, sou campeão da minha vida. Você é campeão.
Olha, filho da puta, toda escada que eu subo, eu subo imitando esse cara, mano. Eu subo de 2 em 2 degraus imitando ele, porque eu morava no apartamento que eu fazia o aeróbio na escadaria e subia 15 vezes.
Era loucura, eu fiz muita loucura.
Toda escada que eu subo, eu tenho que subir falando isso. Você é campeão.
Então tu tem, já que tu tenta imitar o Sardinha, tu já também já fez umas dancinhas de gogobói, o caralho?
Uma vez eu fiz um vídeo imitando a coreografia dele.
Raios triplos, ele lembra, ele lembrou, tá vendo? Lembrou, velho. Puta merda, minha mãe morreu de vergonha. Minha mãe falava assim, minha mãe, minha mãe assim, tentando convencer ela, falava assim, ó, eu odeio você por você transformar no prostituto.
Prostituída, porra, tá louco, meu pai?
Yes, vai comer um monte de mulher, não aceita, vai ganhar dinheiro com isso. Que que é isso?
Ainda vai ganhar dinheiro para financiar, para ficar mais forte ainda, caralho.
E o Traveco lá, que orgulho, rolando legal nesse aqui.
Não, velho, na boa, eu saí do teste naquele dia, foi muito, muito, é tipo assim, é tentador para molecada ganhar dinheiro, é tentador para molecada ganhar mulher, é tentador. O mundo tá enchido, né, velho? Quando eu saí da entrevista, ele falou para mim o que eu tinha passado. E ele era, o Foquinha era muito mal-humorado, sério, sisudo, uma bagunça na mesa dele fodida. Ele ligou um microsystem, colocou Freedom do George Michael para mim dançar para ele.
Puta que o pariu, tem coisa mais constrangedora que isso? Eu acho rock and roll, rock and roll para caralho, mas eu não para dançar, para tirar roupa. Fica pelado não. Como assim um homem de rabo de cavalo olhando sério para você, você vai dançar freedom? Não vai.
Eu não quero.
Foi foda, foi foda, acredita em mim. Aí ele chamou as duas meninas, ele chamou a Bárbara, eu lembro, a Bárbara e Patrícia, chamou as duas recepcionistas dele para sentar para ver se era maneiro o show. Ou seja, sair Esse aí de lá tem.
E aí, esse assim, pera aí, esse show, vamos lá, que tu fez ali para mim, vai, vai, vamos lá, é um striptease completo?
Não, ele perguntou para mim se eu tava de sunga, já fui preparado, né? Eu sabia que era um teste, né? Mas ele falou assim, se você abaixar a calça até um certo ponto sem parecer ridículo, já é meio caminho andado. Porque eles querem que você não fique constrangido de tirar roupa, porque é o seu peixe, você tem que vender teu peixe.
Perfeito.
Entendeu? Ele queria isso e foi o que eu fiz. Só que aí tá o negócio, como eu não tinha experiência nenhuma nem nada, expressão corporal eu tinha por causa dos campeonatos de musculação. Eu posei, então praticamente eu punha a mão na minha cabeça, já soltava o ar do abdômen e aproveitava e fazia, colocava a mão no abdômen.
Para tu já era só porque tu já sabia posar.
Só, mais nada. E eu sou músico.
Tem isso também, né?
Porque eu sei da música, do ritmo, aquelas coisas todas. Dançar, eu sei dançar. Meu pai e a mãe me ensinaram a dançar desde muito cedo. Então eu tinha uma veia artística, me ajudou a entrar e eu entrei, consegui entrar. Aí eu tô saindo na porta que eu tava falando que era tentador. Tô saindo na porta, cara, isso é 1990, velho. Eu saindo na porta, chega um Escort GI3 Vermelho, conversível.
Fudidaço.
Fudidaço, era o carro mais maneiro que todo mundo adorava, que todo mundo falava que andava pra caralho e tal. Chegou com o Vitor Manzano, quem conhece sabe do que eu tô falando. Vitor Manzano, que era um lemão, e o Luciano Spalla, que era um outro cara malhador, e os dois estavam na novela. Porque tinha uma novela na Globo que tinha um cara que fazia o papel de um stripper. E aí que apareceu o clube das mulheres. Então você imagina você sair de um teste que falam que você vai, que as mulheres mais lindas, todo mundo vai ficar atrás de você, as mulheres vão te passar a mão pelo corpinho inteiro, você vai ganhar dinheiro com isso.
E aí você olha o cara chegando bem-sucedido, discórdia Z3 e cheio das... Zorão relógio, aquele negócio. Mas eu olhei e falei, conheço esse Osbourne. É com essa que eu quero.
Ô, Sardinha, olha, sobre isso eu acho que a gente nunca trocou essa ideia. Então eu vou fazer uma pergunta só, tá? Que é o seguinte: é que nem eu tô imaginando que tu sobe num palco, tem um negócio de polidênsito, tá dançandão e tá as mulher passando a mão em você, colocando dinheiro na tua cuequinha?
É exatamente isso. É exatamente isso. Fera demais, velho. Vou te falar uma sensação.
Tu tinha quantos anos?
Desculpa, eu tinha 20, foi 90, 21.
Foi estranho para tu ou foi suave?
Foi estranho para caralho. E outra coisa, tipo, vibrei por você, mas assim, tu já era forte, já tava competindo e tudo mais.
Então esse é Desculpa o preconceito, mas em 1990 o teu corpo ele não era, não é o que era hoje, nem fodendo. E o que eu quero dizer assim, as pessoas olhavam para você com que olhar?
Não olhava bem, porque no clube das mulheres não tinha só musculoso, entendeu? Rolava o lance da fantasia. Então tinha um negócio do, como é que chama, o IMCA, Village People. Great Band. Aí aparecia o cara, então o cara era fantasiado tanto que na época eu não tinha barba e penteava o cabelinho de lado. Me associaram com Jean-Claude Van Damme.
Puta que pariu, Sardinha tem uma semelhança com Van Damme mesmo, de verdade.
Ele tem uma semelhança, todo mundo falava, e era o grande Zagrão Branco na época. Olha que loucura, velho.
Grande não, né?
Grande não, é o médio, não era um Pro Max, né? Menos, menos, menos.
Era um dragão branco, mais um dragão branco, um calango, vai, calango branco.
Mas aí foi exatamente isso, a ideia era colocar um personagem e não um corpo musculoso obrigatoriamente, porque não é um campeonato de musculação, é fantasia das mulheres. Então a fantasia das mulheres tá ligada também com às vezes um cara gordinho, às vezes um cara magrinho, cara alto, cara baixo, macho, do preto, cara branco, era amarelo, entendeu? Um japonês. Era essa, esse é o lance, era diversidade, que eu acho legal para caralho, entendeu?
Porque senão a gente fica pensando que estereótipo, então todo mundo vai ter que ser musculoso para dançar no clube das mulheres, para entrar na fantasia das mulheres. Para, nós sabemos. A hora que você fala sobre, eu por exemplo penso desse jeito, vamos falar sobre beleza, depende.
Com certeza, com certeza.
Tudo depende. Eu fiz um programa de televisão que era da Fernanda Lima, se eu não me engano. Eu fiz que tinha a representante, era Miss Lage, que era uma menina que lançava em cima da laje e tinha uma bunda bonita, gostosa para caralho. Aí eu fui como representante do bodybuilder. Do lado tinha uma menina lindíssima, Jaqueline, se eu não me engano, que era a Miss Brasil Plus Size. Do lado tinha uma menina que era menina Miss Tatuagem, ela tinha 88% do corpo tatuado.
Olha que loucura, branca para caralho, olho azul, assim absurda de linda. E do lado um negrão que era o Miss Brasil gay, ou seja, diversidades. E aí julgado por todo mundo, tava lá o Otaviano Costa, me fodeu, me ferrou todo. Não, me fodeu não, Não, não fez nada. O Otaviano tava lá, aí ele fez abertura de perna junto comigo, que eu fiz também. Por quê? Porque a ideia era o que é beleza, né? É multifatorial. Aí eu, na hora, eu falei, a Anitta falou alguma coisa e tal, não sei o quê.
E eles perguntaram para mim, me entrevistaram, eu falei, Fernanda Lima, falei, você é linda para o seu mundo. Se você passar para o mundo dela, Miss Plus Size, Você é esquisita e ela é linda, e vice-versa. É verdade, é verdade. Você nunca vai ganhar um concurso da Miss Brasil Plus Size porque você não é. Então, dentro do seu mundo você é lindo, fora do seu mundo você é bizarro. Se for aberto para opinião pública, então vamos ficar fazendo uma votação para ver quem é bonito?
Aí teve um outro, uma outra ideia também que na minha cabeça passa muito sobre isso. O clube das mulheres era tão legal, velho, Por quê? Porque ele vai na fantasia da mulher, que é o sexo oposto. E o que que a mulher quer naquele momento?
Pau.
Ela quer pau. Desculpa, desculpa o caralho, já fudeu todo mundo já.
Ela quer pau. Fantasia das mulheres, porra.
O que que eu acho?
Pau, pau, pau, que eu tava falando.
Madeira, maluco, porra.
Vai na fantasia das mulheres, cara, que ela gosta.
Exatamente. Então, por exemplo, quantas de nós, óbvio, Você casado, e eu tô solteiro hoje, mas se tivesse casado eu teria que ser verdadeiro, mas a sinceridade tem que ter um limite para você não magoar a pessoa, óbvio, né? Para pessoa não sentir assim, puta, tá comigo por causa de outras coisas e não por causa que gosta da minha beleza. Mas vamos lá, quantas vezes que nós olhamos uma gordinha gostosa? Quantas vezes que nós olhamos uma magrinha gostosa?
Que não tem nada a ver com beleza, concurso de beleza, nem estereótipo. Ela é gostosa para nós. Então a fantasia vem exatamente do que é gostosa para você. E é por isso que eu acho legal para caralho o Clube das Mulheres. Por quê? Porque era uma fantasia louca, velho. Tinha um cara totalmente diferente do outro, você entende? Um baixinho, aí tinha um cara alto para caralho. Falava, caralho, como é que esse cara dança? Como é que ele consegue? Conseguia, entende?
Trocava ideia com os outros caras, trocava tempo de ficar, sei lá, mais próximo.
Não, sabe assim, ó, eu comecei sendo petisco Petisco é o quê? A gente comia petisco, relações públicas da casa, tá? É a mulher, ela ficava passando a mão em mim.
Aí, ah, tu ficava por ali se oferecendo para as mulheres passar a mão?
Eu falava, garçom, por favor, a senhora quer um uísque aqui? Aí ela aproveitava e já passava a mão.
Caralho, é verdade, ela já pagava a taxa da rua ali. Tira o H agora.
Era tênis iate, lembra do tênis iate? É um tênis que não tinha cadarço, pronto, como se fosse uma conga preta e bermuda de lycra e sem camisa.
Coladinha a bermudinha?
Coladinha não, não tão colado, mas preto.
E a mão boba vinha aonde?
E a mão boba vinha em tudo quanto é lugar. Carro do leite?
Carro do leite.
Golpe lira, né?
Opa, opa, senhorita, senhorita, senhorita, não, não, senhorita, não, senhorita, não, senhorita. Laranjada. Pelo amor de Deus, eu não tomei nem meu whey nessa porra.
Tu viveu, né, Sardinha? Tu viveu, né?
Vivi para caramba, velho. Puta, que experiência de vida.
Bom, essa fase, essa fase, isso durou quanto tempo?
Uns 3 meses, porque eu passei junto no concurso do Oswaldo Montenegro. Aí eu fui trabalhar no teatro, e no teatro já era completamente contrário. Era artístico também, mas era completamente o contrário. Era só música, tinha expressão corporal, eu dançava, atuava como ator, tinha texto, tinha porra toda, aprendi tudo. Aprendi até a operar canhão de luz.
Caralho!
É, era do caralho. Andávamos no escuro sem ter problema, porque vai pelo tato, tem umas coisas muito legais que você aprende com teatro. E eu aprendi com Oswaldo Montenegro quando eu entrei para a companhia do Oswaldo Montenegro. Eu passei entre, tinha Eu não lembro se era 800 pessoas acrobata.
Como é que tu foi parar nessa porra?
Porque um cara do nada, um cara foi oferecer suplemento para mim em Ribeirão Preto quando eu era professor de musculação numa academia. Ele chegou e falou, quero vender suplemento, não sei o quê. Tem um CyberGenics na época. Aí ele falou assim, porra, você compete, né? Eu compito. E você já pensou em fazer? Você já viu o Clube das Mulheres? Do nada, assim, ó, eu mostrei academia inteira para ele, tava no meu horário, mostrei academia.
O cara queria treinar, ele queria mesmo era teu corpo.
Mas ele é meu amigo, eu não posso falar mal, ele me ajudou. Paulo Branco, meu amigo, posso falar. E o Paulo, ele falou assim, é porque eu sou secretário particular de algumas celebridades, e dentre eles o Foca Produções e o Oswaldo Montenegro. Por quê? Porque como eu sou um caça-talentos, eu vejo talentos com especialidades em alguma coisa, entendeu? Então ele falou, você tem expressão corporal? Falei, eu tenho facilidade que eu sou músico e tal.
Você falou, tá brincando? Você canta, toca? Falei, canto e toco, eu, meu pai, minha mãe. Falou, caracas, que coisa louca e tal, não sei o quê. Puts, então dá para você entrar até no negócio do Oswaldo Montenegro. Falei, Oswaldo? Ele falou, é, eu sou secretário particular também, estamos fazendo, ele tá fazendo curso em Menestrel e vai montar uns espetáculos musicais. Que era Aldeia dos Ventos, Dança dos Signos, Maiã e Noturno.
Lembro como se fosse hoje. O Noturno era onde eu mais atuei. E eu fiz também, participei de Aldeia dos Ventos e Dança dos Signos, que foram peças teatrais musicais que ficaram anos em cartaz no Teatro Dias Gomes, Auditório Augusto. Enfim, foi legal para caramba. E eu entrei por quê? Porque o Paulo Branco viu, aí ele falou, pô, por que você não vai lá fazer um teste? Aí eu falei, você canta?
Eu canto.
Ele falou assim, eu tô cantando em Araraquara, é uma cidade vizinha de Ribeirão Preto, que meu pai nasceu. Ele falou, eu sou de Araraquara. Aí eu falei, não é possível. É. Onde você toca? Falei, vou tocar no Bambu, porque tem um restaurante chique para caramba chamado Bambu. Falou, o Bambu fica em frente à padaria do meu vô, que é da minha família toda. Meu vô fundou, meu pai toca padaria até hoje, e eu ainda frequento lá. Eu vou lá te assistir.
Ele foi lá assistir, eu e meu pai e minha mãe, gostou para caramba. Ele foi parar com o Osvaldo Montenegro e fiz no mesmo dia que eu fiz o curso, o teste do Foca. Eu passei no teste do Osvaldo Montenegro lá na Rua Augusta. Não tinha traveco, era durante o dia, tá bom? Não tinha putinhas, não tinha xampu, não tinha. Só que foi o Auditório Augusta, foi entrada do negócio, né? Ou seja, eu entrei na música por ali, na música não, no teatro ali.
E foi legal para caramba, porque a diversidade, isso que eu te falei. Então eu acho muito legal a gente não ficar, nós como atletas, como representantes dos esportes, ficarmos falando para todo mundo que todo mundo tem que ser de um jeito. Não acho legal, velho, entende? Porque estereótipo, você vai buscar uma coisa que não é sua, que não faz parte, não é legal aquilo, não faz nem bem para sua cabeça pensar, entendeu? Não porque é impossível chegar, todo mundo chega, mas qual é o seu linear do que você precisa fazer?
Então eu falo para o cara: faça musculação para você viver mais vezes, faça musculação porque UTI vai te salvar o teu músculo, faça musculação porque, entendeu? É só isso. E com relação à beleza, eu acho legal o clube das mulheres. Por quê? Porque você rola para mulherada para você ver só, tem fantasia para tudo quanto é canto.
Muito.
Tem, tem a pergunta para mulher do Jô Soares, ele falava 9 idiomas, eu mal falo 2, entende? Então quem que é mais gostoso para ela, aos olhos dela? Ela tinha atração, tava ligado com outras coisas que era também sexual, entende? Então acredito que a diversidade é muito, muito legal do Clube das Mulheres que ele fazia. É o vira de people, entendeu? A mulher queria ver o operário, E o operário não era musculoso, ou melhor, o operário era musculoso, mas tinha um bombeiro que não era, entendeu?
Aí tinha um índio que não tinha nada a ver, mas o índio... Então não era músculo.
Ai, pajé!
Como é que é que ele respira? Cara, aquela cena do filme é demais, demais, demais, eu carinhoso.
Ele faz assim, puta que pariu.
Eu adoro quando ele faz isso.
Pois então, eu acho que isso é uma forma de pensar, acho que na minha opinião é melhor você pensar desse jeito, porque você evita muita dor de cabeça. Cabeça. Muitas briguinhas idiotas de internet, ou sobre estereótipo ou sobre o que fazer com a musculação.
Ó, ele tá, o Sardinha também tem então uma história aí com teatro, com música, não sei o quê. Mais uma coisa que vocês são parecidos, pô, cara.
Eu sempre falei isso para ele, só não tem o peru de lata, né? Não, pitulinho. Eu sempre falei com ele, a gente tem muitas coisas em comum, tipo nós dois fizemos educação física, nós dois trabalhamos com isso, Nós dois temos uma puta ligação com a música, nós dois gostamos de carro, nós dois gostamos de moto. Ele morou nos Estados Unidos.
Já dançou pelado?
Não, só quando eu tomo banho.
Ele não, tá vendo? Já dançou pelado em outras circunstâncias também.
Olha aí.
Não, mas ó, uma coisa bacana sobre isso: ele me pegou numa fase em que eu tava sentindo— olha que coisa, né? Minha filha é uma bênção. Filho é bênção, né? Você sabe. Eu tava numa época em que eu tava um pouco triste com as características que minha filha tava levando para vida dela. Ela sabe disso, não é segredo para ninguém, que ela tava fora do esporte. Não tava se cuidando, me ouvia de um jeito não produtivo, trocava o dia pela noite sem ter obrigatoriamente estar trabalhando ou estudando.
Parou o estudo, vivia, sabe quando vivia? E aquilo me decepcionava, tava me decepcionando muito. E eu falava muito para ele, e muitas horas eu não posso falar para ela: seja assim. Eu só falo para ela, olha, eu sou músico, eu sou fisiculturista, sou professor de educação física. Se você quiser, eu te ajudo. Falando que você é minha filha, é inevitável, você vai ter tua carreira, mas é inevitável falar. Não adianta você, igual a Maria, filha da Elis Regina, tá?
E com ela, Maria Rita, ela negar que é filha da Elis Regina, caralho, todo mundo sabe. Pronto, se dá por vencida e usa isso em benefício. Eu não tenho problema nenhum se minha filha subir nas minhas costas e ficar gritando para os outros.
Eu tenho orgulho.
É, então quando eu via ele fazer isso, eu, nós começamos a criar essa, esse lance de pai e filho, porque ele tinha as decepções dele, as tristezas, e como ele abria, conversava comigo, nós começamos a passar mensagens absolutamente confidenciais um pouco. Então eu queria que ela fizesse educação física, eu queria que ela jogasse até basquete, eu queria que ela tocasse instrumento, eu queria que ela gostasse de carro e moto comigo.
Então naquele momento que minha filha tava me decepcionando, entre aspas, ela sabe que ele é o amor da minha vida, foi uma época ruim mesmo, né? E ela sabe que tava errada, eu não preciso, né? Não é, não tô pregando demagogia que eu sou o sertão do ano, nada disso. Eu como pai Eu tenho certeza que ela perdeu um tempo até amadurecer que estava errada.
Mas foi uma época que o pastel dela tava com pouco ar.
Pouco ar. Na verdade, tava com muito ar e 100% de carne. Tava sem carne. E ele entrou e aí nós pegamos esse lance, sabe? De ele me confidenciar coisas e a gente falava, falava, pô. E aí ficou o lance de chamar de paizão e filhão e nós ficamos uma relação que eu via ele me admirando e querendo ser, tipo assim, querendo se parecer comigo, eu sendo muito mais velho, mais do que minha filha.
Ou seja, Lara, meu amor, ele gosta muito mais de mim do que você. Agora quem tá no testamento sardinha é o Igor.
Testamento sardinha, como não?
É, ó, dividir a herança com o travesseiro.
Filha única, cara.
Bom, eu espero que vocês se deem bem no fim das contas, né, cara?
Porque porra, olha aí, né? Brigaiada. Nossa, essas coisas assim eu não vou ter porque eu tenho filho único, né? Eu sou filho único também. Ah é? Tive que passar o inventário e tudo mais. Quero fazer o máximo possível para poder não— para minha filha não ter que passar o que eu passei com meu pai, que meu pai tinha Coitado, tinha pouca coisa e eu passei um cão de 6 meses enchendo o saco até de banco, de coisa, pedindo coisas que eram absurdas.
E você perdendo seu pai, inventário caro para caralho, um monte de imposto, uma porrada de coisa. Então eu quero deixar isso mais limpo para ela, né? Eu quero morrer muito tarde, né?
Isso é na real muito interessante, porque a gente só pensa nessas— quer dizer, a gente não pensa, a gente só morre, né? Era bom pensar nas paradas no fim das contas.
Já tá em andamento. É, eu vou fazer alguns truques que não— tudo dentro da lei. Eu sou chato para caramba e tal. Por mais que nós estamos, nós estamos se fodendo muito com, sabe, esse absurdo que tá acontecendo de imposto e tudo mais, microempresário, essas coisas, eu vou fazer do jeito certo para passar os bens para ela, para que ela não tenha que fazer inventário, que é mó dor de cabeça do caralho. É uma— e dinheiro, ela nunca vai conseguir o dinheiro que eu tenho Eu não sou rico, velho, mas eu tenho um patrimônio bom porque fui construindo, né?
São 47 anos de trabalho, eu trabalho desde os 10, entendeu? Entendi. Então eu tenho, se eu não andar de Porsche, tem alguma coisa errada comigo.
Estourou, Igão, arrumou um pai rico, entendeu?
Vai ter BMW.
E não puxou minha orelha, não me bateu, peguei só a parte boa.
Pede visão de aniversário.
Verdade, verdade.
Fico emocionado, que aí tu não vai precisar só pegar os pentelhos do bisão, tu vai ter o bisão inteiro para tu.
Cara, imagina no apartamento, vou ter que despejar minha avó para caber o bisão lá.
Tadinha, tua avó te olhando enquanto tu faz as maluquices lá. A velhinha olhando aqui assim, tá o filho da puta estourando rojão.
Ontem eu tava em casa vendo o Cruzeiro de Cocô, e aí do nada me veio na cabeça assim, vou sacanear minha avó. Eu fui lá no quarto, ela tava vendo acho que um show do Fagner no YouTube. Tá vendo o show do Fagner no YouTube com meu fone de ouvido lá quietinho? Eu falei, olha só, eu vou minimizar o show aqui rapidinho, vou botar uma tela de um jogo de carro, e aí você fica com uma mão no mouse e outra no teclado, vou tirar uma foto sua só para postar.
Ela, tá bom. Aí eu postei lá, parecia que ela tava jogando Need for Speed. É muito engraçado. Outro dia eu postei uma ela com a tela do CS, aí teve um seguidor, caralho, por isso que eu morri para caralho hoje, era ela.
O que que ela tá achando de São Paulo, cara?
Ela tá odiando o frio. Carioca, né, mano? Ela tá odiando o frio, mas ela tá muito feliz de estar aqui.
Tu leva ela para dar uns rolé na rua? Não levo, leva nada.
Levo, pô, levo sim.
Tu mora perto de Ibirapuera? Ali é um excelente lugar para dar uns rolé mesmo.
É muito bom, mano. Meu prédio tem muito idoso também, ela já fez um monte de amizade e tal.
É mesmo? Eles já estão jogando dama e o caralho.
Minha rua tem 6 hospitais, mano. Então, tipo, meu prédio só mora médico e piloto de avião, porque o aeroporto é perto também, né? Então só tem essa galera lá, médico, piloto de avião, velho. Deve ter farmácia para caralho, muita farmácia, tem muita.
Mas conta para mim o que você falou para ele da mudança, porque você se sentia isolado no Rio de Janeiro e te dava até uma tristeza, porque os negócios estavam mais próximos de você.
É, sempre tive que vir para São Paulo Mano, já tinha muito tempo que eu queria morar aqui, só que agora eu tive oportunidade, o gás para poder vir de fato, né?
E até também o aval da veinha, né?
O aval da veia aqui tá sendo uma puta realização para mim, mano, morar aqui. Porque tipo, Nova São Paulo para mim é minha Nova York. Tipo, tem o Ibirapuera ali que é o meu Central Park, tem uma porrada de quadra de basquete, que é o esporte que eu mais amo. Eu vou ali, jogo a hora que eu quero, tá ligado? Tem trabalho para caralho, a maioria dos shows de stand-up que eu faço são aqui. Hoje eu tenho muito mais amigo aqui do que no Rio.
Aqui tem estradas melhores para andar de moto, que é uma das coisas que eu mais amo fazer, entendeu? Então tô 100% satisfeito.
De moto, né? Tem um bagulho legal para tu depois, depois a gente troca ideia.
Aí vai para Curitiba de moto.
Amanhã eu vou para Curitiba de moto para fazer meu show de stand-up.
5 horas de moto.
Tu nunca foi para longe para caralho?
Já nos Estados Unidos, né?
Só conta para nós aí.
É, eu consegui uma parceria com a BMW. Agradecer a galera aí.
Aí sim, hein, maneiro! É, vai de GS, só motocão então, vai de robozão.
Vou para Curitiba fazer o show na sexta-feira, né, e volto no sábado. E na outra semana eu vou para o Capital Moto Week, que é o maior evento de moto lá em Brasília, com a BMW também.
Nossa, que top!
Bom, então não, então não tenho nada para falar contigo não, cara. Justamente para desconectar com os cara da BMW. Caramba, tá bom, já tá conectado, já era.
Rock and roll total!
Nossa, eu vendi a moto sexta, né, mano? Eu vendi minha moto sexta-feira, aí tô sem moto agora. Ah, porque eu quis vender mesmo, porque agora tá com a BMW, né?
Agora pega de graça as motos dos cara e força.
Eu sempre quis ter uma Harley-Davidson, já tive há 2 anos. Tipo, a minha Harley para mim é meio pequena, eu tô com problema na lombar. Então, pô, a moto só reforça esse problema que eu tenho por causa da postura e tudo mais, amortecedor mais duro. Eu vendi e agora vou andar de BM, vou juntar e vou ver o que que acontece.
É maneiro de moto, é que as motos mais fodona, não sei o quê, não é milhões de reais, né?
A minha Harley-Davidson, cara, meu sonho foi R$39 mil. Tipo, o carro do meu sonho é meio milhão, tá ligado? É isso, é foda.
É outra ordem de grandeza, né?
Exatamente.
E eu tô naquela, no lance, eu tenho uma BMW S1000RR, cara, super esportiva para um velho anão, é uma merda.
Mas tu tem altura ideal para esse tipo de moto?
Eu tenho uma, fica uma pontinha dos dois lados, velho. Para manobrar de ré, eu tinha que ter uma ré. Você engatar e sair de ré, não tem, é muito ruim, muito ruim, velho.
Rampas, assalto, é muito ruim. Nossa, já sabe dançar mesmo. Imagina tu sambandinho de salto, caralho.
Ia ficar igual a Edna dos Incríveis.
Ó, eu vou ser sincero, nada de marcha ré. Você sabia que ele fez isso, a piada? Eu coloquei no no Instagram, você viu, né?
Qual?
Eu fiz a postagem esses tempos atrás da Edna, nada de capa, por causa de você.
Ele fez um vídeo com uma peruca Chanelzinho, mano, ficou a cara da Edna, a cara da Edna. Foi, foi Superman 1990, a capa entrou no avião, nada de capa, igualzinho.
Nada de capa então. Tem mensagem para a gente aí, Vitão? Eu esqueci, eu falei para galera mandar mensagem, eu não lembro se eu falei para galera.
Deixa eu ver.
Meu Deus, coisa horrível!
De novo.
Meu Deus, muito igualzinho a Edna.
É a roupa da minha filha, da alegria da minha filha.
Eu não sei o que que eu tenho para te dizer não, meu irmão.
Feio para caralho. Ainda bem, velho. Problemas de ficar bonito, velho.
Eu acho que não tem como. Eu acho que nesse sentido aí tu tá suave, irmão.
Não nasci para coisa, vou ficar despreocupado quanto a isso.
E o detalhe, nesse vídeo eu não tô, mas olha, eu tô com alto calçado. Que me deixa 10 centímetros mais alto, entendeu? Eu ando de moto com ele.
A gente usando o cara de assalto, não é salto, mas é plataforma.
Plataforminha, é 10 centímetros mesmo. Você fica 10 centímetros mais alto. É mole.
Dá para ele jogar basquete, Igão?
Não dá. Não, dá para causar impulsão. Impulsão eu tenho boa.
Cara, na época do Jordan teve um cara que jogou na NBA que ele tinha 1,68, eu acho. 1,65.
Jogava de quê?
Armador. E ele ganhou um campeonato de enterradas.
Caralho, bicho pulava muito!
Bota uma foto, pode botar uma foto aí. Bota uma foto aí no Google, mano. Digita Spud Webb, aí bota Dunk, que aí vai aparecer. S-P-U-D Webb com dois Bs. Esse maluco aí, vê se tem uma foto dele enterrando aí. Caralho, uns 68, uns 65 ou 68.
Olha a altura, ele ia assim, o braço, olha o tanto que o braço dele passou da parada.
Ele ganhou esse campeonato aí.
Nossa, meu irmão, brabo!
Que que é isso?
Para mim, nos campeonatos de enterrada da NBA, o cara que é mais baixo, ele já tem que estar na frente, mano, porque é muito mais difícil para ele, cara. Tipo, ele tem, ele tinha, sei lá, 1,65, tinha um cara competindo com ele que tinha, sei lá, 2,04. Porra, ele tá muito em desvantagem. Qualquer coisa que ele fizer para mim vai ser mais impressionante, entendeu? O moleque, o moleque que ganhou os últimos 3 anos tem a minha altura.
É o moleque que ganhou os últimos 3 anos, que é o McLung, que não é nem um absurdo, mas é bem alto, né?
Você vê como é que são as vantagens do cara mais baixo. Cara, 1,75m é baixo para caralho para eles.
É, mas aquele cara, o Spud, daquele tamanhinho ali, Sardinha, você é para Na verdade, para vocês dois, vocês que vocês dois imaginam de físico, né? É leve, mais leve, né? Se desenvolver os músculos da perna no volume correto, ele consegue uma impulsão foda, pelo visto, né?
Não por hipertrofia, que nem sempre mais hipertrófico é mais forte ou impulsão.
É potência, né?
Que é exatamente o que eu falei do Chris Bumstead. Percebeu como a gente chega sempre no Chris Bumstead?
Teve um professor meu da faculdade, eu não lembro se foi de fisiologia ou anatomia, que eu perguntei para ele por que que, tipo, a gente assistindo o jogo da NBA, os jogadores negros saltam mais alto do que os brancos em geral. E aí ele falou que tem aspecto de fibras musculares, e boa parte dos jogadores negros, e tipo, se você pegar uma foto do LeBron descalço, isso acontece, o osso do calcâneo deles é mais prolongado para trás. Então gera uma alavanca melhor para panturrilha.
Sim, puta, que legal! Isso é um nosso, é legal para caralho, biomecânica legal, muito foda, que joia! Mas você viu como é que entramos no Chris de novo? Porque ele treina impulsão porque ele quer ficar funcional, ele é multifatorial, multifatorial, entendeu?
Tem um cara que ele jogou na época do Jordan também, que se ele quisesse ser bodybuilder, mano, ele seria tranquilasso, que é o David Robinson. Bota uma foto dele aí, mano, para eles verem. O cara bizarro, mano. Ele era da Marinha Americana e jogava na NBA. Acabou. Bota aí, David Robinson.
Já era.
Nossa, jogar na— você, marine.
Olha essa foto.
É, não, aqui é isso, é um gigante.
Tronco com tronco no amigo desse.
Não, ele era bizarro, mano. Pele fininha, cheio de veia. Ele era sinistro demais.
Sinistro mesmo. Caralho, das antigão isso aí, cara.
Ah, isso aí é década de 80 para 90. Tipo, o Jordan, o Jordan tem as mesmas características de ser secão e bem fibrado, mas ele tinha muito mais volume, tá ligado?
Caralho, que cara grande!
Será que um cara desse aí vingava hoje na NBA?
É, eu não assisti ele jogar, mas tipo assim, ele era pivô. Hoje em dia os pivôs jogam de uma forma muito diferente, pivô arremessa muito de 3 hoje em dia, tá ligado? Tipo, Shaquille O'Neal hoje em dia ia ser um expoente, mas talvez não tanto quanto nos anos 2000, quando ele jogou, porque os pivôs ficavam dentro do garrafão embaixo da cesta. Hoje em dia os pivôs chutam de 3. Tu vê o Wembanyama, o francês, o cara tem acho que 2,29.
Não vou fingir que eu manjo muito não, tá?
Mas a filosofia é legal para caralho.
Mudou muito o jogo, mudou muito o jogo. Hoje em dia os caras arremessam muito mais de 3 do que antigamente.
Que joia!
Isso é legal, cara. Eu não era mais legal nas enterradas.
Eu acho, eu acho, eu acho que o basquete até 2016 assim eu achava mais legal de assistir. Porque tipo assim, 2016, 13 para 16, ali nessa fase, o Golden State Warriors, que é o time do Curry, que hoje o Gui Santos joga lá e tal, foi o time que popularizou muito o arremesso de 3, o jogo rápido de contra-ataque e tal. Não é o estilo de jogo que eu gosto de ver, tá ligado? Então tipo, jogadores, teve um pivô, jogou no Minnesota Timberwolves, que era o ídolo, e jogou no Boston, que é o Kevin Garnett.
Eu vi um vídeo dele outro dia, um mixtape que fizeram lá fora, E ele fazendo vários arremessos um passo dentro da linha de 3. Hoje em dia ninguém faz isso, que era um arremesso longo de 2. Então hoje em dia, com vários estudos de estatística, modernidade e tal, ciência, os cara fala, mano, para tu arremessar um passo dentro da linha de 2, você vai precisar de X arremessos, e para arremessar de 3 tu vai precisar de, sei lá, meio X, tá ligado?
Então hoje em dia o jogo mudou muito, evoluiu muito, os pivôs estão mais rápidos, mais magros, mas teoricamente não ficou tão bonito. Eu achava antigamente mais legal, tinha mais jogo de um contra um, os cara faziam mais bandeja, tinha mais enterrado, tinha mais toco. Mas muita coisa mudou, né, no jogo assim. Hoje em dia os juízes são muito menos tolerantes a provocações, sabe? Cara enterra na cara do maluco, dá um grito e vai técnica. Tá meio chato, sabe?
Entendi, entendi. Estilo judô, que o cara não fez um golpe certo, não deu um koká, por exemplo, não deu, E a hora que eles vão para o chão bater, o cara para e fala, pô, mas judô é chão também, caramba.
Exatamente.
Não é possível.
Exatamente.
Deixa rolar essa porra aí, vamos ver, entendeu?
É meio VAR hoje em dia.
É tipo o cara que vai fazer uma lambreta e o juiz dá um, sobe na bola, pula lá.
Desnecessário, provocou.
Meu velho, como é que pode? É a coisa mais absurda do mundo. Quer dizer, você é punido pela sua habilidade. É, pela tua habilidade, é absurdo.
Neymar, por exemplo, como eu fui Eu gosto do flame, que é: tô ganhando, irmão, toma aqui um teabag. Não quer tomar um teabag?
Melhora. Sim, sim, é isso aí. Na minha opinião é. Eu acho ridículo, cara, quando você é punido pelo talento ou punido porque você tá se esforçando demais, sabe? Todo mundo tenta tirar, fazer demérito, sabe?
A Olimpíada, mais longe, cara, eu acho meio escroto tu punir o cara porque ele tá tirando um sarro, porque ele tá desestabilizando o mental do oponente também, tá ligado? É assim, subir na bola, tô ganhando de 3 a 0, vou aqui, não vê ninguém me marcar não, então vou subir na bola, é desestabilizar você aí, meu irmão. Eu quero mais é que tu venha me dar um carrinho, toma vermelho. Sim, faz parte do jogo, na minha opinião. Sim, galera não gosta, né?
Mas na minha opinião, ele é ilegal a princípio, não, né?
Mas tá se tornando, né? Sim, não ilegal na G4, mas os cara pune.
Eu lembro que teve um playoff, que umas finais que o Miami Heat jogou contra o Indiana Pacers, tinha um time muito bom na época. Lembro se foi 2011 ou 12, e o LeBron tava no Miami no auge físico dele. E aí tinha um cara no Indiana que era o Lance Stephenson, foi um cara, mano, que pentelhou o LeBron os playoffs todo assim. O LeBron, LeBron às vezes tava na quadra assim parado respirando, o cara ficava na cara dele assim, ó, infernizando o cara.
Tipo, eu já teria dado um murro no cara há muito tempo. Hoje em dia não pode Não dá para fazer isso, tá ligado? E eu falo, porque arbitragem não deixa, mano.
Cara, tá nesse nível.
E aí os caras estão muito mais chatos assim hoje em dia com a regra.
Então aí o jogo é isso que eu tô falando, vai perdendo o brilho da parada.
O que ele falou já me desanimou eu, que não sou especialista, entendeu?
Então, mas o que será que os atletas acham? Será que eles acham que piorou também? Porque no fim quem tá fazendo esporte na assim, no mais alto nível é os cara, né? Então sei lá, né, mané, se a mudança foi boa para eles. É que o que acontece, isso que eu tô falando aqui do futebol, do cara que sobe na bola, isso é controverso, hein? Eu vou chutar aqui que a maioria dos jogadores, porque todos que eu conversei eram a favor, eu vou chutar que a maioria dos jogadores vai curtir o sarro que tu tira com outro cara, entendeu?
Quem tá falando que é escroto é o chorão, é o cara que sempre pede, é sei lá, entendeu? Que não aceita brincadeira.
Sim, acho que eu penso que esse é um diferencial para o negócio. O que que é interessante para nós, entende o que eu quero dizer? O que seria interessante para mim ver? Eu gostaria de ver isso.
E eu acho estranho essas mudanças na NBA, sendo que o americano faz de tudo pelo show business. É uma coisa meio controversa assim. Uma coisa é a NFL trocar a regra do futebol americano de certos impactos. Porque, pô, jogadores depois de um tempo desenvolvem, sei lá, esclerose.
Porra, aí é outro nível.
Tem até um filme que o Will Smith atua, que ele representa um médico que ele tentou brigar com a NFL quanto a isso. Assim, teve evolução dos materiais, os capacetes mais acolchoados e tal.
UFC também teve que mudar um monte de coisa.
Exatamente. Agora, pô, na NBA, cara, tem uma regra que o cara, o juiz olha, ah não, se pendurou no aro muito tempo, técnica. Pô, isso é ridículo. O ar aguenta um carro, não vai quebrar, tá ligado? Não vai quebrar. Deixa o cara comemorar a cesta dele, mano.
E fica, e vou te falar que fica muito mais plástico.
O ápice do basquete é enterrada. O cara às vezes faz uma jogada foda perdendo, ele vai virar o jogo, aí ele vai se pendurar. Aí não, não pode.
Nossa, eu me penduro.
Você falou, lógico, eu sou um merda, não consigo, mas eu me penduraria se eu fosse.
Falando nisso, o Bravo, a NFL NFL para mim é o sinônimo do desempenho físico.
NFL sinistro.
É, para mim o jogador de futebol americano é o auge, é, os caras são tudo tanque de guerra.
Tem um vídeo no YouTube de os caras fazendo análise muscular dos jogadores para entrar na NFL, que é no Combine, e teve um jogador que é o, poxa, que isso, o nome do cara, mas ele é tipo um jogador de linha, gordaço gigantesco. Ele fez Se eu não me engano, 49 ou 50, 54 repetições de supino com 100 kg em 1 minuto. Meu pai amado, tem esse vídeo no YouTube.
É mesmo?
O cara senta na barra e tem 225 libras, que é um dos testes físicos que eles fazem. O cara deita com 100 kg, ele faz assim, ó, 49 repetições, eu acho, em 1 minuto.
É assustador, velho, muita coisa. É assustador, é o auge da preparação. Esses caras têm impulsão, tem velocidade, resistência, Ele troca de direção.
Aí tu olha, não tem shape, ele precisa para jogar futebol americano.
Ó o que eu falei, por isso é que quando você vê um cara completo, você tem que tirar o chapéu para o cara. O cara salta, o cara é bom, o cara tem saúde, cara, não sei o quê. Isso é que é legal.
Como é que é o nome desse cara aí, cara?
Se tu botar no YouTube é 225 bench press NFL record, vai aparecer. Eu não lembro o nome do cara, mas, mano, é assustador.
Eu quero ver.
É muito bizarro.
Não, eu quero ver também 49 repetições. Puta que pariu, 1 minuto, 5 de cada lado.
A gente não faz isso.
Bom, então as mensagens para a gente aqui. Mas antes das mensagens, a gente falar do parceiro que tá com a gente hoje aqui, que é Hashtag Treinamentos, que é a maior escola do mercado de trabalho digital da América Latina. Que que isso quer dizer, meu irmão? Tá querendo ser promovido? Tu tá querendo trocar de emprego? Tu tá querendo aprender um hobby novo, cara? Hashtag Treinamentos tem lá a comunidade impressionadora, que inclusive a gente fez uma parceria que tá te dando aí R$500 de desconto.
E eu tava falando da comunidade impressionadora, que ela agrupa todos os cursos da hashtag. Então você aí que tá pensando, cara, IA não é para mim, não consigo aprender, o máximo que eu sei é perguntar para o ChatGPT como é que se faz um empadão de frango, irmão, lá na hashtag treinamentos os caras vão te ensinar falando a tua língua para você sair do zero até entender do que que se trata para valer. Tá? E eu não tô falando de um curso de IA que tem lá, eu tô falando de todo o conjunto de curso da hashtag treinamentos, tá incluso na comunidade impressionadora, que tá com R$500 de desconto para você se você usar o cupom FLOW, tá bom?
Então tem o QR code aí, tem o link aqui na descrição, entra lá, eu tenho certeza que tu não vai se arrepender. Até porque o melhor investimento dá para você fazer é investir em você mesmo, meu irmão. Não dá para você, é assim, veja, Se você consegue, se você, se você aprende habilidades novas, é ruim de tudo, tu tá exercitando a parte mais importante que faz você, né, tomar as melhores decisões, que faz você não ir assistir o Podpah Efésios, tá bom?
Então vai lá na hashtag treinamento, QR code aqui, link na descrição, usa cupom FLOW, tu vai ganhar R$500 de desconto aí na comunidade impressionadora. O Massami mandou aqui, ó: boa noite a todos, gostaria de dizer que o Sardinha é uma inspiração de vida, uma pessoa fodástica. Queria que ele contasse do dia que tava com uma mulherzinha e mandando mensagem para o Igor. Que porra é essa, Sardinha?
Cara, isso foi muito engraçado.
Como é que eu vou falar um negócio?
Só não falar nomes.
Eu queria saber o seguinte: Inspiração em quê, seu puto?
Na dancinha de cowboy boy?
Você quer realmente que eu te inspire? Essa é a pergunta. Inspiração de vida do quê? Vida sexual? É isso que você quer que eu explore aqui? Não, ele quer só desse puto.
Ele quer que tu conte a história do dia que tava com a mulherzinha mandando mensagem para o Igor.
Não quer contar?
Conta você.
Eu tava em casa, né, vendo um vídeo do Shaolin, 98. Do nada chegou a mensagem desse louco: filhão, tudo bem, cara? Eu tô com uma mulherzinha aqui em casa, mas eu não sei o que tá acontecendo, velho. Eu meto, meto, meto, meto, meto, meto, não consigo gozar, velho. Não sei se é minha testo, não sei. Já mandei mensagem pro Dr. Jorge pra ver o que que tá que tá, eu não sei o que, peraí, peraí, peraí que ela tá vindo. Aí acabou o áudio, aí acabou o áudio, aí daqui a pouco chegou outro.
Filhão, ela foi lá para o banheiro, tá secando o cabelo, cara. Eu não consigo, não consigo gozar, velho. Mito, mito, não sai nada e tudo mais. Já fiz, subiu pelas paredes, chupei cu, gozou até umas horas, mas eu não consegui gozar, velho. Eu não consegui.
Eu preciso falar baixo, tá?
Porque ela tá ali no banheiro.
Mas aí é quase o áudio do Blastoise, né?
Mas aí, pelo menos eu comi um cozido. Foi o melhor áudio que eu recebi na minha vida, mano. Eu vou guardar isso.
Alguém tem que pegar esse áudio aí e botar uma música e fazer uma música.
Caralho, uma música, né?
Faz uma música com essa porra desse áudio aí. Ele já não é mais segredo mesmo. Foda-se, né? Agora faz uma música aí, foda-se, fazer uma paródia. Puta que pariu, meu irmão!
Imagina uma paródia da mídia mista. Não consigo coçar.
Ó, o Plano 83 mandou: quando é que essa turma virá para João Pessoa? Queria muito ver um show do Igor por aqui e um treino com Peixão. Ainda viabilizo o sonho da mansão própria aqui na cidade.
Ih, caralho!
Peixão foi capturado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, viu, meu irmão? Tá, só para você saber essa porra.
É um peixe.
Bom, se for levar em consideração do apelido, solo até o topo da cabeça, é muito mais fácil dar pulado que dar volta.
Essa é uma boa frase.
É um, inclusive, um puta elogio, né?
Você pula, mas não dá volta. Gostei dessa. Eu não posso crescer para cima, eu cresço para os lados. Foda-se.
É igual comigo, né, cara? Complicado isso aí, né, cara? Mais fácil subir, pular, né?
Como é que o cara vai lembrar do Sacane, velho? Como é? Da onde ele foi tirar isso?
Meu irmão, o cara, ele, eu não sei, cara.
Então respondeu para ele: João Pessoa é uma segunda terra que eu quase morei lá, inclusive. É quase, porque eu tenho muitos fãs lá, cara, muitos. Dos fãs. Eu andava, eu fazia o aeróbio, fui fazer algumas palestras e eu andava na praia, eu não conseguia fazer o aeróbio, velho. Paravam toda hora foto, vídeo, pessoas, senhoras, sabe assim, senhores, família, né? Muita. Eu sou apaixonado por família, né, velho? Então chegou você com sua filha, aí fudeu, sabe?
Eu fico ali com vocês, quero escutar sua história, né? E eu fazia isso muito em João Pessoa, Durante um, acho que eu fiz umas 4, 5 palestras seguidas, fiquei louco pela cidade. Aí eu falei, vou morar lá. E uma época em específico que eu tava sendo maltratado pelo meu pai e minha mãe, sem mais sem menos, sem mais sem menos, velho. Assim, eu morava com eles inclusive, tava morando com eles porque eu queria ajudar eles a ficar ali, a puxar eles para vida, sabe, porque tinham uns 70 e tantos anos.
Falei, puta, que que eu tô fazendo aqui, cara? Pô, meu pai, minha mãe, eu faço de tudo, trampo para caralho, não tenho nada assim que eu veja que realmente esteja merecendo ser isso. Não sou filho bastardo, sabe, de um cara que desleal com a família. Não, tudo eu que banco, não só de grana, mas como do resto. Eu que resolvo, faço isso, aquilo. Sou um filho único decente. Sabe quando você chega a esse patamar de autoconfiança, é autorreflexão.
Eu falei, vou embora, velho, vou viver igual playboyzão. Liguei para lá, os meus amigos na época, todo mundo, né? Não, vem, vem, vem, vem, vem, vem, vem. Fechei parceria com uma loja de suplemento, Suplemento e Companhia, se não me engano, ou Companhia e Suplemento, alguma coisa assim. O meu amigo querido Consegui uma parceria no Shopping Maian, que eu conseguiria todas as refeições do dia lá, comida saudável.
Mesmo nome do espetáculo do Osvaldo.
Maian? Não, não, Maia. Na praia de Manaíra, em João Pessoa. Não vou perguntar para ele. Enfim, shopping é alguma coisa assim, e ficava à beira-mar. E eu aluguei, aluguei, tava negociando um flat em frente ao mar. Falei, vou viver igual um playboy, vou sair, deixa eles aí, eles estão me maltratando, eu vou embora. Tô fazendo o meu máximo, não tá bom, meu trabalho já era pela internet, eu vou embora. E aí acabei não indo, por quê?
Porque na mesma semana eu falei para eles que eu ia embora e aí todo mundo começou a mudar, mudou, e eu falei, família, vou ficar. Mas eu queria morar em João Pessoa, quase.
João Pessoa nunca fichou de stand-up, mas a gente vai marcar aí, tá?
Se tu for um contratante aí que gosta do show do Igor, Contrato o Igor para ele fazer um show.
E se você é de Curitiba, sexta-feira agora tem show, tá? Eu mandei o QR code aí, o link para o Bruno, não sei se ele botou.
Vai estar em algum lugar aí.
Valeu. É, e outra, às vezes tem uma academia, o cara faz uma academia, faz uma presença VIP comigo e na noite faz o stand-up comigo. Ah, seria bom demais, né?
Manda dupla, contrata dupla aqui.
Durante o dia nós fazemos uma presença VIP, treinamos juntos, e no stand-up ele faz stand-up, eu canto no stand-up.
Que fofinho!
E depois Clube das Mulheres. Foda-se!
O show em Curitiba é quando que tu falou?
Sexta-feira agora, dia 17, no Teatro Bom Jesus.
Tu vai de motoque igual maluco?
Entendi. Patrocinado pela BMW.
Foda demais! Bom, e tu que tá assistindo aí, tu vai nesse show, né? Tu mora em Curitiba, com certeza.
Pô, tem que ir! Terceira vez que eu faço show lá.
É, e é maneiro fazer show em Curitiba. Os cara em Curitiba gosta de comédia pra caralho.
Primeiro show que eu fiz em Curitiba da minha turnê foi em setembro de 2024 lá em Curitiba, no Curitiba Comedy. Deu 360 pessoas no bar. Nossa, lotou!
Maneiro!
E agora vai ser a primeira vez que eu faço lá num teatro. Então eu conto com a sua presença aí, que o aluguel do teatro é caro.
Então compra essa porra, mano! Tem que vingar!
Ó, tem o link aí. Aí tem o resto da agenda também, né, que vai estar lá no teu Instagram, imagino.
Tem lá na bio do Instagram também, quem quiser olhar. Vou fazer show emoji Campinas. Balneário, Blumenau.
Graças a Deus, Deus abençoe.
O Sardinha Classic mandou: boa noite, mestres. Sardinha, como você tem tratado o seu problema de epicondilite?
Ai, pajé, com fórmulas do pajé, cara. Eu tô fazendo oclusão pela primeira vez, não pela primeira vez, pela segunda vez, mas dessa vez tô fazendo um pouco mais. O sistema de oclusão, que é um garrote, praticamente um garrote, uma pressão controlada, e treinar os movimentos do tronco com o garrote.
E o que é epicondilite?
A epicondilite é exatamente isso, uma tendinite no epicondilo.
Uma inflamação.
Só que eu tenho as duas.
É que, pô, que diabo é um epicondilo?
É aqui no cotovelo.
É uma tuberosidade no seu úmero.
Música, música, música.
No seu umbigo, no encontro com o rádio A1, né? Isso, exatamente.
Então é no cotovelo?
Exatamente.
Tá bom. Então por que tu não falou cotovelo?
Eu queria deixar Mumuzi explorar, Magulho. Tá bom, ele é muito bom. De primeira.
Tá bom. Então tu tem um problema aqui que para tu conseguir treinar com isso, tu resolve com garrote no—
Primeiro de tudo, treinar com oclusão, maravilhoso. Segundo, Mudar a biomecânica das máquinas, ou seja, mudar o movimento de pegada. Fazer uma rosca direta, se fizer fazendo com a barra reta vai doer mais. Faz com a barra W. Vou fazer um puxador, não faça pegadas inversas, vai sentir dor. Faz pegada pronada e abre um pouco mais. Então tem que fazer alguns truquezinhos. Vou fazer tríceps, usa corda ao invés da barra, que às vezes a barra torce o túnel do carpo e às vezes ele prejudica inclusive os flexores, né?
Você torce e o cotovelo vai dar uma estralada. Então muda os posicionamentos para ficar mais móvel, para você mudar a tua posição de punho, porque o punho desenha o movimento para onde você quer.
A máquina limita mais, né?
Máquina limita mais.
Então o que você tá falando, vamos lá, se tu ia usar uma barra W na cordinha, quer dizer, se tu ia usar barra W, tu usa a cordinha, que a cordinha tu consegue ter mais mobilidade do punho, teu corpo vai guiar o movimento que é mais confortável para ele.
E aí acha a posição abre o cotovelo, fecha o cotovelo, a mão vira para dentro, entendeu? Mude adaptações, faz adaptações biomecânicas para você e usa oclusão.
Às vezes só de tu trocar o cabo por o halter, por cabo, também melhora. Tipo, se eu for fazer o tríceps francês com halter, eu sempre sinto incômodo. Aí eu vou, faço com cabo, sinto nada, acabou.
E esse negócio de oclusão, especialista é o Guilherme Teles, meu amigo, PhD.
O que mais de todos os exercícios assim tem Sabe desenvolvimento? Esse eu não consigo fazer por causa do meu ombro. Então, então eu, quando eu tava treinando, eu treinava, acabava treinando o ombro de outro jeito porque tinha nas máquinas, senta em cima, incomodava. Não é nem que incomoda, é que não dá mesmo. Meu ombro é meio fora do lugar, dói para caralho assim, tipo, ele começa a estalar e faz um barulho. Então aí a gente acaba, o conselho dos cara é treina, treina o ombro, mas de outro jeito.
Outra coisa, dumbbell, jogar para frente, pequenininho, curtinho o movimento. Ah, precisa amplitude? Bobagem. Amplitude é bom para você hipertrofiar, para o cólimo, para nós e tudo mais. Tem uma patologia, encurta o movimento. Aqui não dói, aqui doeu, para, só treina ali. Faz sentido, é lógico, porque senão você para o treinamento por causa do impedimento da amplitude. Amplitude, mas amplitude não é o melhor. Mas não é o melhor, é o melhor para você, o que dá para você fazer.
É muito simples. Os cara briga com isso, velho, de verdade. Até isso, você tem uma ideia, os caras brigam. Fala, o Jay Cutler fez a vida inteira desenvolvimento assim, ó, e é 4 vezes Mister Olympia. Aí você fala, putz, mas vai falar da droga. Os caras falam em cada coisa, fala que você fala, é muito burro, muito burro, velho, é muito burro. Cara, nós estamos vendo todo mundo ser campeão, mas ele tá fazendo um movimento sem tanta amplitude.
Por quê?
Porque fica confortável e não machuca. Por quê? Porque o cara vai fazer um milhão de vezes aquilo. Não é para hoje. Musculação não é aguda, musculação é crônica. Hipertrofia é crônica, não é aguda. Então, ah não, mais perfeito, mais certinho, mais eficiente. Ah, vai se foder.
Sabe a puxada que você faz sentado? Eu tava fazendo um exercício de puxada, só que eu tava com uma crise de contratura na lombar. Aí o que que eu fiz? Não vou sentar, porque quando senta meio que acentua essa crise, porque tem ligação com psoas, que é o músculo que flexiona o quadril. Aí eu falei, eu vou fazer de joelho no chão atrás do banco. E aí fez, mano, de boa, não senti nada. Aí vem uma porrada de gente encher o saco nos comentários, o banco é para quê?
Caralho, para enfiar no teu cu, viado! Porra, faço como eu quiser, maluco, não fode, porra!
O banco é meu, caralho! Não, o Jornal é vítima demais dessa coisa. Os caras, todo mundo pega.
O Jorlan vai, posta um vídeo fazendo um desenvolvimento no rack, que é uma máquina de perna. Mas você tá confortável para o cara fazer? E se trabalha o ombro, caralho, foda-se que ele quer fazer, cara. Foda-se, entendeu? Só que as pessoas hoje em dia são muito quadradas, mano. Aí vai o Jorlan de sacanagem, ele vai, posta um vídeo, sei lá, do Flex Lewis fazendo o mesmo exercício. É o Flex, hein?
Tá errado?
Tá fazendo, hein? Ó, vai lá reclamar. É muito engraçado, eu amo muito.
Exatamente. Mano, é, o Jorlan, ele melhorou, piorou e depois melhorou de novo, porque ele antigamente era um homem das cavernas. Aí eu buzinava na cabeça dele, falei, Jorlan, para, velho, você vai sofrer para caralho. Mostra uma câmera, põe uma câmera dentro da caverna e filma isso aí, porque a velhinha ela não sabe que você é um musculoso que cozinha, entendeu? Ela vai te respeitar muito mais. Porque ela cozinha, mas ela não é forte como você.
Então põe uma câmera você fazendo uma coisa normal que a pessoa vai humanizar teu trabalho. As pessoas se sentem mais próximas, identificação. E falava, buzinava na cabeça dele, velho, explodiu, né? Explodiu, tá vendendo bem, tá trabalhando com tudo e tudo mais.
Aí explodiu.
Só tem um negócio, saiu, ele hateava todo mundo, odiava todo mundo, odiava e xingava todo mundo, era brincadeira. Melhorou e agora piorou, agora tá puto de novo.
Mas que buceta é essa, porra? Capemba! Já sei que família, desculpa, mas que buceta é essa?
Exatamente, fala uma merda, com todo respeito, vai tomar no seu cu.
É muito carioca isso, é muito carioca.
Sardinha, Igor, muito obrigado pela moral, obrigado pelo tempo de vocês.
Igor, muito obrigado, velho.
Ó, essa daqui é a tua para a câmera, se quiser mandar mensagem para quem tá assistindo a gente.
Cara, eu quero mandar uma mensagem para todo mundo que acompanhou aqui, porque eu sei que eu fiz um monte de— eu forcei as pessoas a ficarem por mim. Porque para ficar pelo Igor, e para ficar pelo Igor não foi forçado, eu tenho certeza absoluta, eu tenho certeza absoluta. Por quê? Porque o brasileiro, ele tem a tendência a esquecer os mais velhos. Então eu fiz, eu falei, eu fiz a propaganda verdadeira, porque realmente para mim é uma realização maravilhosa, segunda vez que eu tô aqui, e você sabe que é verdade.
Contar coisas do coração faz bem para caramba para alma. Você sabe, você tá do lado de pessoas que te admiram há muito tempo, e aquilo trouxe uma relação até de pai e filho também, é outra realização. E vocês darem atenção para o velho é legal para caramba, cara. Sabe por quê? Porque Você sente que tudo que você fez até hoje, por mais que seja alguma cagada, valeu. Tá tudo bem, tá tudo ok. Tô aqui, tô vivo, tô tentando ser o melhor. Então muito obrigado.
Sem chorar, hein, Sardinha?
Sem chorar.
Da última vez que tu chorou.
É, hoje eu tô mais controlado. Ri mais do que chorei, né?
Verdade.
Não se esqueçam. Hoje rimos muito, né? Não se esqueçam, o que nós temos aqui foi mais um papo de amigo.
Certeza.
E rimos e choramos. Não choramos dessa vez, mas a ideia é essa. O podcast tem que ser desse jeito, na minha opinião.
Eu gosto, eu prefiro também.
Fica, ele tá com um semblante gostoso de ver assim, legal. Melhorou, né? Sensacional. É isso.
E tu, Igor, muito obrigado pela moral também.
Aquela ali é tua. Obrigado vocês que assistiram esse podcast aqui. Continua assistindo o Flow. Valeu por acompanharem todos nós aqui. Foi um prazer enorme estar com esses caras que moram no meu coração.
Amém!
Então tá, deixa que eu falo.
Ai, meu cozinho preto!
Segue o Igor lá nas redes sociais dele lá, cara, e vai lá ver quais são os shows que ele tem para fazer no futuro. Que você que gosta do cara e não vai no show, não tô te entendendo. Essa é a verdade. Então segue o cara, ó. Tanto as redes sociais do Sardinha quanto do Igor estão aqui no comentário fixado. Então segue os cara lá, tá bom? Especialmente se você curtiu esse episódio aqui. E aí, se você curtiu, já sei que você já se inscreveu, que você já deu like, tu já compartilhou lá no grupo da família, no grupo da igreja, no grupo do, sei lá, dos cara que tá discutindo política, do grupo dos maromba, no grupo dos jogadores de basquete e dos cracudos também.
Então, das mulheres e das mulheres, mas ó, obrigado mesmo pela moral por estar com a gente aqui essa noite. Vira membro aí do canal, cara, custa menos de R$8, dá nem para tu comprar uma cera, e a gente faz conteúdo exclusivo para vocês aí o tempo inteiro, tá bom? Na descrição tem o Discord para você sugerir novos episódios e novos convidados também. E é isso, um beijo para vocês, gente.
Obrigado mais uma vez, falou, beijinho, tchau!
Hashtag Treinamentos
Comunidade ImpressionadoraOficial Farma
Suplementos